Pierre Cardin

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Pierre Cardin
Pierre Cardin com a atriz francesa Nora Arnezeder , em 2009.
Nascimento 7 de julho de 1922 (93 anos)
San Biagio di Callalta, Vêneto
Nacionalidade França francês
Ocupação designer de moda
Influências
Influenciados

Pierre Cardin, nascido Pietro Cardin (San Biagio di Callalta, 2 de julho de 1922), é um designer de moda italiano naturalizado francês.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nascido no pequeno vilarejo de Sant'Andrea di Barbarana, no Vêneto, nordeste da Itália, seus pais, agricultores precipitados na pobreza pela Primeira Guerra Mundial, emigram para a França em 1924. Em 1936, o jovem Pierre começa seu aprendizado aos quatorze anos, com um alfaiate de Saint-Étienne. Depois de uma passagem no ateliê de Manby, em Vichy, ele chega afinal a Paris. Em 1945, após a Segunda Guerra Mundial, transfere-se para Paris, onde estuda arquitetura e trabalha com Madame Paquin. Trabalhou com Elsa Schiaparelli até se tornar chefe do ateliê dos alfaiates de Christian Dior, em 1947. Não foi aceito na casa de moda Balenciaga.

A túnica do Cosmos, de Cardin (1967).

Cardin fundou sua própria casa em 1950 e começou com alta costura três anos depois. Ficou conhecido por seu estilo de vanguarda e por seus trabalhos inspirados na "era espacial", com formatos e motivos geométricos, freqüentemente ignorando a forma feminina. Cardin investiu também nas roupas unissex, algumas vezes experimentais. Em 1954, introduziu o "vestido bolha". Ao lado de Paco Rabanne e André Courrèges, Cardin formou a "tríplice aliança" do futurismo na moda.[1]

Cardin foi o primeiro costureiro a considerar o Japão como um mercado de alta moda, quando para lá viajou em 1959. No mesmo ano, foi expulso de Chambre Syndicale de la Haute Couture] por lançar uma coleção Prêt-à-porter para a loja de departamentos Printemps, mas logo foi reintegrado. Contudo, em 1966, renunciou ao seu lugar na Chambre Syndicale e passou a exibir suas coleções no seu próprio espaço, o Espace Cardin, (outrora Théâtre des Ambassadeurs) aberto em 1971 na capital francesa. O Espace Cardin também é usado para promover novos talentos artísticos, como conjuntos de teatro, de música, etc.

Pierre Cardin foi um membro da Chambre Syndicale entre 1953 e 1993.Como muitos designers de moda da atualidade, em 1994, Cardin decidiu mostrar sua coleção apenas para um pequeno círculo de clientes e jornalistas selecionados.

Atualmente, com 800 licenças em 140 países, calcula-se que sua marca gere um movimento de aproximadamente 89 em royalties.[2]

Outras atividades[editar | editar código-fonte]

Logo de Pierre Cardin.
Pierre Cardin - Sculptures Utilitaires - Mesa e cadeira "Cobra"
  • Em 1973, atuou no filme franco-brasileiro Joanna Francesa, no papel de Pierre, pretendente da cafetina Joanna (interpretada por Jeanne Moreau)[3]
  • Em 1981, Cardin adquiriu os restaurantes Maxim's e logo abriu unidades em Nova York, Londres e Beijing (1983). Cardin também tem produtos de comida sob o nome Maxim's.
  • Em 2003, Cardin convidou o conjunto de dança Lovzar, composto por crianças chechenas, para dançar em seu show musical Tristão e Isolda, apresentado em Moscou.
  • Cardin possui as ruínas do castelo em Lacoste, Vaucluse, antigamente habitado pelo Marquês de Sade. Ele renovou parcialmente o lugar e regularmente organiza festivais de teatro por lá.
  • Pierre Cardin é mencionado na canção "Everyday Clothes" de Jonathan Richman
  • Também é mencionado na canção ''Segurança'' dos Engenheiros do Hawaii.

Referências

  1. Retrô hi-tech. Estadão, 24 de março de 2010
  2. Pierre Cardin: metto all'asta il mio impero, por Paola Pollo. Corriere della Sera, 2 de julho de 2009
  3. Cinemateca Brasileira, Joanna Francesa [em linha]

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