Política econômica

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Detalhe de Governo, mural de Elihu Vedder no Lobby para a Sala Principal de Leitura da Biblioteca do Congresso Thomas Jefferson, em Washington, DC. A figura principal está sentada em cima de um pedestal onde se lê "governo", segurando uma tabuleta.

A política econômica consiste no conjunto de ações governamentais que são planejadas para atingir determinadas finalidades relacionadas com a situação econômica de um país, uma região ou um conjunto de países. Estas ações são executadas pelos agentes de política econômica, a saber: nacionalmente, o Governo, o Banco Central e o Parlamento e internacionalmente por órgãos como, por exemplo, o Fundo Monetário Internacional, o Banco Mundial e os Exim Banks.[1] Cada vez mais, há uma interação com entidades multinacionais, pelo fato de a economia da maioria dos países encontrar-se globalizada.

Modalidades[editar | editar código-fonte]

Pode ser de natureza estrutural, quando visa a modificar a estrutura macroeconômica; conjuntural, quando visa a administrar uma situação como depressão, hiperinflação ou escassez de produtos; ou expansionista, quando visa à manutenção ou à aceleração de crescimento econômico.

Instrumentos[editar | editar código-fonte]

Política fiscal[editar | editar código-fonte]

Conjunto de decisões e ações relacionadas com as despesas, receitas dos governos federal, estadual e municipal.

Política externa[editar | editar código-fonte]

Conjunto de medidas que tem, por finalidade, manter o equilíbrio do Balanço de Pagamentos, proteger determinados setores e desenvolver relações comerciais externas.

Por sua vez, subdivide-se em Política Cambial e Política Comercial.

Política de rendas[editar | editar código-fonte]

Conjunto de medidas visando à redistribuição de renda e justiça social.

Política monetária[editar | editar código-fonte]

Conjunto de medidas objetivando controlar o volume de liquidez (quantidade de dinheiro circulante) à disposição dos agentes econômicos.

Política de estabilização macroeconômica[editar | editar código-fonte]

Política de estabilização tem o objetivo de estimular uma economia da recessão ou conter o excesso de inflação com a restrição a oferta de dinheiro.

  • A política fiscal, com objetivo de guiar a economia através dos gastos do governo e impostos.
  • Postura Fiscal: O tamanho do déficit ou superávit.
  • Política sobre o imposto: Os impostos usados ​​para coletar as receitas do governo.
  • Os gastos do governo em qualquer área do governo
  • A política monetária controla o valor da moeda, diminuindo a oferta de dinheiro e controlando a inflação e estimulando o crescimento econômico. Foco na quantidade de dinheiro em circulação e, consequentemente, as taxas de juros e inflação.
  • As taxas de juros, se definida pelo Governo
  • Políticas sobre rendimentos e controle de preços a imposição ao controle não-monetária sobre a inflação
  • As reservas mínimas que afetam o multiplicador de dinheiro

Programas de política econômica no Brasil[editar | editar código-fonte]

Durante sua História, o Brasil passou por vários Governos com variados programas de política econômica. Mas, no geral, todos os Governos realizam investimentos no desenvolvimento do país de forma constante, programados pelo Orçamento Anual da União. Porém, alguns programas ficaram mais famosos.

Um exemplo de política econômica bem-sucedida no Brasil foi o famoso Plano de Metas, do presidente Juscelino, executado entre 1956 e 1960. Este plano incentivou a indústria automobilística, a abertura de estradas e criou Brasília, entre outros acontecimentos.

Posteriormente, nos anos 1970, os governos militares ficaram famosos por incentivar o desenvolvimento do país, através da ideia do "Brasil Grande", com diversos investimentos em infraestrutura (abertura e asfaltamento de milhares de quilômetros de estradas, construção de usinas de energia como Itaipu e outras, a Ponte Rio-Niterói, aeroportos, portos, criação do Proálcool e da Telebrás etc.).

No Governo Itamar Franco, o Plano Real levou ao controle da inflação, ao controle dos gastos públicos desenfreados através da implantação da Lei de Responsabilidade Fiscal, e também incluiu a privatização de empresas estatais ineficientes, alavancando melhorias no Brasil. Houve investimento na duplicação de 1 300 quilômetros de rodovias entre Belo Horizonte e Florianópolis, e de trechos das rodovias BR-232 (140 quilômetros entre Recife e Caruaru) e BR-230 (132 quilômetros entre João Pessoa e Campina Grande), incrementando a economia da região Nordeste do Brasil. O Governo Fernando Henrique Cardoso asfaltou rodovias de terra da Região Norte do Brasil para melhorar a economia e a integração nacional: com a Venezuela, ao asfaltar a rodovia BR-174 (988 quilômetros ligando Manaus-Boa Vista-fronteira com Venezuela), e com o Peru e Bolívia, ao asfaltar a rodovia BR-317 (331 quilômetros ligando Rio Branco a Assis Brasil, na fronteira tríplice).

Já o Governo Lula lançou, em 2007, o Programa de Aceleração de Crescimento - PAC,[2] um programa do Governo Federal englobando um conjunto de políticas econômicas planejadas para os 4 anos seguintes,[3] destinando-se a acelerar o crescimento econômico do país.[4]

Commons
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Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  1. Jacques Généreux, Introdução à política econômica; Edições Loyola, ISBN 8-515-01087-9
  2. Carlos Lessa, O conceito de política econômica: ciência e/ou ideologia?, Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Economia, 1998 ISBN 8-586-21517-1
  3. João Paulo de Almeida Magalhães, Adhemar dos Santos Mineiro, Luiz Antônio Elias, 20 anos de política econômica, Contraponto, 1999 ISBN 8-585-91023-2
  4. História econômica do Brasil contemporâneo: coletânea de textos apresentados no I Congresso Brasileiro de História Econômica, Campus da USP, setembro de 1993, Volume 4 , EdUSP, 2002 ISBN 8-531-40688-9
  5. OREIRO, J. L. e PAULA, L. F. Sistema Financeiro e Política Econômica em uma Era De. Elsevier Brasil. ISBN 8-535-26333-0
  6. CANO, W. Soberania e política econômica na América Latina'. Fundação Ed. UNESP. 2000. ISBN 8-571-39271-4
  7. Généreux, J. Économie politique, Hachette; Éd.4 (2004) ISBN 2-011-45587-1 (em francês)
  8. Guitton, H. e Vitry, D., Économie politique : Introduction générale, analyse micro-économique, analyse macro-économique. (Précis Dalloz) Dalloz; 13e éd. (1981) ISBN 2-247-00290-0 (em francês)
  9. Boissieu, C. de, Principes de politique économique. Paris. Economica. 1980 ISBN 2-717-80312-2 OCLC 461693079 (em francês)
  10. Ferdinand Bakoup, Africa and Economic Policy: Developing a Framework for Policymakers. Anthem Press, 2014 ISBN 1-783-08019-1 (em inglês)

Ligações externas[editar | editar código-fonte]