Pitum Keil do Amaral

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Pitum Keil do Amaral
Nome completo Francisco Pires Keil do Amaral
Nascimento 1935
Lisboa
Nacionalidade Portugal portuguesa
Ocupação arquitecto
Madeira, 1969[1]

Francisco Pires Keil do Amaral ou Pitum Keil do Amaral (Lisboa, 1935), é um arquiteto português.

Personalidade multifacetada, Pitum Keil do Amaral tem dividido a sua atividade entre a arquitetura e uma grande diversidade de outras áreas. Dedicou-se ao ensino, à ilustração, e também, embora de forma mais esporádica, ao cinema, teatro e televisão (onde pode destacar-se a sua participação no programa A Visita da Cornélia[2]).

Biografia[editar | editar código-fonte]

Filho de Maria Keil e Francisco Keil do Amaral. Fez o curso de Ciências Pedagógicas na Universidade de Coimbra (1957) e formou-se em arquitetura na Escola de Belas-Artes de Lisboa em 1961.

Exerce a arquitetura em profissão liberal desde 1958. Arquiteto na Metalúrgica Duarte Ferreira (1958-1967). Foi um dos principais colaboradores do Gabinete de Planeamento Urbano da Câmara Municipal do Funchal (1969-1970) e também do gabinete de Planeamento Territorial do Distrito de Ponta Delgada, S. Miguel, Açores (1973-1974), dirigidos pelo arquiteto José Rafael Botelho. Coordenador de uma equipa S.A.A.L. do Fundo de Fomento da Habitação, para a recuperação de três bairros degradados do Concelho de Loures (1974-1976), de uma equipa que estudou a renovação do Bairro do Castelo em Lamego (1977-1978), e de uma equipa que estudou o plano de salvaguarda da vila de Castelo Mendo (1978).

Entre 1978 e 1984 foi cooperante na República Popular de Moçambique, primeiro na Direção Nacional de Habitação, depois como especialista das Nações Unidas, nesse mesmo organismo e na Secretaria de Estado da Cultura.[3]

Coordenador de uma equipa que estudou o plano de salvaguarda da vila de Castelo Bom (1986). Chefe da Divisão de Estudos e Projetos, e técnico do Gabinete de Estudos Especiais da Câmara Municipal de Loures (1986-1994). Chefe de Divisão nos Serviços Técnicos da Câmara Municipal de Nelas (1994-2005).

Fez algumas incursões pelo teatro amador, como autor, ator e encenador. Participou como ator em dois filmes do realizador José Fonseca e Costa: Kilas, o mau da fita e Os cornos de Cronos[4]. Participou em programas de TV (geralmente com a colaboração da família) como o concurso A Visita da Cornélia (que lhe deu particular visibilidade), A loja do Mestre André, Vamos dormir e Histórias de encantar. Foi um dos fundadores da associação cultural A Casa Velha, em Maputo, e A Vacaria Prodigiosa, em Sacavém. Foi um dos participantes (com Lourdes Castro e René Bértholo, entre outros) da «fotonovela» O amor que purifica.[5][6]

Organizou exposições e instalações de arte, arquitetura e outros temas, nomeadamente uma exposição itinerante sobre a história da bandeira portuguesa, intitulada Em busca da bandeira da República.

Foi professor do Ensino Preparatório (1957-1960). Professor Assistente do curso de arquitetura da Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa (1971-1972). Professor do curso de arquitetura da Universidade Católica Portuguesa, polo de Viseu (2004-2010).

É Presidente do Secretariado do Núcleo de Arquitetos da Região de Viseu, Ordem dos Arquitetos (desde 2008).[7]

Algumas publicações [8][editar | editar código-fonte]

  • Amaral, Pitum Keil do – Subsídios para o conhecimento da ilha da Madeira, coligidos no "Elucidário madeirense" e ilustrados por Pitum, em 1969. Funchal: Edição do autor, 1970.[9]
  • Amaral, Pitum Keil do – O Zbiriguidófilo e outras histórias. Porto: edições ASA, 1991. ISBN 972-41-0922-4
  • Amaral, Francisco Pires Keil do; Silva, José Antunes da; Ferreira, Raúl Hestnes – Keil Amaral : arquitecto, 1910-1975. Lisboa: Associação dos Arquitetos Portugueses, 1992.
  • Amaral, Francisco Pires Keil; Santa-Bárbara, JoséMobiliário urbano em Portugal. Mirandela: João Azevedo Editor, 2002. ISBN 972-9001-56-1
  • Amaral, Francisco Keil do; Amaral, Pitum Keil do – Keil do Amaral Humor de Arquitecto. Lisboa: Argumentum Editora, 2010. ISBN 978-972-8479-70-1

Entre as suas diversas publicações em revistas especializadas – como Hogar y Arquitectura, Arquitectura, Jornal Arquitectos, Arquitectura e construção –, pode destacar-se, por exemplo: Amaral, Francisco Pires Keil do – "Alguns trabalhos de Marcelo Costa". Arquitectura, Lisboa, nº 120 ( Março-Abril 1971), p. 49-58

Do seu trabalho de desenho de humor e ilustração podem destacar-se, para além dos Subsídios para o conhecimento da ilha da Madeira... (1970), a sua colaboração para o jornal Comércio do Funchal ou as ilustrações para Uma Mão Cheia de Nada Outra de Coisa Nenhuma, de Irene Lisboa (Portugália Editora, Lisboa, 1955; 2ªed., Porto: Figueirinhas, 1978), e Aqui havia uma casa de Ilse Losa (Lisboa: Portugália, 1955)[10].

Referências

  1. In: Amaral, Pitum Keil do – Subsídios para o conhecimento da ilha da Madeira, coligidos no "Elucidário madeirense" e ilustrados por Pitum, em 1969. Funchal: Edição do autor, 1970
  2. Infopédia (Em linha). Porto: Porto Editora (2003–2013). «A Visita da Cornélia». Consultado em 26 de julho de 2013 
  3. Público Online (9 de julho de 2001). «Lira & Pitum, Cultura em Família». Consultado em 26 de julho de 2013 
  4. IMDb. «Full cast and crew for Os Cornos de Cronos». Consultado em 26 de julho de 2013 
  5. A.A.V.V. – O amor que purifica e Trotoário azul (fotonovelas feitas na ilha da Madeira, no verão de 1969 e no verão de 1970). Funchal: Porta 33, 2013. ISBN 978-989-20-4267-1
  6. Público Online (9 de julho de 2001). «Lira & Pitum, Cultura em Família». Consultado em 26 de julho de 2013 
  7. Ordem dos Arquitetos, NARV - Núcleo de Arquitetos da Região de Viseu. «Secretariado do NARV». Consultado em 26 de julho de 2013 
  8. Bibliotecas Municipais de Lisboa. «Amaral, Pitum Keil». Consultado em 26 de julho de 2013 
  9. Biblioteca Central da FLUP. «Amaral, Francisco Keil do, 1910-1975». Consultado em 26 de julho de 2013 
  10. Livraria Histórica Ultramarina. «Aqui havia uma casa : contos e novelas / Ilse Losa». Consultado em 26 de julho de 2013