Pedra angular

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O termo em português pedra angular decorre de dois outros da língua italiana: chiave di volta e  pietra d'angolo. Originalmente, ambos se referem a uma pedra em formato de uma cunha trapezoidal que é colocada no centro de um arco com a função de balancear as forças concorrentes apostas de atuam em um arco, ou seja, a pedra angular não apoia nem sustenta peso algum, sua função é equilibrar a queda dos semicírculos opostos que se apoiam sobre as colunas que compõem um arco. Com o passar dos anos e com a sofisticação dos processos construtivos, ganhou adornos em sua parte externa unicamente por razões decorativas e não estruturais.

Exemplos remotos magistrais do uso dessa técnica podem ser vistos no Coliseu e no Aqueduto de Roma, bem como em centenas de obras de arte do Império Romano espalhadas por toda a Europa e no entorno do Mar Mediterrâneo.

Por essa razão de mediação e equilíbrio, a expressão "pedra angular" é usada, de modo similar à expressão "alicerce", com o sentido de designar um algo que seja fundamental, central, em um tema qualquer; por exemplo: "A lei é a pedra angular da república", "O amor é a pedra angular do casamento" ou "A qualidade dos ingredientes é a pedra angular da boa cozinha".

É fato confesso pelos próprios historiadores romanos que a técnica de arcos com o emprego da  chiave di volta ou "pedra angular" foi emprestada dos Etruscos, povo que viveu na região onde hoje se localiza a Toscana, entre os rios Arno e Tibre por volta dos anos de 1200 a.C. e 700 a.C e cuja origem é ainda incerta, parte dos estudiosos indicando a Ásia Menor e outros tantos a Grécia.

Não é raro se encontrar a expressão "pedra angular" originada das expressões chiave di volta e pietra d'angolo erroneamente confundida em estudos bíblicos com a expressão "pedra fundamental", que corresponde a uma peça inicial de grande importância assentada nas bases de uma construção, muitas vezes a primeira peça de uma obra, muitas vezes ato feito sob festejos e cerimônias. Desse modo, é absolutamente sem razão sua associação à expressão "pedra angular" uma vez que essa não serve de base ou alicerce a uma construção.

Chave[editar | editar código-fonte]

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Pedra chave de um arco do palazzo Borgazzi (Milão, Itália), adornada com a imagem da cabeça de um leão.
Mascarão na chave de uma porta em Besançon.
Chave de uma abóbada da igreja da Virgem Maria em Chełmno.

A chave, também conhecida como é a aduela central de um arco ou de uma abóbada. É comum ser de maiores dimensões que as restantes aduelas, e frequentemente é decorada, não por razões funcionais mas estéticas.

A chave, tal como as aduelas, sustenta-se devido à forma destas peças, já que as suas faces laterais, cortadas em ângulo, transmitem lateralmente parte das tensões conseguindo um equilíbrio, e evitando que se desmoronem sob carga vertical. A tensão horizontal da aduela inferior é transmitida ao muro ou a outro arco, e a vertical transmite-se ao muro ou a um pilar.

A última peça que se coloca na construção de um arco é a chave. Enquanto esta não se encontrar colocada no seu lugar é necessário suster as aduelas do arco, uma vez que se encontra instável. Para isso utiliza-se um cimbre, uma estrutura de madeira ou metal, com forma de arco, que sustenta as aduelas, e só se retira quanto o arco ficar completo pela colocação da chave.