Pedro Passos Coelho

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Pedro Passos Coelho
Pedro Passos Coelho, Primeiro-ministro de Portugal.
Primeiro-ministro de  Portugal
Mandato 21 de Junho de 2011
até presente data
Antecessor(a) José Sócrates
Presidente do Partido Social Democrata
Mandato 26 de Março de 2010
até presente data
Antecessor(a) Manuela Ferreira Leite
Vida
Nascimento 24 de Julho de 1964 (49 anos)
Coimbra, Sé Nova
Nacionalidade Portuguesa
Dados pessoais
Alma mater Universidade Lusíada de Lisboa
Cônjuge Laura Ferreira
Partido Partido Social Democrata
Religião Catolicismo
Profissão Gestor
Assinatura Assinatura de Pedro Passos Coelho
Website http://portugal.gov.pt/

Pedro Manuel Mamede Passos Coelho ou simplesmente Passos Coelho (Coimbra, Sé Nova, 24 de Julho de 1964) é um gestor, economista e político português sendo o actual primeiro-ministro de Portugal (cargo que exerce desde 21 de Junho de 2011) e presidente do Partido Social Democrata.

Pedro Passos Coelho é natural de Coimbra. Após uma infância em Angola, estabeleceu-se em Vila Real, onde se encontram as suas raízes familiares. Actualmente, vive em Lisboa, é casado e tem três filhas. Licenciado em Economia pela Universidade Lusíada de Lisboa, desde cedo se envolveu no mundo da política. Integrou o Conselho Nacional da Juventude Social Democrata (JSD) e foi representante no Conselho Nacional do Partido Social Democrata. Foi, ainda, co-autor de Juventude: Que Futuro em Portugal, publicado em 1981, pelo Instituto Sá Carneiro.

No final da década de 1980, integra a vice-presidência da JSD, tendo posteriormente assumido a sua presidência por mais de seis anos. Em 1991 ingressa na Assembleia da República na qualidade de deputado, tendo desempenhado funções de vice-presidente e porta-voz do Partido Social Democrata. Exerceu o cargo de vereador sem pelouro na Câmara Municipal da Amadora entre 1997 e 2001, altura em que fundou o Movimento Pensar Portugal.

Iniciou também, em 2001, o desempenho de vários cargos profissionais enquanto consultor e gestor, exercendo funções em várias empresas, a maioria na área do meio ambiente. No ano de 2004, assume a direcção financeira da Fomentinvest, SGPS, S.A., e o cargo de administrador executivo da mesma em 2007, função esta que mantém a par com a presidência de várias empresas do grupo.

Em 2005, foi eleito presidente da Assembleia Municipal de Vila Real pelo PSD, cargo que exerce até à atualidade. Em 2008, Pedro Passos Coelho fundou a Plataforma de Reflexão Estratégica — Construir Ideias, uma plataforma de análise e debate dos temas da agenda do país. Também em 2008, assume-se como candidato à presidência do PSD nas eleições directas de Maio, tendo sido eleito membro do Conselho Nacional do PSD no mês seguinte.[1]

Biografia

Pedro Passos Coelho, nasceu em 24 de Julho de 1964, em Coimbra, filho de António Passos Coelho (Vila Real, Vale de Nogueiras, 31 de Maio de 1926), médico, e de sua esposa (casados em 1955) Maria Rodrigues Santos Mamede (Ourique, Santana da Serra, c. 1930), enfermeira, o mais novo de quatro irmãos e irmãs (incluindo Miguel, que sofre de paralisia cerebral, e Maria Teresa, médica como seu pai)[2] , cresceu entre Silva Porto e Luanda, em Angola, onde o pai exercia medicina. Regressou a Portugal após o 25 de Abril de 1974, tendo ido viver com a família para Vale de Nogueiras, concelho de Vila Real, donde o seu pai é originário. Concluiu o ensino secundário na Escola Secundária Camilo Castelo Branco, no mesmo concelho. Em 1982/1983 leccionou a disciplina de matemática numa escola secundária de Vila Pouca de Aguiar. Ingressou na licenciatura de matemática na Universidade de Lisboa, mas acabou por não prosseguir esse curso.

Tendo aderido à Juventude Social Democrata em 1978, chegou a presidente da sua Comissão Política Nacional, em 1990, cargo que ocupou até 1995. Foi deputado à Assembleia da República, pelo círculo eleitoral de Lisboa, entre 1991 e 1999. Integrou a Assembleia Parlamentar da OTAN, até 1995, e foi vice-presidente do grupo parlamentar do PSD, de 1996 a 1999. Foi candidato a presidente da Câmara Municipal da Amadora, em 1997, exercendo o cargo de vereador até 2001.

É licenciado em Economia pela Universidade Lusíada de Lisboa, desde 2001. Anteriormente já tinha trabalhado na Quimibro, empresa que se dedica ao trading nos mercados de metais, de José Bento dos Santos, entre 1987 e 1989, e iniciado a sua actividade de consultor na Tecnoforma, em 2000. Em 2001 tornou-se colaborador da LDN Consultores, até 2004. Dirigiu o Departamento de Formação da URBE — Núcleos Urbanos de Pesquisa e Intervenção, entre 2003 e 2004. Em 2004 Ângelo Correia convida-o para ingressar no Grupo Fomentinvest, onde será director financeiro, até 2006, e administrador executivo, entre 2007 e 2009. Foi também presidente do Conselho de Administração das participadas Ribtejo e da HLC Tejo, a partir de 2005 e 2007, respectivamente. Entre 2007 e 2010 leccionou no Instituto Superior de Ciências Educativas.

Passos Coelho com o antigo primeiro-ministro espanhol Rodriguez Zapatero

Passos Coelho foi co-fundador do Movimento Pensar Portugal, em 2001, vice-presidente da Comissão Política Nacional do PSD, na direcção de Luís Marques Mendes, de 2005 a 2006, e é presidente da Assembleia Municipal de Vila Real, desde 2005. Em Maio de 2008 candidatou-se, pela primeira vez, à presidência do PSD, propondo uma revisão programática de orientação liberal. Derrotado por Manuela Ferreira Leite, fundou com um conjunto de apoiantes o think-tank Construir Ideias. Já em Janeiro de 2010 lançou o livro Mudar e assumiu-se, de novo, candidato às eleições directas de Março de 2010. Eleito presidente do PSD a 26 de Março de 2010, foi o líder do maior partido da oposição, viabilizando no parlamento três alterações ao Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC). A recusa de um quarto PEC, em sintonia com toda a oposição parlamentar ao Partido Socialista, e a necessidade de Portugal recorrer à ajuda externa (do FMI, do BCE e da UE) face à incapacidade autónoma de travar o défice das contas públicas portuguesas induziram o primeiro-ministro socialista José Sócrates a demitir-se do cargo de primeiro-ministro e obrigaram o presidente Cavaco Silva a convocar eleições antecipadas para 5 de Junho de 2011.

Pedro Passos Coelho foi assim candidato nas eleições legislativas de 2011[3] , vencidas pelo PSD, tendo deixado em segundo lugar o Partido Socialista liderado por José Sócrates, primeiro-ministro demissionário e candidato a um novo mandato.

Primeiro-ministro de Portugal

É o primeiro-ministro de Portugal, liderando um governo de coligação PSD/CDS-PP que tomou posse a 21 de Junho de 2011.

No discurso de tomada de posse [4] , afirmou que procuraria que o Estado desse "exemplo de rigor e contenção para que haja recursos para os que mais necessitam; e o [...] Governo será o líder desse exemplo, como de resto a decisão de não nomear novos governadores civis já sinaliza".[5] Na mesma intervenção, Passos Coelho apontou as tarefas prioritárias do Governo: estabilizar as finanças, socorrer os mais necessitados e fazer crescer a economia e o emprego, e prometeu: ″Ninguém pode ser deixado para trás. Não queremos uma sociedade que abandona os seus pobres, que ignora as pessoas com deficiência, que não socorre os seus aflitos, que esquece os seus emigrantes, que rejeita os que procuram o nosso País para trabalhar e viver, que desampara os seus idosos, que se fecha aos seus desempregados.″ [6] .

A 6 de Agosto de 2012 foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem do Mérito da Polónia e com a Grã-Cruz com Diamantes da Ordem do Sol do Peru.[7]

Segundo a ex-ministra das finanças de Portugal, Manuela Ferreira Leite, o governo Passos Coelho demitiu funcionários públicos, descumprindo ordem judicial, mesmo sabendo que o governo português tinha secretamente 533 milhões de euros no Orçamento de Estado de 2014 de reserva. [8]

Vida privada

Foi casado, em primeiras núpcias, com Fátima Padinha, uma das quatro vocalistas do grupo musical Doce, com quem teve três filhos, em 1988, 1991 e em 1993. Casou-se, em segundas núpcias, com Laura Maria Garcês Ferreira[9] , uma fisioterapeuta natural de Bissau, filha de Tomás Ferreira e de sua mulher Domitília Garcês, tendo com esta uma filha, nascida em 2007, e uma enteada, nascida em 1995 do primeiro casamento de sua segunda mulher. Reside oficialmente no Palácio de São Bento, em Lisboa.

Durante o seu percurso fez alguns negócios considerados suspeitos pela União Europeia, como é o caso da Tecnoforma.[10]

História eleitoral

Liderança do PSD, 31 de Maio de 2008

Resumo das Eleições Directas de 2008
Partido Candidato Votos Votos (%)
  PSD Manuela Ferreira Leite 17 224
 
37,9%
  PSD Pedro Passos Coelho 14 134
 
31,1%
  PSD Pedro Santana Lopes 13 427
 
29,55%
  PSD Patinha Antão 308
 
0,68%
Totais 45 093  
Votos em Branco 254 0,56%
Votos Nulos 97 0,21%
Participação 45 444 58,95%
Fonte: Resultados Oficiais

Liderança do PSD, 26 de Março de 2010

Resumo das Eleições Directas de 2010
Partido Candidato Votos Votos (%)
  PSD Pedro Passos Coelho 31 671
 
61,2%
  PSD Paulo Rangel 17 821
 
34,44%
  PSD José Pedro Aguiar-Branco 1 769
 
3,42%
  PSD Castanheira Barros 138
 
0,27%
Totais 51 399  
Votos em Branco 241 0,47%
Votos Nulos 108 0,21%
Participação 51 748 66,26%
Fonte: Resultados Oficiais

Eleições Legislativas de 2011

A tabela seguinte indica o total de votos obtidos por cada um dos partidos e coligações nas eleições legislativas portuguesas de 2011.

Resumo das Eleições Legislativas Portuguesas de 2011
Partido Votos Votos (%) Votos (±) Assentos Assentos
(%)
Assentos
(±)
  Partido Social Democrata 2 159 742
 
38,65%
+9,54% 108 46,96% +27
  Partido Socialista 1 568 168
 
28,06%
-8,5% 74 32,17% -23
  CDS – Partido Popular 653 987
 
11,7%
+1,27% 24 10,43% +3
  CDU – Coligação Democrática Unitária(a) 441 852
 
7,91%
+0,05% 16 6,96% +1
  Bloco de Esquerda 288 973
 
5,17%
-4,64% 8 3,48% -8
  PCTP/MRPP 62 683
 
1,12%
+0,19% 0 0% 0
  Partido pelos Animais e pela Natureza 57 849
 
1,04%
+1,04% 0 0% 0
  Partido da Terra 22 690
 
0,41%
+0,35% 0 0% 0
  Movimento Esperança Portugal 21 936
 
0,39%
-0,06% 0 0% 0
  Partido Nacional Renovador 17 742
 
0,32%
+0,12% 0 0% 0
  Partido Trabalhista Português 16 811
 
0,3%
+0,21% 0 0% 0
  Partido Popular Monárquico 15 081
 
0,27%
-0% 0 0% 0
  Nova Democracia 11 776
 
0,21%
-0,18% 0 0% 0
  Portugal pro Vida 8 205
 
0,15%
-0% 0 0% 0
  Partido Operário de Unidade Socialista 4 604
 
0,08%
+0% 0 0% 0
  Partido Democrático do Atlântico 4 532
 
0,08%
+0,08% 0 0% 0
  Partido Humanista 3 590
 
0,06%
+0,06% 0 0% 0
Totais 5 360 221   230  
Votos em Branco 148 378 2,66% +0,92%  
Votos Nulos 79 995 1,43% +0,08%  
Participação 5 588 594 58,07% -1,61%  
↑(a) Partido Comunista Português (14 deputados) e Partido Ecologista "Os Verdes" (2 deputados) concorreram em coligação
Fonte: Comissão Nacional de Eleições, Assembleia da República - Resultados Eleitorais

Referências

Ligações externas

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XIX Governo Constitucional
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