Pierre Cardin

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Pierre Cardin
Pierre Cardin en 2010.
Nascimento Pietro Costante Cardin
2 de julho de 1922
San Biagio di Callalta
Morte 29 de dezembro de 2020 (98 anos)
Neuilly-sur-Seine
Sepultamento Cemitério de Montmartre
Cidadania Itália, França
Ocupação estilista
Prêmios
  • Comandante da Legião de Honra (1996)
  • Comandante da Ordem Nacional do Mérito
  • cavaleiro das Artes e das Letras
  • Ordem da Amizade
  • Ordem do Mérito, 3ª classe
  • Order of Francisc Skorina (2002)
Página oficial
https://pierrecardin.com/en/, https://pierrecardin.com/fr/home/
Assinatura
Pierre Cardin signature.svg

Pierre Cardin, nascido Pietro Costante Cardin (2 de julho de 192229 de dezembro de 2020),[1] foi um estilista nascido na Itália mas naturalizado francês.[2][3] Ele era conhecido pelo seu estilo de vanguarda e espacial.

Foi eleito Embaixador da Boa Vontade da UNESCO em 1991[3] e da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura em 2009.[4]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nascido no pequeno vilarejo de Sant'Andrea di Barbarana, no Vêneto, nordeste da Itália, seus pais, agricultores precipitados na pobreza pela Primeira Guerra Mundial, emigram para a França em 1924.[5] Em 1936, o jovem Pierre começa seu aprendizado aos quatorze anos, com um alfaiate de Saint-Étienne. Depois de uma passagem no ateliê de Manby, em Vichy, em 1945, após a Segunda Guerra Mundial, transfere-se para Paris, onde estuda arquitetura e trabalha com Madame Paquin. Trabalhou com Elsa Schiaparelli até se tornar chefe do ateliê dos alfaiates de Christian Dior, em 1947. Não foi aceito na casa de moda Balenciaga.

A túnica do Cosmos, de Cardin (1967).

Cardin fundou sua própria casa em 1950 e começou com alta costura três anos depois. Ficou conhecido por seu estilo de vanguarda e por seus trabalhos inspirados na "era espacial", com formatos e motivos geométricos, frequentemente ignorando a forma feminina. Cardin investiu também nas roupas unissex, algumas vezes experimentais. Em 1954, introduziu o "vestido bolha". Ao lado de Paco Rabanne e André Courrèges, Cardin formou a "tríplice aliança" do futurismo na moda.[6][7] Chegou, inclusive, a desenhar um traje espacial para a NASA.[8]

Cardin foi o primeiro costureiro a considerar o Japão como um mercado de alta moda, quando para lá viajou em 1959. No mesmo ano, foi expulso de Chambre Syndicale de la Haute Couture por lançar uma coleção Prêt-à-porter[7] para a loja de departamentos Printemps, mas logo foi reintegrado.[5] Contudo, em 1966, renunciou ao seu lugar na Chambre Syndicale e passou a exibir suas coleções no seu próprio espaço, o Espace Cardin, (outrora Théâtre des Ambassadeurs) aberto em 1971 na capital francesa. O Espace Cardin também é usado para promover novos talentos artísticos, como conjuntos de teatro, de música, etc. Em 1981, comprou os famosos restaurantes franceses Maxim's.[5]

Fazia parte da Academia Francesa de Belas Artes desde 1992, sendo o primeiro estilista a integrá-la.[8][9]

Percebendo um mercado inexplorado, passou a investir no mercado de design masculino, conquistando fãs como os Beatles e Salvador Dalí, e chegando mesmo a ultrapassar o lucro obtido com as coleções femininas.[7]

Pierre Cardin foi um membro da Chambre Syndicale entre 1953 e 1993.Como muitos designers de moda da atualidade, em 1994, Cardin decidiu mostrar sua coleção apenas para um pequeno círculo de clientes e jornalistas selecionados.

Atualmente, com oitocentas licenças em 140 países, calcula-se que sua marca gere um movimento de aproximadamente 8 bilhões de em royalties.[10]

Morreu em 29 de dezembro de 2020, aos 98 anos.[11][12]

Outras atividades[editar | editar código-fonte]

  • Em 1973, atuou no filme franco-brasileiro Joanna Francesa, no papel de Pierre, pretendente da cafetina Joanna (interpretada por Jeanne Moreau).[13]
  • Em 1981, Cardin adquiriu os restaurantes Maxim's e logo abriu unidades em Nova York, Londres e Beijing (1983) e Rio de Janeiro.
  • Cardin também tem produtos de comida sob o nome Maxim's.
  • Em 2003, Cardin convidou o conjunto de dança Lovzar, composto por crianças chechenas, para dançar em seu show musical Tristão e Isolda, apresentado em Moscou.
  • Cardin possui as ruínas do castelo em Lacoste, Vaucluse, antigamente habitado pelo Marquês de Sade. Ele renovou parcialmente o lugar e regularmente organiza festivais de teatro por lá.
  • Pierre Cardin é mencionado na canção "Everyday Clothes" de Jonathan Richman

Referências

  1. «Biography» (PDF). pierrecardin.com. Consultado em 31 de dezembro de 2020 
  2. «Biography». pierrecardin.com 
  3. a b «UNESCO Celebrity Advocates: Pierre Cardin». United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization. Consultado em 31 de dezembro de 2020. Arquivado do original em 11 de novembro de 2009 
  4. «Meet the Goodwill Ambassadors: Pierre Cardin». The Food and Agriculture Organization of the United Nations. Consultado em 31 de dezembro de 2020 
  5. a b c «Morre o estilista Pierre Cardin aos 98 anos». O Estado de São Paulo. 29 de dezembro de 2020. Consultado em 3 de janeiro de 2021 
  6. Retrô hi-tech. Estadão, 24 de março de 2010
  7. a b c Weber, Roberta (29 de dezembro de 2020). «Cinco motivos que tornaram Pierre Cardin um dos maiores gênios da moda». GZH. Consultado em 3 de janeiro de 2021 
  8. a b «Morre Pierre Cardin, icônico estilista francês, aos 98 anos». UOL. 29 de dezembro de 2020. Consultado em 3 de janeiro de 2021 
  9. «Morre o iconoclasta francês Pierre Cardin, primeiro estilista a lançar uma coleção masculina». Correio do Povo. 29 de dezembro de 2020. Consultado em 3 de janeiro de 2021 
  10. Pierre Cardin: metto all'asta il mio impero, por Paola Pollo. Corriere della Sera, 2 de julho de 2009
  11. Lorelle, Véronique (29 de dezembro de 2020). «Le couturier français Pierre Cardin est mort». Le Monde (em francês). Consultado em 29 de dezembro de 2020 
  12. observador.pt (29 de dezembro de 2020). «Morreu o designer francês Pierre Cardin». Observador. Consultado em 29 de dezembro de 2020 
  13. Cinemateca Brasileira, Joanna Francesa [em linha]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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