Petroquímica União

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Petroquímica União Indústria e Comércio S.A. foi uma empresa do setor petroquímico, localizada na cidade de Mauá, produtora de etileno, propileno, butadieno, hidrogênio, LPG, pentenos e aromáticos para gasolina, benzeno, 0-xileno, P-xileno e solventes, pioneira do setor petroquímico brasileiro. Junto com outras 04 empresas - Brasivil Resinas Vinílicas Ltda, Poliolefinas S.A., Copamo - Consórcio Paulista de Manômero Ltda e Empresa Brasileira de Tetrâmero Ltda - tinha como principal acionista a holding UNIPAR (União de Indústrias Petroquímicas S.A.)

História[editar | editar código-fonte]

Inicialmente um projeto dos empresários dos grupos Soares Sampaio, Moreira Salles e Ultra, que tinham o interesse de construir um central petroquímica próxima à Refinaria de Exploração de Petróleo União, pertencente ao grupo Soares Sampaio. Os empresários brasileiros tentaram se associar à petroleiras americanas para viabilizar o projeto, a Union Carbide, a Gulf Oil Corporation e a Phillips Petroleum, no entanto não houve acordo para levar adiante a empreitada.[1]Foi só com a entrada da Petrobrás no projeto através da sua subsidiária para o setor, a Petroquisa, que fora criada em 1967, que a construção pode ir adiante.[1]

O evento de lançamento da pedra fundamental da fábrica da Petroquímica União no bairro de Capuava, em 11 de abril de 1969 marcou o início da parceria entre o poder público e a iniciativa privada no setor petroquímico, e contou com a presença do Presidente da República, Arthur da Costa e Silva, do governador Abreu Sodré e do embaixador francês, François Labouyaye.[2][3]

Em 15 de junho de 1972 a Petroquímica União iniciou suas operações, com capacidade para produzir 180 mil toneladas de eteno.[1] Nesse mesmo ano entra em produção a empresa Poliolefinas, responsável pela produção de polietileno de baixa intensidade, e a Brasivinil, produtora de PVC, que juntamente com Carbocloro, já em funcionamento, Copamo e Tetrâmero completam projeto petroquímico da UNIPAR.[4]

Em 1973, a Petrobrás Química S.A. – Petroquisa, adquire o controle acionário e a direção da Petroquímica União S.A.[5] A terceira fase do projeto da Petroquímica União foi concluída em março de 1974, atingindo o número de 300 mil toneladas anuais. No mesmo ano, a extensão do gasoduto ligando a central à unidade da Union Carbide, em Cubatão foi concluída.[6]

Na década de 1980, a Petroquímica União inaugurou a unidade de resinas de petróleo, com produção de 10 mil toneladas ao ano. Esse componente era utilizado na fabricação de adesivos, tintas e borrachas.[7]

Entretanto, a deterioração do cenário econômico e financeiro do país nos anos 1980 e a adesão ao ideário do Consenso de Washington fez com que a participação da Petrobrás no setor petroquímico fosse colocada no rol de privatizáveis pelo Presidente eleito, Fernando Collor. As ações da Petroquisa na Petroquímica União, assim como todas as ações que a estatal detivesse em outras empresas do setor, foram colocadas no Fundo Nacional de Desestatização. Mesmo sob a presidência de Itamar Franco as privatizações na petroquímica prosseguem e o leilão da Petroquímica União ocorre em 24 de Janeiro de 1994, no qual a Union Carbide adquire 13% do capital e um dos integrantes do consórcio Polibrasil(Ipiranga, Suzano, Shell e outros) ficou com 6,5% do capital.[8]

Em 2002 a Petroquímica União completou 30 anos de existência sem nunca parar a sua produção.[9]

Referências

  1. a b c «Criada para ser a maior petroquímica da América Latina». Revista Petro & Química. Consultado em 27 de abril de 2020 
  2. «Costa inaugura novo terminal da Petrobrás em SP.». Correio da Manhã. 05 páginas. 12 de abril de 1969 
  3. «A Unipar e o "custo família"». Folha de São Paulo. 18 de abril de 1998. Consultado em 16 de abril de 2020 
  4. «Complexo Unipar inaugura unidade básica.». Correio da Manhã. 1 páginas. 16 de junho de 1972 
  5. «Escassez na Petroquímica». Jornal do Brasil. 28 páginas. 4 de setembro de 1973 
  6. Petrobrás. «Refinaria Capuava (Recap)». Consultado em 1 de março de 2020 
  7. «Criada para ser a maior petroquímica da América Latina». Revista Petro&Química (238): 20-24. Junho de 2002 
  8. «Union Carbide compra maior parte». Folha de São Paulo. 25 de janeiro de 1994. Consultado em 28 de abril de 2020 
  9. Fairbanks, Marcelo (11 de março de 2002). «Petroquímica: PQU 30 anos». Editora QD