Paulo Roberto Galvão

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Paulo Roberto Galvão
Nacionalidade brasileiro
Alma mater Universidade Federal da Bahia
Ocupação Procurador do Ministério Público Federal
Principais trabalhos Investigador da Operação Lava Jato
Prémios Global Investigations Review 2015

Paulo Roberto Galvão de Carvalho é um procurador Ministério Público Federal (MPF), que ganhou notoriedade por integrar a força-tarefa do MPF na Operação Lava Jato, atuando na Procuradoria da República no Distrito Federal.[1]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Em 2001, foi graduado em Direito pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Em 2001 a 2003 foi Defensor Público da União e em 2003 a 2004 foi Consultor Legislativo da Câmara dos Deputados.[2]

Em 2004 assumiu o cargo de Procurador da República do Ministério Público Federal.[2]

Sobre a operação[editar | editar código-fonte]

Em abril de 2015, em entrevista a DW Brasil, o procurador defendeu a delação premiada e disse que a operação já trouxe vários resultados, incluindo um valor de ressarcimento garantido de cerca de 500 milhões de reais, e disse esperar que ela tenha efeitos duradouros na política brasileira. "Esperamos que a forma de atuar dos partidos políticos e a forma desses partidos se financiarem mudem", declarou. O procurador disse ainda que o pacote anticorrupção proposto pelo MPF ataca o maior problema brasileiro: a impunidade. A Operação Lava Jato já tem um ano e, em alguns casos, as pessoas continuaram a praticar crimes mesmo após do início da operação", comentou Carvalho. "Então esse pacote anticorrupção tenta fortalecer também a legislação para diminuir as brechas que podem levar à impunidade."[1]

Em 4 de março de 2016, em entrevista a Rádio Jovem Pan, o procurador disse ao jornalista Claudio Tognolli que a Lava Jato é hoje o maior caso de cooperação internacional entre jurisdições, entre países que já houve no Brasil e um dos maiores do mundo. ainda de acordo com o procurador a operação já teria na época 82 pedidos para outros países auxiliarem a operação, e 11 países que já fizeram pedidos para o Brasil. Ainda de acordo com o procurador, no total houve uma cooperação com 28 países diferentes dentro da Lava Jato.[3]

Ao final de março de 2016, o procurador afirmou que o crime de corrupção muitas vezes não deixa vestígio, porque as coisas são feitas às escuras e, muitas vezes, de forma maquiada. É o que a gente está vendo no pagamento nos contratos feitos às empresas de consultorias, por exemplo. Tudo feito de forma aparentemente legal.[4]

Em junho de 2016, Carvalho disse se referindo a Lava Jato que "o mais importante de tudo isso é que a sociedade esteja atenta a qualquer iniciativa de barrar a Lava Jato. Na Itália, por exemplo, foram aprovadas várias leis que beneficiaram corruptores", assinalou.[5]

Premiações[editar | editar código-fonte]

Em 24 de setembro de 2015, Paulo Roberto Galvão foi um dos procuradores premiados pelo Global Investigations Review (GIR). O GIR é um portal de notícias consolidado no cenário internacional como um dos principais canais sobre investigações contra a corrupção e instituiu o prêmio para celebrar os investigadores e as práticas de combate à corrupção e compliance que mais impressionaram no último ano. Em seis categorias, foram reconhecidas práticas investigatórias respeitadas e admiradas em todo o mundo. A força-tarefa concorreu com investigações famosas como a do caso de corrupção na Fifa. Os países que disputaram o prêmio com o Brasil foram Estados Unidos, Noruega, Reino Unido e Romênia.[6]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

MENDONCA, A. B. ; CARVALHO, PAULO ROBERTO GALVAO DE . Lei de Drogas: Lei 11.343, de 23 de agosto de 2006 - Comentada artigo por artigo. 1. ed. São Paulo: Método, 2007. v. 1. 320p.[2]

Referências

  1. a b «"Delação premiada gerou reação em cadeia"». Carta Capital. Consultado em 22 de julho de 2016 
  2. a b c «Paulo Roberto Galvão de Carvalho». Escavador. Consultado em 22 de julho de 2016 
  3. «Procurador da Lava Jato aponta esquema ilícito: "montado como uma máfia, na base da confiança"». Jovem Pan. UOL. 4 de março de 2016. Consultado em 22 de julho de 2016 
  4. Renato Onofre e Thiago Herdy (27 de março de 2016). «Provas obtidas em um ano de Lava-Jato confirmam afirmações de colaboradores». O Globo. Globo. Consultado em 22 de julho de 2016 
  5. Luis Barrucho. «Expansão das investigações caminha para 'desfecho', diz procurador da Lava Jato». BBC. Consultado em 22 de julho de 2016 
  6. «Força-tarefa do MPF na Lava Jato ganha prêmio internacional de investigação». Ministério Público Federal. 25 de setembro de 2015. Consultado em 22 de julho de 2016. Arquivado do original em 1 de outubro de 2015 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]