Plataforma vibratória

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A plataforma vibratória, do inglês whole-body vibration, foi desenvolvida na década de 1970 durante a corrida espacial, com o objetivo de aumentar a densidade mineral óssea dos cosmonautas. Vários estudos concluiram que a vibração além de promover um aumento da massa óssea também ativa a musculatura. [carece de fontes?] Existem estudos indicando[quem?] que exercícios executados de forma correta sobre uma plataforma vibratória recrutam mais fibras musculares que os exercícios convencionais.

Os principais estudos sugerem que a vibração esteja entre 30 e 60 Hz, com 1 a 3mm de amplitude. isto é, uma vibração 60 vezes por segundo, subindo e descendo 3 milímetros. Esta é a configuração das principais plataformas estudadas, europeias e americanas. [carece de fontes?]

Por definição, vibração pode ser considerada como o movimento alternado de um corpo sólido em relação ao seu centro de equilíbrio(TORVINEN, 2001).

No conceito do fortalecimento muscular e ósseo através do estimulo muscular por vibração na década de 70 começaram os estudos desenvolvidos pelos cientistas Russos (Nasarov e Issurin) para verificar em cosmonautas que sofriam com perdas ósseas e musculares decorrentes da falta de gravidade no espaço.Utilizando diariamente 10 minutos eles conseguiam ficar em órbita por 420 dias.Os pesquisadores descobriram que a vibração estimula a formação óssea e promove um ganho de força muscular significativo devido à maior atividade neuromotora e ao maior recrutamento das fibras musculares.

Alguns estudos vem sendo desenvolvidos para descrever os benefícios da vibração .Segundo Nazarov e Spivak (1987) em estudos realizados em ginastas.Os quais utilizavam argolas que vibravam e apresentaram mais força em comparação aos ginastas que não foram expostos a vibração.

Por definição vibração é um estímulo mecânico caracterizado por movimento oscilatório, no qual a intensidade varia de acordo com a freqüência, amplitude e magnitude do movimento gerado.

As plataformas vibratórias promovem a vibração do corpo todo e estudos vem sendo realizados para poder validar protocolos de treinamento com diferentes freqüência, amplitude, tempo de utilização.

Artigos vem sendo publicados relatam os benefícios para o condicionamento físico. Jordan et aL. (2005), relatam que um dos benefícios da vibração é o acréscimo da massa efeito esse importante na prevenção da osteoporose.

Além disso, a vibração produzida pela plataforma pode ser entendida como movimento alternado de um corpo sólido em relação ao seu centro de equilíbrio, ou como um movimento oscilatório que se repete em torno de uma posição de referência. As plataformas produzem vibração constante em forma senoidal. Em razão disso, é possível quantificar a intensidade de vibração.

Porém freqüência, amplitude são parâmetros que devem ser selecionados de acordo com cada pessoa para que as vibrações recebidas gerem exercícios de vibração de em condições favoráveis (Abercromby et al, 2007).

Essa intensidade é determinada pela amplitude das ondas produzidas e pela frequência de vibração. Como exemplo, quando uma plataforma funciona com amplitude de 5mm e frequência de 30 Hz significa que este aparelho está se deslocando 5mm em torno de um ponto fixo e esse deslocamento ocorre 30 vezes em um segundo (SILVA, SCHNEIDE; 2011).

Os benefícios da exposição à vibração de forma controlada e regular têm sido relatados em diversos estudos e incluem melhora da qualidade óssea, da função neuromuscular e do equilíbrio. Encontra-se na literatura, em modelos de experimentação animal, que o modo de vibração com amplitude baixa combinada com vibração de alta frequência aumenta a atividade anabólica do osso, a densidade e a formação óssea (SILVA;SCHNEIDE;2011).

Observam-se efeitos positivos decorrentes do treinamento, que vão desde o aumento da massa óssea trabecular em mulheres pós menopausa à melhora da mobilidade funcional e equilíbrio. No entanto, ainda não existe um treinamento padrão, principalmente por existir grande variação metodológica entre os estudos com os mesmos objetivos.

Uma avaliação antes do treinamento se faz necessário para evitar efeitos indesejáveis das vibrações, em indivíduos com distúrbios na coluna, e nos sistemas digestório, reprodutivo, hormonal, visual e vestibular podem comprometerem as atividades de vida diárias.Riscos com o uso da vibração despertaram o interesse em verificar limitações ao uso clínico das plataformas vibratórias (Bongers et al, 1990, Funakosh et al, 2004, Birlik 2009, Olson et al, 2009, Milosavljevic et al, 2009)

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Efeitos metabólicos da vibração[editar | editar código-fonte]

Segundo Kerschan et al. (2001), as contrações musculares rítmicas provocadas durante a exposição à vibração podem alterar parâmetros cardiovasculares. Contudo, estudos científicos sinalizam que estas alterações são mínimas e revertidas após um curto período de tempo (aproximadamente 15 minutos), e assim parâmetros como a pressão arterial e a freqüência cardíaca retornam ao normal RITTWEGER et al., 2000; HAZELL et al., 2008). Em relação aos efeitos sobre o fluxo sanguíneo da pele durante exercícios isométricos leves de curta duração, o aumento do fluxo sanguíneo decorrente do estímulo vibratório não foi significativo(LOGHMAN et al., 2007).

Além disso, constatou-se aumento na concentração plasmática de testosterona e diminuição de cortisol em indivíduos jovens submetidos a vibração aguda do corpo todo (BOSCO et al.,2000).

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

  • Blog Plataforma vibratória
  • Plataforma vibratória]
  • TAINÁ BUBOLS FASSBINDER; Efeitos Agudos Da Exposição À Vibração De Corpo Inteiro Sobre Saltos Verticais Em Homens Jovens Adultos- UFRS ESC. ED. FÍSICA 2011
  • TORVINEN S, KANNUS P, SIEVAÄNEN H, JAÄRVINEN T, PASANEN M, et al.Efeito da exposição vibratória na performance muscular e no equilíbrio corporal.Estudo crossover aleatório. Escola Médica e Instituto de Tecnologia Médica,Universidade de Tampere, 2001.
  • Abercromby AFG, Amonette WE, Layne CS, Mcfarlin BK, Hinman MR e Paloski WH. Variation in neuromuscular responses during acute whole body vibration exercise. Med. Sci. Sports Exerc., 39:1642-1650, 2007
  • SILVA, P. Z; SCHNEIDER, R.H. Efeitos da plataforma vibratória no equilíbrio em idosos. ACTA FISIATR. 2011; V. 18,n.1,p( 21 – 26 )
  • BOSCO, C; JACOVELLI, M; TSARPELA, O;CARDINALE, M; BONIFAZI, M; TIHANYI, J;

VIRU, M; LORENZO, A; VIRU, A. Hormonal responses to whole body vibration in man. European Journal of Applied Physiology, v. 81, p. 449-454, 2000.

  • HAZELL, T. J; GRAEME, W. R; THOMAS, J. R; LEMON, O. W. R. Vertical whole body vibration

does not increase cardiovascular stress to static semi-squat exercise. Journal os Applied Physiology, v. 104, p. 903-908, 2008.

  • KERSCHAN, S. K; GRAMPP, S.H. C. Whole body vibration exercise leads to alterations in muscles

blood volume. Clinical Physiology, v. 21, p. 377-382, 2001.

  • LOHMAN, E. B; PETROFSKY, J. S; HINDS, C. M;SCHWAB, H. B; THORPE, D. The effect of whole

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  • RITTWEGER, G. B; FELSENBERG, D. Acute physiological effects of exhaustive wholebody

vibration exercise in man. Clinical Physiology, v.20, p. 134-142, 2000.

Bongers PM, Hulshof CT, Dijkstra L, Boshuizen HC, Groenhout HJ, Valken E. Back pain and exposure to whole body vibration in helicopter pilots. Ergonomics. 1990 Aug;33(8):1007-26. 4 BRUYERE, O., M. A. WUIDA