Pentti Linkola

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Pentti Linkola
Linkola em 2011
Nome completo Kaarlo Pentti Linkola
Nascimento 7 de dezembro de 1932 (86 anos)
Helsinque, Finlândia
Nacionalidade Finlandês
Ocupação Escritor, ornitólogo e ecologista
Prémios Prêmio Eino Leino (1983)

Kaarlo Pentti Linkola (Helsinque, 7 de dezembro de 1932) é um ecologista profundo radical,[1] ornitólogo,[2] polemista, naturalista, escritor e pescador finlandês. Escreveu profusamente sobre suas ideias, e na Finlândia é considerado um pensador proeminente e altamente controverso.[3][4] Linkola foi um pescador anual de 1959 a 1995; já pescou nos lagos Keitele e Päijänne, e no Golfo da Finlândia, e desde 1978 pesca no lago Vanajavesi.[5]

Linkola culpa a raça humana pela contínua degradação do meio-ambiente, e promove um rápido declínio populacional para combater os problemas comumente atribuídos à superpopulação humana.[3]

Vida[editar | editar código-fonte]

Linkola cresceu em Helsinque, passando os verões no interior na fazenda de seu avô materno Hugo Suolahti. Seu pai, Kaarlo Linkola, era botânico e fitogeógrafo, e também reitor da Universidade de Helsinque; seu avô paterno foi chanceler da mesma universidade. Pentti Linkola resolveu não continuar com seus estudos de zoologia e botânica depois do primeiro ano.

Linkola é considerado um dos ornitólogos mais famosos da Finlândia, mas desistiu de sua carreira de pesquisador para viver uma vida modesta como um pescador.[2]

Ideais[editar | editar código-fonte]

Linkola acredita que a democracia é um erro e que somente uma mudança radical pode deter o colapso ecológico.[2] Ele argumenta que todas as populações humanas do mundo, sejam elas desenvolvidas ou não, não merecem sobreviver às custas da biosfera como um todo.[6] Em maio de 1994 Linkola foi entrevistado pelo The Wall Street Journal Europe,[7] onde disse que era a favor de uma diminuição radical da população mundial, e referindo-se a uma futura guerra mundial alegou: "Se eu pudesse apertar algum botão, me sacrificaria sem hesitar, se soubesse que milhões de outras pessoas morreriam".[8]

Os escritos de Linkola descrevem com detalhes emotivos a degradação ambiental que testemunhou ao longo dos tempos. Ele dedicou sua obra de 1979 Toisinajattelijan päiväkirjasta (Dos Diários de um Dissidente) a Andreas Baader e Ulrike Meinhof, afirmando que "eles são os sinalizadores, não Jesus de Nazaré ou Albert Schweitzer".[2]

Paul G. Harris, professor catedrático de Estudos Globais e Ambientais da Universidade de Educação de Hong Kong, argumenta que enquanto a maioria dos ambientalistas finlandeses se distanciaram de Linkola, aqueles preocupados com o meio-ambiente leem avidamente seus escritos. Harris assegura que Linkola representa "uma versão finlandesa e demasiadamente macabra de 'uma verdade inconveniente'".[2]

Em 1995 Linkola fundou a Fundação da Herança Natural Finlandesa (Luonnonperintösäätiö),[9] que focaliza em preservar as poucas florestas primárias que ainda existem no sul da Finlândia e em outras formas de preservação ambiental. As florestas são doadas à fundação.

Obras[editar | editar código-fonte]

  • Linkola, Pentti & Olavi Hilden: Suuri Lintukirja. Otava 1955, revisado em 1962.
  • Linkola, Pentti: Isänmaan ja ihmisen puolesta: Mutta ei ketään vastaan. Quarta edição. Helsinque: Suomen sadankomitealiitto, 1981 (originalmente publicado em 1960).
  • Linkola, Pentti: Pohjolan linnut värikuvin: Elinympäristö. Levinneisyys. Muutto. Otava 1963–67.
  • Linkola, Pentti: Unelmat paremmasta maailmasta. Quarta edição. Porvoo: WSOY, 1990.
  • Linkola, Pentti: Toisinajattelijan päiväkirjasta. Porvoo: WSOY, 1979. (Em 1983 Linkola ganhou o Prêmio Eino Leino por este livro.)[10]
  • Linkola, Pentti & Osmo Soininvaara: Kirjeitä Linkolan ohjelmasta. Porvoo: WSOY, 1986.
  • Linkola, Pentti: Johdatus 1990-luvun ajatteluun. Porvoo: WSOY, 1989.
  • Vilkka, Leena (ed.): Ekologiseen elämäntapaan: artigo principal. Helsinque: Yliopistopaino, 1996.
  • Linkola, Pentti: Voisiko elämä voittaa. Helsinque: Tammi, 2004.
  • Linkola, Pentti: Can Life Prevail?: A Revolutionary Approach to the Environmental Crisis. Reino Unido: Arktos Media, segunda edição revisada de 2011. ISBN 1907166637 (tradução para o inglês de Voisiko elämä voittaa).

Na cultura popular[editar | editar código-fonte]

A banda tcheca de black metal experimental Master's Hammer possui uma canção em homenagem ao filósofo, apropriadamente intitulada "Linkola". Está presente no álbum de 2018 Fascinator.

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. Mika LaVaque-Manty, "Arguments and fists: political agency and justification in liberal theory", Routledge, 2002, p. 159
  2. a b c d e Harris, Paul G. (2009). Environmental Change and Foreign Policy: Theory and Practice. [S.l.]: Routledge. p. 125. ISBN 9781134014811 
  3. a b George C. Schoolfield, "A history of Finland's literature", U of Nebraska Press, 1998, p. 271
  4. Henry Minde, Svein Jentoft, Harald Gaski, "Indigenous peoples: self-determination, knowledge, indigeneity", Eburon Uitgeverij B.V., 2008, p. 100
  5. Turtiainen, Pekka: Kalastaja. Sääksmäki: Voipaalan taidekeskus, 2015.
  6. Humanflood de Pentti Linkola. Traduzido para o inglês por Harri Heinonen e Michael Moynihan. Originalmente publicado em Apocalypse Culture II, editado por Adam Parfrey (Feral House, 2000). pp. 436–451. ISBN 0922915571
  7. Neuhaus, Richard John (1997). The best of The Public square: selections from Richard John Neuhaus' celebrated column in First things. [S.l.]: Institute on Religion and Public Life. p. 61. ISBN 0-9659507-0-0 
  8. Milbank, Dana (24 de maio de 1994). «A Strange Finnish Thinker Posits War, Famine as Ultimate 'Goods'». The Wall Street Journal Asia. p. 1 
  9. Linkola, P., Can Life Prevail?: A Radical Approach to the Environmental Crisis (Budapeste: Arktos, 2011).
  10. «Eino Leinon palkinto» (em finlandês). The Finnish Book Foundation. Consultado em 30 de janeiro de 2015. Arquivado do original em 23 de outubro de 2014 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Kämäräinen, Kauko: Linkola, oikeinajattelija. Tampere: Määrämitta, 1992.
  • Alén, Eero: Linkolan soutajan päiväkirja. Turku: Sammakko, 2006.
  • Turtiainen, Pekka: Kalastaja. Sääksmäki: Voipaalan taidekeskus, 2015.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]