Pentaclethra

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Flor de pracaxi.JPG
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Classificação científica
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Fabales
Família: Fabaceae
Género: Pentaclethra
Espécies
Wikispecies
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Pentaclethra também chamada de Pracaxi é uma espécie vegetal que encontra-se distribuída em todo o Brasil Setentrional, Guianas, Trinidad e algumas regiões da América Central[1] . A árvore de pracachy é de tamanho médio (8 – 14 m), comumente encontrada em áreas inundáveis. Possui um fruto em forma de vagem com 20 a 25 cm de comprimento, é encurvado e contém de 4 – 8 sementes. Um quilo de sementes é composto por aproximadamente 35 vagens, as quais contêm cerca de 30 % de óleo, em base seca. No cultivo da planta, a emergência ocorre entre 30 a 40 dias com taxa de germinação das sementes relativamente alta, e o seu desenvolvimento na várzea é rápido[2] . Em terra firme o pracachy tolera bem a poda seletiva e por tratar-se de uma leguminosa é um bom fixador de nitrogênio, constituindo uma espécie pioneira que mostra um grande potencial na regeneração florestal e recuperação de áreas degradadas[3]

Utilização popular[editar | editar código-fonte]

O óleo de pracachy é extraído de forma artesanal, por cozimento da massa seca que é macerada em pilão. É utilizado popularmente na medicina popular contra a Erisipela que é uma infecção cutânea causada geralmente por bactérias, como também no tratamento do cabelo, facilitando o penteado, aumentando o brilho e evitando a queda. Em Belém passou a ser utilizado no tratamento de estrias, em adolescentes e gestantes, apresentando resultados muito satisfatórios. Os habitantes da região Amazônica fazem uso da casca e do caule contra os efeitos do envenenamento de picadas de cobras e escorpiões. Para isso, eles maceram a casca e aplicam sob a forma de emplastros no local da picada. Atualmente as sementes são recolhidas (catadas) em rios, praias e igarapés, sendo posteriormente secas ao sol e armazenadas para a comercialização.[4]

Óleo de Pracaxi[editar | editar código-fonte]

O óleo apresenta muitas afinidades com o óleo de amendoim, porém, o óleo de Pracaxi contém a mais alta concentração conhecida do ácido beênico (19%), que é 6 vezes maior do que a do óleo de amendoim. O acido beênico bastante presente no óleo de Pracaxi é bastante usado para a produção industrial de cosméticos de maquiagem e para os cabelos devido as suas excelentes propriedades umectantes.

Óleo bruto de pracaxi

O óleo de pracaxi possui uma cor amarelo-clara, liquido à temperatura ambiente e depois de algum tempo no deposito, libera grande quantidade de gordura sólida branca.

Óleo virgem de Pracaxi

O óleo de pracaxi é bom para a produção de sabão mole e a substância gordurosa pode ser usada no preparo de vela.[5]

O óleo de pracaxi possui propriedades inseticidas que atua como um bom combatente do mosquito Aedes aegypti, que é o vetor da febre amarela e dengue.[6] [5]

Semente de Pracaxi
Dados físico-quimico do óleo de pracaxi
Características Unidades Presentação
Aparência (25ºC) --- Liquido
Cor --- Translucido
Odor --- Caracteristico
Índice de acidez mgKOH/g < 20,0
Índice de peroxido 10 meq O2/kg < 10,0
Índice de iodo gI2/100g 66 - 72
Índice de saponificação mgKOH/g 175 - 188
Densidade 25ºC g/ml 0,9173
Índice de refração (40°C) ---
Materia insaponificável (bioativos)  %
Ponto de fusão °C 18,5
Composição dos acidos-graxos óleo de Pracaxi
Caracteristicas Unidades Presentação
Ácido láurico  % Peso 0,8 - 1,8
Ácido mirístico  % Peso 1,0 - 1,8
Ácido palmítico  % Peso 1,5 - 3,0
Ácido esteárico  % Peso 1,5 - 3,0
Ácido oleico  % Peso 40 - 50
Ácido linoleico  % Peso 1,8 - 3,0
Ácido linoleico  % Peso 2,0 - 4,0
Ácido beénico  % Peso 18,0 - 21,0
Ácido lignocérico  % Peso 13,0 - 16,0
Saturado  % 50
Insaturado  % 50
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  1. PESCE, C.: Oleaginosas da Amazônia, 1941, Oficinas Gráficas da Revista Veterinária, Belém/PA
  2. LORENZI, H. :Árvores Brasileiras, 2002. Vol. 2, 2ª edição, Instituto Plantarum, Nova Odessa, SP, PP.368
  3. MORAIS, L.R.: Produção de óleo de duas espécies amazônicas por prensagem: Bacuri Platonia insignis (Mart.) e Pracachy Pentaclethra macroloba (Willd), 2005, Monografia em Curso de Mestrado Em Química Orgânica, Universidade Federal do Pará,Centro de Ciências Exatas e Naturais 76pp. Não publicada.
  4.  MORAIS, L. R. : Banco de Dados Sobre Espécies Oleaginosas da Amazônia, não-publicado.
  5. a b PESCE, Celestino. Oleaginosas da Amazônia. –Belém: Museu Paraense Emilio Goeldi, 2009.
  6. ÓLEO PRACACHY. http://www.amazonoil.com.br/produtos/oleos/pracachy.htm