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Pilões (Rio Grande do Norte)

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Município de Pilões
Bandeira de Pilões
Brasão de Pilões
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 19 de agosto de 1963 (52 anos)
Gentílico pilonense
Prefeito(a) Francisco das Chagas de Oliveira Silva (PMDB)
(2013–2016)
Localização
Localização de Pilões
Localização de Pilões no Rio Grande do Norte
Pilões está localizado em: Brasil
Pilões
Localização de Pilões no Brasil
06° 16' 08" S 38° 02' 34" O06° 16' 08" S 38° 02' 34" O
Unidade federativa  Rio Grande do Norte
Mesorregião Oeste Potiguar IBGE/2008[1]
Microrregião Pau dos Ferros IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Antônio Martins, Alexandria e Marcelino Vieira
Distância até a capital 380 km
Características geográficas
Área 82,69 km² [2]
População 3 761 hab. (RN: 142º) –  estimativa IBGE/2015[3]
Densidade 45,48 hab./km²
Altitude 265 m (RN: 37º)[4]
Clima Semiárido Bsh
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,614 médio PNUD/2010[5]
PIB R$ 21 550 mil IBGE/2008[6]
PIB per capita R$ 6 118,76 IBGE/2008[6]
Página oficial
Prefeitura www.piloes.rn.gov.br
Câmara www.piloes.rn.leg.br

Pilões é um município brasileiro no interior do estado do Rio Grande do Norte, na Região Nordeste do país. Situa-se na microrregião de Pau dos Ferros e mesorregião do Oeste Potiguar, distante 380 quilômetros a oeste da capital do estado, Natal. Ocupa uma área de aproximadamente 83 km², e sua população no censo de 2010 era de 3 453 habitantes, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, sendo então o 144º município mais populoso do estado (em 167 municípios).

Emancipado de Alexandria em 1963, o município possui como principal atração turística o Açude Público de Pilões, considerado patrimônio municipal, além da Cachoeira de Pilões, que se localiza na zona rural, com pedras em forma de um pilão. Pilões também organiza diversos eventos todos anos, como as festas da padroeira e de emancipação política do município.

História[editar | editar código-fonte]

A história do município de Pilões, localizado na Alto Oeste do estado do Rio Grande do Norte, na chamada tromba do elefante, começa em outubro de 1745, quando Inácio da Rocha e Francisco Barreto Maciel citavam numa petição a Fazenda dos Piloenses pertencente ao Capitão Leitão, na Ribeira do Apodi, designação que abrangia toda imensa região, que ia sendo desbravada e ocupada pelos currais de gado. O nome todo do fazendeiro era Joan Leitan Arnoso, que, em 30 de novembro de 1755, afirmava ser o senhor de um sítio de terras de criar gado na Ribeira do Apodi, chamado piloense. O mesmo pedia mais terras para acomodação e refrigério do rebanho. Assim formou-se a fazenda que pouco a pouco foi atraindo moradores.[7]

No século XX, em 1926, outros habitantes foram chegando e povoando a fazenda. Era apenas um povoado, quando recebeu nome de Vasto Horizonte. Alguns anos depois passou a ser chamado de Pilões, cuja origem vinha de uma bela cachoeira, nas proximidades da cidade, no Sítio Tamarindo, com pedras em forma de um pilão.[7]

A Capela de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro foi construída, atendendo a uma solicitação através de uma promessa feita pela senhora Joana Dantas de Moura, quando seu esposo queria ir embora devido a uma seca que ocorreu nos anos de 1932 e 1933. A construção dessa capela contou com a participação de muitas pessoas, tendo vários coordenadores de trabalhos e mestres da construção. Algum tempo depois, começou a ser realizada a festa tradicional da padroeira, no mês de setembro.[7]

O povoado de Pilões foi elevado à categoria de vila em 1962 e, posteriormente, à de distrito, subordinado ao município de Alexandria. Um ano mais tarde, por força da lei estadual n° 2 905, foi emancipado, tornando-se novo município do estado do Rio Grande do Norte. Seu primeiro prefeito provisório foi o senhor Francisco José Ribeiro e o primeiro prefeito constitucional eleito pelo voto foi o Sr. Elias Altos de Moura, em 31 de Janeiro de 1965.[7] Desde a emancipação, o município de Pilões é formado apenas pelo distrito sede.[8]

Geografia[editar | editar código-fonte]

Pilões e municípios limítrofes

O município de Pilões está localizado no Alto Oeste do estado do Rio Grande do Norte, na mesorregião do Oeste Potiguar e microrregião de Pau dos Ferros,[1] distante 380 quilômetros de Natal, capital estadual,[9] e 1 866 quilômetros de Brasília, capital federal.[10] Ocupa uma área de 82,69 quilômetros quadrados,[2] e se limita com os municípios de Marcelino Vieira a oeste, Antônio Martins a norte e Alexandria a sul e a leste.[11]

O relevo de Pilões, com altitudes variando entre duzentos e quatrocentos metros, é constituído pela Depressão Sertaneja-São Francisco, que abrange uma série de terrenos de transição entre o Planalto da Borborema e a Chapada do Apodi. O município está situado em área de abrangência das rochas metamórficas que compõem o embasamento cristalino, provenientes da idade Pré-Cambriana média, com idade entre um bilhão e 2,5 bilhões de anos. O tipo de solo é o podzólico vermelho amarelo equivalente eutrófico, característico de áreas com suave e ondulado, apresentando altos níveis de fertilidade, média textura e drenagem acentuada.[11]

Situado na bacia hidrográfica do Rio Apodi-Mossoró, o município é cortado são Pilões e Joamirim, e pelo riacho do Comissário.[11] O principal reservatório é o Açude Pilões, que está situado a 22 quilômetros da zona urbana, construído em 1977 pelo Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), contando com capacidade para 5 901 875 metros cúbicos de água, cuja bacia hidrográfica cobre 180 km² de área.[12] Também se destaca o Açude Poço de Pedra, com capacidade para 500 000 m³.[11]

A vegetação de Pilões é formada pela caatinga hiperxerófila, sem folhas na estação seca, com a predominância de cactáceas e plantas de pequeno porte, além da floresta caducifólia, cujas espécies possuem folhas pequenas e caducas. Entre as espécies mais encontradas estão o facheiro (Pilosocereus pachycladus), o faveleiro (Cnidoscolus quercifolius), a jurema-preta (Mimosa hostilis), o marmeleiro (Cydonia oblonga), o mufumbo (Combretum leprosum) e o xique-xique (Pilosocereus polygonus).[11]

O clima é clima semiárido quente (do tipo Bsh na classificação climática de Köppen-Geiger),[11] [13] com temperatura média anual de 25,8 °C e precipitação média de 824 milímetros (mm) anuais, concentrados entre os meses de fevereiro e maio, sendo março o mês de maior precipitação (220 mm).[14] O tempo médio de insolação é de aproximadamente 2 700 horas anuais, com umidade relativa do ar de 66%.[11] Segundo dados da prefeitura de Pilões, divulgados pela Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN), os maiores acumulados de precipitação registrados no município foram 102 mm em 19 de fevereiro de 2012[15] e 100 mm em 6 de junho de 2015,[16] enquanto o recorde de precipitação em um mês foi de 484,5 mm, em janeiro de 2004.[17]

Nuvola apps kweather.svg Dados climatológicos para Pilões Weather-rain-thunderstorm.svg
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima média (°C) 32,6 31,7 30,7 30,2 29,9 29,9 30,2 31,3 32,4 33 33,1 33 31,5
Temperatura média (°C) 27,4 26,9 26,3 25,9 25,5 25 24,9 25,5 26,5 27,1 27,4 27,5 26,3
Temperatura mínima média (°C) 22,2 22,1 22 21,7 21,2 20,2 19,7 19,8 20,6 21,2 21,7 22,1 21,2
Precipitação (mm) 71 124 220 199 98 40 25 4 4 5 8 26 824
Fonte: Climate Data.[14]

Demografia[editar | editar código-fonte]

Crescimento populacional
Censo Pop.
1970 1 868
1980 1 917 2,6%
1991 2 161 12,7%
2000 3 002 38,9%
2010 3 453 15,0%
Est. 2015 3 761 [3] 25,3%
Censos demográficos
do IBGE (1970-2010)[18] [19]

A população de Pilões no censo demográfico de 2010 era de 3 453 habitantes,[20] tornando-se o 144° município do estado em população, apresentando uma densidade populacional de 41,76 hab./km².[19] Da população total, 2 533 habitantes viviam na zona urbana (73,36%) e 920 na zona rural (26,64%). Ao mesmo tempo, 1 729 eram do sexo masculino (50,38%) e 1 724 do sexo feminino (49,93%), tendo uma razão de sexo de 100,29.[20] [21] Quanto à faixa etária, 793 habitantes tinham menos de quinze anos (22,97%), 2 325 entre 15 e 64 (67,33%) e 335 acima dos 65 (9,7%).[22] Ainda segundo o mesmo censo, a população era formada por 1 813 pardos (52,51%), 1 309 brancos (37,92%), 263 pretos (7,63%) e 68 amarelos (1,96%).[23]

Levando-se em conta a nacionalidade da população, todos os habitantes eram brasileiros natos.[24] Em relação à região de nascimento, 3 424 eram nascidos na Região Nordeste (99,16%), 23 no Sudeste (0,68%) e cinco no Centro-Oeste (0,16%). 3 233 habitantes eram naturais do Rio Grande do Norte (93,62%) e, desse total, 2 244 nascidos em Pilões (64,98%). Entre os naturais de outras unidades da federação, havia 168 paraibanos (4,86%), dezenove paulistas (0,56%), dezesseis cearenses (0,46%), cinco brasilienses (0,16%), cinco maranhenses (0,16%), quatro fluminenses (0,11%) e três baianos (0,09%).[25] [26] Para 2015, a estimativa populacional é de 3 761 habitantes.[3]

O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M) do município é considerado médio, de acordo com dados do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Segundo dados do relatório de 2010, divulgados em 2013, seu valor era de 0,614, estando na 68ª colocação a nível estadual e na 3820ª a nível federal. Considerando-se apenas o índice de longevidade, seu valor é de 0,777, o valor do índice de renda é 0,566 e o de educação 0,527.[5] De 2000 a 2010, a proporção de pessoas com renda domiciliar per capita de até R$ 140 caiu em 33,5%, passando de 58,7% para 39,1%. Em 2010, 60,9% da população vivia acima da linha de pobreza, 22,5% abaixo da linha de indigência e 16,6% entre as linhas de indigência e de pobreza. No mesmo ano, o índice de Gini era 0,47 e os 20% mais ricos responsáveis por 50,8% do rendimento total municipal, valor mais de dezessete vezes superior à dos 20% mais pobres, que era de 2,9%.[22] [27]

Religião[editar | editar código-fonte]

Conforme divisão oficial da Igreja Católica, Pilões encontra-se inserido na Diocese de Mossoró, Zonal do Alto Oeste, e pertence à paróquia de Nossa Senhora da Conceição, com sede em Alexandria, possuindo três capelas, uma em área urbana (Nossa Senhora do Perpétuo Socorro) e duas na zona rural (Sagrado Coração de Jesus e São Pedro).[28] No censo de 2010 o catolicismo romano era a religião da maioria da população, com 2 964 adeptos, ou 85,85% dos habitantes.[29]

Pilões também possui alguns credos protestantes ou reformados. Em 2010, 247 habitantes se declararam evangélicos (7,15%), sendo que 244 pertenciam às evangélicas de origem pentecostal (7,08%) e três às evangélicas de missão (0,07%). Das igrejas evangélicas pentecostais, 154 pertenciam à Assembleia de Deus (4,46%), quatro à Congregação Cristã do Brasil e os 86 restantes a outras pentecostais (2,5%). Dentre as de missão, fazia-se presente apenas a Igreja Batista. Além do catolicismo romano e do protestantismo, outros 221 não tinham religião (6,39%), sete eram testemunhas de Jeová (0,21%) e sete pertenciam a outras religiosidades cristãs (0,40%).[29]

Política[editar | editar código-fonte]

O poder executivo do município de Pilões é representado pelo prefeito, auxiliado pelo seu gabinete de secretários, em conformidade ao modelo proposto pela Constituição Federal.[30] O atual prefeito municipal é Francisco das Chagas de Oliveira Silva (PMDB),[31] eleito em 2008[32] e reeleito em 2012,[33] tendo como vice Raimundo Reinaldo de Oliveira (PMDB).[34] [35]

O poder legislativo é representado pela câmara municipal, composta por nove vereadores eleitos para cargos de quatro anos.[30] Na atual legislatura, iniciada em 2013, é formada por três cadeiras do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), duas do Partido Social Democrático (PSD), duas do Democratas (DEM), uma do Partido Progressista (PP) e uma do Partido Republicano Brasileiro (PRB).[36] Cabe à casa elaborar e votar leis fundamentais à administração e ao Executivo, especialmente o orçamento municipal (conhecido como Lei de Diretrizes Orçamentárias).[30]

Em complementação ao processo legislativo e ao trabalho das secretarias, existem também conselhos municipais em atividade: Assistência Social, Direito da Criança e do Adolescente, FUNDEB, do Idoso e Saúde.[11] Pilões se rege por sua lei orgânica[30] e é um dos termos da comarca de Alexandria, além de João Dias.[37] De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral, Pilões possuía, em dezembro de 2014, 3 282 eleitores, o que representa 0,141% dos eleitorado do Rio Grande do Norte.[38]

Economia[editar | editar código-fonte]

Segundo o IBGE, em 2012 o Produto Interno Bruto (PIB) do município de Pilões era de R$ 21 550 mil, dos quais 17 498 mil do setor terciário, R$ 1 803 mil do setor secundário, R$ 1 284 mil de impostos sobre produtos líquidos de subsídios a preços correntes e R$ 605 mil do setor primário. O PIB per capita era de R$ 6 118,76.[6]

Cultivo de melancia na zona rural de Pilões.

Em 2013 o município possuía um rebanho de 4 602 galináceos (frangos, galinhas, galos e pintinhos), 6 580 bovinos, 2 670 ovinos, 634 caprinos, 494 suínos e 204 equinos.[39] Na lavoura permanente de 2013 foram produzidos coco-da-baía (20 mil frutos) e castanha de caju (1 t),[40] e na lavoura temporária apenas o feijão (2 t).[41] Ainda no mesmo ano o município também produziu 301 mil litros de leite de 538 vacas ordenhadas; cinco mil dúzias de ovos de galinha e 450 quilos de mel de abelha.[39]

Em 2010, considerando-se a população municipal com idade igual ou superior a dezoito anos, 43,4% eram economicamente inativas, 40,9% ativa ocupada e 15,7% ativa desocupada. Ainda no mesmo ano, levando-se em conta a população ativa ocupada a mesma faixa etária, 51,95% trabalhavam no setor de serviços, 18,75% na agropecuária, 13,96% no comércio, 6,05% na construção civil, 4,44% em indústrias de transformação, 2,4% na utilidade pública e 0,33% em indústrias de extração.[22] Conforme a Estatística do Cadastral de Empresas de 2013, Pilões possuía 47 unidades (empresas) locais, todas atuantes. Salários juntamente com outras remunerações somavam R$ 3 853 mil e o salário médio mensal era de 1,6 salários mínimos.[42]

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Pilões possuía, em 2010, 960 domicílios, 714 na zona urbana (74,38%) e 246 na zona rural (25,62%). Desse total, 663 eram próprios (69,06%), dos quais 658 quitados (68,54%) e cinco em processo de aquisição (0,52%); 162 cedidos (16,88%), 32 por empregador (3,33%) e 130 de outra(s) forma(s) (13,54%) e 135 alugados (14,06%).[43]

O serviço de abastecimento de água do município é feito pela Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (CAERN).[44] Em 2010 817 domicílios eram abastecidos pela rede geral (85,1%); 83 através de poços (8,64%); 39 por meio de rio, açude, lago ou igarapé (4,06%); onze por carro-pipa ou água da chuva (1,15%) e dez de outras formas (1,04%).[45] A empresa responsável pelo fornecimento de energia elétrica é a Companhia Energética do Rio Grande do Norte (COSERN).[46] A voltagem nominal da rede elétrica é de 220 volts.[47] Do total de domicílios, 953 possuíam eletricidade (99,27%), dos quais 951 através da distribuidora (99,06%) e dois de outra(s) fonte(s) (0,21%).[48] O lixo era coletado em 797 domicílios (83,02%), 772 pelo serviço de limpeza (80,42%) e 25 por caçambas (2,6%).[49]

O código de área (DDD) de Pilões é 084[50] [51] e o Código de Endereçamento Postal (CEP) é 59960-000.[52] Em 2008, o município possuía três jornais de circulação e uma unidade da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Correios).[11] No dia 10 de novembro do mesmo ano o município passou a ser servido pela portabilidade, juntamente com outras cidades de DDDs 33 e 38, em Minas Gerais; 44, no Paraná; 49, em Santa Catarina; além de outros municípios com código 84, no Rio Grande do Norte.[53] Conforme dados do censo de 2010, do total de domicílios, 742 tinham somente telefone celular (77,33%), 51 possuíam celular e fixo (5,32%) e sete apenas telefone fixo (0,71%).[54]

A frota municipal no ano de 2010 era de 312 motocicletas, 184 automóveis, 31 caminhonetes, 25 motonetas, vinte caminhões, sete camionetas, cinco micro-ônibus, dois ônibus e um utilitário, além de dois em outra(s) categoria(s), totalizando 589 veículos.[55] No transporte rodoviário, o município é cortado pela rodovia estadual RN-075, que liga Pilões a Antônio Martins, Alexandria e outras localidades próximas.[56]

Saúde[editar | editar código-fonte]

A rede de saúde de Pilões dispunha, em 2009, de quatro estabelecimentos (todos públicos e municipais), com um total de dez leitos para internação[57] entre os quais o Hospital Municipal Rita Marcionila, que presta atendimento ao Sistema Único de Saúde (SUS), contando com serviços de atendimento ambulatorial, internação e SADT (Serviço Auxiliar de Diagnóstico e Terapia), além de dez leitos nas especialidades de clínica geral, pediatria clínica e obstetrícia cirúrgica.[58] Em 2014, neste hospital, foram registrados cinco óbitos (três de mulheres e dois de homens), sendo duas por doença, uma no aparelho geniturinário e outra no sistema circulatório; duas por neoplasia (tumor) e uma por malformação congênita (deformidade) e/ou anomalia cromossômica.[59]

Em 2010, a expectativa de vida ao nascer do município era de 71,63 anos, com um índice de longevidade de 0,777, e a taxa de mortalidade infantil era de 22 por mil nascidos vivos.[22] Em abril do mesmo ano, a rede profissional de saúde era constituída por dezessete auxiliares de enfermagem, sete médicos, quatro farmacêuticos, quatro enfermeiros, dois cirurgiões-dentistas e um técnico de enfermagem.[60] Segundo dados do Ministério da Saúde, entre 2001 e 2012, foram notificados 536 casos de dengue.[61] Pilões pertence à VI Unidade Regional de Saúde Pública do Rio Grande do Norte (URSAP-RN), com sede em Pau dos Ferros.[62]

Educação[editar | editar código-fonte]

IDEB de Pilões[63]
Ano Anos
iniciais
Anos
finais
2005 3,2 2,9
2007 3,2 2,3
2009 2,7 3,4
2011 3,4 2,2
2013 3,9 3,6

O fator "educação" do IDH no município atingiu em 2010 a marca de 0,527,[22] ao passo que a taxa de alfabetização da população acima dos dez anos indicada pelo último censo demográfico do mesmo ano foi de 72,2% (65,4% para os homens e 79% para as mulheres).[64] Ainda em 2010, Pilões possuía uma expectativa de anos de estudos de 9,26 anos, valor acima da média estadual (9,54 anos). A taxa de conclusão do ensino fundamental, entre jovens de 15 a 17 anos, era de 43,5%, enquanto o percentual de conclusão do ensino médio (18 a 24 anos) de 45,9%. Em 2012, 8,7% das crianças e adolescentes com faixa etária entre seis e catorze anos de idade estavam fora da escola. Em 2014, a distorção idade-série entre alunos do ensino fundamental, ou seja, com com idade superior à recomendada, era de 26,6% para os anos iniciais e 54% nos anos finais, sendo essa defasagem de 56,7% no ensino médio.[63]

No censo de 2010, da população total, 971 frequentavam creches ou escolas, sendo 935 na rede pública de ensino (96,27%) e 36 em redes particulares (3,73%). Desse total, 515 cursavam o regular do ensino fundamental (53,03%), 120 o regular do ensino médio (12,4%), 104 faziam cursos superiores de graduação (10,71%), 89 estavam em creches (9,18%), 71 no ensino pré-escolar (7,28%), 42 na educação de jovens e adultos do ensino médio (4,32%), dez na educação de jovens e adultos do ensino fundamental (1,05%), nove na alfabetização de jovens e adultos do ensino médio (0,92%), sete na especialização de nível superior (0,68%) e quatro na classe de alfabetização (0,43%).[65] Levando-se em conta o nível de instrução da população com idade superior a dez anos, 1 961 não possuíam instrução e fundamental incompleto (66,66%), 552 ensino médio completo e superior incompleto (18,77%), 374 fundamental completo e médio incompleto (12,7%) e 55 com superior completo (1,86%).[66]

Cultura[editar | editar código-fonte]

A Secretaria Municipal de Educação e Cultura[67] é o órgão da prefeitura responsável pela área cultural do município de Pilões, cabendo a ela a organização de atividades e projetos culturais, além do setor educacional.

Açude Público de Pilões, patrimônio do município.

Entre os eventos culturais do município estão: em julho, a Festa do Sinal; em agosto, a festa de emancipação política, no dia 19; e em setembro, a festa de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, de 20 a 30 de setembro em comemoração à padroeira municipal,[11] além das vaquejadas nos parques Horizonte (em data móvel, na primeira semana do mês de maio) e Oliveira Júnior (última semana de setembro).[68] Também são realizados eventos com ênfase no setor esportivo, como o Campeonato Municipal de Futsal[69] e a Corrida de Seu Silvestre, esta última no dia 31 de dezembro, nas modalidades masculina e feminina, reunindo atletas de diversas localidades.[70]

No turismo, o principal atrativo do município é o Açude Público de Pilões, considerado patrimônio municipal,[71] além da Cachoeira de Pilões, no Sítio Tamarindo.[7] O artesanato é outra forma espontânea da expressão cultural pilonense, tendo como principal atividade o bordado.[72] Segundo o Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (IDEMA), Pilões contava, em 2008, com uma biblioteca, um campo de futebol e uma quadra de esporte.[11] Há ainda grupos de carnaval e manifestação tradicional popular, além de bandas musicais e orquestra.[73]

Referências

  1. a b c "Divisão Territorial do Brasil". Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consult. 11 de outubro de 2008. 
  2. a b "Área Territorial Oficial - Consulta Por Município". Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. 22 de dezembro de 2014. Arquivado desde o original em 24 de maio de 2014. Consult. 4 de setembro de 2015. 
  3. a b c "ESTIMATIVAS DA POPULAÇÃO RESIDENTE NOS MUNICÍPIOS BRASILEIROS COM DATA DE REFERÊNCIA EM 1º DE JULHO DE 2015" (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. 1° de julho de 2015. Consult. 4 de setembro de 2015. 
  4. "Rio Grande do Norte". Embrapa. 2000. Arquivado desde o original em 27 de fevereiro de 2011. Consult. 29 de dezembro de 2011. 
  5. a b "Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil". Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consult. 04 de setembro de 2013. 
  6. a b c "Rio Grande do Norte » Pilões » produto interno bruto dos municípios - 2012". Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. 2012. Arquivado desde o original em 4 de setembro de 2015. Consult. 4 de setembro de 2015. 
  7. a b c d e "História". Confederação Nacional de Municípios. Arquivado desde o original em 28 de dezembro de 2011. Consult. 28 de dezembro de 2011. 
  8. "Histórico" (PDF). IBGE. Arquivado desde o original (PDF) em 28 de dezembro de 2011. Consult. 28 de dezembro de 2011. 
  9. "Distância entre Natal/RN e Pilões/RN". Google Maps. Consult. 24 de maio de 2014. 
  10. "Distância entre Brasília/DF Pilões/RN". Google Maps. Consult. 24 de maio de 2014. 
  11. a b c d e f g h i j k "PILÕES". IDEMA/RN. 2008. Arquivado desde o original (PDF) em 28 de dezembro de 2011. Consult. 28 de dezembro de 2011. 
  12. "Ficha Técnica do Reservatório Pilões". Secretaria de Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos do Rio Grande do Norte. Arquivado desde o original em 24 de maio de 2014. Consult. 24 de maio de 2014. 
  13. "Municípios localizados no Semi-árido". Banco do Brasil. Consult. 16 de março de 2015. 
  14. a b "Clima: Pilões". Climate Data. Arquivado desde o original em 24 de maio de 2014. Consult. 24 de maio de 2014. 
  15. "Ocorrência de Chuvas (mm) - 2012 - Posto: PILÕES (PREFEITURA)". Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte. 2012. Arquivado desde o original em 24 de maio de 2014. Consult. 24 de maio de 2014. 
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