Plantago major
Tanchagem
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| Classificação científica | |||||||||||||||||||
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| Nome binomial | |||||||||||||||||||
| Plantago major L. | |||||||||||||||||||
Plantago major é uma espécie de Plantago da família das Plantaginaceae.[1] É popularmente conhecida como Tanchagem, Taiova, Orelha de veado[2] Tansagem,[3] Transagem,[4] Tanchá ou 7 nervos.[5]
Características
[editar | editar código]É nativa da Europa e acompanhou o explorador europeu ao redor do mundo.[5] Suas folhas são ligeiramente adstringentes, assim como suas sementes.[6]
Seus princípios ativos são o tanino, mucilagem, a pectina, alguns glicosídeos e a vitamina K.[7]
Sinônimos
[editar | editar código]- Plantago borysthenica Wissjul.
- Plantago dregeana Decne.
- Plantago gigas H. Lév.
- Plantago jehohlensis Koidz.
- Plantago latifolia Salisb.
- Plantago macronipponica Yamam.
- Plantago sawadai (Yamam.) Yamam.
- Plantago villifera Kitag.
Usos
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Medicinais
[editar | editar código]Usada topicamente em forma de colírios, em forma de injeção, na irritabilidade da membrana mucosa da uretra, em casos de gonorreia, e em forma de banho e cataplasma, em úlceras.[6] O infuso ou decocto a 50% da casca ou do fruto pode ser usado como enxaguatório bucal.[3]
É febrífugo, considerada útil contra diarreia, para cicatrização de feridas[8] e para extrair excesso de fluído linfático. A tanchagem é eficaz em caso de retenção da urina, graças ao seu efeito diurético.[9]
Age como bactericida sobre as vias respiratórias, em casos de infecções, destruindo microorganismos e limpando secreções.[10]
Usada em forma de gargarejo para tratar dor de garganta e dor de dente.
Foi utilizada historicamente como antidoto para intoxicação por ergot[8].
Culinária
[editar | editar código]É considerada uma planta alimentícia não convencional, podendo ser consumida crua, cozida, em forma chips ou como ingrediente principal em molho pesto. Até o final do século 10, ela ainda teve uso expressivo na cozinha europeia, especialmente em países mediterrâneos, como Espanha, Itália, Eslovênia, Croácia, Turquia e Líbano, e o costume ainda sobrevive em algumas regiões. As folhas externas costumam ser usadas para alimentar animais. Já as folhas internas fazem parte de saladas ou são utilizadas como verdura em sopas, purês, refogados, recheios de pastéis, quiches e risotos[11].
Embora possam ser consumidas cruas, as folhas são meio adstringentes e amargas. Já quando cozidas ficam gostosas e apresentam taninos e amargores mais amenos, com um sabor agradável de cogumelos que se destaca. Nas flores e sementes, o sabor de cogumelos secos é ainda mais marcante, resultado de uma associação destas espécies com fungos. Elas podem ser consumidas em qualquer estágio de desenvolvimento - quando as espigas estão ainda bem tenras, podem ser cozidas como aspargos e, quando as sementes estão já maduras, podem ser usadas como ingrediente em pães, biscoitos, bolos etc[11].
As folhas mais firmes, quando aferventadas por quatro minutos em água salgada, ficam com consistência de algas[11].
Ritual
[editar | editar código]É uma planta sagrada do Candomblé.[4]
Referências
- ↑ «Tanchagem Mansi Mansi» (em inglês). The Plant List. 2010. Consultado em 25 de junho de 2015
- ↑ Paulo Eiró Gansalves (1992). Livro Dos Alimentos. MG Editores. p. 104. ISBN 978-85-7255-027-7.
- ↑ a b Rogério Cavalcante (2009). Fitodontologia. Clube de Autores. p. 237.
- ↑ a b Robert A. Voeks (2010). Sacred Leaves of Candomblé: African Magic, Medicine, and Religion in Brazil. University of Texas Press. p. 140. ISBN 978-0-292-77385-1.
- ↑ a b Gustavo Gusso; José Mauro Ceratti Lopes (2012). Tratado de Medicina de Família e Comunidade: 2 Volumes: Princípios, Formação e Prática. Artmed. p. 751. ISBN 978-85-363-2797-6.
- ↑ a b Jacinto da Costa (1819). Pharmacopea naval e castrense: offerecida ao illustrissimo senhor Fr. Custodio de Campos e Oliveira. Impressao Regia. p. 47.
- ↑ Nicete Campos (2010). Aprendendo Com A Mãe Terra. Clube de Autores. p. 90.
- ↑ a b C. Rätsch, The Encyclopedia of Psychoactive Plants: Ethnopharmacology and Its Applications. Simon and Schuster, 2005.
- ↑ Thomas Dunkenberger (2007). Manual da cura tibetana: manual prático para diagnóstico, tratamento e cura com base na medicina natural tibetana. Editora Pensamento. p. 250. ISBN 978-85-315-1487-6.
- ↑ Antidio Jonas Bispo Barros (2006). Ossaim O Orixá E Nossos Chás Volume Único. Clube de Autores. p. 259.
- ↑ a b c «Tansagem: a folha nutritiva que eleva refogados e chips». Estadão. Consultado em 16 de novembro de 2025
