Perânio, o Ibério

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Perânio
Morte 554
Nacionalidade Império Bizantino
Etnia Ibérica
Ocupação General
Religião Catolicismo

Perânio (em latim: Peranius; m. 554) ou Peranes,[1] conhecido como o Ibério, foi um príncipe georgiano do Reino da Ibéria e um comandante militar a serviço do Império Bizantino sob o imperador Justiniano (r. 527–565).

Biografia[editar | editar código-fonte]

Soldo de Justiniano (r. 527–565)
Dracma de Cosroes I (r. 539–571)

De acordo com Procópio, foi o filho mais velho do rei ibérico Gurgenes I.[2] Gurgenes pode ser identificado com Vactangue I da Ibéria (r. 447/49–522/23) das fontes georgianas; e Perânio pode ter sido seu irmão ao invés de seu filho como sugerido por Procópio.[3] Foi o pai de Pacúrio e tio de Fazas, dois outros generais ibéricos do exército bizantino.[1][4]

Perânio e sua família fugiram da opressão sassânida na Ibéria para Lázica nos anos 520. Colocaram-se sob proteção bizantina e partiram para Constantinopla[1][2] onde Perânio juntou-se ao exército imperial. Mais tarde, em 535, foi nomeado como tenente de Belisário na Guerra Gótica[5][6] e esteve em Roma quando os ostrogodos a sitiaram em 537-538. Durante o cerco, defendeu a Porta Prenestina e liderou um ataque a partir da Porta Salária;[7] ele e o oficial Bessas fizeram os sitiantes se retirarem.[8] Em meados em 538, lançou um cerco em Urbeveto (Urbs Vetus; Orvieto) que caiu no começo de 539.[9]

No começo dos anos 540, Perânio foi transferido para a fronteira oriental onde lutou contra exércitos do Império Sassânida. Em 543, junto com os oficiais Domnencíolo, Justo, João e João, o Glutão, partiu para a fortaleza de Fiso, próxima de Martirópolis, e depois para a fronteira persa;[10] no mesmo ano estes oficiais invadiram Taron e retornaram.[11][12] Em 544, foi um dos comandantes que defendeu Edessa de um cerco persa.[13]

O xá sassânida Cosroes I (r. 531–579), durante o cerco, ordenou a rendição de Perânio e Pedro, uma vez que eram vassalos sassânidas.[13] Quando um contingente persa sob Azaretes ameaçou invadir a cidade através de um dos portões, Perânio liderou reforços de soldados e cidadãos para o local e afastou o perigo.[14] Logo após o fim do cerco de Edessa, Perânio morreu de ferimentos graves sofridos numa queda de seu cavalo enquanto caçava.[15]

Referências

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Bury, John Begnell. In: H. B. Dewing. History of the Wars: Books 1-2 (Persian War). [S.l.]: Cosimo, Inc., 2007. ISBN 1602064458
  • Bussell, Frederick William. The Roman Empire: Essays on the Constitutional History from the Accession of Domitian (81 A.D.) to the Retirement of Nicephorus III (1081 A.D.), Volume 1. [S.l.]: The Lawbook Exchange, Ltd, 2000. ISBN 1584770821
  • Jacobsen, Torsten Cumberland. The Gothic War: Rome's final conflict in the West. [S.l.]: Westholme, 2009. ISBN 1594160848
  • Martindale, John Robert; Arnold Hugh Martin Jones; J. Morris. The Prosopography of the Later Roman Empire, Volume II: A.D. 395–527. Cambridge e Nova Iorque: Cambridge University Press, 1980. ISBN 978-0-521-20159-9
  • Martindale, John R.; Jones, Arnold Hugh Martin; Morris, John. The Prosopography of the Later Roman Empire - Volume III, AD 527–641. Cambridge e Nova Iorque: Cambridge University Press, 1992. ISBN 0-521-20160-8
  • Rogers, Clifford J.; Kelly DeVries; John France. Journal of Medieval Military History, Volume 10. [S.l.]: Boydell Press, 2012. ISBN 1843837471