Paulo de Tarso Santos

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Paulo de Tarso Santos
Nascimento 12 de janeiro de 1926
Morte 13 de julho de 2019 (93 anos)
Cidadania Brasil
Ocupação político

Paulo de Tarso Santos (Araxá, 12 de janeiro de 192613 de julho de 2019) foi um advogado e político brasileiro.

Eleito deputado federal pelo Partido Democrata Cristão por duas vezes, posteriormente foi prefeito do Distrito Federal no governo de Jânio Quadros, foi ministro da educação no governo João Goulart, de 18 de junho a 21 de outubro de 1963, período em que lançou como nome nacional o educador Paulo Freire, dando-lhe o suporte para seu programa de conscientização, que compreendia a alfabetização de adultos. Teve como chefe de sua assessoria o sociólogo Herbert de Souza, o Betinho, e como chefe de gabinete Lauro Bueno de Azevedo. Entre os oficiais de gabinete estavam Luiz Olavo Baptista e Leopoldo Collor de Melo.

Com a ditadura militar foi obrigado a sair do país, permanecendo durante 6 anos no Chile acompanhado de sua família. Foi o primeiro brasileiro exilado no Chile, e quem deu apoio aos brasileiros que foram chegando como Paulo Freire, Fernando Henrique Cardoso, Almino Afonso, entre outros.

Foi Secretário da Educação do Estado de São Paulo no Governo de Franco Montoro, de 1983 a 1987, e diretor do Memorial da América Latina, localizado no município de São Paulo.

De acordo com o jornalista Jânio de Freitas, em matéria publicada pela Folha de São Paulo, em 21 de julho de 2019, Paulo de Tarso nunca teria recebido as devidas e justas homenagens as quais era credor:

"MEMÓRIA

Morto em São Paulo no sábado passado (13), Paulo de Tarso Santos era credor de homenagens que nunca lhe foram prestadas. Secretário e ministro da Educação, com Franco Montoro e João Goulart, foi grande deputado por dois mandatos, pelo Partido Democrata Cristão.

Foi sua a bravura de criar a CPI do IBAD, o falso Instituto Brasileiro de Ação Democrática com que a CIA e a embaixada dos EUA compraram as vitórias eleitorais de parte imensa do Congresso aqui formado em 1962.

O confronto e os riscos de hoje não se comparam aos daquele ano até o golpe de 1964. Paulo de Tarso foi dos primeiros cassados e perseguidos, exilando-se no Uruguai."

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


Precedido por
Teotônio Monteiro de Barros
Ministro da Educação e Cultura do Brasil
1963
Sucedido por
Júlio Furquim Sambaqui