Pepe Vargas

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Pepe Vargas
Deputado Federal pelo Rio Grande do Sul
Período 1º de fevereiro de 2007
até a atualidade
9.º Ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais
Período 1º de janeiro de 2015
até 7 de abril de 2015
Presidente Dilma Rousseff
Antecessor(a) Ricardo Berzoini
Sucessor(a) Ministério extinto
9.º Ministro-chefe da Secretaria de Direitos Humanos
Período 16 de abril de 2015
até 2 de outubro de 2015
Presidente Dilma Rousseff
Antecessor(a) Ideli Salvatti
Sucessor(a) Secretaria extinta
13.º Ministro do Desenvolvimento Agrário
Período 14 de março de 2012
até 17 de março de 2014
Presidente Dilma Rousseff
Antecessor(a) Afonso Florence
Sucessor(a) Miguel Rossetto
43.º Prefeito de Caxias do Sul
Período 1º de janeiro de 1997
até 1º de janeiro de 2005
Antecessor(a) Mário David Vanin
Sucessor(a) José Ivo Sartori
Deputado Estadual do Rio Grande do Sul
Período 1º de janeiro de 1995
até 31 de dezembro de 1996
Vereador de Caxias do Sul
Período 1º de janeiro de 1989
até 1º de janeiro de 1993
Dados pessoais
Nome completo Gilberto José Spier Vargas
Nascimento 29 de outubro de 1958 (59 anos)
Alma mater Universidade de Caxias do Sul
Partido PT
Profissão Médico

Gilberto José Spier Vargas, conhecido como Pepe Vargas, (Nova Petrópolis, 29 de outubro de 1958) é um médico e político brasileiro.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Pepe Vargas nasceu na cidade de Nova Petrópolis, onde viveu até os seis anos de idade. Mudou-se para Caxias do Sul, município em que iniciou sua trajetória política. Em 1979, entrou para o curso de medicina da Universidade de Caxias do Sul. Durante a faculdade, participou da campanha para a reconstrução da União Nacional de Estudantes (UNE) e da União Estadual de Estudantes (UEE) e foi presidente da Associação da Turma de Medicina. Ainda durante o curso, entre 1980 e 1981, presidiu o Diretório Acadêmico do Centro de Ciências Biológicas da Saúde e integrou a diretoria da UEE, de 1982 a 1984. Formou-se em 1985 e foi trabalhar em Jaquirana, então distrito de São Francisco de Paula, onde assumiu a função de Diretor do Hospital local. Neste período atuou também na Pastoral Rural. Atualmente, é casado com Ana Maria Corso e pai de Isadora e Gabriela.

Carreira política[editar | editar código-fonte]

Logo aos 16 anos, Pepe Vargas já participava da política, atuando na campanha do MDB, único partido de oposição legalizado na época. Ainda pelo MDB, ajudou nas campanhas de 1976 e 1978. Em 1983, entrou para a Executiva do Partido dos Trabalhadores]] (PT), para dois anos mais tarde assumir a Secretaria Geral do partido em Caxias do Sul. Em 1987 assumiu a presidência geral do PT no município, desempenhando a função até 1991. Em 1989, pela primeira vez, Pepe Vargas foi eleito em um pleito municipal para vereador de Caxias do Sul, função que exerceu de 1989 a 1992. Quando vereador recusou receber um aumento salarial de 99%. Este aumento posteriormente foi considerado ilegal e os demais vereadores foram condenados a devolver os valores aos cofres públicos. Três anos mais tarde, foi eleito deputado estadual com 26.277, equivalendo a 0,67% dos votos. Como deputado estadual atuou nas Comissões de Saúde e Meio Ambiente e de Agricultura, Pecuária e Cooperativismo. Foi relator de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que constatou irregularidades em contratos da Companhia Estadual de Energia Elétrica, que culminou no indiciamento de diversos diretores e funcionários da empresa pública. Na área executiva, entrou para a história da cidade ao se tornar o primeiro prefeito reeleito, superando dois candidatos que, mais tarde, se tornariam governadores do estado do Rio Grande do Sul.

Seu governo recebeu 92% de aprovação, segundo uma pesquisa realizada pelo Ibope, e colocou a cidade de Caxias do Sul em primeiro lugar no Índice de Desenvolvimento Socioeconômico (Idese). Ainda recebeu diversos prêmios, entre eles a de “Melhores Práticas em Gestão Local”, da Caixa Econômica Federal, e a de “Prefeito Amigo da Criança”, da Fundação Abrinq. Em 2005, após deixar a prefeitura, Pepe Vargas voltou a assumir sua profissão de médico, atuando no Sindicato dos Metalúrgicos (onde exerceu a profissão entre os anos de 1988 a 1994) e em seu consultório, como médico homeopata. Além de voltar a praticar a medicina, Pepe Vargas assumiu novamente a presidência do Diretório Municipal do PT, como candidato de consenso.

Foi eleito deputado federal para o período 2007-2010 com mais de 124 mil votos, sendo o mais votado do Partido dos Trabalhadores (PT) no Estado e re-eleito deputado federal para o período de 2011-2014.

Assumiu o Ministério do Desenvolvimento Agrário, a convite da presidente Dilma Rousseff, em 14 de março de 2012, substituindo Afonso Florence.[1] Deixou a pasta em 17 de março de 2014 em uma reforma ministerial promovida pela presidente.[2]

Eleições municipais de 1996[editar | editar código-fonte]

Em 1996 Pepe Vargas foi eleito para assumir a prefeitura de Caxias do Sul. Com mais de 80 mil votos feitos no primeiro turno, o equivalente a 48,68%, levou o pleito para o segundo turno contra o candidato do PMDB, Germano Rigotto, que fez 77.079 dos votos. No segundo turno, ao fazer 51,13%, Vargas sagrou-se vencedor da disputa.

Candidato Número Partido Votos Porcentagem
Pepe Vargas 13 PT 90.792 51,13%
Germano Rigotto 15 PMDB 86.763 48,86%

Eleições municipais de 2000[editar | editar código-fonte]

Quatro anos mais tarde, quando concorreu à permanência na prefeitura, desta vez contra José Ivo Sartori, também do PMDB, Pepe Vargas venceu novamente no primeiro turno, mas não o suficiente para impedir o segundo turno. Na ocasião, Vargas totalizou 48,15% dos votos válidos (94.923), contra 43,11% de Sartori (84.989). Kalil Sehbe Neto, do PDT, ficou em terceiro, com 8,72% (17.194). Semanas depois, em mais uma disputa acirrada, Pepe Vargas superou José Ivo Sartori, se tornando o primeiro prefeito da história do município a ser reeleito.

Candidato Número Partido Votos Porcentagem
Pepe Vargas 13 PT 103.015 50,20%
José Ivo Sartori 15 PMDB 102.191 49,79%

Secretaria de Relações Institucionais[editar | editar código-fonte]

Em 29 de dezembro de 2014, foi anunciado para ocupar a pasta da Secretaria de Relações Institucionais.[3]

Em 7 de abril de 2015, as atribuições de relações institucionais foram transferidas para a Vice-presidência da República e a secretaria foi extinta.[4]

Secretaria de Direitos Humanos[editar | editar código-fonte]

Em 16 de abril de 2015, logo após deixar a SRI, assumiu como ministro-chefe da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.[5]

Deputado Federal[editar | editar código-fonte]

Na sessão histórica do dia 17 de abril de 2016, votou contra a admissibilidade do pedido de impeachment da presidente Dilma Roussef.

Referências

  1. «Novo ministro do Desenvolvimento Agrário assume em clima de insatisfação». Jornal do Brasil. 14 de março de 2012. Consultado em 14 de março de 2012 
  2. «Governo publica no 'Diário Oficial' nomeação de seis novos ministros». G1. 17 de março de 2014. Consultado em 17 de março de 2014 
  3. «Palácio do Planalto anuncia sete novos ministros». G1. 29 de dezembro de 2014. Consultado em 29 de dezembro de 2014 
  4. Matoso, Filipe (~7 de abril de 2015). «Presidência anuncia saída de Vargas; Temer fica na articulação política». G1. Consultado em 8 de abril de 2015  Verifique data em: |data= (ajuda)
  5. Laboissière, Paula (16 de abril de 2015). «Pepe Vargas assume Secretaria de Direitos Humanos». Agência Brasil. Consultado em 25 de abril de 2015 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


Precedido por
Ideli Salvatti
Ministro-chefe da Secretaria de Direitos Humanos
2015
Sucedido por
Cargo extinto
Precedido por
Ricardo Berzoini
Ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais
2015
Sucedido por
Cargo extinto
Precedido por
Afonso Florence
Ministro do Desenvolvimento Agrário do Brasil
2012 – 2014
Sucedido por
Miguel Rossetto
Precedido por
Mário David Vanin
Prefeitos de Caxias do Sul
1º de janeiro de 1997 — 31 de dezembro de 2000
1º de janeiro de 2001 — 31 de dezembro de 2004
Sucedido por
José Ivo Sartori