Filipe de Milly

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de Philippe de Milly)
Ir para: navegação, pesquisa
Question book.svg
Esta página ou secção não cita fontes confiáveis e independentes, o que compromete sua credibilidade (desde dezembro de 2015). Por favor, adicione referências e insira-as corretamente no texto ou no rodapé. Conteúdo sem fontes poderá ser removido.
Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)

Filipe de Milly (em francês: Philippe de Milly; 11203 de abril de 1171), também conhecido como Filipe de Nablus, foi um barão no Reino de Jerusalém e o sétimo grão-Mestre dos Cavaleiros Templários.

Senhor de Nablus[editar | editar código-fonte]

Filipe era o filho de Guido de Milly, provavelmente da Normandia, que participou na Primeira Cruzada e sua esposa Estéfane de Flandres.

Guido e Estéfane tiveram três filhos, todos nascidos na Terra Santa e Filipe era o mais velho. Ele foi mencionado pela primeira vez como filho de Guido, em 1138, e deve ter se tornado Senhor de nablus por volta de 1144, quando seu nome aparece com esse título. Nessa época ele também se casou com sua esposa Isabela.

Reinado da rainha Melisende[editar | editar código-fonte]

Como Senhor de Nablus, Filipe se tornou um dos barões mais influentes do Reino de Jerusalém. Em 1144, a rainha Melisende o enviou para ajudar no cerco de Edessa, mas chegou após a queda da cidade.

Em 1148, com a chegada da Segunda Cruzada, Filipe participou do conselho de Acre, onde ele e os outros barões nativos foram rejeitados e a decisão malfadada para o cerco de Damasco foi tomada.

Juntamente com a poderosa família Ibelin em que sua meia irmã Helvis tinha casado. Filipe foi um defensor de Melisende durante o conflito contra seu filho Balduíno III. Na divisão do reino em 1151, Melisende ganhou o controle da parte sul do reino, incluindo Nablus. Apesar deste acordo, Filipe era muito fiel a Balduíno, participando do cerco de Ascalão em 1153 e na ajuda a Banias em 1157. Após a vitória em Banias, Filipe e seus soldados retornaram para casa e não estavam presentes na emboscada de Nur Al-Din a Balduíno.

Senhorio da Transjordânia[editar | editar código-fonte]

Em Julho de 1161, como Melisende já estava morrendo, trocou o domínio de Nablus com Balduíno a fim de tornar-se o senhor da Transjordânia. Balduíno recuperou o controle da metade sul do reino, enquanto sua mãe não estava em condições de se opor a ele, mas ele foi, provavelmente, também com o objetivo de fortalecer a Transjordânia com um barão poderoso e fiel.

Balduíno morreu em 1163 e foi sucedido por seu irmão, Amalrico I, que era amigo de Filipe e um defensor do companheiro de Melisende durante a luta anterior em 1151.

Filipe participou na invasão de Amalrico I ao Egito em 1167. A família Ibelin regitrou um evento durante o cerco de Bilbeis, na qual Filipe salvou a vida de Hugo de Ibelin, que quebrou a perna após seu cavalo cair em uma vala.

Os templários como um todo se recusaram a apoiar a invasão de Amalrico, e o rei os culpou pelo fracasso na expedição.

Após a morte de Bertrand de Blanchefort, em janeiro de 1169, Amalrico os pressionou a eleger Filipe em seu lugar em agosto do mesmo ano. Com a eleição de Filipe, Amalrico recuperou o apoio dos Templários para a invasão do Egito, embora até o final daquele ano Amalrico fora a retirar-se.

Por razões desconhecidas, ele renunciou ao cargo de grão-mestre em 1171, e foi sucedido por Odo de Saint Amand.

Filipe acompanhou Amalrico a Constantinopla como embaixador ao Império Bizantino, a fim de restabelecer as boas relações entre eles após o fracasso da invasão do Egito. Ele provavelmente morreu em 3 de abril, antes de chegar a Constantinopla.

Vida[editar | editar código-fonte]

Sua vida é um grande mistério. Guilherme de Tiro, descreve-o como um dos "homem corajoso, valente e treinado desde a infância na arte da guerra e que acompanhou Amalrico para o Egito. Algum tempo depois ele se tornou senhor da Transjordânia, fez uma peregrinação ao mosteiro de Santa Catarina no Monte Sinai.

Com sua mulher Isabela teve um filho, Rainério e antes dele duas filhas, Helena e Estéfane. Isabela morreu provavelmente em 1166, o que pode ter levado a decisão de Filipe para fazer votos como membro da Ordem dos Templários.

Suas terras foram herdadas por sua filha mais velha, Helena, esposa de Gualtério III do Brisebarre, Senhor de Beirute, e depois da morte de Gualtério, por Estéfanie e seus maridos.

Fontes[editar | editar código-fonte]

  • Barber, Malcolm (2003) "The career of Philip of Nablus in the kingdom of Jerusalem," in The Experience of Crusading, vol. 2: Defining the Crusader Kingdom, eds. Peter Edbury and Jonathan Phillips, Cambridge University Press, 2003
  • Hamilton, Bernard (2000) The Leper King and His Heirs. Cambridge
  • Setton, Kenneth M., general ed. (1969) A History of the Crusades. 6 vols. Madison, Wis.: University of Wisconsin Press, 1969–1989
    • Kenneth M. Setton, general editor (1969) A History of the Crusades. Vol.1: The first hundred years; edited by Marshall W. Baldwin. Madison, Wis.: University of Wisconsin Press
  • Guilherme de Tiro; Babcock, E. A. & Krey, A. C., trans. (1943) A History of Deeds Done Beyond the Sea. New York: Columbia University Press