Pinguim-de-magalhães

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Spheniscus magellanicus perto de Punta Arenas, no Chile, no verão
Spheniscus magellanicus perto de Punta Arenas, no Chile, no verão
Estado de conservação
Quase ameaçada
Quase ameaçada (IUCN 3.1)
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Sphenisciformes
Família: Spheniscidae
Género: Spheniscus
Espécie: S. magellanicus
Nome binomial
Spheniscus magellanicus
Forster, 1781
Distribuição geográfica
Biomap Sphenisus Magellanicus.png

O pinguim-de-magalhães (Spheniscus magellanicus) é também conhecido como naufragado e pato-marinho.[1] É um pinguim sul-americano característico de águas temperadas e de temperaturas entre 15 graus centígrados e abaixo de zero grau centígrado. Esses animais são classificados no género Spheniscus juntamente com o pinguim-das-galápagos e o pinguim-de-humboldt. O pinguim foi citado pela primeira vez pelo explorador português Fernão de Magalhães que avistou em 1520.[2]

Uma curiosidade sobre esses animais é sua falta de medo com relação aos humano, já que pode aproximar-se ao máximo sem que eles se sintam ameaçados.[3]

Etimologia[editar | editar código-fonte]

2007 Cabo Blanco Santa Cruz

Seu nome científico é oriundo do grego sphën, sphënos tem o significado de cunha, atleta; e o magellanicus, magellani, magellanica se refere ao estreito de Magalhaes ao sul da America do Sul. Assim, é ave do Estreito de Magalhães com nadadeiras em forma de cunha.[4]

Descrição[editar | editar código-fonte]

O pinguim-de-Magalhães tem estatura média 70 cm e seu peso varia entre 4 - 6kg.[5] Sua temperatura corporal varia de entre 39 e 41 graus Celsius (°C) e tolera temperaturas ambientais de entre 0 e 30°C.[6] A sua plumagem é negra nas costas e nas asas; e branca na zona ventral e no pescoço. A maior parte dos exemplares tem na cabeça uma risca branca, que passa por cima das sobrancelhas, contorna as orelhas e se une ao pescoço. Além disso, tem uma risca negra e fina na barriga em forma de ferradura. Os olhos, bico e patas são negras. Essa ave vive em torno de 25 anos.[7]

Os ossos dos pinguim-de-magalhães são densos, sólidos e não-pneumáticos. Isso impede que essa ave voe longas distâncias. Assim, sua plumagem são especializadas para o nado e o mergulho, auxiliando na obtenção de alimento.[6] Esses animais não apresentam um dimorfismo sexual tão marcante, entretanto as fêmeas costumam ser menos robustas que os machos. Já a maturidade sexual acontece para as fêmeas entre 4 à 5 anos e para o macho entre 6 à 7 anos.[8]

Durante o primeiro ano de vida dos pinguins-de-magalhães sua plumagem tem predomínio de uma cor acinzentada e não apresenta os padrões de colares iguais são vistos nos pinguins mais velhos. Sendo assim, esses animais são denominados jovens. Posteriormente a esse período de um ano, eles realizam a muda que é a substituição de penas antigas por penas novas. Portanto, o que diferem a espécie de ser jovem ou adulta é a presença dos "colares" em torno do rosto e no peito.[8]

Magellanic Penguin (Spheniscus magellanicus) -adult and 2 chicks

Essas aves se caracterizam de apresentar um grande número de penas de pequeno porte, que no conjunto aprisionam uma camada de ar na superfície do animal auxiliando uma menor perda de calor para o meio externo. Durante o processo de muda a ave evita entrar na água, já que não apresenta a proteção térmica, no entanto é comum avistar alguns desse animais na orla que estão realizando esse processo. Com isso, ocorrem casos de pessoas que retiram esses animais da praia por acreditarem que a muda seja machucados no corpo do animal.[8]

Distribuição geográfica[editar | editar código-fonte]

Nadando na água do Jardim Zoológico de Berlim, na Alemanha.

O pinguim-de-magalhães é a espécie de pinguim em maior número nas regiões temperadas.[9] A espécie habita as zonas costeiras da Argentina, Chile e Ilhas Malvinas, migrando por vezes até ao Brasil, no Oceano Atlântico, ou até ao Peru, no caso das populações do Oceano Pacífico. No inverno essa aves migra para a costa brasileira rumo ao sul e sudeste em busca de alimento, entretanto existe relatos que algumas delas alcançaram o litoral do nordeste.[7] Nessa região as aves não formam colônias reprodutivas.Essas migrações são normalmente realizadas por animais jovens que dispersam das colônias em busca de alimento.[8]

No Rio Grande do Sul é possível encontrar uma riqueza biológica no litoral devido ao Estado está em uma região de encontro de duas correntes marinhas a Corrente das Malvinas, corrente fria, e a Corrente do Brasil, corrente quente. Esse encontro gera uma Zona de Convergência Subtropical do Atlântico Sul Ocidental. A partir disso, algumas espécies de pinguins, por migrarem no inverno sofrem a influencia da Corrente das Malvinas, gerando um grande número desses animais que chegam no litoral dessa região. Devido a isso, são relatados a ocorrência de quatro especies de pinguins sendo o mais frequente o pinguim-de-magalhães.[8]

A região onde são formadas as colônias reprodutivas mais próximas são na Patagônia, Argentina e nas Ilhas Malvinas.[8] A população estimada é de 1,3 milhões de casais reprodutores, segundo IUCN. Classificada por esse mesmo órgão esta especie encontrasse lista de especies quase ameaçadas.[6]

Copulation of Magellanic Penguins

Reprodução[editar | editar código-fonte]

O pinguim-de-magalhães é quem cria seus ninhos em colônias muito populosas como na costa da Patagônia, Argentina, Chile e Ilhas Malvinas. Sua época de reprodução acontece mais o menos de setembro a fevereiro. Essas aves formam casais monogâmicos que compartilham os trabalhos de cuidados parentais e incubação.Os ninhos delas são construídos no chão ou em pequenas tocas. A fêmea coloca dois ovos que tem a cor branca e tamanhos similares com o intervalo médio de quatro dias e levam entre 39 e 42 dias a incubar. Os filhotes nascem com aproximadamente com 100g e sua alimentação é feitas por ambos os pais durante, aproximadamente, dois meses seguintes após esse período os filhotes se tornam independentes.[4] Sendo essa ave um espécie migratória ela tem o costume de abandonar os sítios reprodutivos após o período de reprodução e se deslocam por correntes oceânicas em busca de uma grande quantidade de alimento.[9]

Falkland Islands Magellanic Penguins 01

Hábitos[editar | editar código-fonte]

Os pinguins são animais pelágicos, isto é, um nome dado a característica de animais vivem em alto mar. Eles são encontrados nas águas do sul do Atlântico e Pacífico, nas costas da Argentina, Ilhas Malvinas e Chile. Assim, esses animais mesmo em suas migrações, não têm o costume de afastar muito da terra, mantendo nos domínios da plataforma continental (60 a 100 km da costa ). Nessas áreas as águas são menos profundas, tendo maior oferta de peixes e outros seres aquáticos. Uma curiosidades desse animais é que eles podem nadar um velocidade de 36 a 40 km/h fugindo de predadores como os Leões-marinhos.[4]

Posteriormente a fase da muda, por volta do final do mês de fevereiro, inicia-se o período migratório anual, e na costa brasileira os pinguins mais jovens podem ser vistos a partir de junho, tendo um grande registro dessas aves no litoral do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, sendo essa ocorrência comum até aproximadamente no litoral do estado do Rio de Janeiro.[6]

Magellanpinguin4.jpg

Dieta[editar | editar código-fonte]

Como todos os membros da sua ordem, o pinguim-de-magalhães alimenta-se no mar, à base de peixe, lulas, krill e outros crustáceos. Sua glândula de sal-excretor elimina o sal presente em seu corpo. Pinguins mais adultos podem ocasionalmente mergulhar mais profundamente, entre 20m para 50m de profundidade com o objetivo de capturar suas presas. Durante o período de reprodução, os machos e fêmeas possuem um forrageamento semelhante, como na composição de suas dietas. Não obstante, análises feitas sobre o corpo do animal sugerem que sua dieta diverge após uma temporada, quando as limitações impostas pela fêmea são eliminadas.[10]

O pinguim-de-magalhães não passa por uma grande escassez de alimentos como o pinguim-das-galápagos, pois eles possuem uma boa gama de alimentos, sendo estas fontes de comida localizadas na costa atlântica da América do Sul.[11]

Magellanic penguin, Valdes Peninsula, e.jpg

As correntes quentes e pobre em nutrientes da Corrente do Brasil chegam nas praias do Rio Grande do Sul, durante o mês de outubro, deslocando mais para o sul as águas frias da Corrente das Malvinas. Isso gera uma diminuição de recursos alimentares disponíveis para os pinguins, debilitando as espécies que tiverem em águas costeiras do sul do Brasil durante essa época.[9]

No Brasil, as aves encontradas mortas foram constatadas que seu principal item alimentar foram os cefalópodes. Esse alimento é utilizado por essa espécie como sendo um “suplemento alimentar”, pois ao comparar com os peixes consumidos pela ave, os cefalópodes tem baixo valor energético. Assim sendo, o esforço da ave para capturar essa presa não seria compensatório levando a morte.[9]

Ameaças[editar | editar código-fonte]

As populações dos pinguim-de-magalhães sofreram um decréscimo de 20% ao longo das duas últimas décadas, em especial nas Malvinas.[5] Esse declínio populacional tem como principal causa a redução do número de presas devido a pesca comercial, mudanças climática e a contaminação por óleo. Vazamentos de petróleo na província de Chubut, Argentina causam a morte de pelo menos 20.000 adultos e 22.000 jovens que ainda são vulnerareis devido a inexperiência.[9]

Magellanpinguin Spheniscus magellanicus Zoo Augsburg-02.jpg

A contaminação dos oceanos por petróleo e seus derivados é uma grande ameaça, principalmente, para a vida marinha existente no local. Essas contaminações podem ocorrer tanto através da lavagem dos porões dos navios petroleiros ou por acidentes com esse produto. Assim, quando esses incidentes acontecem os animais marinhos sofrem com os malefícios, principalmente, as aves, pois elas são animais que vivem junto com a superfície. No estado do Rio Grande do Sul os animais mais afetados por essa tragédia são os pinguins-de-magalhães que ao retornar a superfície, são cobertos pelo óleo. Esse produto fixa na pena causando uma serie de problemas como a dificuldade de nadar, já que impede que as penas sejam impermeabilizadas, além de permitir uma maior perda de calor do animal para o meio externo e podendo causar intoxicação. As aves afetadas por esses acidentes, na maioria das vezes, elas apresentam quadros graves de hipotermia e desidratação. Assim, é importante que o resgate seja feito o mais rápido possível. Portanto, é importante o contato da população com essas instituições CECLIMAR, Comando Ambiental da Brigada Militar ou IBAMA para que haja o resgate seguro.[8]

Um dos exemplos de contaminação de petróleo aconteceu em 1997, no qual houve registro de três vazamentos dessa substância detectada no Rio Grande do Sul, sendo dois derrames de petróleo na monobóia TEDUT em Tramandaí e um de uma navio de óleo que navegava entre Chuí e o Uruguai. Esse acidente levou um aumento de um grande números de carcaças encontradas na praia dessa região. Outro incidente ocorreu em julho de 2008, que houve um acidente entre duas embarcações na costa do Uruguai causando o vazamento de óleo.E, também, em setembro desse mesmo ano houve vazamento de óleo diesel em Florianópolis, Santa Catarina, na Capitania dos Portos de uma embarcação não identificada. Um dos motivos que contribuem para o elevado número de incidentes com os navios petroleiros é o envelhecimento da frota mundial e a formação deficiente dos profissionais das tripulações. [9]

A grande preocupação nesse casos de acidente com petróleo é que eles estão tomando caminhos trágicos. São, aproximadamente, cinco milhões de toneladas de óleo sendo despejados anualmente nos oceanos segundo algumas previsões, já que muitos vazamentos não são nem registrados.Desse modo, devido ao fato de alguns derramamentos não serem registrados, não é possível ter segurança ao afirmar algumas relações com a mortalidades de aves marinhas, mostrando, assim, que as pesquisas que estudam a procedência do petróleo e derivados em carcaças são úteis. De acordo com esses estudos, 30% dos corpos encontrados mortos de aves apontam essa substância visível na plumagem. Com isso, é possível afirmar que na costa brasileira a espécie seja indicadora de vazamento de petróleo e os seus derivados devido à ligação significativa entre a densidade total de corpos e a densidade de corpos com petróleo impregnado na plumagem.[9]

Magellanic Penguin (Spheniscus magellanicus) -at sea -Patagonia.jpg

Outra ameaça aos pinguins-de-magalhães é o fator climático, já que um grande número de pinguins vivos e mortos são encontrados em regiões antes não tão comum. Já foi constatado que um fenômeno denominado de ENSO desempenha influência sobre a população de pinguins-de-galápagos (Spheniscus mendiculus) no Oceano Pacífico e na população dos pinguins-de-magalhães na Argentina, locais onde verificou um grande número de mortes dessas espécies por ocasião de grandes tempestades. No Brasil, pinguins mortos ou machucados são encontrados após tempestades.[9]

Ações de conservação[editar | editar código-fonte]

O governo provincial de Chubut está comprometido na criação deu MPA (Área marinha protegida) com o objetivo de proteger os pinguins e outras espécies marinhas próximas da maior colônia de alimentação do pinguim-de-Magalhães. A criação desta lei irá melhorar a o êxito de alimentação das colonias, bem como aumentar a disponibilidade de suas presas, reduzindo a distância de forrageamento, e aumentando a freqüência alimentar.[12]

O pinguim-de-magalhães está presente na Lista Vermelha da Bahia que é resultante de um processo Avaliação do Estado de Conservação da Fauna e Flora. Essa lista tem o intuito de de classificar as espécies em categorias de ameaça, em nível global, nacional, estadual ou regional. Ela também tem o intuito de auxiliar na elaboração de metas, ações e leis com a finalidade de garantir a existências das especies presentes nela. Assim, esse pinguim estando presente nessa lista, auxilia sua conservação.[13]

Existem ações de reabilitação de pinguins-de-magalhães petrolizados. Essas ações consistem primeiramente em: quando essa ave for avistada na orla com a plumagem suja por petróleo ou seus derivados ela é resgatada e levada ao Setor de Reabilitação do CECLIMA. Com isso, ela e analisada pelos profissionais do CERAM que tomam providência dos primeiros cuidados como a hidratação e o aquecimento. Após a estabilização de temperatura e recuperação da massa corporal esse pinguim é encaminhado para os processos de retirada de petróleo da sua plumagem o que gera um grande desgaste ao animal. Em seguida, é feita a impermeabilização da plumagem e inicia a alimentação autônoma, capturando os peixes que são oferecidos. Posteriormente a essa fase, o animal é anilhado com anilhas de inox padrão para a espécie com uma numeração que auxilia na identificação do individuo em caso de reencontro na natureza. Essas anilhas são fornecidas pela CEMAVE que possui um Sistema Nacional de Anilhamento de Aves Silvestres e são fixadas em sua nadadeira, com isso caso haja o encontro de alguma ave viva ou morta é importante a identificação da numeração para avisar esse mesmo órgão, já que através dessa informação e possível conhecer o animal e criar politicas de conservação.Por fim, a ave está pronta para sua soltura no ambiente natural.[8]

Referências

  1. FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. 2º edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 1 331.
  2. «O pingüim de Magalhães». Consultado em 2 de novembro de 2018 
  3. «20 fatos que você não sabia sobre os pinguins». 28 de setembro de 2017. Consultado em 2 de novembro de 2018 
  4. a b c «Pingüim-de-magalhães». www.wikiaves.com.br. 23 de dezembro de 2015. Consultado em 11 de outubro de 2018 
  5. a b «BBC - Science & Nature - Wildfacts - Magellanic penguin». 26 de junho de 2009. Consultado em 18 de outubro de 2018 
  6. a b c d Mayorga, Luis F. S. P.; Bhering, Renata C. C.; Medeiros, Laila C. C.; Silva, Eduardo L. F.; Nóbrega, Yhuri C.; Rangel, Maria C. V.; Fonseca, Leandro A.; Junior, Rossi; L, João (13 de março de 2016). «Valores hematológicos e bioquímicos de pinguins-de-Magalhães em reabilitação no Espírito Santo, sudeste do Brasil». Pesquisa Veterinária Brasileira. 36: 65–70. ISSN 0100-736X. doi:10.1590/S0100-736X2016001300010. Consultado em 7 de novembro de 2018 
  7. a b Guimarães, D. F.; Carvalho, A. P. M.; Ywasaki, J.; Neves, C. D.; Rodrigues, A. B. F.; Silveira, L. S.; Guimarães, D. F.; Carvalho, A. P. M.; Ywasaki, J. (9 de junho de 2017). «Morfologia do coração e dos vasos da base do pinguim-de-magalhães (Spheniscus magellanicus)». Arquivo Brasileiro de Medicina Veterinária e Zootecnia. 70 (4): 1195–1202. ISSN 0102-0935. doi:10.1590/1678-4162-9860. Consultado em 7 de novembro de 2018 
  8. a b c d e f g h «Pinguim-de-magalhães». Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Consultado em 7 de novembro de 2018 
  9. a b c d e f g h Mäder, Aurélea, Martin Sander, and Gilberto Casa Jr. "Ciclo sazonal de mortalidade do pinguim-de-magalhães, Spheniscus magellanicus influenciado por fatores antrópicos e climáticos na costa do Rio Grande do Sul, Brasil." Revista Brasileira de Ornitologia 18.3 (2010): 228-233.
  10. Silva, Laura (maio de 2014). «Differences in diet composition and foraging patterns between sexes of the Magellanic penguin ( Spheniscus magellanicus) during the non-breeding period as revealed by δC and δN values in feathers and bone.». Marine Biology. doi:10.1007/s00227-014-2410-1 
  11. Akst, Elaine P.; Boersma, P. Dee; Fleischer, Robert C. (1 de dezembro de 2002). «A comparison of genetic diversity between the Galápagos Penguin and the Magellanic Penguin». Conservation Genetics. 3 (4): 375–383. ISSN 1566-0621. doi:10.1023/A:1020555303124 
  12. Boersma, Dee (fevereiro de 2015). «Marine protection is needed for Magellanic penguins in Argentina based on long-term data». Biological Conservation. doi:10.1016/j.biocon.2014.12.005 
  13. «Lista Vermelha da Bahia». Consultado em 7 de novembro de 2018 
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