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Poecilia latipinna

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Como ler uma infocaixa de taxonomiaPoecilia latipinna
Molinésia Latipina macho
Molinésia Latipina macho
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Actinopterygii
Ordem: Cyprinodontiformes
Família: Poeciliidae
Género: Poecilia
Espécie: P. latipinna
Nome binomial
Poecilia latipinna
(Lesueur, 1821)

Poecilia latipinna (conhecido popularmente como molinésia latipina ou molinésia-de-vela-estreita) é uma das variedades de molinésia existente.

Sua principal característica é a nadadeira dorsal bem desenvolvida nos machos (as fêmeas não a possuem). Como muitas das variedades de molinésias é utilizada no aquarismo como peixe ornamental apresentando muitas variações de cores, são animais vivíparos, com ciclos de gestação que variam de acordo com a temperatura do habitat em que vivem, em regiões de clima frio temos a interrupçóes das gestações durante o inverno.[1]. Difere-se da Poecilia velifera por apresentarem barbatanas dorsais maiores e pequenos pontos escuros e retangulares, enquanto na outra espécie estes pontos são luminosos [2].

Distribuição geográfica

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Poecilia latipinna ocorre em habitats de água doce e salobra, desde a Carolina do Norte até ao Texas e à península de Iucatã, no México. Preferindo pântanos costeiros alimentados por ribeiros de planície, bem como mangais, deltas e estuários, P. latipinna é muito comum na península da Flórida e em toda a região do golfo do México. Populações invasoras e introduzidas estabeleceram-se na Nova Zelândia, no oeste dos EUA e no Havai.[3] P. latipinna introduzidos na Califórnia[4] causaram um declínio nas populações de Cyprinodon macularius, uma espécie protegida a nível federal e em perigo de extinção.[5][6] É também invasora no Iraque, onde prospera nas águas do golfo Pérsico, na confluência dos deltas dos rios Tigre e Eufrates, ameaçando suplantar muitas espécies de killifish endémicas da região.[7] Curiosamente, P. latipinna foi introduzido na década de 1920 nas termas de Banff, no parque nacional de Banff, em Alberta, no Canadá.[8]

Sua população original é proveniente do litoral Atlântico dos Estados Unidos da América, bacia hidrográfica do rio Cape Fear, até às bacias hidrográficas que desaguam na Região de Veracruz no México, habitam preferencialmente a região perto das margens dos rios, vivendo em meio a vegetação subaquática ou palustre e com águas turvas. Como todas as molinésias possui boa tolerância a salinidade preferindo habitar regiões com água ligeiramnete salobras nas proximidas da foz dos rios como estuários e mangues, o que não impede de serem encontradas em regiões de água doce ou mesmo em pleno oceano, havendo casos de populações que frequentam o mar pelo menos em parte do ano[9].

São peixes pacíficos com outras espécies, ideal para um aquário comunitário, porém os machos tornam-se muito agressivos entre si, principalmente em aquários de dimensões reduzidas[1].

No ambiente do aquário o ideal seria manter a temperatura em torno dos 26°C, sendo a faixa ideal variável entre 17°C e 27°C. O pH da água ideal seria entre 7 e 8.2, e o dH em torno de 12 a 34, desta maneira percebemos que certas populações necessitam de um ambiente com água mais salobra desta forma deve-se atentar para a tolerância das outras éspecies de peixe ao nível de salinidade, em caso de aquário comunitário[9]

As molinésias são peixes onívoros, aceitando vários tipos de alimento, desde ração seca, a alimentos vivos, algas e alimentos vegetais são importantes em sua alimentação[10], desta forma são utilizadas no controle de algas em aquários plantados desde que o aquário ofereça parâmetros de água compatíveis[1].

Referências

  1. 1 2 3 Ficheiro Molinésia Lapitina do site Aquaflux
  2. Molly-ficha técnica - Site Aquariofilia.net
  3. «Arizona State Aquatic Nuisance Species Management Plan». Consultado em 1 de Maio de 2006
  4. Final Environmental Impact Statement, Wetland Assessment for the F- and H-Area Groundwater Remediation Project at the Savannah River Site (Março de 2004) Arquivado em 2006-10-02 no Wayback Machine
  5. «Sailfin Molly». Florida Museum of Natural History Ichthyology Department. Consultado em 1 de Maio de 2006
  6. Glenn F. Black. «Status of the Desert Pupfish, Cypronidon macularius (Baird and Girard), in California». Consultado em 1 de Maio de 2006
  7. «iraq». researchgate. Consultado em 1 de Fevereiro de 2022
  8. Parks Canada Agency, Government of Canada (2 de março de 2022). «Fish - Banff National Park». www.pc.gc.ca. Consultado em 10 de março de 2022
  9. 1 2 Ficheiro Molinésia Latipina do site Vivíparos
  10. Site Peixes de Aquário