Pedro Mexia

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Pedro Mexia
Nome completo Pedro de Magalhães Mexia Bigotte Chorão
Nascimento 5 de dezembro de 1972 (45 anos)
Lisboa
Nacionalidade Portugal Português
Progenitores Mãe: Maria José Teixeira de Magalhães Mexia
Pai: João Dagoberto Forte Bigotte Chorão
Ocupação Poeta, cronista e crítico literário
Principais trabalhos Menos por Menos

Pedro de Magalhães Mexia Bigotte Chorão OSE (Lisboa, 5 de dezembro de 1972) é um poeta, cronista e crítico literário português.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Filho do escritor João Dagoberto Forte Bigotte Chorão, de ascendência Italiana, e de sua mulher Maria José Teixeira de Magalhães Mexia, trineta dum filho bastardo do 1.º Barão das Laranjeiras e irmão bastardo do 2.º Barão e 1.º Visconde das Laranjeiras.[1]

Licenciado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa. Completou os seminários de Mestrado em Estudos Anglisticos na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e frequenta o programa de Doutoramento em Teoria da Literatura da mesma universidade. Foi crítico e cronista no Diário de Notícias (1998-2007) e no Público (2007-2011). Escreve actualmente no Expresso. É um dos membros do Governo Sombra (na TSF, desde 2008, e também na TVI24, desde 2012), com Carlos Vaz Marques, Ricardo Araújo Pereira e João Miguel Tavares.

Desde 2016, exerce funções de consultor cultural do Presidente da República.[2]. É vogal do Conselho Directivo da Fundação Centro Cultural de Belém.

Foi subdirector e director interino da Cinemateca Portuguesa (2008-2010). Colaborou com diversos projectos das Produções Fictícias (É a Cultura, Estúpido; O Eixo do Mal, SIC Notícias; suplemento O Inimigo Público; Canal Q). Manteve rubricas de cinema na Rádio Renascença e na Antena 3. Foi co-autor, com Inês Meneses, de PBX, programa da Radar e podcast do Expresso. Escreveu regularmente na revista LER.

Publicou os livros de poesia Duplo Império (1999), Em Memória (2000), Avalanche (2001), Eliot e Outras Observações (2003), Vida Oculta (2004), Senhor Fantasma (2007), Menos por Menos - Poemas Escolhidos (2011) e Uma Vez Que Tudo se Perdeu (2015). No Brasil saiu a antologia Contratempo (2016).

Coordena a colecção de poesia das Edições Tinta-da-China.

Editou seis colectâneas de crónicas, Primeira Pessoa (2006), Nada de Melancolia (2008), As Vidas dos Outros (2010), O Mundo dos Vivos (2012), Cinemateca (2013) e Biblioteca (2015). Uma antologia intitulada Queria mais é que chovesse (2015) saiu no Brasil.

Manteve os blogues A Coluna Infame (com João Pereira Coutinho e Pedro Lomba), 2002-2003; Dicionário do Diabo, 2003-2004; Fora do Mundo (com Francisco José Viegas e Pedro Lomba), 2004-2005; Estado Civil, 2005-2009; Lei Seca, 2009-2012; e Malparado, 2012-2015. Desses blogues nasceram cinco volumes de diários: Fora do Mundo (2004), Prova de Vida (2007), Estado Civil (2009) ,Lei Seca (2014) e Malparado (2017).

Está representado nas antologias nacionais e estrangeiras Ventana a la nueva poesía portuguesa (México, 2001), org. Nuno Costa Santos e Benjamín Valdivia; 366 Poemas que Falam de Amor (2003), org. Vasco Graça Moura; Anthologie de la jeune poésie portugaise (número 24 de Bacchanales - Revue de la Maison de la poésie Rhônes- Alpes (2004), org. Nuno Júdice; Antologia do Humor Português (2008), org. Nuno Artur Silva e Inês Fonseca Santos; Poemas Portugueses – Antologia da Poesia Portuguesa do Séc. XIII ao Séc. XXI (2009), org. Jorge Reis-Sá e Rui Lage; Alma Minha Gentil: Antologia general de la poesía portuguesa (Espanha, 2009), org. Carlos Clementson; Poemas com Cinema (2010), org. Joana Matos Frias, Luís Miguel Queirós e Rosa Maria Martelo; Em Lisboa, Sobre o Mar (2013), org. Ana Isabel Queiroz, Luís Maia Varela e Maria Luísa Costa; Lisbonne: Histoire, promenades, anthologie et dictionnaire, org. Luísa Braz de Oliveira (colecção Bouquins, Robert Laffont, 2013); Escribiré en el piano. 101 poemas portugueses, org. Manuela Júdice e Jerónimo Pizarro (Editorial Pre-textos, 2015) e Os Cem Melhores Poemas Portugueses dos Últimos Cem Anos (2017), org. José Mário Silva.

Organizou Contemplação Carinhosa da Angústia (2000), ensaios de Agustina Bessa-Luís; a antologia Verbo: Deus como Interrogação na Poesia Portuguesa (2014) [com José Tolentino Mendonça]; O Homem Fatal (2016), crónicas escolhidas de Nelson Rodrigues; e Nada Tem Já Encanto (2017), poemas escolhidos de Rui Knopfli.

Escreveu introduções a livros de Camilo Castelo Branco, Aquilino Ribeiro, Agustina Bessa-Luís, António Osório, João Miguel Fernandes Jorge, António Sousa Homem, Xavier de Maistre, Ambrose Bierce, William Golding, Flannery O'Connor, Tomas Tranströmer e Werner Herzog, entre outros.

Traduziu Notas sobre o Cinematógrafo, de Robert Bresson; Agora a Sério, de Tom Stoppard; Última Semana, de Hugo Williams; e No Campo, de Martin Crimp.

Escreveu a letra de uma canção ("Lixo") do álbum Equilíbrio (2010), de Balla.

Colaborou com dois projectos de peças curtas: Urgências (Teatro Maria Matos, 2004 e 2006) e Panos (Culturgest, 2012). Adaptou para teatro (com Ricardo de Araújo Pereira) Como Fazer Coisas com Palavras, do filósofo britânico John Austin (Teatro São Luiz, 2008). Publicou a peça Nada de Dois (2009, encenada no Brasil em 2010 e no Canadá em 2011) e escreveu Pigmalião, a partir de Ovídio (Teatro Oficina, Guimarães, 2010). Encenou Agora a Sério, de Tom Stoppard (Teatro Aberto, 2010), No Campo, de Martin Crimp (Teatro Turim, 2013).

Escreveu o argumento do telefilme Bloqueio (realização de Henrique Oliveira, RTP, 2012).

Em 2015 e 2016 foi jurado do Prémio Camões. Integrou júris do Clube Português de Artes e Ideias, da Fundação Luís Miguel Nava, do Instituto Camões, das Correntes d'Escritas/Casino da Póvoa, da Sociedade Portuguesa de Autores, da Associação Portuguesa de Escritores e da Casa da América Latina, bem como dos festivais de cinema IndieLisboa e Curtas Vila do Conde. É membro efectivo dos júris dos prémios literários da Fundação Inês de Castro, de Coimbra; do Prémio Vasco Graça Moura, atribuído pela Imprensa Nacional - Casa da Moeda; e do Prémio D. Dinis, instituído pela Fundação Casa de Mateus.

A 9 de Junho de 2015 foi condecorado com o grau de Oficial da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada.[3]. Em 2017, o Governo Sombra recebeu o Prémio Autores, da Sociedade Portuguesa de Autores, na categoria de Melhor Programa de Rádio.

Obras[editar | editar código-fonte]

Poesia[editar | editar código-fonte]

  • Duplo Império (1999)
  • Em Memória (2000)
  • Avalanche (2001)
  • Eliot e Outras Observações (2003)
  • Vida Oculta (2004)
  • Senhor Fantasma (2007)
  • Menos por Menos - Poemas Escolhidos (2011)
  • Uma Vez Que Tudo se Perdeu (2015)
  • Contratempo - poemas escolhidos (Brasil, 2016)

Crónicas[editar | editar código-fonte]

  • Primeira Pessoa (2006)
  • Nada de Melancolia (2008)
  • As Vidas dos Outros (2010)
  • O Mundo dos Vivos (2012)
  • Cinemateca (2013)
  • Queria mais é que chovesse (Brasil, 2015)
  • Biblioteca (2015)

Diários[editar | editar código-fonte]

  • Fora do Mundo (2004)
  • Prova de Vida (2007)
  • Estado Civil (2009)
  • Lei Seca (2014)
  • Malparado (2017)

Teatro[editar | editar código-fonte]

  • Nada de Dois (2009)

Traduções[editar | editar código-fonte]

  • Robert Bresson, Notas sobre o Cinematógrafo (2004), aforismos
  • Tom Stoppard, Agora a Sério (2010), teatro
  • Hugo Williams, Última Semana (2014), poesia
  • Martin Crimp, No Campo (2016), teatro

Referências

  1. "Anuário da Nobreza de Portugal - 2006", António Luís Cansado de Carvalho de Matos e Silva, Dislivro Histórica, 1.ª Edição, Lisboa, 2006, Tomo IV, p. 238
  2. «Marcelo convida Pedro Mexia para Belém». Jornal Expresso. Consultado em 4 de março de 2016 
  3. «Cidadãos Nacionais Agraciados com Ordens Portuguesas». Resultado da busca de "Pedro de Magalhães Mexia Bigotte Chorão". Presidência da República Portuguesa. Consultado em 11 de setembro de 2015 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]