Navio-petroleiro

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O superpretoleiro AbQaiq pode transportar até 2 milhões de barris de petróleo.

Um navio-petroleiro é um tipo particular de navio tanque, utilizado para o transporte de hidrocarbonetos, nomeadamente petróleo bruto (petroleiros para pretos) e derivados (petroleiros para brancos). Desde os finais do (século XIX) que são criados exclusivamente para este fim.

Características[editar | editar código-fonte]

Atualmente, os petroleiros dividem-se entre navios de um só casco e os de casco duplo: nos primeiros, o próprio casco do navio é também a parede dos tanques de petróleo, enquanto nos navios de casco duplo duas paredes de aço separadas cumprem cada uma destas funções. A legislação de muitos países estabeleceu uma data a partir da qual petroleiros de casco simples serão proibidos de entrar nas suas águas territoriais.

Os petroleiros são, em média e no limite, os maiores navios que existem.

A maioria dos petroleiros de grande porte é, por isso, incapaz de atracar em portos convencionais, tendo que utilizar terminais específicos construídos em alto mar ou efectuar transfegas para navios menores, denominados lifters.

Cada um destes navios consumia em média, e em alto mar, aproximadamente 300 toneladas de combustível por dia. Contudo, comparativamente com o seu tamanho e com a carga transportada, esta quantidade é relativamente pequena.

Navios petroleiros[editar | editar código-fonte]

Navios representantes deste tipo de embarcação:

  • Knock Nevis, construído em 1976 com 458 metros de comprimento e capacidade para 564 mil toneladas de crude. Foi desmantelado por uma empresa indiana em 2010 para sucata. Foi o maior objeto que pode se locomover construído pelo homem.[1] [2]
  • Pierre Guilaumat, construído em 1977 com 414 metros de comprimento e capacidade para 555 mil toneladas de crude. Foi abatido em 1983.[3]
  • Batillus e Bellamya, construídos em 1976, também de 414 metros de comprimento, capacidade para 553 mil toneladas de crude. Ambos foram abatidos em 1986. Eram navios gémeos.[4]

Acidentes[editar | editar código-fonte]

Os acidentes que envolvem superpetroleiros tendem a chamar a atenção pública pela escala do desastre ecológico individual, sendo recorrentes as imagens de pássaros cobertos de petróleo. Apesar disso, a quantidade de petróleo derramada em tais acidentes esporádicos é, no seu conjunto, muito pequena quando comparada com o total que é vazado diariamente de petroleiros, oleodutos e postos de gasolina. Os vazamentos provocados pelos navios Prestige e o Exxon Valdez são exemplos deste tipo de ocorrência.

Referências

  1. Knock Nevis Gestão Portuária, Faculdade Metropolitana. Visitado em 10 de julho de 2012.
  2. Maior Navio do Mundo – Knock Nevis Jornal do Pelicano, Sociedade Acadêmica da Marinha Mercante (24 de março de 2009). Visitado em 10 dejulho de 2012.
  3. Pierre Guillaumat (em inglês) Auke Visser´s International Super Tankers. Visitado em 10 de julho de 2012.
  4. Building the Batillus (em inglês) Auke Visser´s International Super Tankers. Visitado em 10 de julho de 2012.