Pedra de Guaratiba

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Pedra de Guaratiba
Bairro do Rio de Janeiro Bandeira do Município do Rio de Janeiro.png
PedradeGuaratiba.jpg
Pedra de Guaratiba
Área 363,69 ha (em 2003)
Fundação 23 de julho de 1981
IDH 0,894
Habitantes 9 488 (em 2010)[1]
Domicílios 4 773 (em 2010)
Limites Guaratiba[2]

Barra de Guaratiba

Distrito Guaratiba
Subprefeitura Zona Oeste[3]
Região Administrativa Guaratiba

Pedra de Guaratiba é um bairro da Zona Oeste do município do Rio de Janeiro,[4] no Brasil.

Seu Índice de Desenvolvimento Social (IDS), no ano 2000, era de 0,546, o 115º colocado entre 158 regiões analisadas no município do Rio de Janeiro.[5]

Toponímia[editar | editar código-fonte]

"Guaratiba" é um termo oriundo da língua tupi que significa "ajuntamento de guarás", através da junção dos termos agwa'rá ("guará")[6] e tyba ("ajuntamento")[7].

História[editar | editar código-fonte]

Guaratiba é uma palavra originada do Tupi que significa local onde há muitas garças, esse nome foi dado pelos tupinambás. Ainda hoje vemos muitas garças pelos manguezais da região. Pedra de Guaratiba é um bairro da Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro, no Brasil. Em 1579, Manoel Veloso Espinha recebeu junto com a esposa, Jerônima Cubas, uma sesmaria em Guaratiba. Jerônima era filha ilegítima de Brás Cubas, capitão-mor de São Vicente. Recebeu as terras em Guaratiba porque também havia lutado, em 1575, contra os tamoios e franceses que se refugiaram em Cabo Frio. Nomeado Oficial da Câmara em 1584, antes disso, como se vê, as famílias eram mesmo diminutas nessa época. A sesmaria compreendia cinquenta e dois quilômetros quadrados, entre os rios Guandu e Guaratiba, além de uma ilha todas as “águas entradas e saídas”, conforme está na carta de doação (Conquistadores e povoadores do Rio de Janeiro, Elysio e Oliveira Belchior). Com sua morte, seus dois filhos, Jerônimo e Manuel, herdaram a Freguesia de Guaratiba. Através de mútuo consentimento, Em 27 de abril de 1628, resolveram dividir entre eles as terras herdadas do pai, ficando Jerônimo com a parte do norte - Pedra de Guaratiba e Manoel com a parte Leste - Barra de Guaratiba, tendo o rio Piraquê como marco divisório. Jerônimo, já casado com Beatriz Álvares Gago, repassou, em 27 de julho de 1629, parte delas à Província Carmelita Fluminense (A congregação carmelita de posse religiosa das terras, fez construir diversas benfeitorias entre as quais, igreja, noviciato e um engenho). Em troca, eles teriam de pagar algumas dívidas acumuladas por eles, protegerem três enjeitados, rezarem missas pelos doadores e lhes darem sepultura na capela de Nossa Senhora do Desterro teve sua origem na partilha das terras da região de Barra de Guaratiba pelos herdeiros do seu primeiro donatário, o português Manoel Velloso Espinha. Com a morte de Manoel Velloso Espinha, seus dois filhos Jerônimo Velloso Cubas e Manoel Espinha Filho herdaram a Freguesia de Guaratiba. Através de mútuo consentimento, resolveram dividir entre eles as terras herdadas do pai, ficando Jerônimo com a parte norte e Manoel com a parte Leste, tendo o Rio Piraquê como marco divisório. No engenho, havia uma grande produção de açúcar, rapadura e um vasto canavial, proporcionando, desta forma, rápido desenvolvimento à região, em cuja área surgiu a Fazenda da Pedra, região hoje denominada Pedra de Guaratiba. O homem Pré-histórico, deixou suas marcas aqui com os sambaquis. Um dos mais famosos é o Embratel, pesquisados pela Professora Lina Maria Kneip e sua equipe em 1980 - UFRJ, Situa-se dentro do CTEX.

Num passado recente, Pedra de Guaratiba se destacou por ser grande produtora de pescado, sendo visitada por pessoas atraídas por seus restaurantes especializados em frutos do mar. Hoje, a atividade pesqueira declinou devido à grande poluição que vitimiza a baía. Se destacam no bairro a Igreja Nossa Senhora do Desterro, de 1626, sendo a quarta igreja mais antiga da cidade, construída à beira-mar e tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, a Igreja Nossa Senhora do Desterro, Igreja São Pedro, Colônia dos Pescadores, a Fundação Xuxa Meneghel, Praça do Rodo, Polo da Pedra. Abrigo Evangélico, Arena Cultural Abelardo Barbosa. www.projetodesenvolvimentolocalevania.blogspot.com

Características[8][9][editar | editar código-fonte]

O bairro de Pedra de Guaratiba pertence à região administrativa de Guaratiba. Os bairros integrantes da região administrativa são Guaratiba, Barra de Guaratiba e Pedra de Guaratiba. O bairro tem uma população de 9 488 habitantes, distribuídos numa área territorial de 363,69 hectares,[10] segundo informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - Censo Demográfico 2010. O bairro faz limite com o bairro de Guaratiba. É uma zona residencial, litorânea e banhada pela Baía de Sepetiba, baía esta na qual ocorre intensa atividade pesqueira.

Possui a Área de Proteção Ambiental das Brisas (Mata do Casqueiro), onde podem ser encontrados elementos da fauna e flora característicos de manguezais, restinga e mata atlântica. No morro do Silvério, situa-se a famosa Pedra da Paca, de onde se pode deslumbrar a vista panorâmica do bairro, assim como a Baía de Sepetiba e o oceano Atlântico. O bairro registou grande crescimento populacional nos últimos anos, principalmente após a reforma da Praia da Brisa, que revitalizou a orla e criou um novo ambiente para eventos. Atualmente, diversos shows fazem parte do calendário no bairro, incluindo festejos de ano-novo, com queima de fogos organizada pelos comerciantes locais e pela prefeitura. No local, encontram-se, ainda, alguns dos restaurantes mais afamados da cidade, como o Rei da Empada, Fernando's Bar e o Amendoeira, famosos pelos seus pratos de frutos do mar.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Dados». Consultado em 5 de setembro de 2011. Arquivado do original em 2 de setembro de 2013 
  2. Bairros do Rio
  3. http://www.rio.rj.gov.br/web/szo/exibeConteudo?article-id=95103
  4. «Cópia arquivada». Consultado em 5 de setembro de 2011. Arquivado do original em 2 de setembro de 2013 
  5. «Bairros Cariocas - IDS - 2000» (PDF) 
  6. FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p. 873
  7. [1]. fflch.usp.br. pagina visitada em 11 de Abril 2015
  8. PAULA, Evânia (2018). Resgate da memória urbana pelos patrimônios materiais locais. Rio de Janeiro: UNISUAM. pp. Resgate–da–memoria–urbana–pelos–patrimonios–materiais–locais–final 
  9. Paula, Evânia (15 de abril de 2019). [www.projetodesenvolvimentolocalevania.blogspot «Resgate do Patrimônio»] Verifique valor |url= (ajuda). Evânia. Consultado em 16 de dezembro de 2018 
  10. «Cópia arquivada». Consultado em 21 de janeiro de 2009. Arquivado do original em 9 de fevereiro de 2009 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]