Peeves

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Portal A Wikipédia possui o
Portal Harry Potter


Peeves, em Portugal e no original inglês, ou Pirraça no Brasil, é um poltergeist que mora em Hogwarts nos livros da série Harry Potter de J. K. Rowling.

Apesar de ter a aparência de um fantasma, ou seja, o espírito de uma pessoa que já morreu, ele pertence a outra categoria de criaturas mágicas. Segundo a própria J.K. Rowling, um poltergeist é um espírito da desordem (um indestrutível espírito do caos segundo o FAQ do website da autora). E de fato, ele está constantemente causando confusão, com uma série de traquinagens e malícia.

Pirraça (em Portugal: Peeves) parece um pequeno velhote usando roupas de colorido berrante e também um chapéu em forma de sino. Ele é capaz de voar e não tem substância, assim como os fantasmas, mas tem mais controle dos objetos, Pirraça consegue, por exemplo, segurar objetos para atirá-los nos outros e pode ficar invisível.

Gtk-paste.svg Aviso: Este artigo ou se(c)ção contém revelações sobre o enredo.

Temperamento[editar | editar código-fonte]

Ele é na verdade, muito mais chato do que propriamente perigoso, mas age de modo imprevisível e às vezes violento portanto é preciso ter controle sobre ele. Seu propósito é apenas causar confusão, quebrar coisas, e ser o mais aborrecedor e o mais criador de casos que for possível.

O poltergeist não dá ouvidos aos monitores (para grande desgosto de Percy Weasley), nem aos professores, nem a ninguém, exceto a Dumbledore e ao Barão Sangrento, o fantasma da Sonserina.

Quando Harry finge ser o Barão, sob a Capa da Invisibilidade no livro um, Pirraça fica muito assustado e obedece imediatamente à ordem de Harry para sair, demonstrando o quanto obedece ao Barão Sangrento.

Argus Filch, o zelador, que tem que estar sempre limpando e arrumando a baderna e os estragos que Pirraça causa, é seu maior inimigo e vive tentando que o diretor expulse o poltergeist. Isso, combina bem com a afirmação de Fleur Delacour que disse que, na sua escola (Beauxbatons) um poltergeist seria expulso num vapt-vupt (imediatamente) o que parece indicar que alguém, talvez o diretor devesse expulsar Pirraça. No entanto, Rowling revelou em uma entrevista que o pirraça é um poltergeist de imenso poder, afirmando que nem mesmo Dumbledore seria capaz de expulsá-lo permanentemente de Hogwarts.

Rei do Caos[editar | editar código-fonte]

Na verdade, o porquê de Dumbledore permitir que Pirraça permaneça no castelo nunca foi explicado, mas pode-se acreditar ao senso de humor do diretor.

De toda forma, J.K. Rowling já sugeriu que Pirraça é algo permanente no castelo de Hogwarts e nunca poderá ser retirado inteiramente. Uma vez a autora o descreveu como um problema de encantamentos, e disse que Dumbledore pode ocasionalmente dar uma parada em Pirraça ou reduzir seus estragos porque ele é melhor com a chave inglesa que a maioria.

Pirraça é vulnerável à magia, no livro seis, Harry usa a magia para grudar a língua de Pirraça no céu da boca, então o poltergeist vai embora furioso. No livro três, Remus Lupin também usa magia para dar uma lição no Pirraça.

Umbridge[editar | editar código-fonte]

Pirraça não é tão completamente caótico, porque até mostra lealdade em determinadas situações.

Durante a estada de Dolores Umbridge como diretora de Hogwarts, em Harry Potter e a Ordem da Fênix, os gêmeos Weasley abandonam a escola e pedem um favor a Pirraça: "Infernize ela por nós, Pirraça!". Essa foi possivelmente, a única vez que Pirraça obedeceu a um aluno e até mesmo saudou-o.

O pedido foi imediatamente obedecido, seguido pela sua maior demonstração de loucura caótica; suas tendências destrutivas chegaram a um nível máximo; ele gargalhava alucinado, voava pela escola virando mesas, irrompendo de quadros-negros, derrubando estátuas e vasos, duas vezes prendeu Madame Nor-r-ra dentro de uma armadura. Quebrou lanternas, apagou velas, fez malabarismos com archotes acesos por cima das cabeças dos estudantes (que gritavam de pavor), fez pilhas bem arrumadas de pergaminhos caírem dentro das lareiras ou fora das janelas; inundou todo o segundo andar, arrancando as torneiras dos banheiros, deixou cair um saco de tarântulas no Salão Principal durante o café da manhã. E sempre que fazia uma pausa, ele flutuava atrás da Umbridge imitando o ruído de puns com a boca, quando ela falava.

Esse foi um período de paz com a professora Minerva McGonagall, porque eles tinham um inimigo em comum; quando Pirraça estava tentando soltar um candelabro do teto, a professora Minerva até o ajudou: "Desenrosca para o outro lado."

Quando Umbridge tentou sair de fininho de Hogwarts, Pirraça fez a festa. Caçou-a pelo castelo afora, lhe jogava giz ou batia com a bengala (emprestada por McGonagall). Ninguém, entre alunos e professores, a não ser Filch, se mexeu para ajudar a ex-Inquisidora. Ao contrário, a única pena da professora Minerva foi não poder bater ela mesma na Umbridge.

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

  • Pirraça nunca apareceu em nenhum filme da série. Durante a produção do filme primeiro filme, foi filmada uma cena com ele, mas foi cortada. O mais curioso é que ele aparece nos três primeiros jogos da série.
  • No último livro Pirraça inventa um apelido para Voldemort: Voldy
  • Filch reclama de Pirraça há um quarto de século