Ir para o conteúdo

Pedro Mexia

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Pedro Mexia
Pedro Mexia no Folio - Festival Literário Internacional de Óbidos, 2019
Nome completoPedro de Magalhães Mexia Bigotte Chorão
Nascimento
5 de dezembro de 1972 (53 anos)

NacionalidadePortugal Português
ProgenitoresMãe: Maria José de Magalhães Mexia
Pai: João Bigotte Chorão
OcupaçãoPoeta, cronista e crítico literário
Principais trabalhosPoemas Reunidos
PrémiosGrande Prémio de Crónica APE

Pedro de Magalhães Mexia Bigotte Chorão GOSEComM (Lisboa, 5 de dezembro de 1972) é um poeta, cronista e crítico literário português.

Biografia

[editar | editar código]

É filho do escritor João Bigotte Chorão e de sua mulher Maria José de Magalhães Mexia, filha de Manuel de Magalhães Mexia, Presidente da Câmara Municipal da Lousã de 1954 a 1966.

Licenciou-se em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa. Frequenta o programa de doutoramento em Teoria da Literatura na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. É professor convidado do curso de pós-graduação em Artes da Escrita (Departamento de Estudos Portugueses, FCSH, Universidade Nova de Lisboa).

É crítico e cronista do semanário Expresso. Com Carlos Vaz Marques, João Miguel Tavares e Ricardo Araújo Pereira, integra o painel do Programa Cujo Nome Estamos Legalmente Impedidos de Dizer (até 2021 intitulado Governo Sombra), transmitido na rádio TSF (2008-2021) e nos canais de televisão TVI24 (2012-2019) e SIC Notícias (desde 2020). Tem desde 2025 uma rubrica mensal no podcast O Poema Ensina a Cair, de Raquel Marinho.

Coordena desde 2013 a colecção de poesia das Edições Tinta-da-china, na qual foram publicados quatro dezenas de títulos de autores estrangeiros (Hugo Williams, John Berryman, Jacques Roubaud, Adam Zagajewski, Alejandra Pizarnik), lusófonos (João Vário, Fabiano Calixto, Eucanaã Ferraz, Marília Garcia, Carlos Drummond de Andrade, Carlito Azevedo) e portugueses (Rosa Oliveira, Luís Quintais, A.M. Pires Cabral, Matilde Campilho, Miguel-Manso, José Ricardo Nunes, Rui Cóias, Cláudia R. Sampaio, António Carlos Cortez, Miguel Cardoso, António Reis, Rui Knopfli, Tatiana Faia, Alberto de Lacerda, Fernando Luís Sampaio, Fernando Assis Pacheco, Margarida Vale de Gato, Jorge Gomes Miranda, João Pedro Grabato Dias, Raquel Nobre Guerra, Andreia C. Faria, Duarte Scott, Helga Moreira, Natália Correia, Carlos Bessa, Luís Amorim de Sousa, Inês Morão Dias).

É director da Granta em língua portuguesa (entre 2019 a 2024, co-director, com Gustavo Pacheco). Crítico e cronista no Diário de Notícias (1998-2007) e no Público (2007-2011), colaborou regularmente com a revista LER.

Foi subdirector e director interino da Cinemateca Portuguesa (2008-2010) e consultor para os assuntos culturais do Presidente da República[1] (2016-2026). Integrou o Conselho Directivo da Fundação Centro Cultural de Belém (2016-2023) e o Conselho Editorial da Imprensa Nacional - Casa da Moeda (2018-2025).

Participou em diversos projectos das Produções Fictícias, como É a Cultura, Estúpido (Teatro São Luiz); O Eixo do Mal (SIC Notícias); O Inimigo Público (suplemento do Público); Os Culturistas e O Que Fica do Que Passa (Canal Q). Manteve rubricas de cinema na Rádio Renascença (meados dos anos 1990) e na Antena 3 (2015-2016). Foi co-autor, com Inês Meneses, de PBX (2015-2023), um programa da Radar e podcast do Expresso.

Colaborou com dois projetos de peças curtas: Urgências (Teatro Maria Matos, 2004 e 2006) e Panos (Culturgest, 2012). Adaptou para teatro (com Ricardo de Araújo Pereira) Como Fazer Coisas com Palavras, do filósofo britânico John Austin (Teatro São Luiz, 2008). Publicou a peça Nada de Dois (2009, encenada em São Paulo em 2010, num festival no Canadá em 2011 e no Teatro de Vila Real em 2018) e escreveu Pigmalião, a partir de Ovídio (Teatro Oficina, Guimarães, 2010). Encenou Agora a Sério, de Tom Stoppard (Teatro Aberto, 2010), e No Campo, de Martin Crimp (Teatro Turim, 2013; também levado à cena no Teatro Angrense, Angra do Heroísmo, em 2018). Escreveu, a convite do Teatro Nacional São João, a peça Suécia (estreada no TNSJ em 2023, com encenação de Nuno Cardoso, e apresentada no mesmo ano no Festival de Cluj). Escreveu o argumento do telefilme Bloqueio (realização de Henrique Oliveira, RTP, 2012).

Poemas Reunidos (2023) reorganizou os poemas publicados em Duplo Império (1999), Em Memória (2000), Avalanche (2001), Eliot e Outras Observações (2003), Vida Oculta (2004), Senhor Fantasma (2007), Uma Vez Que Tudo se Perdeu (2015) e Verdadeira Herança (2021). Anteriormente, foram publicadas as antologias Menos por Menos - Poemas Escolhidos (2011), Poemas Escolhidos (2018) e, no Brasil, Contratempo (2016). E, posteriormente, o livro Cinquenta cinquenta (2025)

Editou oito colectâneas de crónicas: Primeira Pessoa (2006), Nada de Melancolia (2008), As Vidas dos Outros (2010), O Mundo dos Vivos (2012), Cinemateca (2013), Biblioteca (2015), Lá Fora (2018) e Imagens Imaginadas (2019). Uma antologia intitulada Queria mais é que chovesse (2015) saiu no Brasil.

Manteve os blogues A Coluna Infame (com João Pereira Coutinho e Pedro Lomba), 2002-2003; Dicionário do Diabo, 2003-2004; Fora do Mundo (com Francisco José Viegas e Pedro Lomba), 2004-2005; Estado Civil, 2005-2009; Lei Seca, 2009-2012; e Malparado, 2012-2015. Desses blogues nasceram cinco volumes de diários: Fora do Mundo (2004), Prova de Vida (2007), Estado Civil (2009), Lei Seca (2014) e Malparado (2017). Mantém desde Janeiro de 2026 na plataforma Substack a página Já Não Vou para Novo.

Está representado nas antologias nacionais e estrangeiras Ventana a la nueva poesía portuguesa (México, 2001), org. Nuno Costa Santos e Benjamín Valdivia; 366 Poemas que Falam de Amor (2003), org. Vasco Graça Moura; Anthologie de la jeune poésie portugaise (número 24 de Bacchanales - Revue de la Maison de la poésie Rhônes- Alpes (2004), org. Nuno Júdice; Antologia do Humor Português (2008), org. Nuno Artur Silva e Inês Fonseca Santos; Poemas Portugueses – Antologia da Poesia Portuguesa do Séc. XIII ao Séc. XXI (2009), org. Jorge Reis-Sá e Rui Lage; Alma Minha Gentil: Antologia general de la poesía portuguesa (Espanha, 2009), org. Carlos Clementson; Poemas com Cinema (2010), org. Joana Matos Frias, Luís Miguel Queirós e Rosa Maria Martelo; Em Lisboa, Sobre o Mar (2013), org. Ana Isabel Queiroz, Luís Maia Varela e Maria Luísa Costa; Lisbonne: Histoire, promenades, anthologie et dictionnaire, (colecção Bouquins, Robert Laffont, 2013), org. Luísa Braz de Oliveira; Escribiré en el piano. 101 poemas portugueses, (Editorial Pre-textos, 2015), org. Manuela Júdice e Jerónimo Pizarro, 77 Poemas Sobre Casas (Escola de Arquitetura da Universidade do Minho, 2017), org. Carla Lage; Os Cem Melhores Poemas Portugueses dos Últimos Cem Anos (Companhia das Letras, 2017), org. José Mário Silva; Nos dias tristes não se fala de aves - Antologia da poesia portuguesa contemporânea (Bulgária, 2018), org. Maria Georgieva; No Dentro e Fora das Palavras (Modo de Ler, 2019), org. Maria Hercília Agarez; A Visagem do Cronista - Antologia de crónica autobiográfica portuguesa - Vol. 2 (Abysmo, 2019), org. Carina Infante do Carmo; Creio Que Foi o Sorriso (A Casa dos Ceifeiros, 2020), org. Jorge Reis-Sá; Quisimos arrancar la mascara. Poetas portugueses (Universidade de Nuevo Leon, México, 2021), org. Nuno Júdice; O Que Lêem os Escritores (Tinta-da-china, 2024); O Desembarque das Ondas - Poemas para Ingmar Bergman (Linha de Sombra, 2024), org. Raquel Nobre Guerra; e Filhos da Época - 50 poemas políticos nos 50 anos do 25 de Abril (Assembleia da República, 2025), org. Rui Lage. Em França saiu a antologia poética Contretemps (Festival Voix Vives / Al Manar Éditions, 2018), tradução de Dominique Stonesco.

Organizou Contemplação Carinhosa da Angústia (2000), ensaios de Agustina Bessa-Luís; a antologia Verbo: Deus como Interrogação na Poesia Portuguesa (2014) [com José Tolentino Mendonça]; O Homem Fatal (2016), crónicas escolhidas de Nelson Rodrigues; Nada Tem Já Encanto (2017), poemas escolhidos de Rui Knopfli; Santos e Pecadores (2019), ensaios de Graham Greene; uma Antologia Inquieta de Sá de Miranda (2021); e Segundo Paraíso: Do Cinema como Ficção do Nosso Sobrenatural (2022), ensaios de Eduardo Lourenço.

Escreveu introduções a livros de Camilo Castelo Branco, Aquilino Ribeiro, Agustina Bessa-Luís, Eugénio de Andrade, António Osório, Vasco Graça Moura, João Miguel Fernandes Jorge, António Sousa Homem, e de Xavier de Maistre, Ambrose Bierce, Federico García Lorca, George Orwell, William Golding, Roger Grenier, Flannery O'Connor, Gabriel García Márquez - Mario Vargas Llosa,Tomas Tranströmer e Werner Herzog, e ao volume O Cinema das Palavras - Entrevistas À Pala de Walsh (Linha de Sombra, 2024), org. Carlos Natálio, João Araújo, Luís Mendonça e Ricardo Vieira Lisboa.

Publicou traduções ou versões de Notas sobre o Cinematógrafo, de Robert Bresson; Agora a Sério, de Tom Stoppard; Última Semana, de Hugo Williams; No Campo, de Martin Crimp; A Praia, de Peter Asmussen [com João Reis]; e Oleanna, de David Mamet [para um espectáculo de Ricardo Pais, Teatro Sá da Bandeira, Porto, 2019].

Escreveu a letra de uma canção ("Lixo") do álbum Equilíbrio (2010), de Balla. Para o compositor Nuno Côrte-Real escreveu o libreto da ópera cómica Canção do Bandido (Teatro da Trindade, 2018) e os textos do ciclo de canções Tremor (Culturgest, 2021).

É membro do júri do Prémio D. Dinis, instituído pela Fundação Casa de Mateus. Foi jurado do Prémio Literário da Fundação Inês de Castro (2010-2021), do Prémio Camões (2015, 2016), do Prémio Vasco Graça Moura para inéditos atribuído pela Imprensa Nacional - Casa da Moeda (2015-2025), do prémio Oceanos (2018, 2019, 2021, 2022) e do Premio Strega [júri estrangeiro] (2021). Integrou igualmente júris do Clube Português de Artes e Ideias, da Fundação Luís Miguel Nava, do Instituto Camões, das Correntes d'Escritas, da Sociedade Portuguesa de Autores, da Associação Portuguesa de Escritores, da Casa da América Latina, dos festivais de cinema IndieLisboa, Curtas Vila do Conde e MOTELX e da Bienal de Cerveira

Vida política

[editar | editar código]

Filiou-se no CDS-PP em 1998, após a eleição de Paulo Portas como líder. Desfiliou-se em 2004. Em 2018, a convite de Assunção Cristas, colaborou (como independente) com o grupo que preparou o programa eleitoral do partido para as eleições legislativas de 2019.[2]

Na altura do falecimento de Henrique Barrilaro Ruas (1921–2003), membro fundador do Partido Popular Monárquico (PPM), revelou, num artigo no blogue Diccionário do Diabo, ser "monárquico por tradição familiar". Em 2014, numa entrevista ao Correio Real, boletim da Causa Real publicado pela Real Associação de Lisboa, manifestou simpatia pelo ideal monárquico, afirmando ser sensível ao que "tradicionalmente se designa por mentalidade aristocrática", traço que identifica, por exemplo, no poeta Fernando Pessoa. Em maio de 2020, recomendou o livro Porque sou monárquico? (2017) de Gonçalo Ribeiro Teles, fundador do PPM, no programa Governo Sombra, em homenagem aos 98 anos de vida do autor.[3] Em setembro de 2020, juntamente com Nuno Pombo, apresentou o livro Quando o Povo Quiser,[4] publicado pela Real Associação de Lisboa.[5]

Em 2016 foi nomeado conselheiro cultural pelo recém-eleito Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa, que foi seu professor na Faculdade de Direito de Lisboa e no qual assumiu publicamente não ter votado.[6]

Não-Socialistas por Seguro

[editar | editar código]

Após a primeira volta das eleições presidenciais de 2026, foi uma das 250 personalidades que assinaram originalmente a carta aberta "Não-Socialistas por Seguro", em apoio a António José Seguro, candidato apoiado pelo PS e ex-secretário-geral do partido, na segunda volta das eleições contra André Ventura, líder do Chega.[7]

Condecoração

[editar | editar código]

A 9 de Junho de 2015, foi agraciado com o grau de Oficial da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada.[8] Em 2017, o Governo Sombra recebeu o Prémio Autores, da Sociedade Portuguesa de Autores, na categoria de Melhor Programa de Rádio. Em 2019, a ópera Canção do Bandido venceu o Prémio Autores na categoria Melhor Trabalho de Música Erudita. Em 2019, Lá Fora venceu o Grande Prémio de Crónica da Associação Portuguesa de Escritores. Em 2020, Imagens Imaginadas esteve entre os livros semi-finalistas do Prémio Oceanos. A 7 de março de 2022, foi agraciado com o grau de Comendador da Ordem do Mérito.[8] A 30 de Maio de 2023 foi eleito sócio correspondente da Classe de Letras da Academia das Ciências de Lisboa (1.ª Secção - Literatura e Estudos Literários).[9] A 10 de março de 2025, foi agraciado com o grau de Grande-Oficial da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada.[8]

  • Duplo Império (ed. autor, 1999)
  • Em Memória (Gótica, 2000)
  • Avalanche (Quasi, 2001)
  • Eliot e Outras Observações (Gótica, 2003)
  • Vida Oculta (Relógio D'Agua, 2004)
  • Senhor Fantasma (Oceanos, 2007)
  • Menos por Menos - Poemas Escolhidos (D. Quixote, 2011)
  • Uma Vez Que Tudo se Perdeu (Tinta-da-china, 2015)
  • Poemas Escolhidos (Tinta-da-china, 2018)
  • Verdadeira Herança (Tinta-da-china, 2021, fora do mercado)
  • Poemas Reunidos (Tinta-da-china, 2024)
  • Cinquenta cinquenta (Tinta-da-china, 2025)

Crónicas

[editar | editar código]
  • Primeira Pessoa (Casa das Letras, 2006)
  • Nada de Melancolia (Tinta-da-china, 2008)
  • As Vidas dos Outros (Tinta-da-china, 2010)
  • O Mundo dos Vivos (Tinta-da-china, 2012)
  • Cinemateca (Tinta-da-china, 2013)
  • Biblioteca (Tinta-da-china, 2015)
  • Lá Fora (Tinta-da-china, 2018), Grande Prémio de Crónica APE
  • Imagens Imaginadas (Tinta-da-china, 2019)
  • Fora do Mundo (Cotovia, 2004)
  • Prova de Vida (Tinta-da-china, 2007)
  • Estado Civil (Tinta-da-china, 2009)
  • Lei Seca (Tinta-da-china, 2014)
  • Malparado (Tinta-da-china, 2017)
  • Nada de Dois (Tinta-da-china, 2009)
  • Suécia (Húmus, TNSJ, 2023)

Traduções e Versões

[editar | editar código]
  • Robert Bresson, Notas sobre o Cinematógrafo (Porto Editora, 2004)
  • Tom Stoppard, Agora a Sério (Tinta-da-china, 2010), teatro
  • Hugo Williams, Última Semana (Tinta-da-china, 2014), poesia
  • Martin Crimp, No Campo (Tinta-da-china, 2016), teatro
  • Peter Asmussen, A Praia (Tinta-da-china, 2018) [com João Reis], teatro
  • David Mamet, Oleanna (Tinta-da-china, 2019), teatro

Organização de edições

[editar | editar código]

Edições estrangeiras

[editar | editar código]
  • Queria mais é que chovesse (Tinta-da-china Brasil, 2015)
  • Contratempo - poemas escolhidos (Tinta-da-china Brasil, 2016)
  • Contretemps (Al Manar Éditions, Neuilly, trad. Dominique Stonesco, 2018)

Referências

  1. «Marcelo convida Pedro Mexia para Belém». Jornal Expresso. Consultado em 4 de março de 2016 
  2. «"Portugal.com futuro": a equipa que prepara programa de Governo do CDS». Expresso. 10 de março de 2018. Consultado em 20 de fevereiro de 2026 
  3. Pedro Mexia, um monárquico sensato, a prestar homenagem a Gonçalo Ribeiro Teles no programa "Governo Sombra"., consultado em 20 de fevereiro de 2026 
  4. Real Associação de Lisboa (21 de setembro de 2020), Quando o Povo quiser - Lançamento em Lisboa, consultado em 20 de fevereiro de 2026 
  5. «Quando o Povo quiser». Real Associação de Lisboa. Consultado em 20 de fevereiro de 2026 
  6. Marques, Carlos Vaz (13 de março de 2016). «Pedro Mexia, o conselheiro de Marcelo que não votou em Marcelo». Público. Consultado em 20 de fevereiro de 2026 
  7. «Centenas de figuras "não-socialistas" lançam carta aberta de apoio a Seguro». RTP Notícias. 24 de janeiro de 2026. Consultado em 25 de janeiro de 2026 
  8. a b c «Entidades Nacionais Agraciadas com Ordens Portuguesas». Resultado da busca de "Pedro de Magalhães Mexia Bigotte Chorão". Presidência da República Portuguesa. Consultado em 17 de abril de 2025 
  9. Site da Academia das Ciências de Lisboa

Ligações externas

[editar | editar código]