Paulo Okamotto

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Editado pela última vez em 25 de outubro de 2016.
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Paulo Okamotto
Paulo Okamotto em 2007.
Nome completo Paulo Tarciso Okamotto
Nascimento 28 de fevereiro de 1956 (61 anos)
Mauá,  São Paulo
Nacionalidade  brasileiro
Ocupação Empresário, político e ex-metalúrgico

Paulo Tarciso Okamotto (Mauá, São Paulo, 28 de fevereiro de 1956) é um empresário, ex-metalúrgico e ex-sindicalista brasileiro de ascendência japonesa.

Foi presidente do SEBRAE entre 2003 e 2010, durante o Governo Lula (2005-2010). É amigo pessoal do ex-presidente.[1]

Em 14 de setembro de 2016 foi denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) na Operação Lava Jato.[2] Em 20 de setembro de 2016, o juiz federal Sérgio Moro aceitou a dnúncia do MPF, e Okamotto se tornou réu de ação criminal.[3]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Metalúrgico, trabalhou como fresador de ferramentaria na Inbrac.[1]Integrou a diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC em 1981, no primeiro mandato de Jair Meneguelli, como diretor de finanças. Cumpriu mais dois mandatos como segundo secretário e diretor do departamento jurídico.

Em 1989 coordenou, junto com José Dirceu, Cezar Alvarez e Rui Falcão, a primeira campanha do então candidato a presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na primeira eleição presidencial direta no Brasil depois de 29 anos.

Foi presidente do diretório estadual do PT de São Paulo.

Em 1990, mais uma vez junto com Lula, Paulo Vannuchi, Clara Ant, companheiros do sindicato, intelectuais e lideranças da sociedade civil, participou da criação do Instituto Cidadania, do qual seria responsável pela gestão administrativa e, em 2001, presidente.

Em 2003, assume a diretoria de administração e finanças do Sebrae. Em 2005, é eleito presidente da entidade, cargo que ocuparia até 2010.

Em 2011, foi um dos fundadores do Instituto Lula[4] e desde então é o presidente do instituto até hoje.

No dia 4 de março de 2016, em São Paulo, Okamotto foi levado por agentes da Polícia Federal (PF), mediante mandado de condução coercitiva, a fim de prestar depoimento na sede da PF, durante a 24ª fase (denominada Aletheia) da chamada Operação Lava Jato, que investiga casos de corrupção na Petrobras.[5][6]

Controvérsias[editar | editar código-fonte]

Mensalão[editar | editar código-fonte]

Em 2005, já como presidente da SEBRAE, foi acusado nas CPIs dos Bingos e a do Mensalão por pagar dívida de R$ 30 mil do então presidente Lula, sem declarar a origem da quantia, levando suspeita de origem ilícita. Em fevereiro de 2006, a CPI dos Bingos aprovou a quebra de seu sigilo bancário para apurar a origem do pagamento,[7] mas contrariando a CPI e a expectativa em geral, Okamotto conseguiu por ordem judicial para impedir a quebra. Até hoje, o caso continua sem solução.

Ameaças contra Marcos Valério[editar | editar código-fonte]

Em 2012, durante o julgamento do mensalão, Marcos Valério afirmou que lhes enviavam o "faz-tudo de Lula", Paulo Okamoto: "a função dele é me acalmar"[8].

Em 2013, foi arquivada investigação contra Paulo Okamoto, por ameaça de morte feita contra Marcos Valério em 2005.[9]

Amizade com o ex-presidente Lula[editar | editar código-fonte]

Desde 2005, a mídia brasileira costumeiramente se refere a Paulo Okamotto como amigo muito próximo do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva.

Em 2011, quando Lula teve diagnosticado um tumor na laringe, Paulo Okamotto disse à mídia que o presidente estava reclamando de rouquidão.[10]

Em 2012, Paulo Okamoto e Clara Ant foram citados como representantes do Instituto Lula pelo jornal "Poder Online".[11]

Em 2014, a revista Veja o descreve como "uma espécie de anjo da guarda e faz tudo do ex-presidente, o responsável por manter a vida de Lula em ordem e longe dos holofotes da imprensa".[12]

Referências

  1. a b Paulo Okamotto conta como se tornou o braço direito do ex-presidente. Glamurama, 25 de agosto de 2013.
  2. «Lava Jato denuncia formalmente Lula, Marisa Letícia, Paulo Okamoto e Léo Pinheiro». Isto É. 14 de setembro de 2016. Consultado em 21 de setembro de 2016 
  3. «Moro aceita denúncia e Lula e dona Marisa se tornam réus na Lava Jato». Jornal Nacional. Globo.com. 20 de setembro de 2016. Consultado em 21 de setembro de 2016 
  4. «Paulo Tarciso Okamotto». Instituto Lula. Consultado em 7 de outubro de 2014 
  5. Andreza Matias, Fábio Frabini e Fausto Macedo (4 de março de 2016). «Justiça autoriza condução coercitiva de Lula e Okamotto para prestar depoimento». Estadão. Consultado em 4 de março de 2016 
  6. G1 (4 de março de 2016). «Os alvos da 24ª fase da Lava Jato». G1. Consultado em 4 de março de 2016 
  7. «Aprovada quebra de sigilos de Paulo Okamoto». Diário do Nordeste. 20 de janeiro de 2006. Consultado em 7 de outubro de 2014 
  8. ELIANE CANTANHÊDE (18 de setembro de 2012). «Chama o Okamoto!». Folha de S.Paulo. Folha de S.Paulo. Consultado em 7 de outubro de 2014 
  9. Ricardo Brito (31 de outubro de 2013). «Justiça arquiva investigação contra Okamotto por suposta ameaça a Valério». Estadão. O Estado de S. Paulo. Consultado em 7 de outubro de 2014 
  10. «Paulo Okamoto, amigo do ex-presidente, diz que Lula reclamava de rouquidão». Diário de Pernambuco. 29 de outubro de 2011. Consultado em 7 de outubro de 2014 
  11. «Família de Lula opta pela "privacidade" no Anhambi». Poder Online. 20 de fevereiro de 2012. Consultado em 7 de outubro de 2014 
  12. «Caso Rosemary Noronha». Abril. Veja. 20 de maio de 2014. Consultado em 8 de outubro de 2014 
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