Pavilhão Rosa Mota

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O Pavilhão Rosa Mota, no Porto.

Pavilhão Rosa Mota – anteriormente conhecido por Pavilhão dos Desportos - localiza-se nos Jardins do Palácio de Cristal, freguesia de Massarelos, na cidade do Porto, em Portugal.

Trata-se de um edifício em forma de calote semi-esférica, projecto do arquitecto José Carlos Loureiro.

Características[editar | editar código-fonte]

A nave tem 30 metros de altura e as suas bancadas têm capacidade para 4568 espectadores, mais 400 lugares para jornalistas.

História[editar | editar código-fonte]

O palácio original, inaugurado em 1865, foi construído tendo o Crystal Palace londrino por inspiração. Foi demolido em 1951 para nele se construir o novo recinto projectado pelo arquitecto José Carlos Loureiro.

Em 1952, ainda com a abóbada incompleta, realizou-se no então denominado Pavilhão dos Desportos, o Campeonato do Mundo de Hóquei em Patins, em que Portugal sairia vencedor.

Ao longo dos anos, o Pavilhão dos Desportos foi acolhendo, não apenas jogos de hóquei em patins, mas também de badminton, basquetebol, andebol, voleibol, boxe, judo, ginástica, patinagem, esgrima, futebol de salão, halterofilia, ténis, ténis de mesa, escalada, etc. Aqui se têm realizado também diversas actividades recreativas e culturais, nomeadamente, espectáculos musicais, teatro, circo, congressos e exposições, etc.

Tal como tinha acontecido com o seu antecessor, o Palácio de Cristal, também o Pavilhão dos Desportos albergou numerosas feiras da Associação Industrial Portuense.

Em 1991 passou a chamar-se o Pavilhão Rosa Mota em homenagem a uma das mais ilustres atletas portuenses.

Actualmente, o edifício encontra-se em vias de classificação.

Em 2008[editar | editar código-fonte]

Em 2008, nos vários eventos realizados, passaram quase 67 mil pessoas no pavilhão. A este número, acrescem os visitantes da Feira do Livro, cujos dados oficiais são desconhecidos.

A exposição sobre Leonardo da Vinci levou 23 500 pessoas ao Rosa Mota.

A Feira da Maratona do Porto, levou 13 mil pessoas.[1]

Reabilitação[editar | editar código-fonte]

Projeto de 2007[editar | editar código-fonte]

Em Junho de 2007, foi anunciado um plano para transformar o Pavilhão num moderno espaço multiusos da autoria do arquitecto, autor do Pavilhão em 1951, Carlos Loureiro.

Seria uma estrutura com as mesmas valências do Pavilhão Atlântico, em Lisboa, embora com apenas 60% dos lugares sentados e 40% com plateias. Tendo em conta esse objectivo, o estudo da requalificação foi feito pela Parque Expo.

O início das obras estava previsto para o final de 2010. A requalificação, orçada em 18,5 milhões de euros, deveria estar concluída no último trimestre de 2011.

As alterações que seriam implementadas no edifício (sem modificar a sua traça original, uma vez que este está classificado) iriam permitir que, para além das actividades desportivas, exposições e grandes concertos, festas, circo e pista de gelo, se realizassem igualmente congressos de plenário até 6 000 lugares e seminários ou reuniões de menor dimensão, com salas com capacidade entre os 322 e os 1180 lugares.

A 23 de Junho de 2009, foi aprovada na Câmara Municipal do Porto a requalificação do Pavilhão Rosa Mota, com os votos favoráveis do PSD, do PP e do PS, para posterior entrega a privados. O modelo do negócio foi contestado por alguns partidos da oposição. José Castro, deputado municipal do Bloco de Esquerda assinalou que "o Consórcio (AEP, Pavilhão Atlântico, AAColiseu, e Parque Expo) só entra com três milhões de euros, mas tem garantidos 80% do capital social da sociedade gestora a formar. E o Município do Porto fica com 20% do capital, mas tem de entrar com 15 milhões de euros".[2] O projecto de criação de um novo edifício de congressos na zona onde actualmente se situa o lago foi igualmente alvo de contestação, com a Associação Campo Aberto e o Movimento em Defesa dos Jardins do Palácio a contestarem o abate de árvores.[3]

Em dezembro de 2011, foi anunciado que os custos da requalificação do pavilhão passaram de 19 milhões de euros em 2009 para 25,57 milhões.

Nessa data, a conclusão da obra estava prevista para o final de 2013 e o início da requalificação do espaço para o segundo trimestre de 2012.

A conclusão das obras de começou por estar prevista para o fim de 2011, mas a reformulação do projecto, para retirar de junto do lago um dos edifícios do centro de congressos atrasou o processo.

A requalificação do Pavilhão Rosa Mota resultava de uma parceria público-privada entre a Câmara do Porto, a Associação Empresarial de Portugal (AEP), a Parque Expo, o Pavilhão Atlântico e o Coliseu do Porto.[4]

Em junho de 2013, a Câmara do Porto abandonou, formalmente, o modelo de reabilitação previsto e aprovado para a requalificação do Pavilhão Rosa Mota. Numa proposta aprovada pelo executivo municipal, o vice-presidente da autarquia e presidente da empresa municipal Porto Lazer, Vladimiro Feliz, sustenta que “é chegada a hora de serem concretizados novos e alternativos caminhos de funcionamento/exploração/gestão" daquele espaço[5].

O custo seria de 19 milhões de euros porque previa a construção de um centro de congressos fora do edifício do Rosa Mota, nos jardins do Palácio de Cristal. A autarquia gastou um milhão de euros no projeto, que acabou por não seguir em frente.[6]

Projeto de 2014[editar | editar código-fonte]

Em setembro de 2014 o presidente da Câmara do Porto Rui Moreira, anunciou a abertura de um concurso público internacional para reabilitar e explorar o Pavilhão Rosa Mota, sem intervir no jardins e deixando ao município a hipótese de integrar 25% do consórcio vencedor, prevendo uma concessão de 20 anos e três anos de recuperação.[7]

Em 13 de março de 2015, a MEO Arena formalizou a vontade de concorrer à reabilitação e exploração do Pavilhão numa parceria com a Associação Comercial do Porto que pode ainda envolver outros parceiros locais.[8]

Em 8 de novembro de 2016, a Câmara do Porto aprovou, com o voto contra da CDU, entregar a reabilitação e gestão do Pavilhão Rosa Mota ao consórcio "Porto 100% Porto", que numa primeira fase foi excluído do concurso mas contestou judicialmente a decisão.[9]

Em julho de 2017 foi anunciado que a recuperação do Pavilhão começa em outubro e deve ficar pronta em 2019.

Trata-se de um investimento privado de oito milhões de euros para fazer do 'Rosa Mota' um espaço "com vida todos os dias", que se espera concluído em maio de 2019 do consórcio "PORTO CEM PORCENTO PORTO", composto pela construtora Lucios, a Pev Entertainment (40%) e a Oliveira Santos Consultores (10%).

Depois das obras, o 'Rosa Mota' vai ficar dotado das "mais modernas e recentes tecnologias", com bancadas retrateis e versatilidade para acolher feiras, espetáculos para 8.660 pessoas, eventos desportivos para 5.580 pessoas e um centro de congressos para 4.727 pessoas com salas de apoio que totalizam mais 1.400 lugares, revelou Filipe Azevedo, da Lucios.

O responsável explicou que a obra vai renovar todo o interior do pavilhão, mantendo intacta a estrutura de betão, nomeadamente as janelas emblemáticas que caracterizam a cúpula do edifício.

No interior, cada uma das janelas vai ser dotada de um mecanismo que, quando necessário, impeça a entrada de luz, já que esse é um imperativo para a realização de determinados eventos.

Quanto à polivalência que se pretende dar ao espaço, Filipe Azevedo esclareceu que o pavilhão pode receber eventos de andebol para uma assistência de 4.908 pessoas, de ténis, com 5.244 lugares, de basquetebol, voleibol ou hóquei.

O 'Rosa Mota' é "um equipamento único no país para fazer congressos de grandes dimensões", estando projetada uma sala principal com lotação máxima para 4.727 pessoas e, no piso zero, "cerca de três salas de apoio", cada uma com capacidades entre os 400 e os 500 lugares.

Relativamente aos espetáculos, o recinto terá a capacidade de acolher 8.660, 7.323 e 5.772 pessoas, dependendo do posicionamento do palco.[10]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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Movimento em Defesa dos Jardins do Palácio

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