Aspidosperma cylindrocarpon

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Aspidosperma cylindrocarpon ao lado da BCCL, entre RU e PB da unicamp, Campinas - SP, Brasil.

Aspidosperma cylindrocarpon ao lado da BCCL, entre RU e PB da unicamp, Campinas - SP, Brasil.
Estado de conservação
Espécie pouco preocupante
Pouco preocupante (IUCN 3.1) [1]
Classificação científica
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Subclasse: Magnoliidae
Superordem: Asteranae
Ordem: Gentianales
Família: Apocynaceae
Género: Aspidosperma
Espécie: A. cylindrocarpon[2][3]
Nome binomial
Aspidosperma cylindrocarpon
Müll. Arg.
Distribuição geográfica
Mapa mostrando a distribuição de Aspidosperma cylindrocarpon na Bolívia, no Paraguai, no Peruno  e no Brasil em Rondônia, Bahia, Paraná, Santa Catarina, nas regiões Sudeste e Centro-Oeste.
Mapa mostrando a distribuição de Aspidosperma cylindrocarpon na Bolívia, no Paraguai, no Peruno e no Brasil em Rondônia, Bahia, Paraná, Santa Catarina, nas regiões Sudeste e Centro-Oeste.
Sinónimos
  • A. brevifolia Rusby (heterotípico)[1][2][3]
  • A. cylindrocarpon var. genuinum Hassl. (heterotípico)[1][3]
  • A. cylindrocarpon var. longipetiolatum Hassl. (heterotípico)[1][2][3]
  • A. cylindrocarpon var. macrophyllum Hassl. (heterotípico)[1][2][3]
  • A. lagoense Müll.Arg. (heterotípico)[1][2][3]

Aspidosperma cylindrocarpon[4][5][6][7] é uma árvore nativa do Brasil, não endêmica.[1][8] Ela é utilizada para pasto apícola, também é utilizada como planta ornamental e sua madeira é utilizada na construção civil.[9] Ela é popularmente conhecida como peroba-poca, peroba-iquira, peroba-de-lagoa-santa, peroba-de-minas ou peroba-rosa.[9]

Morfologia[editar | editar código-fonte]

A A. cylindrocarpon atinge altura média de doze metros. Possui tronco com espessura média de 55 centímetros de diâmetro. Possui folhas glabras, simples, com dimensões médias de nove por quatro centímetros de comprimento e largura respectivamente.[6][9][10][11]

Distribuição geográfica[editar | editar código-fonte]

A A. cylindrocarpon ocorre nas regiões Norte em Rondônia, Nordeste na Bahia, centro-oeste, sudeste, sul no Paraná e em Santa Catarina nos biomas de Mata Atlântica, Cerrado e Amazônia em vegetações do tipo Floresta Estacional Semidecidual.[1][9][12] Também ocorre na Bolívia, no Paraguai e no Peru.[1][12]

Madeira[editar | editar código-fonte]

Sua madeira é dura, tem densidade moderadamente alta, possui longa durabilidade se não ficar em contato com o solo e a umidade.[9]

Ecologia[editar | editar código-fonte]

Propagação vegetativa radicular.

A A. cylindrocarpon é uma planta heliófita, decídua, produz quantidade moderada de sementes viáveis por ano.[9] Apresenta propagação vegetativa de origem radicular.[13]

Fenologia[editar | editar código-fonte]

A floração da A. cylindrocarpon ocorre de setembro a novembro, juntamente com o crescimento folhas novas. O período de maturação dos frutos ocorre de agosto a setembro.[9]

Uso[editar | editar código-fonte]

  • Na apicultura com fonte alimento para as abelhas melíferas.
  • Na construção civil como assoalhos, batentes, vigas caibros, telhados.[9]
  • Na construção naval - Para barcos pesqueiros por ser resistente ao sal
  • Em obras externas como postes e mourões
  • Na confecção de vagões e carrocerias.

Referências

  1. a b c d e f g h i «Aspidosperma». Flora do Brasil 2020 Jardim Botânico do Rio de Janeiro (em construção). Consultado em 15 de setembro de 2017 
  2. a b c d e «A. cylindrocarpon Müll.Arg.». http://www.catalogueoflife.org. Consultado em 15 de setembro de 2017 
  3. a b c d e f «A. cylindrocarpon Müll.Arg.». Tropicos.org. Missouri Botanical Garden. Consultado em 6 de julho de 2017 
  4. «Aspidosperma cylindrocarpon Müll.Arg.». Sistema de Información de Biodiversidad. Consultado em 15 de setembro de 2017 
  5. «Aspidosperma cylindrocarpon Müll.Arg.». http://eol.org/. Consultado em 15 de setembro de 2017 
  6. a b Tamashiro, Jorge Yoshio (2012). Árvores do campus da Unicamp: nativas do Brasil. [S.l.]: Campinas , SP: Editora da Unicamp. pp. 22 e 23. ISBN 978-85-268-0995-6 
  7. «A. cylindrocarpon Müll.Arg.». The Plant List. Version 1.1. Consultado em 6 de julho de 2017 
  8. «Aspidosperma cylindrocarpon Müll.Arg.». http://zipcodezoo.com/. Consultado em 15 de setembro de 2017 
  9. a b c d e f g h Lorenzi, Harri (1992). "Árvores brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas nativas do Brasil". [S.l.]: Nova Odessa, SP : Editora Plantarum. p. 21. 92-0982 
  10. Carl Friedrich Philipp von Martius. «Flora Brasiliensis». http://www.cria.org.br/. Consultado em 15 de setembro de 2017 
  11. Andrés E.L. Reyes. «A. cylindrocarpon Müll.Arg.». Trilhas da ESALQ. Consultado em 15 de setembro de 2017 
  12. a b «Aspidosperma cylindrocarpon Müll.Arg.». https://www.gbif.org/. Consultado em 15 de setembro de 2017 
  13. Eric Y. Kataoka, Ingrid Koch, Letícia S. Souto. Morfoanatomia do sistema subterrâneo de Aspidosperma cylindrocarpon Müll.Arg. (Apocynaceae) com propagação vegetativa. [S.l.: s.n.]