Paulo Rosa

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Paulo Rosa
Nome completo Paulo Roberto de Oliveira Rosa
Nascimento 10 de outubro de 1950
Rio de Janeiro, Distrito Federal
Morte 15 de junho de 2012 (61 anos)
João Pessoa, Paraíba
Nacionalidade  Brasileiro
Ocupação Geógrafo, Ambientalista e Professor Universitário

Paulo Rosa (Rio de Janeiro, 10 de outubro de 1950João Pessoa, 15 de junho de 2012)[1]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Infância[editar | editar código-fonte]

O professor Paulo Rosa nasceu em uma família de classe média, em Botafogo, no Rio de Janeiro, porém, em meados dos anos 60 sua família se muda para Del Castilho. Nesse bairro teve grande aprendizado social.

Juventude[editar | editar código-fonte]

Em Del Castilho, Paulo Rosa experimenta algumas dificuldades financeiras, principalmente na época em que o país estava sob o regime militar.

Porém, nesse época, seu pai e sua mãe lhe fornecem os carácteres sócio-políticos principais que lhe marcaram a vida: respeito aos interesses coletivos e a busca por uma sociedade mais justa.

Durante sua adolescência ele foi escoteiro e frequentou a ACRIAPI (Associação Cultural e Recreativa do IAPI, na estrada velha da Pavuna), onde participou ativamente da vida associativa.

Essa fase da vida lhe proporcionou experiências que o levariam a se preocupar com os combalidos, principalmente os mais próximos a ele e essa característica esteve sempre presente e fundamentou suas posições perante a ordem social.

Nos início dos anos 70, sua irmã mais velha se muda para Brasília acompanhando o marido que para lá foi transferido, ocasião em que Paulo Rosa aproveita para expandir seus horizontes mudando para o planalto central também.

Nas novas terras inicia uma nova fase de sua vida, em que o legado social deixado por seus pais e experimentado em Del Castilho começa a tomar forma: na nova capital ele iniciaria sua vida docente

Sua passagem pelo Distrito Federal[editar | editar código-fonte]

Paulo morou primeiramente em Taguatinga onde conheceu Maria Nilza, com quem se casaria em 1975.

Depois de sua estada em Taguatinga ele se mudou para a quadra 114 sul na Asa Sul de Brasília. Nessa quadra ele experimentou uma profunda sensação de solidão, pois o estilo de vida da cidade não lhe proporcionava experiências como as tidas em Del Castilho.

Durante esse período ele dedicou-se a leitura, e em estado de introspecção, inicia seus estudos nos clássicos da filosofia, das obras de cunho marxista e lê também diversas obras de cunho teosófico, provenientes da influência materna.

Adentra no CEUB, que mais tarde se tornaria UniCEUB, para estudar Geografia e se licencia em 1979[2].

Durante seus estudos no CEUB, concentra a formação da sua biblioteca na busca dos clássicos da Geografia, reúne diversos livros e textos que lhe permitiram adentrar no universo da metodologia da ciência e da epistemologia, mas em nenhum momento deixou em segundo plano a verve pedagógica, pois via ali o meio para efetivamente contribuir com o social, que sempre foi sua grande preocupação.

Depois de graduado, ele fez uma especialização em geomorfologia na UNB, fazendo uma monografia sobre o rio São Bartolomeu. A partir dessa vivencia ele integra ao seu rol de investigação as ciências que dão suporte à Geografia, e essa interpretação -- de ciências que dão suporte à Geografia -- se torna mote de reflexão que perdurou durante toda sua vida acadêmica.

Morou em Brasília até 1985, dando aulas de Geografia, OSPB (Organização Social e Política Brasileira) e Religião em diversos colégios.

Sua passagem por Goiás[editar | editar código-fonte]

Em julho de 1985 mudou com a família para Anápolis-GO, porém, exerceu até o término deste ano a docência na Faculdade de Filosofia do Norte Goiano em Porto Nacional, que na época ainda pertencia à Goiás.

Em 1986 fixa residência nesta cidade exercendo o magistério na Faculdade de Ciências Econômicas de Anápolis (FACEA) , no curso de Geografia. Nesta faculdade, devido ao seu apreço à Pedagogia da Libertação, por considerá-la intimamente relacionada com as classes oprimidas (mas não submissas), e na tentativa de conscientizá-las politicamente, inicia com os seus alunos um movimento para a mudança do currículo, e acaba sendo demitido em 1987, pois a direção da FACEA interpretou o ato como sendo subversivo . Mas o que Paulo Rosa queria era adequar o currículo à Lei (Lei nº 6.664/1979) .

Em carta aberta os estudantes mais próximos iniciaram um movimento em prol do retorno do prof. Paulo Rosa para a FACEA. Nesse sentido, a Câmara Municipal de Anápolis também se expressou a esse respeito e enviou ao Secretário da Educação do Estado de Goiás um documento de repúdio ao ato, exigindo a readmissão imediata do professor Paulo Rosa ao corpo docente da FACEA. A Câmara, por meio de seus representantes, entendeu que a punição se caracterizava como um gesto de autoritarismo gerador de insegurança no seio da comunidade universitária.

A preocupação do professor Paulo Rosa era contribuir para a melhoria do ensino superior, além de tentativa de sugerir meios que favorecessem a participação dos docentes e discentes na reorganização das IES, ou seja, uma integração participativa e democrática para construir o futuro dos interesses coletivos.

Sua passagem por Tocantins[editar | editar código-fonte]

Sua passagem pela Paraíba[editar | editar código-fonte]

Falecimento[editar | editar código-fonte]

Sua linha de pensamento geográfico[editar | editar código-fonte]

Contribuição acadêmica[editar | editar código-fonte]

Contribuição ambiental[editar | editar código-fonte]

[3]


Contribuição social[editar | editar código-fonte]

À profissão do geógrafo[editar | editar código-fonte]

Ao ensino[editar | editar código-fonte]

Características de sua personalidade[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]