Pico da Grota

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Pico da Grota
Pico da Grota está localizado em: Brasil
Pico da Grota
Coordenadas 21° 48' 16" S 43° 26' 23" O
Altitude 1082,73 m (3552 pés)
Localização  Minas Gerais Brasil Brasil
Primeira ascensão 15/12/1951
Rota mais fácil Partir da Igreja de São Pedro, no bairro de mesmo nome, na cidade de Juiz de Fora - MG; seguir na Av. Senhor dos Passos em direção à BR-040, passando pelo bairro Cruzeiro, na direção do condomínio Alpha Ville, e continuar na estrada da Grota dos Pintos, do lado oposto da BR-040 (fazer o retorno na rodovia), passando pelo restaurante Tradição Mineira e seguindo em direção ao Sítio do Sr.Jorge Quirino de Souza, onde deve-se deixar o veículo; com aproximadamente 50 minutos e 1,2 Km caminhada, chega-se ao cume. É necessário solicitar uma autorização prévia, enviando-se um e-mail para jmfaier@gmail.com.

O Pico da Grota é o ponto mais alto[1] inteiramente dentro dos limites de Juiz de Fora, com 1.082,73 metros [2].

Mapeado pelo IBGE em 1951, o pico está localizado na Fazenda de Jorge Quirino de Souza, na latitude 21° 48' 16,8410" S e longitude 43° 26' 23,3044" W. O local conta com um marco indicando a localização exata e uma vista dos morros de Minas Gerais.

Casos e Causos[editar | editar código-fonte]

"Mãe de Ouro"

O fenômeno conhecido como "Mãe de Ouro" foi avistado no alto da serra por um de seus moradores mais antigos: José Marcolino do Santos ou Zé dos Santos. Segundo ele, há muitos anos atrás, enquanto caçava durante a noite com seu amigo Luiz do Cachimbo, avistou grandes bolas de fogo que surgiam do chão e subiam a serra. Os cachorros se reuniram assustados ao seu redor e ficaram todos olhando aquele fenômeno sem explicação. Sem querer entender muito do ocorrido, rapidamente juntaram seus pertences e desistiram da caça.

A Onça

Segundo moradores da região, a serra é habitada por onças que saem para caçar durante a noite. Na caminhada pelas trilhas, é possível encontrar pegadas que são atribuídas aos felinos. De acordo com moradores que já tiveram cara-a-cara com a fera, trata-se de uma onça parda, diferente das jaguatiricas que também habitam a região. Para evitar possíveis ataques, os moradores orientam a colocar nas costas galhos com folhas quando se caminha pela mata fechada. Pela sabedoria popular, a onça ataca de forma sorrateira por detrás e os galhos confundem o animal.

O Lobo

Em noites de lua-cheia é possível ouvir o uivo de lobos que quebram o silêncio da serra. Em uma das situações de maior tensão, Zé Dos Santos foi surpreendido pelo animal de hábitos noturnos. No alto da montanha, um lobo-bandeira saiu detrás dos arbustos e saltou em sua frente em posição de ataque. Os pelos das costas do animal se enrijeceram, as orelhas se curvaram e os dentes se intricaram. Posicionado defensivamente com uma foice, Seu Zé começou a gritar com o animal que, por sorte, saltou para o outro lado do valo e se foi.

O Barbado

A mesma sorte que teve com o lobo, Seu Zé também teve com um Barbado. Esta espécie de macaco de cerca de 1 metro de altura comia pequenos insetos em uma Embaúba. Armado com uma espingarda cartucheira, resolveu provocar o bicho. O primata se enfezou e começou a emitir roncos altos e fortes, ameaçando um ataque. Apavorado diante do primata e com a espingarda mascando, usou seu último recurso de gritar com o animal, que desistiu do ataque e foi embora.

Paisagens[editar | editar código-fonte]

No segundo pico acima dos 1.000 metros, é possível apreciar a bela visão do por-do-sol.

À esquerda o marco do Pico da Grota e, à direita, o sol que se põe.

As águas que convergem das montanhas formam um belo lago ao pé da serra. No momento em que o sol atinge sua maior declinação em latitude, no solstício de inverno em 21 de junho, é possível ter uma das mais belas visões do espelho que se forma.

Visto do alto, o lago revela o formato de um grande coração verde esmeralda.

Em um dia típico de Outono, o Esconder-do-Sol revela a silhueta da serra.

Pela face norte, observa-se o vale que se estende desde o pé da serra até se perder no horizonte.

No encontro das duas serras, pela face Oeste da montanha, é possível observar a paisagem dos mares de morros até o estado do Rio de Janeiro.

Olhando para o lado oposto, é possível ver a Serra de Ibitipoca

Escalando o marco, é possível observar além da natureza que envolve o cume.

Flora[editar | editar código-fonte]

A região tem uma flora diversificada com belas árvores e plantas.

Esta piúna é uma árvore centenária que conta a história da serra e já sobreviveu a raios e tempestades.

Flora típica da região

Não apenas de flores se faz a flora da região. A navalha-de-macaco será facilmente percebida na caminhada pela trilha.

Fauna[editar | editar código-fonte]

A fauna da região é rica e dá vida às belas paisagens.

O João-Graveto e o João-de-Barro constroem seus ninhos lado a lado.

A fauna também é composta por pequenos insetos, que fazem sua arte na encosta do morro. Na parte de cima, os cupins em terra vermelha. Na parte baixa, em terra branca. No detalhe, a ave de rapina observa suas presas.

Trilhas[editar | editar código-fonte]

"Face Norte"

Pela trilha da face Norte do Pico são necessários 50 minutos para se atingir o cume de 1082 metros. Nos mirantes ao longo da caminhada, as mais belas paisagens podem ser apreciadas. Trilha da face Norte

"Face Leste"

Pela trilha da face Leste, é possível observar tanto a vista para Ibitipoca, olhando-se para o Norte, à direita, quanto para o Rio de Janeiro, olhando-se para o Sul, à esquerda. A partir da base, caminha-se em direção ao segundo pico acima dos 1000 metros, atravessa-se a grota e chega-se ao cume. Subindo por volta das 16h, chega-se junto com o pôr do sol. Neste momento, o visitante terá cerca de 40 minutos para apreciar a vista e descer, antes que escureça e as onças e os lobos saiam para caçar.

Arte[editar | editar código-fonte]

Obras construídas com materiais encontrados nas fazendas da região dão uma nova visão das paisagens da serra e conectam arte, ciências e natureza. A cadeia de montanhas forma um padrão circular com estruturas alinhadas com a primeira obra-de-arte da humanidade (Stonehenge), formando um grande eixo denominado Big Henge.

O Pi é o símbolo que representa esta conexão e está presente nas faces de entrada e saída da obra, formando um grande círculo imaginário na terra. O Pi representa a razão entre o comprimento e o diâmetro de qualquer círculo na natureza e pode ser aproximado por 3,14. O número transcendental não pode ser obtido por divisão de nenhum número inteiro e não é solução de nenhuma equação com coeficientes reais, mas pode ser contemplado nas paisagens da serra.

Outro número intrigante é o Phi, que está presente em toda a natureza que envolve a serra. O Número de Ouro ou Proporção Áurea (Φ) está presente desde a relação de abelhas macho e fêmea nas colmeias até as proporções do corpo humano e da galaxia. O Phi, aproximado por 1,618, também está presente em grandes obras da humanidade, como a Monalisa, Parthenon e Torre Eiffel. Na serra, o Phi é retratado em contraste com a terra.

Outra representação matemática que interage com as paisagens é o Teta. Assim como na matemática, a letra grega representa os diversos ângulos que as mesmas paisagens podem ser observadas. Algo simples sob um ponto de vista pode ser espetacular sob outro ângulo.

O número neperiano (e) é outro número transcendental retratado na natureza da serra. Na matemática, a constante de Néper representa a base dos logaritmos naturais e está presente nas funções exponenciais. O número por ser frequentemente encontrado em processos naturais que evoluem de maneira exponencial, como a quantidade de carbono presente no tronco principal (fuste) de árvores como o eucalipto. A medida que a árvore cresce, a quantidade de carbono absorvida do ambiente cresce de forma mais que proporcional.

As obras em ferro e aço forjado são produzidas usando os mesmos métodos dos ferreiros medievais. Este antigo forno era usado para produzir o carvão que seria utilizado para moldar as ferramentas rústicas.

Referências

  1. MoGeo, Mapa Topo 5m Minas Gerais Sul, v2, Fev, 2014, Mapa Topográfico, MOGEO
  2. GROTA, Grota, IBGE, 1951, Relatório de Estação Geodésica, IBGE
Ícone de esboço Este artigo sobre Geografia de Minas Gerais é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.

<script>

 (function(i,s,o,g,r,a,m){i['GoogleAnalyticsObject']=r;i[r]=i[r]||function(){
 (i[r].q=i[r].q||[]).push(arguments)},i[r].l=1*new Date();a=s.createElement(o),
 m=s.getElementsByTagName(o)[0];a.async=1;a.src=g;m.parentNode.insertBefore(a,m)
 })(window,document,'script','//www.google-analytics.com/analytics.js','ga');
 ga('create', 'UA-8197029-2', 'auto');
 ga('send', 'pageview');

</script>