Piper PA-18

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PA-18
Super Cub
Picto infobox aircraft.png
Piper PA-18/L-21 Super Cub
Descrição
Tipo / Missão Aeronave utilitária leve de uso civil e militar, com motor a pistão, monomotor monoplano
País de origem  Estados Unidos
Fabricante Piper Aircraft
Período de produção 1949-1983; 1988-1994
Quantidade produzida 15000 unidade(s)
Desenvolvido de Piper PA-11
Primeiro voo em 1949 (66 anos)
Introduzido em 1949
Tripulação 1
Passageiros 1 passageiro(s)
Especificações (Modelo: PA-18-150)
Dimensões
Comprimento 6,88 m (22,6 ft)
Envergadura 10,73 m (35,2 ft)
Altura 2,02 m (6,63 ft)
Área das asas 16,58  (178 ft²)
Peso(s)
Peso vazio 422 kg (930 lb)
Peso de decolagem 794 kg (1 750 lb)
Propulsão
Motor(es) 1 x motor a pistão Lycoming O-320 refrigerado a ar de quatro cilindros
Potência (por motor) 150 hp (112 kW)
Performance
Velocidade máxima 208 km/h (112 kn)
Velocidade de cruzeiro 185 km/h (99,8 kn)
Alcance (MTOW) 735 km (457 mi)
Teto máximo 5 595 m (18 400 ft)
Notas
Dados de: Jane's All The World's Aircraft 1976-77[nota 1]

O Piper PA-18 é um avião monomotor, com trem de aterragem fixo, roda de cauda, asa alta, bilugar, que possui dois assentos na maioria das configurações.

Construiram-se mais de 9.000 unidades deste modelo. Ideal para recreio, muitos aeroclubes são possuidores deste tipo de aparelho. Militarmente, foi utilizado pelos Forças Armadas dos Estados Unidos, a partir de 1943, no Norte de África e na Europa como avião de ligação e na correcção de tiro da artilharia.

Em 1949 foi construída uma nova versão, o PA-18-90 Super Cub com um motor de 105 Hp. Nos anos 80 apareceu a ultima versão a ser produzida, o Piper PA-18-150 Super Cub

Um modelo em que lhe foram montados flutuadores ficou conhecido como o PA-18S.

Emprego em Portugal[editar | editar código-fonte]

Piper Cub em exposição no Museu do Ar - Polo de Sintra

Em 1952 entraram ao serviço do Exército Português 27 aviões Piper Super Cub, utilizados por este ramo essencialmente para observação, controlo e regulação de tiro de artilharia. Previa-se, nessa altura a criação de uma unidade de aviação ligeira no Exército mas, como essa ideia foi abandonada, as aeronaves passaram para a Força Aérea Portuguesa.

Na Força Aérea as aeronaves cumpriram missões de treino de pilotos e de observadores aéreos e missões de ligação. Alguns aviões também serviram nas Formações Aéreas Voluntárias. Foram retirados do serviço em 1976 e cedidos a aeroclubes.

Emprego no Brasil[editar | editar código-fonte]

Uma versão mais antiga, o J-3, bastante mais modesta, sem flaps, com motor de apenas 65hp, capot recortado e cabeças dos cilindros aparentes, foi empregue em combate pela Força Expedicionária Brasileira durante a Campanha da Itália na Segunda Guerra Mundial. A 1ª Esquadrilha de Observação e Ligação (1ª ELO) apoiava à Artilharia Divisionária brasileira através de vôos de observação utilizando aeronaves Piper Cub.

Sua principal função era a correção de tiro de artilharia, além realizar observações da linha inimiga. O Piper Cub era uma aeronave desarmada, sem blindagem e de pouca velocidade, sendo o fogo antiaéreo inimigo um problema constante para os pilotos.

Foi substituído no final da década de 60 pelo Neiva Regente.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas

  1. Taylor 1976, pp. 347–348.

Referências[editar | editar código-fonte]

  • Taylor, John W.R. Jane's All The World's Aircraft 1976-77. London:Jane's Yearbooks, 1976, ISBN 0-354-00538-3.
  • LIMA, Rui Moreira. Senta a Pua.Rio de Janeiro: Instituto Histórico-Cultural da Aeronáutica, 1989.
  • VILANOVA, Fausto Vasques. Com a 1ª ELO na Itália. Rio de Janeiro: Instituto Histórico-Cultural da Aeronáutica, 1991.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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