Pedro Parente

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Pedro Parente
Pedro Parente fala à imprensa sobre sua indicação para presidir a Petrobrás, em 19 de maio de 2016
Presidente da Petrobras
Período 31 de maio de 2016
a atualidade
Presidente Michel Temer
Antecessor(a) Aldemir Bendine
Ministro de Minas e Energia
(interino)
Período 8 de março de 2002
a 3 de abril de 2002
Presidente Fernando Henrique Cardoso
Antecessor(a) José Jorge de Vasconcelos Lima
Sucessor(a) Francisco Luiz Sibut Gomide
Ministro-Chefe da Casa Civil
Período 1º de janeiro de 1999
a 1º de janeiro de 2003
Presidente Fernando Henrique Cardoso
Antecessor(a) Clóvis Carvalho
Sucessor(a) José Dirceu
Ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão
Período 6 de maio de 1999
a 18 de julho de 1999
Presidente Fernando Henrique Cardoso
Antecessor(a) Paulo de Tarso Almeida Paiva
Sucessor(a) Martus Tavares
Dados pessoais
Nascimento 21 de fevereiro de 1953 (65 anos)
Rio de Janeiro (RJ), Brasil
Nacionalidade brasileira
Partido PSDB
Ocupação Administrador

Pedro Pullen Parente (Rio de Janeiro, 21 de fevereiro de 1953) é um engenheiro, atual presidente da Petrobras e político brasileiro.

História[editar | editar código-fonte]

Pedro Parente iniciou sua carreira quando foi levado do Banco Central para o Ministério do Planejamento por Andrea Calabi, então secretário executivo do ministro João Sayad, para ajudar a criar a Secretaria do Tesouro Nacional, em 1986, durante a presidência de José Sarney. Anos depois seria um dos nomes associados a administração federal de Fernando Henrique Cardoso.

Pedro Parente foi consultor do Fundo Monetário Internacional (FMI), sediado em Washington, DC, EUA, em 1993.[1] Pedro Parente foi chefe da Casa Civil da Presidência da República, de 1 de janeiro de 1999 a 1 de janeiro de 2003, ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão de 6 de maio a 18 de julho de 1999, secretário executivo do Ministério da Fazenda e ministro de Minas e Energia, em 2002, durante o governo do presidente Fernando Henrique Cardoso. Na época, ficou conhecido como “ministro do apagão”, por ser o coordenador da equipe durante a crise no abastecimento de energia elétrica do país.[2] Desde 2010, foi CEO e presidente da Bunge Brasil, uma das maiores tradings do mundo, que disponibilizou seus ativos do setor sucro-alcooleiro para se concentrar nas operações com grãos, oleaginosas e alimentos processados.[3]

Pedro Parente é também um dos proprietário da Prada LTDA,[4] uma empresa "especializada em gestão financeira de famílias milionárias."[5] Desde que assumiu a presidência da Petrobrás, sua clientela teria aumentado consideravelmente. Além disso, a partir de um cruzamento de pessoas jurídicas, entende-se que Pedro Parente é sócio de José Berenguer, presidente do JP Morgan no Brasil. Berenguer teria recebido um pagamento de R$ 2 bilhões da Petrobrás como adiantamento de um empréstimo a vencer apenas em 2022.[6]

No dia 19 de maio de 2016 foi indicado pelo Governo Michel Temer ao cargo de presidente da Petrobras.[7] Seu nome foi submetido e aprovado pelo Conselho de Administração da empresa, requisito essencial para assumir o cargo.[8] Sua posse ocorreu em 1º de junho.[9]. Assumiu, em meados de abril de 2018, o posto de "chairman" da BRF ("Brazilian foods") em concomitância com o cargo público na Petrobrás, atendendo a convite de Abílio Diniz, em nome do Conselho de Administração, segundo a revista "Isto é Dinheiro" de 20 de abril de 2018.

Referências

  1. «Propósito e pessoas». Consultado em 27 de maio de 2018. 
  2. «PERFIL: Com FHC, Pedro Parente foi o 'ministro do apagão'». Estadão. Consultado em 10 de junho de 2016. 
  3. «Bunge caminha para vender ativos no Brasil, diz Parente». www.jornalcana.com.br. Consultado em 10 de junho de 2016. 
  4. «Prada Assessoria: Nossa atividade». Prada Assessoria. Consultado em 27 de maio de 2018. 
  5. «Banco presidido por sócio de Pedro Parente recebeu R$ 2 bi da Petrobras, diz revista eletrônica». Jornal do Brasil. 25 de maio de 2018. Consultado em 27 de maio de 2018. 
  6. Coutinho, Filipe (25 de maio de 2018). «Exclusivo: Pedro Parente é sócio de presidente de banco que recebeu R$ 2 bi da Petrobrás». Crusoé. Consultado em 27 de maio de 2018. 
  7. «'Não haverá indicações políticas na Petrobras', afirma Pedro Parente». G1. Globo.com. 19 de maio de 2016. Consultado em 27 de setembro de 2016. 
  8. «Conselho da Petrobras aprova Pedro Parente para a presidência da estatal». Agência Brasil. 30 de maio de 2016 
  9. «Para sair da agenda negativa, Temer marca posse de Parente e Maria Silvia». Folha de S.Paulo. Uol. 31 de maio de 2016. Consultado em 27 de setembro de 2016. 
Precedido por
Aldemir Bendine
Presidente da Petrobras
2016 – 
Sucedido por
incumbente
Precedido por
José Jorge de Vasconcelos Lima
Ministro Interino de Minas e Energia do Brasil
2002
Sucedido por
Francisco Luiz Sibut Gomide
Precedido por
Clóvis Carvalho
Ministro chefe da Casa Civil
1999 – 2003
Sucedido por
José Dirceu
Precedido por
Paulo de Tarso Almeida Paiva
Ministro Interino do Planejamento do Brasil
1998
Sucedido por
Martus Tavares
Precedido por
sem dados
Presidente do Serpro
1990 – 1991
Sucedido por
sem dados