Peneireiro-das-torres
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| Estado de conservação | |||||||||||||||
Vulnerável [1] | |||||||||||||||
| Classificação científica | |||||||||||||||
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| Nome binomial | |||||||||||||||
| Distribuição geográfica | |||||||||||||||
Amarelo: área de nidificação Azul: área de invernada Verde: residente todo o ano | |||||||||||||||

Peneireiro-das-torres[2], francelho-das-torres[3] ou francelho (Falco naumanni), é um falcão da família Falconidae, que tem como características garras brancas, cabeça cinzenta lisa, dorso liso e uma faixa cinzento-azulada no dorso.
Descrição
[editar | editar código]- Dimensões: 29-32 cm de comprimento
- Envergadura: 58–72 cm de comprimento
- Peso: Até 200 gramas
Pequeno falcão migratório que apresenta dimorfismo sexual a nível da plumagem. Os machos apresentam tons azulados na cabeça, cauda e asa, dorso de cor castanho intenso e peito bege com pintas negras. A fêmea e os juvenis têm dorso castanho avermelhado, salpicado de preto; cauda com faixas preto acastanhados bem demarcadas. No fim do primeiro ano de vida já se diferenciam fêmeas e machos.
É semelhante ao peneireiro-vulgar (F. tinnunculus) distinguindo-se por o peneireiro-vulgar possuir o dorso colorido, ser maior e nidificar em árvores.[4]
Regime alimentar
[editar | editar código]O peneireiro-das-torres caça, maioritariamente, em terrenos abertos, onde acede às presas com maior facilidade. Alimenta-se, sobretudo, de insectos - gafanhotos, escaravelhos e grilos-ralos - e outros invertebrados como aranhas e centopéias. Os vertebrados também fazem parte do seu regime alimentar, mas em menor percentagem, sendo eles ratos, lagartixas e mais raramente pequenos pássaros.
Distribuição
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Encontra-se desde a região mediterrânea do norte da África e sul da Europa, até ao interior da região euroasiática, em regiões estepárias ou agrícolas (pseudo-estepe). Espécie monogâmica que compete por locais com bons recursos alimentares e de nidificação para melhor atração das fêmeas. Nidificam em habitações agrícolas velhas e ao abandono, paredes e muros de taipa, onde aproveitam as cavidades para fazer o ninho. Aquando da postura dos ovos a fêmea não abandona o ninho, sendo alimentada pelo macho. Põe de três a cinco ovos que são incubados por ambos os membros do casal. O período de incubação é de 28 dias, aproximadamente.
As crias nascem cobertas de penugem branca. Com cerca de 20 dias já têm pequenas penas e cerca de uma semana depois estão prontas a voar. Após o início do voo, as crias são alimentadas por cerca de duas semanas, período o qual abandonam a colónia onde nasceram. O habitat é vasto, no entanto escolhe territórios com determinadas características para nidificar, como por exemplo, clima com certa aridez, zonas abertas, planas ou ligeiramente onduladas, com cobertura vegetal fraca, habitações abandonadas ou paredes rochosas. As áreas de invernada têm, normalmente, maior densidade vegetal.
Ilha da Madeira
[editar | editar código]O francelho, é a ave de presa mais frequente do arquipélago da Madeira entre quatro espécies residentes. Distingue-se pelo chamamento estridente, pelas asas estreitas e alongadas, pela cauda ampla e pela capacidade de permanecer imóvel no ar enquanto procura alimento, comportamento típico antes do mergulho sobre a presa. A espécie apresenta em Portugal uma tendência populacional de decréscimo moderado.[5]
Investigações realizadas em vários países europeus indicam que a utilização de raticidas anticoagulantes poderá contribuir para a redução da abundância da espécie. Estes compostos, empregados no controlo de roedores agrícolas, podem provocar intoxicação secundária nos seus predadores, tendo sido detetados resíduos dessas substâncias em mais de metade dos exemplares analisados em determinados estudos.[6]
Na Macaronésia, a subespécie Falco tinnunculus canariensis ocupa áreas abertas, escarpas, terrenos cultivados e margens urbanas, beneficiando de uma dieta diversificada que inclui insetos e lagartixas. Contudo, a persistência do uso de raticidas suscita preocupações quanto aos seus efeitos sobre outras aves de rapina e sobre a saúde humana, reforçando a recomendação de métodos mecânicos de controlo de pragas e de ações de sensibilização e fiscalização.[7]
Subespécies
[editar | editar código]Falco tinnunculus canariensis
Referências
- ↑ Erro de citação: Etiqueta
<ref>inválida; não foi fornecido texto para as "refs" nomeadas "IUCN" - ↑ «Falconidae». Aves do Mundo. 26 de dezembro de 2021. Consultado em 5 de abril de 2024
- ↑ Paixão, Paulo (Verão de 2021). «Os Nomes Portugueses das Aves de Todo o Mundo» (PDF) 2.ª ed. A Folha — Boletim da língua portuguesa nas instituições europeias. ISSN 1830-7809. Consultado em 5 de abril de 2024. Cópia arquivada (PDF) em 23 de abril de 2022
- ↑ COSTA, Hélder et al., Nomes Portugueses das Aves do Paleárctico Ocidental. Lisboa, 2000: Assírio & Alvim
- ↑ Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (2022). Dados sobre a tendência populacional do peneireiro-vulgar em Portugal (Relatório)
- ↑ Roos, S.; et al. (2021). «Estudo sobre os efeitos indiretos de rodenticidas anticoagulantes em aves de rapina»
- ↑ Soleng, A.; et al. (2022). «Riscos da exposição humana a rodenticidas»