Piramboia

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Question book.svg
Esta página ou secção não cita fontes confiáveis e independentes, o que compromete sua credibilidade (desde junho de 2011). Por favor, adicione referências e insira-as corretamente no texto ou no rodapé. Conteúdo sem fontes poderá ser removido.
Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)


Como ler uma caixa taxonómicaPirambóia
Lepidosiren paradoxa.jpg

Classificação científica
Reino: Animalia ou animal
Filo: Chordata ou cordados
Classe: Sarcopterygii
Subclasse: Dipnoi
Ordem: Lepidosireniformes
Família: Lepidosirenidae
Género: Lepidosiren
Espécie: L. paradoxa
Nome binomial
Lepidosiren paradoxa
Fitzinger, 1837
Wikispecies
O Wikispecies tem informações sobre: Piramboia

A piramboia (Lepidosiren paradoxa) é um peixe pulmonado ósseo encontrado na Bacia Amazônica, em regiões pantanosas que secam nos períodos de baixa dos rios. É nessa época que abandona sua respiração branquial, se enterra na lama e passa a respirar por meio de sua bexiga natatória, utilizada então como pulmão. Tem um corpo serpentiforme e a cabeça achatada. Também é chamado de pirarucu-bóia, traíra-bóia ou caramuru.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

"Piramboia" é um termo de origem tupi que significa "peixe-cobra", através da junção dos termos pirá ("peixe") e mboîa ("cobra")[1].

Alimentação[editar | editar código-fonte]

A piramboia é omnívora, alimentando-se preferencialmente de um molusco do grupo da ampulária, que é muito abundante nos charcos (região alagada e pantanosa da Amazônia, Mato Grosso do Sul e Paraguai) onde vive. Porém, juntamente com esse gastrópode, ingere também certas algas e algumas plantas fanerógamas.

Reprodução[editar | editar código-fonte]

A reprodução deste dipnóide ocorre de setembro a dezembro. Segundo índios habitantes da região, não há cópula: a fertilização dos ovos ocorre após a postura (não confirmado). Estes são postos em tocas subterrâneas que variam quanto à forma e tamanho (têm cerca de dez a treze centímetros de largura; o ninho de baixo situa-se de nove a doze centímetros abaixo do solo; estas galerias têm cerca de sessenta centímetros de comprimento por 240 centímetros de largura). Após a postura, o macho fica responsável pelos ovos. Os filhotes, com sacos vitelinos de até seis centímetros, vivem juntos, próximos à superfície de raizames densos.

Respiração[editar | editar código-fonte]

Pelo fato dela viver em regiões pantanosas que secam nos períodos de baixa dos rios ela desenvolveu uma maneira de respirar por meio de sua bexiga natatória, semelhante ao pulmão mas na água ela respira pelas brânquias(respiração branquial).

Referências