Pedro Mexia

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Pedro Mexia
Escritor Pedro Mexia na Feira do Livro de Lisboa de 2018
Nome completo Pedro de Magalhães Mexia Bigotte Chorão
Nascimento 5 de dezembro de 1972 (46 anos)
Lisboa
Nacionalidade Portugal Português
Progenitores Mãe: Maria José de Magalhães Mexia
Pai: João Bigotte Chorão
Ocupação Poeta, cronista e crítico literário
Principais trabalhos Poemas Escolhidos
Prémios Grande Prémio de Crónica APE

Pedro de Magalhães Mexia Bigotte Chorão OSE (Lisboa, 5 de dezembro de 1972) é um poeta, cronista e crítico literário português.

Biografia[editar | editar código-fonte]

É filho do escritor João Bigotte Chorão e de Maria José de Magalhães Mexia, filha de Manuel de Magalhães Mexia [Presidente da Câmara Municipal da Lousã de 1954 a 1966], trineta do filho bastardo do 1.º Barão das Laranjeiras e meio-irmão do 2.º Barão e 1.º Visconde das Laranjeiras.

Licenciou-se em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa. Frequenta o programa de doutoramento em Teoria da Literatura na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

É crítico e cronista no Expresso. Com Carlos Vaz Marques, João Miguel Tavares e Ricardo Araújo Pereira, integra o painel do programa Governo Sombra, transmitido na TSF (desde 2008) e na TVI24 (desde 2012). É co-autor, com Inês Meneses, de PBX, um programa da rádio Radar e podcast do Expresso.

Desde 2016 exerce funções de consultor para a cultura da Casa Civil do Presidente da República[1]. É vogal do Conselho Directivo da Fundação Centro Cultural de Belém e membro do Conselho Editorial da Imprensa Nacional - Casa da Moeda. Foi subdiretor e, após a morte de João Bénard da Costa, diretor interino da Cinemateca Portuguesa (2008-2010).

Coordena a coleção de poesia das Edições Tinta-da-China. É co-director (com Gustavo Pacheco) da Granta em língua portuguesa.

Foi crítico e cronista no Diário de Notícias (1998-2007) e no Público (2007-2011) e participou em diversos projetos das Produções Fictícias: em É a Cultura, Estúpido; no programa O Eixo do Mal (SIC Notícias); n'O Inimigo Público (suplemento do jornal Público) e no Canal Q. Manteve rubricas sobre cinema na Rádio Renascença e na Antena 3. Escreveu regularmente na revista LER.

Colaborou com dois projetos de peças curtas: Urgências (Teatro Maria Matos, 2004 e 2006) e Panos (Culturgest, 2012). Adaptou para teatro (com Ricardo de Araújo Pereira) Como Fazer Coisas com Palavras, do filósofo britânico John Austin (Teatro São Luiz, 2008). Publicou a peça Nada de Dois (2009, encenada em São Paulo em 2010, num festival no Canadá em 2011 e no Teatro de Vila Real em 2018) e escreveu Pigmalião, a partir de Ovídio (Teatro Oficina, Guimarães, 2010). Encenou Agora a Sério, de Tom Stoppard (Teatro Aberto, 2010), e No Campo, de Martin Crimp (Teatro Turim, 2013; também levado à cena no Teatro Angrense, Angra do Heroísmo, em 2018).

Escreveu o argumento do telefilme Bloqueio (realização de Henrique Oliveira, RTP, 2012).

Publicou os livros de poesia Duplo Império (ed. autor, 1999), Em Memória (Gótica, 2000), Avalanche (Quasi, 2001), Eliot e Outras Observações (Gótica, 2003), Vida Oculta (Relógio D'Água, 2004), Senhor Fantasma (Oceanos, 2007), Menos por Menos - Poemas Escolhidos (D. Quixote, 2011), Uma Vez Que Tudo se Perdeu (Tinta-da-China, 2015) e Poemas Escolhidos (Tinta-da-China, 2018). No Brasil saiu a antologia Contratempo (2016).

Editou sete colectâneas de crónicas: Primeira Pessoa (Casa das Letras, 2006), Nada de Melancolia (Tinta-da-China, 2008), As Vidas dos Outros (TDC, 2010), O Mundo dos Vivos (TDC, 2012), Cinemateca (TDC, 2013), Biblioteca (TDC, 2015) e Lá Fora (TDC, 2018). Uma antologia intitulada Queria mais é que chovesse (2015) saiu no Brasil.

Manteve os blogues A Coluna Infame (com João Pereira Coutinho e Pedro Lomba), 2002-2003; Dicionário do Diabo, 2003-2004; Fora do Mundo (com Francisco José Viegas e Pedro Lomba), 2004-2005; Estado Civil, 2005-2009; Lei Seca, 2009-2012; e Malparado, 2012-2015. Desses blogues nasceram cinco volumes de diários: Fora do Mundo (Cotovia, 2004), Prova de Vida (Tinta-da-China, 2007), Estado Civil (TDC, 2009), Lei Seca (TDC, 2014) e Malparado (TDC, 2017).

Está representado nas antologias nacionais e estrangeiras Ventana a la nueva poesía portuguesa (México, 2001), org. Nuno Costa Santos e Benjamín Valdivia; 366 Poemas que Falam de Amor (2003), org. Vasco Graça Moura; Anthologie de la jeune poésie portugaise (número 24 de Bacchanales - Revue de la Maison de la poésie Rhônes- Alpes (2004), org. Nuno Júdice; Antologia do Humor Português (2008), org. Nuno Artur Silva e Inês Fonseca Santos; Poemas Portugueses – Antologia da Poesia Portuguesa do Séc. XIII ao Séc. XXI (2009), org. Jorge Reis-Sá e Rui Lage; Alma Minha Gentil: Antologia general de la poesía portuguesa (Espanha, 2009), org. Carlos Clementson; Poemas com Cinema (2010), org. Joana Matos Frias, Luís Miguel Queirós e Rosa Maria Martelo; Em Lisboa, Sobre o Mar (2013), org. Ana Isabel Queiroz, Luís Maia Varela e Maria Luísa Costa; Lisbonne: Histoire, promenades, anthologie et dictionnaire, (colecção Bouquins, Robert Laffont, 2013), org. Luísa Braz de Oliveira; Escribiré en el piano. 101 poemas portugueses, (Editorial Pre-textos, 2015), org. Manuela Júdice e Jerónimo Pizarro, 77 Poemas Sobre Casas, (Escola de Arquitetura da Universidade do Minho, 2017), org. Carla Lage;Os Cem Melhores Poemas Portugueses dos Últimos Cem Anos (Companhia das Letras, 2017), org. José Mário Silva; e Nos dias tristes não se fala de aves - Antologia da poesia portuguesa contemporânea (Bulgária, 2018), org. Maria Georgieva. Em França saiu a antologia poética Contretemps (Festival Voix Vives / Al Manar Éditions, 2018).

Organizou Contemplação Carinhosa da Angústia (2000), ensaios de Agustina Bessa-Luís; a antologia Verbo: Deus como Interrogação na Poesia Portuguesa (2014) [com José Tolentino Mendonça]; O Homem Fatal (2016), crónicas escolhidas de Nelson Rodrigues; Nada Tem Já Encanto (2017), poemas escolhidos de Rui Knopfli; e Santos e Pecadores (2019), ensaios de Graham Greene.

Escreveu introduções a livros de Camilo Castelo Branco, Aquilino Ribeiro, Agustina Bessa-Luís, Eugénio de Andrade, António Osório, João Miguel Fernandes Jorge, António Sousa Homem, Xavier de Maistre, Ambrose Bierce, William Golding, Flannery O'Connor, Tomas Tranströmer e Werner Herzog.

Publicou traduções ou versões de Notas sobre o Cinematógrafo, de Robert Bresson; Agora a Sério, de Tom Stoppard; Última Semana, de Hugo Williams; No Campo, de Martin Crimp; A Praia, de Peter Asmussen [com João Reis]; e Oleanna, de David Mamet [para um espectáculo de Ricardo Pais, Teatro Sá da Bandeira, Porto, 2019].

Escreveu a letra de uma canção ("Lixo") do álbum Equilíbrio (2010), de Balla, e o libreto da ópera cómica Canção do Bandido, de Nuno Côrte-Real (Teatro da Trindade, 2018).

Em 2015 e 2016 foi jurado do Prémio Camões. Integrou júris do Clube Português de Artes e Ideias, da Fundação Luís Miguel Nava, do Instituto Camões, das Correntes d'Escritas / Casino da Póvoa, da Sociedade Portuguesa de Autores, da Associação Portuguesa de Escritores, da Casa da América Latina e do Oceanos - Prémio de Literatura em Língua Portuguesa, bem como dos festivais de cinema IndieLisboa e Curtas Vila do Conde.

É membro dos júris dos prémios literários da Fundação Inês de Castro; do Prémio Vasco Graça Moura, atribuído pela Imprensa Nacional - Casa da Moeda; e do Prémio D. Dinis, instituído pela Fundação Casa de Mateus.

Política[editar | editar código-fonte]

Em 2018, aceitou integrar o grupo que irá preparar o programa eleitoral do CDS-PP, sendo um dos dois membros independentes dessa equipa.

Distinções[editar | editar código-fonte]

A 9 de Junho de 2015 foi condecorado com o grau de Oficial da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada, ordem honorífica atribuída por motivo de mérito literário, científico ou artístico.[2]. Em 2017, o Governo Sombra recebeu o Prémio Autores, da Sociedade Portuguesa de Autores, na categoria de Melhor Programa de Rádio. Em 2019, a ópera Canção do Bandido venceu o Prémio Autores na categoria Melhor Trabalho de Música Erudita. Em 2019, o livro Lá Fora venceu o Grande Prémio de Crónica da Associação Portuguesa de Escritores.

Obras[editar | editar código-fonte]

Poesia[editar | editar código-fonte]

  • Duplo Império (1999)
  • Em Memória (2000)
  • Avalanche (2001)
  • Eliot e Outras Observações (2003)
  • Vida Oculta (2004)
  • Senhor Fantasma (2007)
  • Menos por Menos - Poemas Escolhidos (2011)
  • Uma Vez Que Tudo se Perdeu (2015)
  • Poemas Escolhidos (2018)

Crónicas[editar | editar código-fonte]

  • Primeira Pessoa (2006)
  • Nada de Melancolia (2008)
  • As Vidas dos Outros (2010)
  • O Mundo dos Vivos (2012)
  • Cinemateca (2013)
  • Biblioteca (2015)
  • Lá Fora (2018), Grande Prémio de Crónica APE

Diários[editar | editar código-fonte]

  • Fora do Mundo (2004)
  • Prova de Vida (2007)
  • Estado Civil (2009)
  • Lei Seca (2014)
  • Malparado (2017)

Teatro[editar | editar código-fonte]

  • Nada de Dois (2009)

Traduções e Versões[editar | editar código-fonte]

  • Robert Bresson, Notas sobre o Cinematógrafo (2004)
  • Tom Stoppard, Agora a Sério (2010), teatro
  • Hugo Williams, Última Semana (2014), poesia
  • Martin Crimp, No Campo (2016), teatro
  • Peter Asmussen, A Praia (2018) [com João Reis], teatro
  • David Mamet, Oleanna (2019), teatro

Organização de edições[editar | editar código-fonte]

Edições estrangeiras[editar | editar código-fonte]

  • Queria mais é que chovesse (Tinta-da-China Brasil, 2015)
  • Contratempo - poemas escolhidos (Tinta-da-China Brasil, 2016)
  • Contretemps (Al Manar Éditions, Neuilly, trad. Dominique Stonesco, 2018)

Referências

  1. «Marcelo convida Pedro Mexia para Belém». Jornal Expresso. Consultado em 4 de março de 2016 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]