Petrópolis

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Município de Petrópolis
"Cidade Imperial"
"Cidade de Dom Pedro II"
Vista da cidade a partir da Catedral de Petrópolis

Vista da cidade a partir da Catedral de Petrópolis
Bandeira de Petrópolis
Brasão de Petrópolis
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 16 de março
Fundação 16 de março de 1843 (173 anos)
Gentílico petropolitano
Lema Altiora Semper Petens
(traduzido do latim, significa: "Buscando sempre o mais elevado")
Prefeito(a) Rubens Bomtempo (PSB)
Localização
Localização de Petrópolis
Localização de Petrópolis no Rio de Janeiro
Petrópolis está localizado em: Brasil
Petrópolis
Localização de Petrópolis no Brasil
22° 30' 18" S 43° 10' 44" O22° 30' 18" S 43° 10' 44" O
Unidade federativa  Rio de Janeiro
Mesorregião Metropolitana do Rio de Janeiro Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística/2008[1]
Microrregião Serrana Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística/2008[1]
Municípios limítrofes Areal, Duque de Caxias, Guapimirim, Magé, Miguel Pereira, Paraíba do Sul, Paty do Alferes, São José do Vale do Rio Preto e Teresópolis
Distância até a capital 68 km
Características geográficas
Área 795,798 km² [2]
População 305 917 hab. Censo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística/2010[3]
Densidade 384,42 hab./km²
Altitude 838 m
Clima Tropical de altitude Cwa
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,745 (RJ: 11º) – alto PNUD/2010 [4]
PIB R$ 9 212 328 mil (BR: 69º) – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística/2012[5]
PIB per capita R$ 30 732,35 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística/2012[5]
Página oficial
Prefeitura www.petropolis.rj.gov.br/

Petrópolis é um município localizado no interior do estado do Rio de Janeiro, no Brasil, também conhecido como Cidade Imperial. Ocupa uma área de 795,798 km², contando com uma população de 305 917 habitantes (2014), segundo o IBGE. Além de ser a maior e mais populosa cidade da Região Serrana Fluminense, também detém o maior PIB e IDH da região. Os petropolitanos pertencem linguística e culturalmente à família dos cariocas, grupo ao qual pertence mais de 70% da população do moderno Estado do Rio de Janeiro [6].

Petrópolis é a cidade mais segura do estado do Rio de Janeiro e a sexta cidade mais segura do Brasil, segundo classificação do IPEA para cidades de médio e grande portes.[7] [8] Petrópolis é a sede do Laboratório Nacional de Computação Científica,[9] uma unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.

O clima ameno, as construções históricas e a vegetação abundante são grandes atrativos turísticos. Além disso, a cidade possui um movimentado comércio e serviços, além de produção agropecuária (com destaque para a fruticultura) e indústria. Fundada por iniciativa do Imperador Dom Pedro II (seu nome vem da junção da palavra em latim Petrus (Pedro) com a em grego Pólis (cidade), ficando "Cidade de Pedro"). É frequentemente chamada de "Cidade Imperial", por ser a rota preferida de Dom Pedro para seus momentos de lazer e repouso.

Existem projetos para anexar Petrópolis novamente à Região Metropolitana do Rio de Janeiro, por estar unida à capital por laços políticos e econômicos, e conter um dos maiores IDH's do estado.[10]

História[editar | editar código-fonte]

Primeiros povos[editar | editar código-fonte]

Pintura do século 19 retratando festa de beber dos índios coroados

Até o século XVIII, a região era habitada pelos índios coroados, o que lhe valeu a denominação, pelos portugueses, de "Sertão dos Índios Coroados". Foi somente com a descoberta de ouro em Minas Gerais e a consequente abertura do Caminho Novo das minas, que passava por Petrópolis, nesse século, que a região começou a ser ocupada por não índios.[11]

Período Imperial (1822-1889)[editar | editar código-fonte]

Em 1822, o imperador brasileiro dom Pedro I, a caminho de Minas Gerais pelo Caminho do Ouro, hospedou-se na fazenda do padre Correia e ficou encantado com a região. Adquiriu uma fazenda vizinha, a Fazenda do Córrego Seco, que renomeou Imperial Fazenda da Concórdia, onde pretendia construir o Palácio da Concórdia.

Seu filho, dom Pedro II, em 1843, assinou um decreto pelo qual determinava o assentamento de uma povoação (a ser formada com a vinda de imigrantes alemães) e a construção do sonhado palácio de verão, que ficou pronto em 1847.[12] Concebida pelo major Júlio Frederico Koeler, é tida como a segunda cidade projetada do Brasil (depois de Recife, projetada na época dos holandeses), sendo composta de um núcleo urbano - a cidade (hoje, o Centro), onde se encontravam o Palácio Imperial, prédios públicos, comércio e serviços.

O Palácio Imperial de Petrópolis em pintura de 1855

A partir de então, durante o verão, a cidade tornava-se a capital do Império do Brasil, com a mudança de toda a corte. Grande número de habitantes da cidade do Rio de Janeiro também se mudava durante o verão para Petrópolis para fugir dos surtos de febre amarela. Dom Pedro II governou por 49 anos e, em pelo menos quarenta verões, permaneceu em Petrópolis, eventualmente por até cinco meses. Em 29 de setembro de 1857, a localidade foi elevada à condição de cidade. Em 1861, foi inaugurada a primeira rodovia macadamizada do Brasil, a Estrada União e Indústria, ligando a cidade a Juiz de Fora. Em 1883, a estrada de ferro chegou à cidade por iniciativa do Barão de Mauá.

Independentemente da época do ano, era em Petrópolis que moravam os representantes diplomáticos estrangeiros na maior parte do período imperial.

Período Republicano[editar | editar código-fonte]

Entre 1894 e 1902, foi capital do estado do Rio de Janeiro, em substituição a Niterói, devido à Revolta da Armada. Também neste período, foi eleito Hermogênio Silva, o único vice-governador fluminense cuja base política era em Petrópolis. Em 1897, ocorreu a primeira sessão de cinema na cidade, com a exibição, através de cinematógrafo, dos primeiros filmes dos irmãos Lumière. Em 1903, foi assinado, na cidade, o Tratado de Petrópolis, que incorporou o Acre ao Brasil. O sanitarista Oswaldo Cruz foi nomeado seu primeiro prefeito em 1916.

A importância política da cidade perdurou por décadas, mesmo depois do fim do Império Brasileiro, em 1889. Todos os presidentes da república, de Prudente de Morais a Costa e Silva, passaram pelo menos alguns dias na "Cidade Imperial" durante seus mandatos. O mais assíduo dentre eles foi Getúlio Vargas, cujas estadias, durante o Estado Novo, duravam até três meses. Nas dependências do Palácio Quitandinha, ocorreu a assinatura da declaração de guerra dos países americanos às Potências do Eixo, durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Durante a década de 1970, funcionou, na cidade, a Casa da Morte, um dos principais centros de tortura do regime militar no Brasil.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Gráfico climático para Petrópolis, Rio de Janeiro
J F M A M J J A S O N D
 
 
321
 
30
21
 
 
309
 
29
21
 
 
288
 
28
19
 
 
168
 
28
16
 
 
112
 
25
13
 
 
78
 
23
11
 
 
64
 
23
9
 
 
79
 
22
10
 
 
51
 
25
13
 
 
178
 
27
16
 
 
257
 
28
18
 
 
361
 
29
20
Temperaturas em °CPrecipitações em mm
Fonte: Somar Meteorologia

Petrópolis localiza-se no topo da Serra da Estrela, pertencente ao conjunto montanhoso da Serra dos Órgãos. Situa-se a 68 km do Rio de Janeiro.

Clima[editar | editar código-fonte]

O clima é o tropical de altitude, com verões úmidos e quentes e invernos secos e relativamente frios. O índice pluviométrico é de aproximadamente 2.266 milímetros anuais segundo a Somar Meteorologia e o índice mensal varia a cada mês.

A temperatura é amena. A média anual fica em torno dos 19º C, característica de regiões temperadas. No mês mais quente, a temperatura média é de 23ºC e a média do mês mais frio é de 15ºC. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia, a menor temperatura registrada foi -0,7ºC, no dia 2 de agosto de 1955, e a maior temperatura registrada foi 36,6ºC, no dia 6 de novembro de 2009.

Demografia[editar | editar código-fonte]

Petrópolis viveu um forte crescimento populacional no final do século XIX, que se manteve de forma menos significativa durante todo o século XX, tendo sua população começado a estagnar e, a partir de então, retrair (mesmo que de forma amena) por volta do início dos anos 2000[13]. Segundo dados de 2010, 52,3% (aproximadamente 155 mil pessoas) da população pertencem ao sexo feminino e 48,7% (cerca de 145 mil pessoas) ao sexo masculino.

Religião[editar | editar código-fonte]

Segundo o censo de 2012 do IBGE, Petrópolis é composta por: [14]

Composição étnica[editar | editar código-fonte]

Segundo o censo demográfico de 2010, Petrópolis era formada por 186.642 brancos (63,5%), 75.025 pardos (25,4%), 31.463 negros (10,6%), 970 amarelos (0,4%) e 281 indígenas (0,1%).[15]

Os principais povos a participar da formação étnica/cultural de Petrópolis foram os alemães e os portugueses (principalmente da região de Açores). Outros povos como italianos, franceses, ingleses e libaneses também tiveram expressiva participação na formação da cidade. [16] [17] [18]

Governo e política[editar | editar código-fonte]

Funcionalismo público[editar | editar código-fonte]

Seguindo o padrão brasileiro, Petrópolis tem a maior representação do poder executivo exercida pelo prefeito, posição atualmente ocupada por Rubens Bomtempo, do Partido Socialista Brasileiro (PSB). A sede do poder legislativo, é o Palácio Amarelo, onde se situa a Câmara de Vereadores.[19]

A cidade possui 15 vereadores, sendo o PMDB, o partido com maior número de parlamentares eleitos. [20]

Cidades-irmãs[editar | editar código-fonte]

Brazil flag 300.png Blumenau, Santa Catarina (lei 3764/1990) [21]

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

Centro de cidade, visto da Universidade Católica de Petrópolis.

Petrópolis está dividida em cinco distritos, que se subdividem em bairros menores. Estes distritos se subdividem em bairros e/ou localidades urbanas e rurais.

Petrópolis
  • Centro
  • Zona norte: Quissamã, Retiro, Jardim Salvador, Itamarati (parte), Atílio Marotti, Quarteirão Brasileiro, entre outros.
  • Zona sul: Valparaíso, Quitandinha, Duques, Taquara, Parque São Vicente, Coronel Veiga, Castelânea, Siméria, Duas Pontes, Ponte Fones, Quarteirão Suíço, Quarteirão Italiano, Independência, São Sebastião, Saldanha Marinho, Alto Independência, Mauá, entres outros.
  • Zona oeste: Bingen, Mosela, Duarte da Silveira, Capela, Castrioto, Pedras Brancas, Vila Militar, Rócio, Battailard, Moinho Preto, Fazenda Inglesa, Quarteirão Ingelhein, Quarteirão Nassau, entre outros.
  • Zona leste: Morin, Alto da Serra, 24 de Maio, Vila Felipe, Vila Real, Campinho, Chácara Flora, Sargento Boening, Oswero Vilaça, Meio da Serra, entre outros.
Distritos
  • Cascatinha - Araras, Vale das Videiras, Bonsucesso, Carangola, Vila Manzini, Castelo São Manoel, Corrêas, Bairro da Glória, Itamarati, Estrada da Saudade, Nogueira, Samambaia, Jardim Salvador, Roseiral, Alcobacinha, e Humberto Rovigatti.
  • Itaipava - Madame Machado, Mangalarga, Vila Rica, Jardim Americano, Vale do Cuiabá, Benfica, Laginha, Gentio, Catubira, Ribeirão, Castelo, Reta, Sumidouro, Santa Mônica, Arranha- Céu, Parque Santa Maria, Parque dos Eucaliptos, Estrada das Arcas e centro de Itaipava
  • Pedro do Rio - Secretário, Fagundes, Taquaril, Barra Mansa, entre outros.
  • Posse - Brejal, Rio Bonito, Tremedeira, Granjas Raposo, Nossa Senhora de Fátima,Jacuba entre outros.

Economia[editar | editar código-fonte]

Rua 16 de Março
Vista parcial do centro

A economia de Petrópolis é baseada no turismo histórico e cultural e no setor de serviços. Também merece destaque o comércio de roupas, fabricação de chocolate e cerveja, sobretudo nos polos da Rua Teresa e Itaipava, que atraem compradores atacadistas e varejistas de todo o país.

Petrópolis é a cidade sede de grandes cervejarias do Brasil e é o segundo maior polo cervejeiro do país. É a sede do Grupo Petrópolis (dono de marcas como Itaipava, Lokal e Petra) e da Cervejaria Bohêmia. Também possui uma fábrica da Brasil Kirin.[22]

Outras empresas também possuem sede na cidade, como a rede Mundo Verde (varejista brasileira de produtos naturais) e a fabricante de chocolates Katz. Atualmente desenvolve-se o projeto do Distrito Industrial da Posse, que visa ao incentivo às indústrias no 5º distrito da cidade. Petrópolis possui o 9º maior PIB do estado do Rio de Janeiro, na frente de cidades como Nova Friburgo, e Teresópolis, e, em âmbito nacional, superior a 6 capitais de estado, tais como Aracaju, Palmas e Macapá.

A economia da cidade ainda é maior que estados inteiros da federação como Roraima, e Acre. [23] [24] [25]

Turismo[editar | editar código-fonte]

A alta temporada do turismo em Petrópolis se inicia em julho, com o início da Bauernfest, e o início do inverno, que atrai turistas para a cidade pelo clima frio. Em 2014, algumas atrações registraram alta de mais de 30%, em relação ao mesmo período de 2013, devido à Copa do Mundo FIFA Brasil 2014. [26]

É a cidade da região serrana fluminense que recebe mais turistas por ano. Petrópolis foi a não capital que mais progrediu no Índice de Competitividade do Turismo Nacional em 2014, elaborado pelo Ministério do Turismo. Segundo os elaboradores, a cidade está entre as 15 mais bem colocadas do Brasil no ranking geral de competitividade no turismo.[27]

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Educação[editar | editar código-fonte]

Na cidade, existem duas universidades públicas, a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), e a Universidade Federal Fluminense (UFF), ambas com nível de excelência reconhecido nacionalmente, que oferecem respectivamente os cursos de Arquitetura e Engenharia de Produção. Há também na cidade uma unidade do Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (CEFET-RJ), com os cursos de Licenciatura em Física, Bacharelado em Turismo e Engenharia da Computação.[28][29] [30]

Além destas, a cidade conta com a Universidade Católica de Petrópolis, a Faculdade de Medicina de Petrópolis, a Faculdade Arthur Sá Earp Neto, a Universidade Estácio de Sá, a FAETERJ - Faculdade de Educação Tecnológica do Estado do Rio de Janeiro (Faculdade Estadual do Rio de Janeiro), que oferece os cursos de Tecnologia da Informação e Comunicação, e instituições de ensino superior particulares que oferecem diversos cursos de graduação (bacharelado, licenciatura e tecnólogo) e também cursos de pós-graduação (lato sensu e stricto sensu).

O município abriga um dos polos de ensino do Centro de Ensino à Distância do Estado do Rio de Janeiro, um consórcio formado pelas instituições públicas de ensino superior do estado do Rio de Janeiro. Este consórcio disponibiliza cursos de graduação gratuitos em Pedagogia, Matemática, Biologia e Segurança Pública. O Laboratório Nacional de Computação Científica oferece cursos de mestrado e doutorado, gratuitos, nas áreas de Computação, Matemática, Biologia, Física e Engenharia.

No campo da educação básica, a rede municipal de ensino atingiu a meta do IDEB para 2011 e teve sua nota acima das médias do estado e do país. [31]

Avenida no centro de Petrópolis

Transportes[editar | editar código-fonte]

Segundo o censo do IBGE, no ano de 2014 a frota total de Petrópolis contava com 142.576 veículos, aproximadamente 1 veículo para 2.1 habitantes.[32]

Destes eram: 96.384 automóveis; 21.113 motocicletas; 8.048 caminhonetes; 6.753 caminhonetas; 3.092 caminhões; 2.769 motonetas; 1.289 utilitários; 926 ônibus; 680 micro-ônibus; 290 caminhões-trator; e 1.232 outros tipos de veículos.O transporte público na cidade é feito por várias empresas, sendo a maior delas, a PetroIta.[33]

Mídia[editar | editar código-fonte]

A principal emissora de televisão a transmitir notícias relacionadas à cidade é a InterTV Serra+Mar, além de outras emissoras locais como o SBT Rio e a Band Rio, que apresentam notícias da região serrana fluminense, principalmente relacionadas a Petrópolis e Nova Friburgo. A cidade também possui redes de televisão locais com certa influência: Rede Petrópolis de Televisão, TV Vila Imperial e TV Cidade de Petrópolis, com sedes situadas no centro.[34] [35]

O principal jornal escrito da cidade é a Tribuna de Petrópolis, um dos mais antigos do país, criado em 1909, publicado de terça a domingo, cuja sede se situa no centro. Também merece destaque o jornal Diário de Petrópolis, publicado diariamente, de grande influência na cidade.[36] [37]

As principais e mais escutadas estações de rádio com sede em Petrópolis são a Rádio Tribuna FM (88.5 MHz), Rádio UCP (106.3 MHz), Rádio Supernova FM (98.7 MHz) e Rádio Imperial (1550 AM). Além destas também são muito escutadas rádios com sede na cidade do Rio de Janeiro, como a Rádio MIX FM Rio, na qual já existiu um domínio exclusivo da Rádio MIX em Petrópolis, que posteriormente foi comprado pela Rádio UCP.[38] [39] [40]

Nos últimos anos, a internet tem se mostrado um dos principais meios de comunicação para notícias. Em Petrópolis, os principais são o G1 da Região Serrana, o portal on-line da Tribuna de Petrópolis, e do Diário de Petrópolis, além do site Acontece em Petrópolis e o portal com transmissão ao vivo da TVC 16 (TV Cidade de Petrópolis ). Também merecem destaque o portal on-line da RPT (Rede Petrópolis de Televisão).[41] [42] [43]

Segurança[editar | editar código-fonte]

Petrópolis é a cidade mais segura do estado do Rio de Janeiro e a sexta mais segura do Brasil, segundo o ranking do IPEA para as cidades de médio e grande porte. [44] [45]

Cultura[editar | editar código-fonte]

A cultura de Petrópolis está diretamente ligada ao período imperial do Brasil. Sendo apelidada como Cidade Imperial, a cidade possui um grande acervo de teatros, museus, e palácios que remetem ao período. Além disso, grande parte da cultura da cidade foi influenciada pelas imigrações que participaram da formação da identidade de Petrópolis, onde se destacam os grupos alemães, portugueses, sírios, libaneses e italianos. Ainda hoje a cidade possui o segundo maior festival de cultura alemã do Brasil, a Bauernfest, perdendo somente para a Oktoberfest no sul do país. Além disso, ainda ocorrem anualmente festivais que remetem a cultura de outros povos, como o Serra Serata, em homenagem a imigração italiana, e o Bunka-Sai, uma celebração da cultura japonesa. A Fundação de Cultura e Turismo promove todo ano o Prêmio Maestro Guerra-Peixe de Cultura, que homenageia os artistas e agentes culturais que mais se destacaram durante o ano; o patrono César Guerra-Peixe foi um ilustre compositor petropolitano.

Patrimônio arquitetônico[editar | editar código-fonte]

A cidade possui um conjunto arquitetônico sem igual, como o Palácio Quitandinha, a Academia Petropolitana de Letras, o Museu Casa de Santos Dumont, o Museu Imperial de Petrópolis, o Teatro D. Pedro, o Museu Casa do Colono e a Catedral de São Pedro de Alcântara. O palácio é a principal construção do chamado "centro histórico", onde se destaca a Avenida Koeler, ladeada por casarões e palacetes do século XIX. A via é perpendicular à fachada da Catedral de São Pedro de Alcântara e, no outro sentido, à Praça Ruy Barbosa e à fachada da Universidade Católica - constituindo-se em um dos mais belos cenários da cidade.

No chamado "centro histórico", encontram-se, também, construções como a "Encantada" (casa de verão de Santos Dumont); o Palácio de Cristal; o Palácio Amarelo (Câmara de Vereadores); o Palácio Rio Negro, fronteiriço à sede da prefeitura (Palácio Sérgio Fadel) e construções curiosas, como o "castelinho" do autodenominado "Duque de Belfort", na esquina da Koeler com a Praça Ruy Barbosa, ou ainda a antiga casa da família Rocha Miranda, na Avenida Ipiranga - mesmo endereço de outra residência da mesma família, em estilo sessentista. Linhas modernas também estão presentes na casa de Lúcio Costa, no bairro de Samambaia.

Teatros[editar | editar código-fonte]

Petrópolis conta com 2 teatros, o Teatro D. Pedro, criado em estilo art déco inaugurado em 1933 pela empresa D'Ângelo & Cia, um dos maiores do estado. Criado com estilos diferentes, mitológico e futurista, com flores com as corolas viradas de cabeça para baixo, fazendo com que o teatro seja considerado de estilo eclético e uma referência cultural e artística para Petrópolis. A cidade também possui o Teatro Santa Cecília, construído em 1955, localizado na rua Aureliano Coutinho no Centro da cidade. [46] [47]

Museus[editar | editar código-fonte]

Petrópolis tem grande história como cidade imperial e, por isso, hoje possui um dos museus de história mais importantes do Brasil, o Museu Imperial. Construído entre 1845 e 1862, como Palácio de Dom Pedro II, possui acervo constituído por peças ligadas à monarquia brasileira, incluindo mobiliário, documentos, obras de arte e objetos pessoais de integrantes da família real. O Palácio virou museu em 1943 por decreto do então presidente Getúlio Vargas. Além dele a cidade possui o Museu de Cera de Petrópolis, Museu Casa Santos Dumont, Museu Casa do Colono, Casa da Princesa Isabel e Palácio Rio Negro, todos localizados no centro da cidade.

Festivais[editar | editar código-fonte]

A cultura de Petrópolis está diretamente ligada à imigração alemã.[48] Desde 1989, é realizada anualmente a Bauernfest, uma festa típica em homenagem aos imigrantes alemães. O festival em 2012 durou 11 dias, teve a participação de 368 mil visitantes e arrecadou R$ 55 milhões. O festival recebe turistas estrangeiros e do Brasil inteiro, em especial da cidade do Rio de Janeiro. É a festa mais influente da cidade e inclui competições de chope a metro, apresentações, culinária típica, exposição de chocolates, entre outras atrações.[49] [50]

A cidade realiza ainda o Serra Serata, festival anual que celebra a imigração e a cultura italiana[51]

Petrópolis também realiza o Festival de Inverno, promovido pelo SESC, com diversas atrações para esse período do ano, que geralmente acontece no Palácio Quitandinha. O festival já é tradicional nas cidades de Petrópolis, Nova Friburgo e Teresópolis. Em 2014 foi realizada a 13ª edição, contando com shows, apresentações teatrais e eventos culturais. [52] [53] [54]

A cidade também realiza o Bunka-Sai, festival anual de cultura japonesa, que teve sua primeira edição em 2009. Conta com apresentações culturais, além do festival gastronômico japonês. [55] [56]

Carnaval[editar | editar código-fonte]

Em 2013, o carnaval da cidade foi cancelado, para a aplicação das verbas no valor aproximado de R$1 milhão, antes usadas nos desfiles, na área da saúde, tornando assim Petrópolis um refúgio de cariocas do Carnaval. A decisão foi tomada durante uma reunião entre o prefeito e a Fundação de Cultura e Turismo.[57] [58] [59]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008. 
  2. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística de número cinco (R.PR-5/02). Consultado em 5 dez. 2010. 
  3. «Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consultado em 17 de fevereiro de 2013. 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil» (PDF). Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 29 de Julho de 2013.. 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2012». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 03 abril. 2015.  Texto "petropolis" ignorado (Ajuda); Texto "produto-interno-bruto-dos-municipios-2012" ignorado (Ajuda)
  6. Lucas, Jorge Alexandre. (2014-01-01). "Somos todos cariocas: identidade e pertencimentos no mundo globalizado" (em fr). Revista Científica Ciência em Curso 3 (2): 111–123. ISSN 2317-0077.
  7. «O Globo». 
  8. «Lista de cidades mais seguras do Brasil, por IPEA». 
  9. http://www.lncc.br
  10. «Projeto de Lei Complementar n.º 13/2012 que insere, novamente, Petrópolis na Região Metropolitana do Rio. ALERJ.». 
  11. «Prefeitura de Petrópolis». 
  12. «Rua do Imperador». World Digital Library. 1860-1870. Consultado em 2013-08-25. 
  13. «Dados de população». 
  14. «Censo Demográfico IBGE». 
  15. «Censo demográfico IBGE, por composição étnica.». Instituto brasileiro de Geografia, e Estatística. Consultado em 05/06/2015. 
  16. «Colonização de Petrópolis». 
  17. «Colonos da cidade». 
  18. «Colonização Alemã». 
  19. Prefeitura - Equipe de governo
  20. «Vereadores Petrópolis - RJ». Eleições 2012. Consultado em 2016-03-27. 
  21. «Lei municipal 3764/1990». 
  22. «Estadão, economia. cervejarias locais.». 
  23. [1]
  24. [2]
  25. [3]
  26. http://globotv.globo.com/inter-tv-rj/rj-inter-tv-2a-edicao/v/temporada-do-turismo-de-petropolis-rj-comeca-em-alta/3485596/
  27. MTur. «Ministério do Turismo, Evolução no ranking.». 
  28. http://www.tribunadepetropolis.net/Tribuna/index.php/cidade/8308-uerj-petropolis-deve-abrir-selecao-de-alunos-em-2014.html
  29. «Novo! Engenharia de Produção (Petrópolis) – divulgado Edital Suplementar | Universidade Federal Fluminense». www.uff.br. Consultado em 2015-11-22. 
  30. oglobo.globo.com/rio/bairros/uerj-abre-curso-de-arquitetura-em-casarao-historico-de-petropolis-12008788+&cd=1&hl=pt-BR&ct=clnk&gl=br
  31. [ideb.inep.gov.br/ «Notas, e rankings educacionais por cidade»] Verifique |url= (Ajuda). 
  32. «Frota total de veículos, IBGE 2014». 
  33. «Empresas de ônibus da cidade, Prefeitura Municipal.». 
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  35. «RPT - Rede Petrópolis de Televisão». 
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  48. Antônio Eugênio Taulois (Fevereiro de 2007). «História de Petrópolis». Consultado em 25/11/2014. 
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  50. «Festivais». 
  51. «Prefeitura de Petrópolis - Serra Serata» (PDF). 
  52. «G1 - Festival de Inverno». 
  53. «Festival de Inverno - Apresentações». 
  54. «Festival de Inverno». 
  55. «Festival Bunka-Sai». 
  56. «Bunka-Sai». 
  57. [4]
  58. [5]
  59. [6]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Commons
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