Philippe Herreweghe

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Philippe Herreweghe, 2011

Philippe Herreweghe (Gent, 2 de maio de 1947) é um regente belga.

Enquanto estudava medicina e psiquiatria na Universidade de Ghent, também estudava música no Conservatório de Gent, onde Marcel Gazelle, o acompanhante de Yehudi Menuhin, era seu professor de piano. No mesmo período, Herreweghe começou a reger e, em 1970, fundou o Collegium Vocale Gent e abandonou a medicina. Nikolaus Harnoncourt e Gustav Leonhardt logo souberam da sua abordagem musical e convidaram a ele e ao Collegium Vocale Gent para acompanhá-los em suas gravações da integral das cantatas de Bach.

Sua abordagem de Herreweghe à música barroca tornou-se amplamente reconhecida e, em 1977, ele fundou um outro conjunto em Paris, La Chapelle Royale, para executar o repertório do século XVII da música francesa. Desde então, ele formou vários outros grupos e conjuntos com os quais conseguiu criar um repertório que cobre desde a música renascentista até a música contemporânea: o Ensemble Vocal Européen de la Chapelle Royale, que se especializou na polifonia da Renascença, e a Orchestre des Champs-Élysées, fundada em 1991 para reviver o repertório da era romântica (início do século XIX) e pré-romântica (fim do século XVIII e começo do século XIX)[1] em instrumentos originais.

Herreweghe tornou-se conhecido principalmente como regente das obras de Johann Sebastian Bach. É considerado pelos especialistas de Bach como uma espécie de pai fundador da prática autêntica da música barroca com instrumentos da época, e é um dos mais prolíficos artistas da gravadora Harmonia Mundi, com mais de sessenta álbuns gravados.

Como maestro convidado, Philippe Herreweghe regeu diversas orquestras importantes, incluindo a Orquestra Real do Concertgebouw, a Stavanger Symfoniorkester, a Filarmônica de Rotterdam, a Netherlands Radio Philharmonic Orchestra, a Mahler Chamber Orchestra, a Filarmônica de Berlim, a Filarmônica de Viena e a deFilharmonie (Royal Flemish Philharmonic).

Foi diretor artístico do Festival de Saintes em 1982 e, em 1990, foi escolhido Músico Europeu do Ano. De 1998 a 2002, atuou como diretor musical da deFilharmonie (Orquestra Filarmônica Real de Flandres) e atualmente é Hoofddirigent (maestro chefe) da orquestra.

Discografia selecionada[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Projeto Musical. Pré-Romantismo

Ligações externas[editar | editar código-fonte]