Piauí

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Estado do Piauí
Bandeira do Piauí, onde abaixo da estrela está escrito a data da Batalha do Jenipapo
Brasão do Piauí
Bandeira Brasão
Lema: Impavidum Ferient Ruinae
(Ferido e impávido em meio às ruínas)
Hino: Hino do Piauí
Gentílico: piauiense

Localização do Piauí no Brasil

Localização
 - Região Nordeste
 - Estados limítrofes Tocantins, Maranhão, Bahia, Ceará e Pernambuco
 - Regiões geográficas
   intermediárias
6
 - Regiões geográficas
   imediatas
19
 - Municípios 224
Capital Teresina.PNG Teresina
Governo
 - Governador(a) Wellington Dias (PT)
 - Vice-governador(a) Regina Sousa (PT)
 - Deputados federais 10
 - Deputados estaduais 30
 - Senadores Ciro Nogueira (PP)
Elmano Férrer (PP)
Marcelo Castro (MDB)
Área
 - Total 251 755,485 km² (11º) [1]
População 2021
 - Estimativa 3 289 290 hab. (19º)[2]
 - Densidade 13,07 hab./km² (18º)
Economia 2017[3]
 - PIB R$ 45,359 bilhões (21º)
 - PIB per capita R$ 14.089 (26º)
Indicadores 2010/2015[4][5]
 - Esperança de vida (2015) 70,9 anos (26º)
 - Mortalidade infantil (2015) 19,7‰ nasc. ()
 - Alfabetização (2016) 82,8% (26º)
 - IDH (2010) 0,646 (25º) – médio [6]
Fuso horário UTC−3
Clima tropical e semiárido ()
Cód. ISO 3166-2 BR-PI
Site governamental http://www.piaui.pi.gov.br/

Mapa do Piauí

Piauí é uma das 27 unidades federativas do Brasil. Localiza-se no noroeste da Região Nordeste, englobando a Sub-Região Meio-Norte do Brasil. Limita-se com cinco estados: Ceará e Pernambuco a leste, Bahia a sul e sudeste, Tocantins a sudoeste e Maranhão a oeste. Delimitado pelo Oceano Atlântico ao norte, o Piauí tem o menor litoral do Brasil, com 66 km. Sua área é de 251 577,738 km²,[nota 1] sendo pouco maior que o Reino Unido, e tem uma população de 3 289 290 habitantes.[2]

A capital e cidade mais populosa do estado é Teresina. Está dividido em 4 mesorregiões e 15 microrregiões, divididos em 224 municípios. Os municípios com população superior a oitenta mil habitantes são Teresina, Parnaíba e Picos. Tem um relevo moderado e a regularidade da topografia é superior a 53% inferiores aos 300m. Parnaíba, Poti, Canindé, Piauí e São Nicolau são os rios mais importantes e todos eles pertencem à bacia do rio Parnaíba. Possui clima tropical e semiárido.

As principais atividades econômicas do estado são a indústria (química, têxtil, de bebidas), a agricultura (algodão, arroz, cana-de-açúcar, mandioca) e a pecuária. A região do Piauí começou a ser povoada pelos colonizadores europeus e sobretudo portugueses no século XVII, desde o interior, na época em que vaqueiros, que vieram principalmente da Bahia, à procura de pastos. Em 1718, o território, até então pertencente à Bahia, passou a fazer parte do Maranhão. Em 1811, o príncipe Dom João, cinco anos antes de ser coroado rei de Portugal, elevou o Piauí à categoria de capitania independente.

Depois que o Brasil tornou-se independente, em 1822, as tropas com fidelidade a Portugal ocuparam a cidade de Parnaíba; as adesões foram recebidas pelo grupo, mas os piauienses acabaram por derrotar os portugueses em 1823. Certos anos após a batalha, por movimentos revoltosos, como a Confederação do Equador e a Balaiada, o Piauí também foi atingido. Em 1852, o governo provincial transferiu a capital de Oeiras para Teresina, desde então o estado começou a crescer economicamente. Desde a Proclamação da República no Brasil, foi apresentado pelo estado que o terreno político tornou-se tranquilo, mas foi muito difícil que o Piauí se desenvolvesse social e economicamente.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

Inicialmente, as terras do Piauí receberam a denominação de Piagüí, nome dado pelos seus indígenas. Mais tarde, chamaram-nas Piagoí. Somente depois é que ficaram conhecidas por Piauí[7]. O topônimo "Piauí" vem da língua tupi, na qual significa "rio das piabas".[8] Também existe a teoria que a palavra Piauí significa "terra dos piagas", ou seja, terra de pajés e povos indígenas.[9]

História[editar | editar código-fonte]

Pré-história[editar | editar código-fonte]

Pintura rupestre símbolo do Parque Nacional da Serra da Capivara.

No Piauí, há vestígios da presença do homem que datam de há até 50 000 anos. Estes estão presentes no Parque Nacional da Serra da Capivara, na Serra das Confusões e em Sete Cidades. O Parque Nacional da Serra da Capivara é, sem dúvida, o mais importante. Lá, foram encontradas a cerâmica mais velha da América, um bloco de tinta de 10 000 anos, fósseis humanos e animais, pinturas rupestres e outros artefatos antigos. Os achados estão no Museu do Homem Americano.

A Serra da Capivara foi descoberta por caçadores nas proximidades da cidade-sede: São Raimundo Nonato, os quais, sem saber de que se tratavam as pinturas rupestres, chamaram o prefeito que, surpreso, tirou fotos. Seis anos depois, em uma conferência em São Paulo, o mesmo prefeito, por coincidência, encontrou Niède Guidon e mostrou as fotos à pesquisadora. Esta tanto se interessou, que a levou a se mudar para a Serra, onde ainda reside, fazendo pesquisas.

O "homem de Pedra Furada" viveu há cerca de 40 mil atrás (paleoíndio) na região onde hoje é o Piauí, e lá caçava e acendia fogueiras.[10]

Colonização europeia[editar | editar código-fonte]

Henrique Antonio Galluzzi (1761): Mapa do Piauí Colonial. Digno de nota as vilas, as fazendas de gado e as áreas ocupadas pelos índios: Jaicós, Akroá, Pimenteiras, Barbados, Gamelas, Gilbués e Gueguês.
Monumento do Jenipapo, símbolo de bravura do povo piauiense. Lá, ocorreu uma das principais guerras em prol da Independência do Brasil.
Imagem de 1758 de Oeiras, primeira capital do estado.

No começo do século XVII, fazendeiros da região do rio São Francisco procuravam expandir suas criações de gado. Vaqueiros, vindos principalmente da Bahia, chegaram procurando pastos e passaram a ocupar as terras ao lado do rio Gurgueia. Ainda no século XVII, muitos nobres portugueses empobrecidos e padres jesuítas, bem como escravos negros se estabeleceram no Piauí. A primeira pecuária em grande escala também chegou com esses colonos. Em 1718, o território, até então sob a jurisdição da Bahia, passou para a do Maranhão. O capitão português Domingos Afonso Mafrense, ou capitão Domingos Sertão, como era conhecido, foi um dos sesmeiros que ocuparam essas terras; possuía trinta fazendas de gado e foi o mais alto colonizador da região, doando suas fazendas — após sua morte — aos padres jesuítas da Companhia de Jesus.

A contribuição dos padres jesuítas foi decisiva, principalmente no desenvolvimento da pecuária, que, em meados do século XVIII, atingiu seu auge. A região Nordeste, o Maranhão e as províncias do sul eram abastecidas pelos rebanhos originários do Piauí até a expulsão dos jesuítas (período pombalino), quando as fazendas foram incorporadas à Coroa portuguesa e entraram em declínio. Quanto à colonização, esta se deu do interior para o litoral.

Período imperial[editar | editar código-fonte]

Após a independência do Brasil em 1822, algumas províncias continuaram sobre o poder de Portugal (entre essas, o Piauí). Portugal, com medo de perder essa província, mandou, de Oeiras à cidade de Parnaíba, tropas portuguesas; o grupo recebeu adesões, mas acabou derrotado em 1823, por ocasião da Batalha do Jenipapo, onde piauienses lutaram contra os portugueses com armas brancas em Campo Maior. A tropa de Fidié, capitão da tropa portuguesa, saiu enfraquecida e este acabou por ser preso em Caxias, no Maranhão. Alguns anos depois, movimentos revoltosos, como a Confederação do Equador e a Balaiada, atingiram também o Piauí.[carece de fontes?]

Em 1852, a capital foi transferida de Oeiras para Teresina, tendo início um período de crescimento econômico. A partir da proclamação da república brasileira (1889), o estado apresentou tranquilidade no terreno político, mas grandes dificuldades na área econômico-social. Além da colonização portuguesa e da presença de outros grupos de origem europeia no Piauí, a cidade de Floriano recebeu, a partir de 1889 um influxo migratório da Síria que durou mais de cem anos, de modo que essa etnia se faz assaz presente naquela cidade. Destaca-se a migração de Sírios e Libaneses no século XX.[carece de fontes?]

A população branca, é quase exclusivamente composta de descendentes de portugueses, dada a pequena migração de outros europeus para a região. No início, a maioria dos colonos eram etnicamente portugueses, mas alguns dos primeiros colonos eram na verdade, cristãos-novos, judeus portugueses convertidos que tinham sido condenados a ser exilados do Reino de Portugal. Por determinação da Coroa portuguesa esses colonos oriundos de Portugal e dos Açores se estabeleceram no Piauí. Em 1880, em troca do município de Crateús, a então Província do Ceará cedeu ao Piauí a cidade de Luís Correa, possibilitando ao estado a tão almejada saída para o mar.[carece de fontes?]

A ideia da transferência da capital do Piauí de Oeiras remonta aos períodos coloniais. Já no século XVIII, quando a capitania do Piauí adquiriu a sua independência do Maranhão, Fernando Antônio de Noronha, então governador da capitania do Piauí, propôs ao rei de Portugal a transferência da capital, alegando que Oeiras era uma terra seca e estéril, imprópria para a agricultura e de difícil comunicação com as outras partes da colônia. Durante anos, sempre foram citadas as povoações de Parnaíba, vila ao litoral de intenso comércio e a vila do Poti, às margens do rio Parnaíba, que convivia problemas com as cheias dos rios, mas que, por localizar-se no interior, poderia integrar o estado através da navegação pelo rio Parnaíba.[carece de fontes?]

No governo de José Idelfonso de Sousa Ramos, foi votada e sancionada a lei nº174, de 27 de agosto de 1844, que autorizava a mudança da capital, não para a vila de Parnaíba ou para a vila do Poti, localidades sempre lembradas, mas para a margem do rio Parnaíba na foz do rio Mulato, devendo a nova cidade receber o nome de Regeneração. Quando, em 23 de julho de 1850, José Antônio Saraiva, fundador de Teresina, fora nomeado governador da Província do Piauí, o assunto da transferência da capital estava em plena efervescência. Logo após assumir, Saraiva recebeu uma delegação das vilas de Parnaíba, Piracuruca e Campo Maior com um grande número de assinaturas reivindicando a mudança da capital para Parnaíba. Diante dessa situação, o novo governador procurou estudar o assunto com profundidade. Nas suas pesquisas, constatou que muitas eram as sugestões para se edificar uma nova capital às margens do rio Parnaíba.[carece de fontes?]

Em manobra audaciosa, Antônio Saraiva, em 1852, decidiu pela transferência para a vila do Poti com a condição de que uma nova sede fosse construída em local a salvo das enchentes que assolavam a vila. Graças ao empenho da população local, o projeto pôde se concretizar e, em 16 de agosto de 1852, foi instituída a nova capital da Província do Piauí, com o nome de Teresina em homenagem à imperatriz Teresa Cristina de Bourbon. Rapidamente, todo o império foi informado da nova capital.[carece de fontes?]

Século XX[editar | editar código-fonte]

Coluna Prestes[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Coluna Prestes
Teresina foi a primeira capital planejada do Brasil.[11]

Foi em 1926 a passagem pelo Piauí do movimento político-militar de origem tenentista chamado Coluna Prestes. A Coluna foi uma marcha pelo interior do Brasil em defesa de reformas políticas e sociais e contra a conjuntura desigual da República Velha. Cerca de 1 200 homens, chefiados por Juarez Távora, Miguel Costa e Luís Carlos Prestes, percorreram, durante 29 meses, 25 000 quilômetros nos estados de Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Bahia. Ao final de 1926, com mais da metade dos combatentes atacados pelo cólera e sem poder continuar a luta, a Coluna procurou asilo na Bolívia.[carece de fontes?]

A invencibilidade da Coluna Prestes contribuiu para o prestígio político do tenentismo e reforçou as críticas às oligarquias. Sua atuação ajudou a abalar os alicerces da República Velha, a preparar a Revolução de 1930 e a afirmar a liderança nacional de Luís Carlos Prestes. A Coluna Prestes esteve presente duas vezes no estado, sendo recepcionada de diferentes maneiras. Em Floriano, o movimento foi recebido com festa pelos comerciantes descendentes de árabes e com pavor pela população local. Segundos relatos, a cidade praticamente ficou deserta e houve saques inclusive aos cofres da prefeitura.[carece de fontes?]

Na capital, Teresina, a passagem da Coluna Prestes deixou rastro de pavor e o pânico tomou conta da população. Segundo historiadores, o então governador tentou, sem sucesso, impedir a entrada na capital através da construção de um canal ligando os rios Poti e Parnaíba. Dentre os fatos mais importantes da passagem do movimento pela capital, vale destacar a prisão de Juarez Távora. Este não foi "justiçado", isto é, não sofreu violência por conta da atuação dos oficiais do Exército brasileiro, que comandavam as tropas legalistas, chefiadas pelo tenente Jacob Manuel Gayoso e Almendra.[carece de fontes?]

Geografia[editar | editar código-fonte]

Relevo[editar | editar código-fonte]

O relevo piauiense abrange planícies litorâneas e aluvionares, nas faixas das margens do rio Parnaíba e de seus afluentes, que permeiam a parte central e norte do estado. Ao longo das fronteiras com o Ceará, Pernambuco e Bahia, nas chapadas de Ibiapaba e do Araripe, a leste e da Tabatinga e das Mangabeiras, ao sul, encontram-se as maiores altitudes da região, situadas em torno de novecentos metros de altitude. Entre essas zonas elevadas e o curso dos rios que permeiam o estado, como, por exemplo, o Gurgueia, o Fidalgo, o Uruçuí Preto e o Parnaíba, encontram-se formações tabulares, contornadas por escarpas íngremes, resultantes da áreas erosivas das águas.

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

Enquanto quase todos os estados do Nordeste oriental contam com apenas um rio perene, o rio São Francisco, com aproximadamente 1 800 quilômetros dentro de seus territórios, o Piauí conta com o rio Parnaíba e com alguns de seus afluentes, entre eles o Uruçuí Preto e o Gurgueia, que, somando-se seus cursos permanentes, ultrapassam 2 600 km de extensão. O estado conta ainda com lagoas de notável expressão, tais como a de Parnaguá, Buriti e Cajueiro, que vêm sendo aproveitadas em projetos de irrigação e abastecimento de água na região.

A perenidade dos rios piauienses, entretanto, encontra-se ameaçada. Os rios sofrem intenso processo de assoreamento, sempre crescente, em decorrência do desmatamento acentuado que ocorre no estado, principalmente nas nascentes e nas margens dos rios. O estado encontra-se com 82,5% de seu território dentro do polígono das secas, segundo dados da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).[12]

Vegetação[editar | editar código-fonte]

Palmeira de carnaúba em Campo Maior

Predominam quatro classes de vegetação: caatinga, cerrado, floresta estacional semidecidual e a mata de cocais.

  • Caatinga: tem sua ocorrência em ambientes de clima tropical semiárido. Os vegetais da caatinga apresentam adaptações a esse ambiente. Têm folhas grossas e pequenas, muitas delas com forma de espinhos, que perdem pouca água pela transpiração. Registrada principalmente no sul e sudeste do estado; é composta por cactáceas, bromélias, arbustos e árvores de pequeno até grande porte em áreas brejosas.
  • Cerrado: estende-se nas porções sudoeste e norte do estado; apresenta arbustos, árvores e galhos retorcidas, folhas grandes, casca grossa, raízes profundas e algumas gramíneas, cactos, bromélias e ervas cobrindo o solo. Encontra-se no sul, sudoeste e da região central ao leste.
  • Floresta estacional semidecidual: ocorre da foz do rio Canindé no médio Parnaíba até o baixo Parnaíba, além de outra extensão no vale do rio Gurgueia, é mista com a floresta de palmáceas principalmente acompanhado o rio Parnaíba; espécies ocorrentes carnaúba, babaçu, buriti, macaúba, tucum, pati e outras. Essas palmeiras podem ser encontradas no cerrado. Quanto aos vegetais lenhosos a variedade é impressionante desde pequenas ervas e arbustos de alguns centímetros á árvores de grande porte com mais de 20 a 30 metros, no período seco algumas plantas perdem as folhas e outras se mantém verdes o ano todo; espécies ocorrentes angico branco, jatobá, cedro, ipê-roxo, pau-d'arco-amarelo, ipê-amarelo, tamboril, gonçalo alves, violeta, sapucaia, sapucarana, louro-pardo, aroeira, cajazeira, guaianã, oiti, caneleiro, burra-leiteira, chichá, açoita cavalos, moreira, azeitona, jenipapo, algodão bravo, podoí, pau de rato, juazeiro, tuturubá, mutambá, goiaba, quabiraba entre outras.
  • Mata de cocais: vegetação predominante entre a Amazônia e a caatinga, onde predominam as palmeiras ora mescladas pela floresta estacional semidecidual ora em agrupamentos quase puros, ocorrem preferencialmente em baixadas onde o lençol freático e mais raso , mantêm-se sempre verdes todo o ano e produzem muitos frutos tanto para o extrativismo das populações locais como para fauna silvestre. predomina nos estados do Maranhão, Piauí, ceará e norte do Tocantins. No Piauí, predominam as palmeiras babaçu, carnaúba, buriti, tucum, macaúba, patizeiro além de muitas outras.

Clima[editar | editar código-fonte]

Mapa climático do Piauí

Duas tipologias climáticas ocorrem no estado:

  • A primeira, classificada por Köppen como tropical de savana (Aw); domina a maior parte do território variando entre 25 e 27 °C. As chuvas na área de ocorrência deste clima também são variáveis. Ao sul, indicam cerca de 700mm anuais, mais ao norte a pluviosidade aumenta, atingindo índices próximos a 1.200mm/ano.
  • O segundo tipo de clima predomina na porção sudeste do estado, sendo classificado como semiárido quente (BSh). As chuvas ocorrem durante o verão, distribuindo-se irregularmente, alcançando índices de 600mm/ano; pela baixa pluviosidade, a estação seca é prolongada (oito meses mais ou menos) sendo mais drástica no centro da Serra da Ibiapaba. As temperaturas giram na casa dos 24 a 40 °C, tendo seus invernos secos.

Disputa de limites territoriais[editar | editar código-fonte]

O litígio de limites entre Ceará e Piauí compreende um território de aproximadamente 3.000 km², localizado na Serra da Ibiapaba, nos limites entre os estados brasileiros do Ceará e do Piauí.[13] As regiões reivindicadas passaram a ser popularmente conhecidas como Cerapió e Piocerá.[14]

Mapa do Piauí em 1761, mostrando o litoral piauiense para além do rio Timonha.

O litígio tem origem no governo colonial de Manuel Inácio de Sampaio e Pina Freire, do Ceará, quando o engenheiro Silva Paulet apresentou um mapa da província que mostrava o limite oeste do litoral até a foz do rio Igaraçu. Dessa forma, a localidade de Amarração, atual cidade piauiense de Luís Correia faria parte do território do Ceará. Durante o século XIX a localidade teve assistência da cidade cearense vizinha, Granja, até que em 1874 os parlamentares estaduais decidiram elevar a localidade à categoria de vila. Tal atitude chamou a atenção dos políticos do Piauí que reivindicaram o território. A solução para o impasse ocorreu com o Decreto Geral nº 3.012, de 22 de novembro de 1880, determinando que haveria uma troca, na qual o Piauí restabeleceria a totalidade de seu litoral e o Ceará incorporaria os municípios de Crateús e Independência.[15]

Desde essa época, portanto, que nos limites entre o Ceará e o Piauí persistem vários pontos com indefinições[16] e ambas as unidades da federação continuam disputando o controle de tais locais. Segundo o deputado estadual Neto Nunes (PMDB-CE), a indefinição permanece porque «o Piauí quer uma parte de serra, fértil, bom clima, com pousadas, uma região turística do estado», enquanto o pedaço trocado pelo litoral seria de sertão.[17]

Após a Constituição de 1988, foi proposto que em 1991 seria resolvida a questão do litígio de limites entre os estados, mas só em 2008 foi apresentado um acordo sobre a questão, com o Piauí ficando com 1.500 hectares e o Ceará com 1.000.[18] Em outubro de 2011, no entanto, o diálogo entre os dois estados foi abalado pela decisão do governo do Piauí de entrar com uma ação civil ordinária no Supremo Tribunal Federal (STF), reivindicando uma área total de 2.821 quilômetros quadrados que hoje pertence ao Ceará.[19] Se o STF acatar o pedido do governo piauiense, o estado do Ceará perderia 66% do município de Poranga, 32% de Croatá, 21% de Guaraciaba do Norte, 18% de Carnaubal, 8% de Crateús, além de 7% de Ipaporanga.[19]

Demografia[editar | editar código-fonte]

Municípios mais populosos[editar | editar código-fonte]

Religião[editar | editar código-fonte]

Catedral de Nossa Senhora das Dores em Teresina

A população do Piauí é majoritariamente cristã. Segundo o IBGE, é o estado com a menor proporção de protestantes, e maior proporção de católicos do país.[21][22] Há uma grande diversidade de manifestações religiosas no Piauí, expressando a identidade multicultural do povo piauiense. Segundo levantamento realizado por aplicativo desenvolvido pela Prefeitura Municipal de Teresina, existem mais de 800 terreiros de matriz afro-brasileira na capital.[23] Tendo em vista que são 800 mil habitantes no município, existe praticamente um terreiro para cada mil habitantes. Além das religiões cristãs e monoteístas, no Piauí também se encontram seguidores de espiritualidades politeístas, como o Piaganismo,[24] considerado a primeira religião neopagã brasileira.[25]

  1. Católicos Apostólicos Romanos - 85,1%
  2. Protestantes - 9,7%
  3. Não Religiosos - 3,4%
  4. Espíritas - 0,3%
  5. Outros - 1,4%

Composição étnica[editar | editar código-fonte]

Cor/Raça Porcentagem
Pardos 69%
Brancos 24%
Pretos 7%
Amarelos 2,3%

Fonte: PNAD (dados obtidos por meio de pesquisa de autodeclaração).

Política e governo[editar | editar código-fonte]

O estado do Piauí, assim como em uma república, é governado por três poderes, o executivo, representado pelo governador, o legislativo, representado pela Assembleia Legislativa do Estado do Piauí, e o judiciário, representado pelo Tribunal de Justiça do Estado do Piauí e outros tribunais e juízes. Além dos três poderes, o estado também permite a participação popular nas decisões do governo através de referendos e plebiscitos.[26] A atual Constituição do Estado do Piauí foi promulgada em 1988, acrescida das alterações resultantes de posteriores Emendas Constitucionais.[27]

O poder executivo piauiense está centralizado no governador do estado, que é eleito em sufrágio universal e voto direto e secreto pela população para mandatos de até quatro anos de duração, podendo ser reeleito para mais um mandato.[27] O atual governador é Wellington Dias, do Partido dos Trabalhadores (PT). Ele reelegeu-se em 2006 vencendo a disputa em primeiro turno contra seu principal adversário e ex-aliado, o então senador Mão Santa.[28] Em 2010, ele renunciou ao cargo em 1 de abril, com a intenção de se candidatar ao Senado, sendo substituído pelo vice Wilson Martins, de quem se afastaria após as eleições de 2012 quando perdeu a eleição para prefeito de Teresina. Em 2014 foi eleito para o seu terceiro mandato como governador, e reeleito em 2018 para o quarto mandato.

O poder legislativo estadual é unicameral, constituído pela Assembleia Legislativa do Estado do Piauí, localizada em Teresina. Ela é constituída por 24 deputados, que são eleitos a cada quatro anos. No Congresso Nacional, a representação piauiense é de três senadores e dez deputados federais.[29]

O poder judiciário tem a função de julgar, conforme leis criadas pelo legislativo e regras constitucionais brasileiras, sendo composto por desembargadores, juízes e ministros.[30] Atualmente, a maior corte do Poder Judiciário paulista é o Tribunal de Justiça do Piauí.

Símbolos[editar | editar código-fonte]

Atual bandeira do estado do Piauí, alterada pela lei nº 5.507, de 17 de novembro de 2005.
Ver artigos principais: Bandeira do Piauí e Brasão do Piauí

A bandeira do Piauí foi adotada oficialmente através da lei nº 1.050, promulgada em 24 de julho de 1922 e alterada posteriormente pela lei ordinária no 5.507, de 17 de novembro de 2005. Possui as mesmas cores da bandeira do Brasil, o amarelo representa a riqueza mineral e o verde a esperança.

Inscrito dentro do retângulo azul, abaixo da estrela branca, está "13 DE MARÇO DE 1823", dia da Batalha do Jenipapo, que foi introduzida na alteração de 2005. O brasão do estado do Piauí foi adotado através da lei 1050, promulgada em 24 de julho de 1922.

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

O Piauí é dividido em seis regiões geográficas intermediárias e dezenove Regiões geográficas imediatas.

Regiões Geográficas Intermediárias[editar | editar código-fonte]

Regiões Geográficas Imediatas[editar | editar código-fonte]

Economia[editar | editar código-fonte]

Exportações do Piauí - (2012)[31]

A economia do estado é baseada no setor de serviços (comércio), na indústria (química, têxtil, de bebidas), na agricultura (soja, algodão, arroz, cana-de-açúcar, mandioca) e na pecuária extensiva. Ainda merecem destaque a produção de mel, o caju e o setor terciário em Picos e produção de biodiesel através da mamona em Floriano. Sua pauta de exportação se baseou, em 2012, em Soja (64,55%), Ceras (20,82%), Algodão Cru (4,73%), Mel (2,00%) e Alcaloides Vegetais (1,82%).[31]

A pecuária foi a primeira atividade econômica desenvolvida no estado, fazendo parte de sua tradição histórica. O folclore e os costumes regionais derivam em grande parte da atividade pastoril. Entre os rebanhos, destacam-se os caprinos, bovinos, suínos,ovinos e asininos. A caprinocultura, por sua capacidade de adaptação a condições climáticas inóspitas, tem sido incentivada pelo Governo, proporcionando meio de vida a significantes parcelas da população carente, principalmente nas regiões de Campo Maior e Alto Piauí. No Sul do estado algumas fazendas estão investindo bastante na qualidade genética do rebanho. Podemos citar a cidade de Corrente no sul do estado que possui fazendas com um rebanho de alta qualidade genética, e em São Raimundo Nonato onde a família Paes Ribeiro tem a maior criação de gado. A agricultura no Piauí desenvolveu-se paralelamente à pecuária, como atividade quase que exclusivamente de subsistência. Posteriormente, adquiriu maior caráter comercial, embora de forma lenta e insuficiente para abastecer o crescente mercado interno do Estado. Em 2018 o estado era o 3º maior produtor de grãos do Nordeste.[32]

Entre as culturas tradicionais temporárias sobressaem-se a soja (2,4 milhões de toneladas em 2018, 3º maior produtor do Nordeste)[33], o milho (1,5 milhão de toneladas em 2018, 2º maior produtor do Nordeste)[34], a cana-de-açúcar (839 mil toneladas em 2018)[35], a mandioca (365 mil toneladas em 2019) [36], o arroz (109 mil toneladas em 2019), o feijão (93 mil toneladas em 2019), o algodão herbáceo (24 mil toneladas em 2019) e o sorgo (23 mil toneladas em 2019). Entre as culturas permanentes, destacam-se a manga, a laranja, castanha-de-caju (2º maior produtor no Brasil, com 24.855 toneladas em 2018) e o algodão. A agricultura é forte em Altos (manga) e União (cana-de-açúcar).

Agência do Banco do Nordeste no município de Floriano
Shopping Riverside em Teresina

No setor de mineração, a Vale S.A. está em operação no município de Capitão Gervásio Oliveira, onde foi encontrada a segunda maior reserva de níquel do maior reserva de níquel do de pesquisa para verificar a viabilidade de exploração de petróleo e gás natural ao longo do Rio Parnaíba, provavelmente, em Floriano. No tocante à industrialização, ressalta-se a multinacional Bunge, instalada em Uruçuí para exploração da soja e da empresa de cimento Nassau, em Fronteiras, onde se obtém matéria-prima para sua produção.[carece de fontes?]

Diversos estudos geológicos demonstram a existência de potencial bastante promissor de exploração mineral. Entre as ocorrências de maior interesse econômico, encontram-se o Mármore, o amianto, as gemas, a ardósia, o níquel, o talco e a vermiculita. Vale ressaltar que o Piauí á dotado de grandes reservas de águas subterrâneas artesianas e possui a segunda maior jazida de níquel do Brasil, localizada no município de São João do Piauí. Ainda em 2009 foi anunciada a descoberta de uma grande jazida de ferro no município de Paulistana, sendo esta a segunda maior jazida de ferro do mundo. Ferro este que a companhia siderúrgica brasileira tem muito interesse.[carece de fontes?]

O Piauí tinha em 2018 um PIB industrial de R$ 5,6 bilhões, equivalente a 0,4% da indústria nacional e empregando 56.851 trabalhadores na indústria. Os principais setores industriais são: Construção (44,4%), Serviços Industriais de Utilidade Pública, como Energia Elétrica e Água (28,5%), Alimentos (9%), Bebidas (6,2%) e Vestuário (1,3%). Estes 5 setores concentram 89,4% da indústria do estado. [37]

Turismo[editar | editar código-fonte]

Imagem aérea do Delta do Parnaíba

A capital, dita "A Rainha do Nordeste", é a única capital nordestina fora do litoral, porém com muitas belezas a serem descobertas para quem chega ao estado do Piauí. Fundada no ano de 1852, foi a primeira capital planejada no Brasil, conhecida como Mesopotâmia do Nordeste por se encontrar entre dois grandes rios. A cidade é muito bem projetada e arborizada, conhecida como 'Cidade Verde'. O turista encontra no centro de Teresina antigos casarões históricos. Na cidade, também há o Encontros dos Rios, o Parque Zoobotânico de Teresina, Polo Cerâmico do Poty Velho, Central de Artesanato, Ponte Estaiada, Floresta Fóssil, Balneário Curva São Paulo e uma vasta culinária típica que vai da Maria Isabel, passando pelo capote até o caranguejo e a famosa Cajuína.[carece de fontes?]

No norte do estado o turismo apresenta-se mais forte por conta do litoral com as suas praias e o Delta do Rio Parnaíba, onde se localiza a Área de Proteção Ambiental Delta do Parnaíba, cuja foz despeja suas águas no atlântico, abrindo um grandioso delta com cerca de 90 ilhas. O litoral do Piauí tem 66 km de extensão, sendo o estado brasileiro com menos litoral, e é marcado por externas e ensolaradas praias, cercadas de dunas de areia branca e de lagoas de água doce. As praias do Piauí atraem turistas do mundo inteiro e principalmente esportistas que aproveitam os fortes ventos da região para a prática de kitesurf e esportes similares. Os principais municípios do litoral são Parnaíba e Luís Correia.[carece de fontes?]

Na região centro-norte encontra-se o Parque Ecológico da Cachoeira do Urubu, onde nos primeiros semestres de cada ano a abundância das quedas d'água proporcionam uma paisagem de imensa beleza conhecida como as "Cataratas do Iguaçu piauienses". Também na região centro-norte do estado encontra-se o cânion do rio Poti. Destaca-se ainda, a realização do Festival de Inverno desde 2005 em Pedro II, cidade conhecida como Suíça Piauiense devido ao clima de montanha, onde são realizados shows com artistas do blues e do Jazz conhecidos nacionalmente e até internacional. Com jazidas de Opalas (pedra preciosa) o mirante do Gritador (localizada na Serra dos Matões com altitude de 700m), casarões coloniais, trilhas com cachoeiras e artesanatos são atrativos que fazem do Festival de Inverno de Pedro II, um dos maiores eventos do estado do Piauí.[carece de fontes?]

No sul do estado o forte são os parques nacionais, onde há os mais importantes sítios arqueológicos do Brasil, o Parque Nacional Serra da Capivara, onde há inúmeros vestígios do homem da pré-história e onde fica o Museu do Homem Americano. O parque atrai turistas do mundo inteiro que ficam fascinados com a beleza, magia e mistérios da região. Também há o Parque Nacional de Sete Cidades e o Parque Nacional da Serra das Confusões, este último ainda não liberado a visitações.[carece de fontes?]

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Transportes[editar | editar código-fonte]

O Metrô de Teresina foi criado no dia 15 de agosto de 1989, com o objetivo de implantar um transporte de alta capacidade para o aglomerado urbano da Grande Teresina. Os trens são novos e cada um tem capacidade para transportar 800 pessoas. O fluxo médio de movimentação poderá chegar a 30 mil passageiros por dia em 2010, e cada trem possui uma central de ar-condicionado que garante comodidade e conforto aos passageiros. O Metrô de Teresina possui hoje nove estações, e há projetos de implantação de mais duas em 2010. Uma será no bairro São João e a outra na Piçarra. Há planos de se ampliar a extensão do metrô para atender um número cada vez maior de pessoas.[carece de fontes?]

A ferrovia São Luís-Teresina é responsável pela ligação entre o Piauí e o Porto do Itaqui, sendo utilizada principalmente para o transporte de combustíveis para a capital piauiense, além de movimentar cimento, contêiners e ferro-gusa. A Ferrovia Teresina-Fortaleza transporta gusa, produtos siderúrgicos, cimento, coque, farinha de trigo e minério entre essas cidades.[38]

O Aeroporto Internacional de Parnaíba - Prefeito Dr. João Silva Filho está localizado no litoral piauiense no município de Parnaíba, a 350 km de Teresina, capital do Piauí. O aeroporto já operou voos regionais e nacionais além de receber voos da Europa(Internacionais). Atualmente (2015) o aeroporto de Parnaíba possui voos regulares operados pela empresa Azul. É localizado em uma área privilegiada, próximo aos municípios de Camocim e Jericoacoara, ambos no Ceará, ao Delta do Rio Parnaíba, no Piauí, e dos Lençóis Maranhenses no Maranhão, o aeroporto pode ser usado como a porta de entrada para uma região em que o turismo tende a crescer. O terminal de passageiros é inspirado na arquitetura modernista do Aeroporto Santos-Dumont, no Rio de Janeiro. A pista de pouso e decolagem, com 2,5 mil metros de comprimento, está preparada para receber voos internacionais, fretados ou regulares.[carece de fontes?]

O Aeroporto de Teresina - Senador Petrônio Portella (código ICAO:SBTE/código IATA:THE) foi inaugurado em 30 de setembro de 1967. Administrado pelo então Ministério da Aeronáutica, o aeroporto foi construído ao norte da capital, numa região situada entre os rios Poty e Parnaíba. As principais companhias aéreas do país operam em Teresina, como a TAM, Gol e a Azul. Embora grande parte da população teresinense o denomine Aeroporto Santos Dumont, sua denominação oficial era Aeroporto de Teresina, alterada no ano de 2000 para Aeroporto de Teresina/Senador Petrônio Portella, de acordo com a lei nº 9.942, de 22 de dezembro de 1999, em homenagem ao ilustre político piauiense Petrônio Portela Nunes, que foi Prefeito de Teresina, Deputado Estadual, Governador, Senador, Presidente do Congresso Nacional e Ministro da Justiça.[carece de fontes?]

Energia[editar | editar código-fonte]

O Piauí tem uma matriz energética diversificada, composta pela Usina Hidrelétrica de Boa Esperança, localizada no rio Parnaíba, o Parque Solar Nova Olinda, além da geração eólica em usinas como Delta 1 e 2, Padra do Sal, Araripe I, Araripe II, Araripe III e Chapada do Piauí. Em 2018, o estado foi o 3º maior produtor de energia eólica no Brasil, sendo essa a principal fonte energética do estado, com 1.443,10 MW de capacidade instalada.[39][40]

Cultura[editar | editar código-fonte]

Crânio humano exposto no Museu do Homem Americano

Tendo sido a região efetivamente colonizada por portugueses, o estado do Piauí é muito rico em manifestações culturais. Como o estado é relativamente grande, havendo vários tipos de clima, vegetação e relevo, é comum a variedade de culturas conforme o local. As manifestações mais comuns no Piauí são: Bumba-Meu-Boi, Cavalo Piancó, Congada, Samba de Cumbucaoda de São Gonçalo, Reisado, entre outros destaca-se o festival de São João.

A culinária piauiense é conhecida pelo gosto pelos temperos como a pimenta de cheiro, o coentro e o cheiro verde. O maior destaque é a galinha à cabidela, popularmente conhecida com galinha caipira, que é cozida ao molho e acrescenta-se um pouco do sangue da galinha.

Outros destaques aparecem no acompanhamento da galinha que são a paçoca (carne seca pilada com farinha), a Maria Isabel (arroz misturado com carne seca), o baião de dois (arroz misturado com feijão novo) e o sarapatel (confeccionado com carne, fígado, coração e rim de porco). Destacam-se também comidas populares como a buchada de bode e a panelada, servida nos mercados públicos.

Apesar de todas essas especiarias famosas e deliciosas a estrela de todas fica com os derivados do caju: o doce e a famosa cajuína (bebida sem álcool, clarificada e esterilizada, preparada a partir do suco de caju, apresentando uma cor amarelo-âmbar, resultante da caramelização dos açúcares naturais do suco).

Festa junina[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Festa junina no Brasil

A Festa Junina é um festival cultural inspirado nas tradições portuguesas, em que o dia de São João, em 24 de junho, é uma das festas mais antigas e populares do ano. Ao contrário do Dia do Solstício de Verão europeu, as festividades no Brasil não acontecem no solstício de verão, mas durante o solstício de inverno do hemisfério sul. As festividades iniciam-se tradicionalmente a partir do dia 12 de junho, na véspera do dia de Santo Antônio, e duram até o dia 29, que é o dia de São Pedro. Durante esses quinze dias, há fogueiras, fogos de artifício e danças folclóricas nas ruas (os nomes das etapas estão em francês, o que mostra as influências mútuas entre a vida da corte e a cultura camponesa na Europa dos séculos 17, 18 e 19). Antes um festival exclusivamente rural, hoje no Brasil é em grande parte um festival urbano durante o qual as pessoas imitam os estereótipos e clichês dos camponeses e consomem bebidas e pratos típicos. Como no carnaval, essas festividades envolvem fantasias (no caso, trajes de camponeses), danças, bebedeiras e espetáculos visuais (fogos de artifício e danças folclóricas). Como no Solstício de Verão e no Dia de São João na Europa, as fogueiras são uma parte central das festividades.[carece de fontes?]

Esportes[editar | editar código-fonte]

O Estádio Governador Alberto Tavares Silva, ou Albertão, é um dos maiores estádios de futebol do Nordeste. Inaugurado em 1973, localiza-se na cidade de Teresina, tinha capacidade para 60.000 torcedores quando inaugurado. Segundo o CNEF (Cadastro Nacional de Estádios de Futebol) de 15 de setembro de 2009 tem uma capacidade atual para 44.200 pessoas. Possui uma infraestrutura completa para futebol, atletismo e transmissão de jogos por rádio e TV.[carece de fontes?]

Solicitado pelo governo do Estado, representado por Alberto Silva, o projeto foi feito por uma equipe da empresa SEEBLA – Engenharia de Projetos, que tinha firma fora do Estado. Para acompanhar a obra foram convidados alguns arquitetos, residentes em Teresina, portadores de certo status na cidade, como o arquiteto carioca Antônio Luiz, responsável pelas obras modernas mais significativas da capital Piauiense. Com ele estavam também os arquitetos Raul de Lagos Cirne e Francisco Abel de Magalhães Ferreira. O Estádio Albertão tem imensa importância no futebol do estado do Piauí por ser o único estádio de grande porte do estado.[carece de fontes?]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas

  1. Excluindo-se a região em litígio com o Ceará, que tem 2 977,4 km²

Referências

  1. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). «Área Territorial Oficial - Consulta por Unidade da Federação». Consultado em 29 de agosto de 2021 
  2. a b IBGE, IBGE (27 de agosto de 2021). «Estimativas da população residente no Brasil e Unidades da Federação com data de referência em 1º de julho de 2021» (PDF). ibge.gov.br. Consultado em 28 de agosto de 2021 
  3. «Contas Regionais 2017». IBGE. Consultado em 16 de novembro de 2019 
  4. «Tábua completa de mortalidade para o Brasil – 2015» (PDF). IBGE. Consultado em 2 de dezembro de 2016 
  5. «Sinopse do Censo Demográfico 2010». IBGE. Consultado em 2 de dezembro de 2016 
  6. https://www.ibge.gov.br/cidades-e-estados/pi.html  Em falta ou vazio |título= (ajuda)
  7. «Piauí, Brasil - Genealogia». FamilySearch Wiki. Consultado em 2 de junho de 2021 
  8. NAVARRO, E. A. Método moderno de tupi antigo. Segunda edição. São Paulo: Global, 2005. p. 183
  9. SCHWENNHAGEN, Ludwig. Antiga História do Brasil. De 1100 a.C. a 1500 d.C. Rio de Janeiro: Editora Cátedra, 1986, p.103.
  10. DIDONÊ, Débora. O Brasil antes do Brasil. Revista Nova Escola, ano XXIII, n. 212, maio, 2008.
  11. Catarina Costa (16 de agosto de 2013). «Teresina, a primeira capital planejada do país comemora seus 161 anos». G1 (globo.com). Consultado em 26 de outubro de 2013 
  12. Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação - FAO
  13. Folha de S.Paulo Estudo do IBGE acirra disputa entre Ceará e Piauí por território. publicada em 15 de junho de 2013.
  14. CidadeVerde.com Há 350 anos, PI e CE disputam terras em área de litígio. publicada em 9 de fevereiro de 2009.
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  19. a b Thomaz, Paula (23 de outubro de 2011). «A Faixa de Gaza do Nordeste». CartaCapital. Consultado em 24 de outubro de 2011 [ligação inativa]
  20. «Panorama do estado do Piauí». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Consultado em 13 de maio de 2020 
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  23. Teresina tem mais de 800 terreiros. Portal Meio Norte. Página consultada em 23 de agosto de 2019
  24. «Paganismo contemporâneo no Brasil» (PDF). Consultado em 23 de agosto de 2019 
  25. BEZERRA, Karina Oliveira. Paganismo contemporâneo no Brasil: a magia da realidade. Universidade Católica de Pernambuco. Programa de Pós-graduação em Ciências da Religião. Doutorado em Ciências da Religião, 2019. p. 333
  26. Supremo Tribunal Federal (STF) (10 de novembro de 1999). «Lei nº 9.868 de 10 de novembro de 1999». Consultado em 7 de abril de 2011. Cópia arquivada em 22 de maio de 2011 
  27. a b «Constituição do Piauí» (PDF). 1989. Consultado em 3 de julho de 2011 
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  29. «Número de deputados pode aumentar nas próximas eleições». Vote Brasil. Consultado em 22 de março de 2011. Cópia arquivada em 22 de maio de 2011 
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  32. Produção de grãos cresce 14% e Piauí se consolida como 3º maior produtor do Nordeste
  33. Brasil deve colher maior produção de soja da história, diz Conab
  34. Produção de Milho no Nordeste
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  36. Produção brasileira de mandioca em 2019
  37. Perfil da Indústria do Piauí
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  39. «Produção de energia eólica no Piauí já supera o consumo no Estado». O Jornal Online 
  40. «PI é o 3º estado brasileiro que mais gerou energia eólica em 2018 - Economia e Negócios por Jordana Cury». cidadeverde.com - Economia e Negócios por Jordana Cury (em inglês) 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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