Pedro Passos Coelho

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Pedro Passos Coelho
Pedro Passos Coelho
Primeiro-ministro de Portugal Flag of Portugal.svg
Período 21 de junho de 2011
a 26 de novembro de 2015
Antecessor(a) José Sócrates
Sucessor(a) António Costa
Presidente do Partido Social Democrata
Período 26 de março de 2010
a atualidade
Antecessor(a) Manuela Ferreira Leite
Vida
Nascimento 24 de julho de 1964 (52 anos)
Sé Nova, Coimbra
Nacionalidade Portuguesa
Dados pessoais
Alma mater Universidade Lusíada de Lisboa
Cônjuge Laura Ferreira
Partido Partido Social Democrata
Religião Catolicismo
Profissão Gestor
Assinatura Assinatura de Pedro Passos Coelho

Pedro Manuel Mamede Passos Coelho (Coimbra, 24 de julho de 1964) é um gestor e político português que foi primeiro-ministro de Portugal entre 2011 e 2015, sendo atualmente presidente do Partido Social Democrata (PSD), desde 2010.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Vida pessoal[editar | editar código-fonte]

Passos Coelho nasceu na freguesia da Sé Nova em Coimbra, filho de António Passos Coelho (Vale de Nogueiras, Vila Real, 31 de maio de 1926), médico, e de Maria Rodrigues dos Santos Mamede (Santana da Serra, Ourique, c. 1930), enfermeira, o mais novo de quatro irmãos e irmãs (incluindo Miguel, que sofre de paralisia cerebral, e Maria Teresa, médica como seu pai)[1], cresceu entre Silva Porto e Luanda, em Angola, onde o pai exercia medicina. Regressou a Portugal após o 25 de abril de 1974, tendo ido viver com a família para Vale de Nogueiras, concelho de Vila Real, donde o seu pai é originário. Concluiu o ensino secundário na Escola Secundária Camilo Castelo Branco, no mesmo concelho. Em 1982/1983 leccionou a disciplina de matemática numa escola secundária de Vila Pouca de Aguiar. Ingressou na licenciatura de matemática na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, mas acabou por não prosseguir esse curso. Atualmente vive entre Massamá e Lisboa, é casado e tem quatro filhas.

Carreira política[editar | editar código-fonte]

Integrou o Conselho Nacional da Juventude Social Democrata (JSD) e foi representante no Conselho Nacional do Partido Social Democrata. Foi, ainda, co-autor de Juventude: Que Futuro em Portugal, publicado em 1981, pelo Instituto Sá Carneiro. No final da década de 1980, integra a vice-presidência da JSD, tendo posteriormente assumido a sua presidência por mais de seis anos. Em 1991 ingressa na Assembleia da República na qualidade de deputado, tendo desempenhado funções de vice-presidente e porta-voz do Partido Social Democrata. Exerceu o cargo de vereador sem pelouro na Câmara Municipal da Amadora entre 1997 e 2001, altura em que fundou o Movimento Pensar Portugal.

Iniciou também, em 2001, o desempenho de vários cargos profissionais enquanto consultor e gestor, exercendo funções em várias empresas, a maioria na área do meio ambiente. No ano de 2004, assume a direcção financeira da Fomentinvest, SGPS, S.A., e o cargo de administrador executivo da mesma em 2007, função esta que mantém a par com a presidência de várias empresas do grupo.

Em 2005, foi eleito presidente da Assembleia Municipal de Vila Real pelo PSD, cargo que exerce até à atualidade. Em 2008, Pedro Passos Coelho fundou a Plataforma de Reflexão Estratégica — Construir Ideias, uma plataforma de análise e debate dos temas da agenda do país. Também em 2008, assume-se como candidato à presidência do PSD nas eleições directas de Maio, tendo sido eleito membro do Conselho Nacional do PSD no mês seguinte.[2]

Tendo aderido à Juventude Social Democrata em 1978, chegou a presidente da sua Comissão Política Nacional, em 1990, cargo que ocupou até 1995. Foi deputado à Assembleia da República, pelo círculo eleitoral de Lisboa, entre 1991 e 1999. Integrou a Assembleia Parlamentar da OTAN, até 1995, e foi vice-presidente do grupo parlamentar do PSD, de 1996 a 1999. Foi candidato a presidente da Câmara Municipal da Amadora, em 1997, exercendo o cargo de vereador até 2001.

É licenciado em Economia pela Faculdade de Economia da Universidade Lusíada de Lisboa, desde 2001. Anteriormente já tinha trabalhado na Quimibro, empresa que se dedica ao trading nos mercados de metais, de José Bento dos Santos, entre 1987 e 1989, e iniciado a sua actividade de consultor na Tecnoforma, em 2000. Em 2001 tornou-se colaborador da LDN Consultores, até 2004. Dirigiu o Departamento de Formação da URBE — Núcleos Urbanos de Pesquisa e Intervenção, entre 2003 e 2004. Em 2004 Ângelo Correia convida-o para ingressar no Grupo Fomentinvest, onde será director financeiro, até 2006, e administrador executivo, entre 2007 e 2009. Foi também presidente do Conselho de Administração das participadas Ribtejo e da HLC Tejo, a partir de 2005 e 2007, respectivamente. Entre 2007 e 2010 leccionou no Instituto Superior de Ciências Educativas.

Passos Coelho com o antigo primeiro-ministro espanhol Rodriguez Zapatero

Passos Coelho foi co-fundador do Movimento Pensar Portugal, em 2001, vice-presidente da Comissão Política Nacional do PSD, na direcção de Luís Marques Mendes, de 2005 a 2006, e é presidente da Assembleia Municipal de Vila Real, desde 2005. Em Maio de 2008 candidatou-se, pela primeira vez, à presidência do PSD, propondo uma revisão programática de orientação liberal. Derrotado por Manuela Ferreira Leite, fundou com um conjunto de apoiantes o think-tank Construir Ideias. Já em Janeiro de 2010 lançou o livro Mudar e assumiu-se, de novo, candidato às eleições directas de Março de 2010. Eleito presidente do PSD a 26 de Março de 2010, foi o líder do maior partido da oposição, viabilizando no parlamento três alterações ao Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC). A recusa de um quarto PEC, em sintonia com toda a oposição parlamentar ao Partido Socialista, e a necessidade de Portugal recorrer à ajuda externa (do FMI, do BCE e da UE) face à incapacidade autónoma de travar o défice das contas públicas portuguesas induziram o primeiro-ministro socialista José Sócrates a demitir-se do cargo de primeiro-ministro e obrigaram o presidente Cavaco Silva a convocar eleições antecipadas para 5 de Junho de 2011.

Pedro Passos Coelho foi assim candidato nas eleições legislativas de 2011[3], vencidas pelo PSD, tendo deixado em segundo lugar o Partido Socialista liderado por José Sócrates, primeiro-ministro demissionário e candidato a um novo mandato.

Primeiro-ministro de Portugal[editar | editar código-fonte]

Pedro Passos Coelho numa visita oficial à Base Aérea das Lajes, em 2014, ao lado do anterior comandante da BA4, o coronel Faria.

Foi primeiro-ministro de Portugal, liderando um Governo de coligação PSD/CDS-PP que tomou posse a 21 de junho de 2011.

No discurso de tomada de posse[4], afirmou que procuraria que o Estado desse "exemplo de rigor e contenção para que haja recursos para os que mais necessitam; e o [...] Governo será o líder desse exemplo, como de resto a decisão de não nomear novos governadores civis já sinaliza".[5] Na mesma intervenção, Passos Coelho apontou as tarefas prioritárias do Governo: estabilizar as finanças, socorrer os mais necessitados e fazer crescer a economia e o emprego, e prometeu: ″Ninguém pode ser deixado para trás. Não queremos uma sociedade que abandona os seus pobres, que ignora as pessoas com deficiência, que não socorre os seus aflitos, que esquece os seus emigrantes, que rejeita os que procuram o nosso País para trabalhar e viver, que desampara os seus idosos, que se fecha aos seus desempregados.″.[6]

Foi novamente empossado como primeiro-ministro do XX Governo Constitucional a 30 de outubro de 2015, na sequência da vitória da coligação Portugal à Frente nas eleições legislativas de 2015. No entanto, em 10 de novembro de 2015, uma moção de rejeição ao programa do Governo foi aprovada com os votos do PS, BE, PCP, PEV e PAN, obrigando à queda do governo[7].

Condecorações[editar | editar código-fonte]

Vida privada[editar | editar código-fonte]

Foi casado em primeiras núpcias com Fátima Padinha, uma das quatro vocalistas do grupo musical Doce, com quem teve três filhos, em 1988, 1991 e em 1993. Casou-se em segundas núpcias com Laura Maria Garcês Ferreira[9], uma fisioterapeuta natural de Bissau, filha de Tomás Ferreira e de sua mulher Domitília Garcês, tendo com esta uma filha, nascida em 2007, e uma enteada, nascida em 1994 do primeiro casamento de sua segunda mulher.

História eleitoral[editar | editar código-fonte]

Liderança do PSD, 31 de Maio de 2008[editar | editar código-fonte]

Resumo das Eleições Directas de 2008
Partido Candidato Votos Votos (%)
  PSD Manuela Ferreira Leite 17 224
 
37,9%
  PSD Pedro Passos Coelho 14 134
 
31,1%
  PSD Pedro Santana Lopes 13 427
 
29,55%
  PSD Patinha Antão 308
 
0,68%
Totais 45 093  
Votos em Branco 254 0,56%
Votos Nulos 97 0,21%
Participação 45 444 58,95%
Fonte: Resultados Oficiais

Liderança do PSD, 26 de Março de 2010[editar | editar código-fonte]

Resumo das Eleições Directas de 2010
Partido Candidato Votos Votos (%)
  PSD Pedro Passos Coelho 31 671
 
61,2%
  PSD Paulo Rangel 17 821
 
34,44%
  PSD José Pedro Aguiar-Branco 1 769
 
3,42%
  PSD Castanheira Barros 138
 
0,27%
Totais 51 399  
Votos em Branco 241 0,47%
Votos Nulos 108 0,21%
Participação 51 748 66,26%
Fonte: Resultados Oficiais

Eleições Legislativas de 2011[editar | editar código-fonte]

A tabela seguinte indica o total de votos obtidos por cada um dos partidos e coligações nas eleições legislativas portuguesas de 2011.

Resumo das Eleições Legislativas Portuguesas de 2011
Partido Candidato Votos Votos (%) Votos (±) Assentos Assentos
(%)
Assentos
(±)
  PPD/PSD Pedro Passos Coelho 2 159 181
 
38,66%
+9,55% 108 46,96% +27
  PS José Sócrates 1 566 347
 
28,05%
-8,51% 74 32,17% -23
  CDS–PP Paulo Portas 653 888
 
11,71%
+1,28% 24 10,43% +3
  PCP–PEV(a) Jerónimo de Sousa 441 147
 
7,9%
+0,04% 16 6,96% +1
  B.E. Francisco Louçã 288 923
 
5,17%
-4,64% 8 3,48% -8
  PCTP/MRPP Garcia Pereira 62 610
 
1,12%
+0,19% 0 0% 0
  PAN Paulo Borges 57 995
 
1,04%
+1,04% 0 0% 0
  MPT Pedro Quartin Graça 22 705
 
0,41%
+0,35% 0 0% 0
  MEP Rui Marques 21 942
 
0,39%
-0,06% 0 0% 0
  P.N.R. José Pinto Coelho 17 548
 
0,31%
+0,11% 0 0% 0
  PTP Amândio Madaleno 16 895
 
0,3%
+0,21% 0 0% 0
  PPM Paulo Estevão 14 687
 
0,26%
-0,01% 0 0% 0
  PND - 11 806
 
0,21%
-0,18% 0 0% 0
  PPV Luís Botelho Ribeiro 8 209
 
0,15%
0% 0 0% 0
  POUS Carmelinda Pereira 4 572
 
0,08%
+0% 0 0% 0
  PDA Pedro Batista 4 569
 
0,08%
+0,08% 0 0% 0
  P.H. Manuela Magno 3 588
 
0,06%
+0,06% 0 0% 0
Totais 5 356 612   230  
Votos em Branco 148 618 2,66% +0,92%  
Votos Nulos 79 399 1,42% +0,07%  
Participação 5 584 629 58,03% -1,65%  
↑(a) Partido Comunista Português (14 deputados) e "Os Verdes" (2 deputados) concorreram em coligação
Fonte: Comissão Nacional de Eleições, Assembleia da República - Resultados Eleitorais

Eleições Legislativas de 2015[editar | editar código-fonte]

A tabela seguinte indica o total de votos obtidos por cada um dos partidos e coligações nas eleições legislativas portuguesas de 2015.

Resumo das Eleições Legislativas Portuguesas de 2015
Partido Candidato Votos Votos (%) Votos (±) Assentos Assentos
(%)
Assentos
(±)
  PàF(a) Pedro Passos Coelho 1 993 921
 
36,86%
-10,97% 102 44,35% -22
  PS António Costa 1 747 685
 
32,31%
+4,26% 86 37,39% +12
  BE Catarina Martins 550 892
 
10,19%
+5,02% 19 8,26% +11
  PCP–PEV(b) Jerónimo de Sousa 445 980
 
8,25%
+0,35% 17 7,39% +1
  PPD/PSD(c) Pedro Passos Coelho 81 054
 
1,5%
+1,5% 5 2,17% -2
  PAN André Lourenço e Silva 75 140
 
1,39%
+0,35% 1 0,43% +1
  PDR António Marinho e Pinto 61 632
 
1,14%
+1,14% 0 0% 0
  PCTP/MRPP Garcia Pereira 59 955
 
1,11%
-0,01% 0 0% 0
  L/TDA Rui Tavares 39 340
 
0,73%
+0,73% 0 0% 0
  PNR José Pinto Coelho 27 269
 
0,5%
+0,19% 0 0% 0
  MPT José Manuel Silva Ramos 22 596
 
0,42%
+0,01% 0 0% 0
  NC Mendo Castro Henriques 21 439
 
0,4%
+0,4% 0 0% 0
  AGIR!(d) Joana Amaral Dias 20 749
 
0,38%
+0,38% 0 0% 0
  PPM(e) Gonçalo da Câmara Pereira 14 897
 
0,28%
+0,02% 0 0% 0
  JPP Nuno Moreira 14 285
 
0,26%
+0,26% 0 0% 0
  PURP António Mateus Dias 13 979
 
0,26%
+0,26% 0 0% 0
  CDS–PP(f) Paulo Portas 7 536
 
0,14%
+0,14% 0 0% -1
  AA(g) - 3 654
 
0,07%
+0,07% 0 0% 0
  PPV/CDC Tânia Avillez 2 659
 
0,05%
-0,1% 0 0% 0
  PTP(h) - 1 748
 
0,03%
-0,06% 0 0% 0
Totais 5 206 410   230  
Votos em Branco 112 851 2,09% -0,57%  
Votos Nulos 89 544 1,66% +0,24%  
Participação 5 408 805 55,86% -2,17%  
↑(a) Partido Social Democrata (84 deputados) e CDS – Partido Popular (18 deputados) concorreram em coligação nos círculos de Portugal
Continental, Europa e Fora da Europa
↑(b) Partido Comunista Português (15 deputados) e "Os Verdes" (2 deputados) concorreram em coligação
↑(c) Partido Social Democrata (5 deputados) concorreu sozinho nos círculos da Madeira e dos Açores
↑(d) Partido Trabalhista Português e Movimento Alternativa Socialista concorreram em coligação nos círculos de Portugal Continental, Açores,
Europa e Fora da Europa
↑(e) Partido Popular Monárquico concorreu sozinho nos círculos de Portugal Continental, Madeira, Europa e Fora da Europa
↑(f) CDS – Partido Popular concorreu sozinho no círculo da Madeira
↑(g) CDS – Partido Popular e Partido Popular Monárquico concorreram em coligação no círculo dos Açores
↑(h) Partido Trabalhista Português concorreu sozinho no círculo da Madeira
Fonte: Legislativas 2015

Controvérsias[editar | editar código-fonte]

No inicio de 2015 torna-se do conhecimento público que o actual primeiro ministro Passos Coelho, bem como 107 mil outros Portugueses, não pagou à segurança social a sua contribuição enquanto trabalhador independente antes de ser eleito para o cargo de Primeiro Ministro, situação que aconteceu durante a Governação do Partido Socialista. À data, a dívida encontra-se prescrita mas o ministro optou por ainda assim pagar o valor em dívida. [10]

As primeiras declarações do ministro foram no sentido de que não pagou a dívida por desconhecimento de que o deveria fazer uma vez que nunca havia sido informado para o fazer.[11] Posteriormente surgem indicativos que este pediu esclarecimentos sobre a sua situação fiscal, já quando ocupava o cargo de primeiro ministro, tendo então intenção de pagar a dívida, já prescrita, quando o seu mandato terminasse. [12] A polémica gerada em torno do caso foi categorizada pelo Presidente da República como campanha eleitoral.[13] A Autoridade Tributaria instaurou processos disciplinares aos funcionários que consultaram os dados fiscais de Passos Coelho, e de outros contribuintes, por alegada quebra de sigilo fiscal. [14]

Referências

  1. http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/legislativas-2011/perfil-na-politica-aos-14-anos
  2. Coelho, Pedro Passos, MUDAR, Quetzal, 2010
  3. «Líder». PSD.pt. Consultado em 3 de Dezembro de 2010. 
  4. Discurso de tomada de posse.
  5. publico.pt (21 de junho de 2011). «Passos Coelho já não nomeia novos governadores civis». 21 de junho de 2011. 
  6. Discurso de tomada de posse.
  7. [[Público (jornal)|]] (10 de novembro de 2015). «Caiu o governo de Passos». 10 de novembro de 2015. Consultado em 10 de novembro de 2015. 
  8. «Cidadãos Nacionais Agraciados com Ordens Estrangeiras». Resultado da busca de "Pedro Manuel Mamede Passos Coelho". Presidência da República Portuguesa. Consultado em 2014-11-26. 
  9. A risonha mulher do líder do PSD
  10. «Passos Coelho desconhece a lei». Jornal expresso. 02.03.2015. 
  11. Ana Suspiro (7/3/2015). «Apagão. Passos Coelho não terá pago 26 meses de dívida à Segurança Social». Observador. 
  12. Bruno Simões (06/03/2015). «Passos Coelho não pagou a dívida em 2012 para isso não ser visto como um benefício». Jornal de Negócios. 
  13. «Cavaco diz que polémica das dívidas de Passos “cheiram a campanha eleitoral”». Publico. 07/03/2015. 
  14. Elisabete Miranda. «Funcionários do Fisco recorrem à PGR por causa de "lista VIP" de contribuintes». Jornal de Negocios. Consultado em 06/03/2015. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Pedro Passos Coelho


Precedido por
Manuela Ferreira Leite
Presidente do Partido Social Democrata
2010 – presente
Sucedido por
Incumbente
Precedido por
José Sócrates
Primeiro-ministro de Portugal
XIX e XX Governos Constitucionais
2011 – 2015
Sucedido por
António Costa