Pazo

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Pazo de Meirás, em Sada, foi propriedade da família de Emilia Pardo Bazán
Pazo Pondal, em Ponteceso, onde nasceu o poeta Eduardo Pondal

Pazo designa, na Galiza, um tipo de casa tradicional solarenga, normalmente situada no campo, que foi residência de pessoas importantes da comunidade, como eram nobres e reis.[1] O termo tem a mesma etimologia que o português "paço", que em muitos casos se refere a um palácio real.[2][3]

Os pazos tiveram grande importância nos séculos XVII a XIX, pois constituíam uma espécie de unidade de gestão local em volta da qual decorria a vida dos aldeões. Estavam relacionados com a arquitetura rural e monástica e com o sistema de organização feudal.

Como categoria arquitetónica palaciana, floresce após o fim das refregas senhoriais que atormentaram o que é atualmente a Espanha no século XV, pois até então os fidalgos habitavam em torres, que eram construções mais adequadas para a atividade bélica. Os pazos foram-se convertendo numa marca social e um refúgio da classe nobre, que é retratada nos romances de Otero Pedrayo no início do século XX. Emilia Pardo Bazán também refletiu a vida nos pazos no seu romance “Los pazos de Ulloa”, de 1886, que foi adaptada ao cinema e televisão.

Ao pazo como estrutura arquitetónica civil tradicional estava também associada uma rede social: a dos serviçais do fidalgo e dos tributários dos foros, que chegavam a viver no mesmo espaço (sobretudo os primeiros). Usualmente um pazo tem um edifício principal, rodeado de um jardim, um pombal e é frequente ter edificações anexas, como pequenas capelas para celebrações religiosas.

O termo pazo aparece em muitos topónimos galegos, como Pazos de Borbén, Pazos de Borela o Pazos de Reis, localidades da província de Pontevedra. Por sua vez, estes topónimos ou o próprio pazo dá lugar a vários antropónimos, como Pazos, Pazo ou Do Pazo. Estes antropónimos deram novamente origem a topónimos na América.

Notas e referências[editar | editar código-fonte]

  1. «pazo». ww.realacademiagalega.org (em galego). Dicionário da Real Academia Galega. Consultado em 9 de julho de 2013 
  2. «paço». Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora. Infopédia 
  3. «paço». Dicionário Caldas Aulete da Língua Portuguesa. aulete.uol.com.br 


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