Pedro Mexia

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Pedro Mexia
Escritor Pedro Mexia na Feira do Livro de Lisboa de 2018
Nome completo Pedro de Magalhães Mexia Bigotte Chorão
Nascimento 5 de dezembro de 1972 (45 anos)
Lisboa
Nacionalidade Portugal Português
Progenitores Mãe: Maria José Teixeira de Magalhães Mexia
Pai: João Dagoberto Forte Bigotte Chorão
Ocupação Poeta, cronista e crítico literário
Influências
Principais trabalhos Menos por Menos

Pedro de Magalhães Mexia Bigotte Chorão OSE (Lisboa, 5 de dezembro de 1972) é um poeta, cronista e crítico literário português.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Licenciou-se em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa. Frequenta o programa de doutoramento em Teoria da Literatura na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

É crítico e cronista no Expresso. Integra o painel do programa Governo Sombra, transmitido na rádio — TSF, desde 2008 — e na televisão — TVI24, desde 2012, juntamente com Carlos Vaz Marques, João Miguel Tavares e Ricardo Araújo Pereira

Desde 2016 exerce funções de consultor para a cultura da Casa Civil do Presidente da República[1]. É vogal do Conselho Directivo da Fundação Centro Cultural de Belém e membro do Conselho Editorial da Imprensa Nacional - Casa da Moeda. Foi subdiretor e, após a morte de João Bénard da Costa, diretor interino da Cinemateca Portuguesa (2008-2010).

Coordena a coleção de poesia das Edições Tinta-da-China.

É co-director (com Gustavo Pacheco) da Granta em língua portuguesa.

Foi crítico e cronista no Diário de Notícias (1998-2007) e no Público (2007-2011) e participou em diversos projetos das Produções Fictícias: em É a Cultura, Estúpido; no programa O Eixo do Mal (SIC Notícias); n'O Inimigo Público (suplemento do jornal Público) e no Canal Q. Manteve rubricas sobre cinema na Rádio Renascença e na Antena 3. Escreveu regularmente na revista LER. É co-autor, com Inês Meneses, de ‘’PBX’’, um programa da rádio Radar e ‘’podcast’’ do Expresso.

Colaborou com dois projetos de peças curtas: Urgências (Teatro Maria Matos, 2004 e 2006) e Panos (Culturgest, 2012). Adaptou para teatro (com Ricardo de Araújo Pereira) Como Fazer Coisas com Palavras, do filósofo britânico John Austin (Teatro São Luiz, 2008). Publicou a peça Nada de Dois (2009, encenada no Brasil em 2010 e no Canadá em 2011) e escreveu Pigmalião, a partir de Ovídio (Teatro Oficina, Guimarães, 2010). Encenou Agora a Sério, de Tom Stoppard (Teatro Aberto, 2010), e No Campo, de Martin Crimp (Teatro Turim, 2013; também levado à cena no Teatro Angrense, Angra do Heroísmo, 2018).

Escreveu o argumento do telefilme Bloqueio (realização de Henrique Oliveira, RTP, 2012).

Publicou os livros de poesia Duplo Império (1999), Em Memória (2000), Avalanche (2001), Eliot e Outras Observações (2003), Vida Oculta (2004), Senhor Fantasma (2007), Menos por Menos - Poemas Escolhidos (2011) e Uma Vez Que Tudo se Perdeu (2015). No Brasil saiu a antologia Contratempo (2016).

Editou sete colectâneas de crónicas: Primeira Pessoa (2006), Nada de Melancolia (2008), As Vidas dos Outros (2010), O Mundo dos Vivos (2012), Cinemateca (2013), Biblioteca (2015) e Lá Fora (2018). Uma antologia intitulada Queria mais é que chovesse (2015) saiu no Brasil.

Manteve os blogues A Coluna Infame (com João Pereira Coutinho e Pedro Lomba), 2002-2003; Dicionário do Diabo, 2003-2004; Fora do Mundo (com Francisco José Viegas e Pedro Lomba), 2004-2005; Estado Civil, 2005-2009; Lei Seca, 2009-2012; e Malparado, 2012-2015. Desses blogues nasceram cinco volumes de diários: Fora do Mundo (2004), Prova de Vida (2007), Estado Civil (2009), Lei Seca (2014) e Malparado (2017).

Está representado nas antologias nacionais e estrangeiras Ventana a la nueva poesía portuguesa (México, 2001), org. Nuno Costa Santos e Benjamín Valdivia; 366 Poemas que Falam de Amor (2003), org. Vasco Graça Moura; Anthologie de la jeune poésie portugaise (número 24 de Bacchanales - Revue de la Maison de la poésie Rhônes- Alpes (2004), org. Nuno Júdice; Antologia do Humor Português (2008), org. Nuno Artur Silva e Inês Fonseca Santos; Poemas Portugueses – Antologia da Poesia Portuguesa do Séc. XIII ao Séc. XXI (2009), org. Jorge Reis-Sá e Rui Lage; Alma Minha Gentil: Antologia general de la poesía portuguesa (Espanha, 2009), org. Carlos Clementson; Poemas com Cinema (2010), org. Joana Matos Frias, Luís Miguel Queirós e Rosa Maria Martelo; Em Lisboa, Sobre o Mar (2013), org. Ana Isabel Queiroz, Luís Maia Varela e Maria Luísa Costa; Lisbonne: Histoire, promenades, anthologie et dictionnaire, (colecção Bouquins, Robert Laffont, 2013), org. Luísa Braz de Oliveira; Escribiré en el piano. 101 poemas portugueses, (Editorial Pre-textos, 2015), org. Manuela Júdice e Jerónimo Pizarro, 77 Poemas Sobre Casas, (Escola de Arquitetura da Universidade do Minho, 2017), org. Carla Lage; e Os Cem Melhores Poemas Portugueses dos Últimos Cem Anos (Companhia das Letras, 2017), org. José Mário Silva. Em França saiu a antologia poética Contretemps (Festival Voix Vives / Al Manar Éditions, 2018).

Organizou Contemplação Carinhosa da Angústia (2000), ensaios de Agustina Bessa-Luís; a antologia Verbo: Deus como Interrogação na Poesia Portuguesa (2014) [com José Tolentino Mendonça]; O Homem Fatal (2016), crónicas escolhidas de Nelson Rodrigues; e Nada Tem Já Encanto (2017), poemas escolhidos de Rui Knopfli.

Escreveu introduções a livros de Camilo Castelo Branco, Aquilino Ribeiro, Agustina Bessa-Luís, António Osório, João Miguel Fernandes Jorge, António Sousa Homem, Xavier de Maistre, Ambrose Bierce, William Golding, Flannery O'Connor, Tomas Tranströmer e Werner Herzog.

Publicou traduções ou versões de Notas sobre o Cinematógrafo, de Robert Bresson; Agora a Sério, de Tom Stoppard; Última Semana, de Hugo Williams; No Campo, de Martin Crimp; e A Praia, de Peter Asmussen [com João Reis].

Escreveu a letra de uma canção ("Lixo") do álbum Equilíbrio (2010), de Balla, e o libreto da ópera cómica Canção do Bandido, de Nuno Côrte-Real (a estrear no Teatro da Trindade em Novembro de 2018).

Em 2015 e 2016 foi jurado do Prémio Camões. Integrou júris do Clube Português de Artes e Ideias, da Fundação Luís Miguel Nava, do Instituto Camões, das Correntes d'Escritas/Casino da Póvoa, da Sociedade Portuguesa de Autores, da Associação Portuguesa de Escritores, da Casa da América Latina e do Oceanos - Prêmio de Literatura em Língua Portuguesa, bem como dos festivais de cinema IndieLisboa e Curtas Vila do Conde.

É membro efectivo dos júris dos prémios literários da Fundação Inês de Castro, de Coimbra; do Prémio Vasco Graça Moura, atribuído pela Imprensa Nacional - Casa da Moeda; e do Prémio D. Dinis, instituído pela Fundação Casa de Mateus.

Política[editar | editar código-fonte]

Em 2018, aceitou integrar o grupo que irá preparar o programa eleitoral do CDS-PP, sendo um dos dois membros independentes dessa equipa.

Distinções[editar | editar código-fonte]

A 9 de Junho de 2015 foi condecorado com o grau de Oficial da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada, ordem honorífica atribuída por motivo de mérito literário, científico ou artístico.[2]. Em 2017, o Governo Sombra recebeu o Prémio Autores, da Sociedade Portuguesa de Autores, na categoria de Melhor Programa de Rádio.

Família[editar | editar código-fonte]

É filho do escritor João Bigotte Chorão e de sua mulher Maria José Teixeira de Magalhães Mexia, trineta dum filho bastardo do 1.º Barão das Laranjeiras e irmão bastardo do 2.º Barão e 1.º Visconde das Laranjeiras.[3]

Obras[editar | editar código-fonte]

Poesia[editar | editar código-fonte]

  • Duplo Império (1999)
  • Em Memória (2000)
  • Avalanche (2001)
  • Eliot e Outras Observações (2003)
  • Vida Oculta (2004)
  • Senhor Fantasma (2007)
  • Menos por Menos - Poemas Escolhidos (2011)
  • Uma Vez Que Tudo se Perdeu (2015)

Crónicas[editar | editar código-fonte]

  • Primeira Pessoa (2006)
  • Nada de Melancolia (2008)
  • As Vidas dos Outros (2010)
  • O Mundo dos Vivos (2012)
  • Cinemateca (2013)
  • Biblioteca (2015)
  • Lá Fora (2018)

Diários[editar | editar código-fonte]

  • Fora do Mundo (2004)
  • Prova de Vida (2007)
  • Estado Civil (2009)
  • Lei Seca (2014)
  • Malparado (2017)

Teatro[editar | editar código-fonte]

  • Nada de Dois (2009)

Traduções e versões[editar | editar código-fonte]

  • Robert Bresson, Notas sobre o Cinematógrafo (2004), aforismos
  • Tom Stoppard, Agora a Sério (2010), teatro
  • Hugo Williams, Última Semana (2014), poesia
  • Martin Crimp, No Campo (2016), teatro
  • Peter Asmussen, A Praia (2018) [com João Reis], teatro

Organização de edições[editar | editar código-fonte]

  • Agustina Bessa-Luís, Contemplação Carinhosa da Angústia (2000)
  • Verbo: Deus como Interrogação na Poesia Portuguesa (2014) [com José Tolentino Mendonça]
  • Nelson Rodrigues, O Homem Fatal (2016)
  • Rui Knopfli, Nada Tem Já Encanto (2017)

Edições estrangeiras[editar | editar código-fonte]

  • Queria mais é que chovesse (Tinta-da-China Brasil, 2015)
  • Contratempo - poemas escolhidos (Tinta-da-China Brasil, 2016)
  • Contretemps (Al Manar Éditions, Neuilly, trad. Dominique Stonesco, 2018)

Referências

  1. «Marcelo convida Pedro Mexia para Belém». Jornal Expresso. Consultado em 4 de março de 2016. 
  2. «Cidadãos Nacionais Agraciados com Ordens Portuguesas». Resultado da busca de "Pedro de Magalhães Mexia Bigotte Chorão". Presidência da República Portuguesa. Consultado em 11 de setembro de 2015. 
  3. "Anuário da Nobreza de Portugal - 2006", António Luís Cansado de Carvalho de Matos e Silva, Dislivro Histórica, 1.ª Edição, Lisboa, 2006, Tomo IV, p. 238

Ligações externas[editar | editar código-fonte]