Plutino

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Alguns dos primeiros plutinos conhecidos comparados em tamanho, albedo e cor.

Em astronomia, um plutino é um objeto transnetuniano em ressonância média de 2:3 com Netuno. A cada duas voltas em torno do Sol que um plutino faz, Netuno faz três. O nome refere-se apenas à ressonância orbital e não implica nenhuma característica física; essa classificação foi inventada para descrever corpos menores que Plutão e que seguem uma órbita parecida. A classe inclui Plutão e suas luas.

Plutinos formam a parte interna do cinturão de Kuiper e representam cerca de um quarto de seus objetos, sendo a maior classe dos transnetunianos ressonantes.

Órbita[editar | editar código-fonte]

Origem[editar | editar código-fonte]

Acredita-se que objetos que estão atualmente em ressonância orbital com Netuno inicialmente seguiam órbitas heliocêntricas independentes. Durante a migração de Netuno no início da história do Sistema Solar, o planeta dispersava os corpos que encontrava; nesse processo, alguns dos corpos foram capturados em ressonância.1 A ressonância 3:2 é a mais forte e mais estável, por isso que ela contém o maior número de objetos.

Características[editar | editar código-fonte]

Enquanto a maioria dos plutinos possuem uma baixa inclinação, um número considerável deles seguem órbitas parecidas à de Plutão, com inclinações entre 10° e 25° e excentricidades de 0,2 a 0,25, resultando em um periélio dentro (ou perto) da órbita de Netuno e afélio próximo à borda externa do cinturão de Kuiper (na zona de ressonância 1:2 com Netuno).

Os plutinos possuem períodos orbitais de cerca de 247,3 anos (1,5 vezes o de Netuno), variando no máximo por alguns anos apenas.

Plutinos anormais incluem:

  • 2005 TV189, que segue uma órbita muito inclinada (34,5°)
  • (15875) 1996 TP66, que tem a órbita mais elíptica (excentricidade de 0,33), com o perélio na metade do caminho entre Urano e Netuno
  • 2007 JH43, que tem um órbita quase circular
  • 2002 VX130, localiza-se quase perfeitamente na eclíptica (inclinação de 1,5°)

Objetos mais brilhantes[editar | editar código-fonte]

Os 10 plutinos mais brilhantes são:

Nome Semieixo
maior, UA
Perélio,
AU
Inclinação,
°
(H) Diâmetro,
km
Massa,
1020 kg
Albedo V–R Ano de
descoberta
Descobridor
90482 Orco 39,2 30,3 20,6 2,3 850 ± 90 6,32 ± 0,05 0,28 ± 0,06 0,37 2004 M. Brown,
C. Trujillo,
D. Rabinowitz
(208996) 2003 AZ84 39,4 32,3 13,6 3,8 910 ± 60 ~5 0,07 ± 0,02 0,36 2003 M. Brown,
C. Trujillo
Ixion 39,7 30,1 19,6 3,8 650+250−220 ~3 0,12+,14−,06 0,61 2001 Deep Ecliptic Survey
(84922) 2003 VS2 39,3 36,4 14,8 4,4 725 ± 200 ~3 0,058+,04−,02 0,59 2003 NEAT
2003 UZ413 39,2 30,4 12,0 4,4 ~600 ~2  ?  ? 2001 M. Brown,
C. Trujillo,
D. Rabinowitz
2002 XV93 39,3 34,5 13,3 4,7 ~ 560 ~ 1,5 ~0,09 0,37 2001 M.W.Buie
38628 Huya 39,4 28,5 15,5 5,2 532 ± 25 ~1 0,05+0,005−0,004 0,65 2000 Ignacio Ferrin
2001 QF298 39,3 34,9 22,4 5,3 ~500 ~1 ~0,09  ? 2001 Marc W. Buie
(47171) 1999 TC36 39,3 30,6 8,4 5,4 414 ± 38 0,1275 ± 0,0006 0,07 ± 0,01 0,65 1999 E. P. Rubenstein,
L.-G. Strolger
(55638) 2002 VE95 39,4 30,4 16,3 5,8 ~380 ~0,5 ~0,09 0,71 2002 NEAT

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. Malhotra The Origin of Pluto's Orbit: Implications for the Solar System Beyond Neptune Astronomical Journal, 110 (1995), p420. Preprint in arXiv
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