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Polaroides Urbanas

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Polaroides Urbanas
Pôster de divulgação do filme.
Brasil
2008 cor •  82 min 
Génerocomédia dramática
DireçãoMiguel Falabella
ProduçãoBruno Barreto
Paula Barreto
CoproduçãoCarlos Eduardo Rodrigues
Produção executivaBia Castro
RoteiroMiguel Falabella
ElencoMarília Pêra
Arlete Salles
Natália do Vale
Neusa Borges
Roberta Gualda
Stella Miranda
Otávio Augusto
Marcos Caruso
MúsicaGuto Graça Mello
CinematografiaGustavo Hadba
Direção de arteClaudio Amaral Peixoto
FigurinoMarcelo Pies
EdiçãoDiana Vasconcellos
Companhias produtorasLC Barreto
Miravista Pictures
Globo Filmes
DistribuiçãoBuena Vista Internacional
Lançamento29 de fevereiro de 2008[1]
Idiomaportuguês

Polaroides Urbanas é um filme de comédia dramática brasileiro de 2008 dirigido por Miguel Falabella e estrelado por Marília Pêra, Arlete Salles, Natália do Vale, Neusa Borges, Roberta Gualda, Stella Miranda, Otávio Augusto e Marcos Caruso nos papéis principais.[2] O roteiro de Falabella é adaptado de sua peça Como Encher um Biquíni Selvagem.[3] O filme foi distribuído nos mercados internacionais como Urban Snap-Shots.[4] A trama é uma comédia de costumes e acompanha diversos personagens que fazem parte do cotidiano, cheio de conflitos e situações próprias entrelaçadas.[5]

Sua estreia no Miami Brazilian Film Festival ocorreu em junho de 2007, tendo sido aplaudido pelo público e rendendo elogios ao roteiro de Miguel Falabella.[6] O filme recebeu o troféu Lente de Cristal de Melhor Filme pelo voto popular.[7] Posteriormente, recebeu avaliações mistas por parte da crítica especializada, que teceu diversos elogios para as interpretações, sobretudo as de Marília Pêra, Arlete Salles e Neusa Borges,[8][9] e pela mescla de drama e comédia, mas também fez críticas negativas para a estrutura narrativa do roteiro e aspectos técnicos, como a trilha sonora.[9]

Polaroides Urbanas foi lançado oficialmente nos cinemas brasileiros em 29 de fevereiro de 2008 pela Buena Vista Internacional.[10] O filme teve uma distribuição limitada e um público de pouco mais de 100 mil espectadores.[11] Nos Prêmios Guarani de 2009, o filme recebeu duas indicações, de Melhor Atriz para Marília Pêra e Melhor Efeitos Visuais.[12] Pêra também recebeu o prêmio de Melhor Atriz no Miami Brazilian Film Festival.[6]

A partir da rotina enfadonha da dona de casa Magali Santoro (Marília Pêra), diversas histórias se entrelaçam por conexões invisíveis. Presa a um casamento morno com Edmundo (Otávio Augusto), ela inveja a vida da irmã gêmea Magda, que viaja pelo mundo ao lado do marido atrapalhado Adalberto (Marcos Caruso) sem jamais se aprofundar em nada. Ao assistir a uma peça da atriz em decadência Lise Delamare (Arlete Salles), Magali revela que ambas são pacientes da psiquiatra Paula (Natália do Vale), uma profissional em crise diante da tentativa de suicídio da filha adolescente Melanie (Roberta Gualda), que encontra acolhimento na empregada Crioula (Neusa Borges).

Nesse mesmo universo, Arnaldo (Alexandre Slavieiro), filho de Magda e Edmundo, vive uma paixão obsessiva por Vanessa (Juliana Baroni), que já se envolveu com o garoto de programa Mike (Nicolas Trevijano). Entre essas trajetórias, Dalva (Stella Miranda), uma atendente de um centro de apoio contra o suicídio que perdeu a filha, surge como elo de empatia, conectando vidas à beira do colapso.[9]

Elenco e personagens

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Produção

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O roteiro do filme foi concebido por Miguel Falabella em uma adaptação de sua própria peça de teatro Como Encher um Biquini Selvagem, vista por mais de um milhão de espectadores[13] e encenada originalmente na década de 1990 com Cláudia Jimenez interpretando todos os personagens femininos retratados no texto.[9] Este foi o primeiro filme dirigido por Falabella, que anteriormente havia dirigido no teatro e na televisão.[13][14][15]

A personagem Vanessa, interpretada por Juliana Baroni, foi inspirada no papel de Nola Rice, interpretado por Scarlett Johansson no filme Match Point, de Woody Allen.[16]

Escolha do elenco

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Inicialmente, a atriz escolhida para interpretar as gêmeas Magda e Magali foi Cláudia Jimenez, intérprete das personagens no teatro. No entanto, a atriz não aceitou participar do projeto.[3] O texto então foi apresentado para Regina Casé, mas a atriz não pôde participar por conflito de agenda.[3] Marília Pêra foi convidada em seguida e aceitou as personagens. "Claudia não pôde fazer, a Regina também não e o roteiro chegou nas minhas mãos no sufoco. Faltavam 15 dias para começar as filmagens. Li o roteiro e fiquei louca para fazer, mas tive pouco tempo para me preparar", disse a atriz sobre a escalação para o filme.[3] Neusa Borges foi escolhida pelos produtores, da família Barreto, que, ao lerem o texto e o perfil da personagem Crioula, logo pensaram na atriz para interpretá-la.[17] Miguel Falabella convidou atores que realizaram parceria com ele em suas obras anteriores para o elenco, incluindo Arlete Salles, Natália do Vale, Stella Miranda, Mary Sheila, Alessandra Maestrini, Juliana Baroni e Otávio Augusto.[13][18]

Filmagens

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As filmagens tiveram início em fevereiro de 2006 e foram finalizada em março do mesmo ano.[19][20] As gravações de Polaroides Urbanas ocorreram na cidade do Rio de Janeiro, com diversas cenas externas. As locações foram na Praça Nossa Senhora da Paz, na Lagoa Rodrigo de Freitas, no Aterro do Flamengo e nos bairros de Ipanema e Barra da Tijuca.[21]

Lançamento

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Polaroides Urbanas teve sua première oficial durante o 11° Miami Brazilian Film Festival, ocorrido nos Estados Unidos em junho de 2007, onde recebeu elogios do público e recebeu o prêmio de melhor filme do júri popular.[7] O filme foi lançado oficialmente nos cinemas do Brasil em 29 de fevereiro de 2009 pela Buena Vista Internacional.[10]

Repercussão

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Marília Pêra foi elogiada pela interpretação cômica e dramática no filme. Ela foi indicada ao Prêmio Guarani de Melhor Atriz.

Bilheteria

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Polaroides Urbanas foi lançado em 33 salas de cinema no Brasil em fevereiro de 2008. Ao longo de sua exibição, foi assistido por 108.277 espectadores e gerou uma receita total de R$ 837.665,00.[11]

Recepção crítica

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A crítica especializada recebeu o filme de forma mista. Cecília Barroso, escrevendo para o Cenas de Cinema, destacou que o sucesso do filme está "ao alternar entre o super divertido e o tocante", mas pontuou que o roteiro do filme "possui problemas", a trilha sonora é "equivocada" e as atuações do filme são irregulares misturando "grandes atuações com a insegurança da inexperiência de alguns".[9] Barroso escreveu que Marília Pêra dá um "show de atuação" no papel de uma dona de casa frustrada e uma irmã gêmea oposta e que sua performance "sem ser avacalhada e nem contida demais, arranca boas risadas e conquista quem está na plateia".[9] A crítica também elogiou os desempenhos de Neusa Borges (descrita como mais tocante da trama), Natália do Vale, Arlete Salles e Stella Miranda, mas fez ressalvas quanto as atuações de Roberta Gualda e Juliana Baroni que, embora boas em seus papéis, "ainda precisam se desvencilhar dos tiques que a televisão deixa em seus atores".[9]

Ao Cinema com Rapadura, Diego Benevides pontuou o filme com 7 em 10 pontos e disse que a principal virtude do filme é o desempenho do time de atrizes.[8] Benevides escreveu que o "cinema brasileiro precisa de realizadores com maior tato como Falabella. Seja em dramas, comédias ou dramédias, é preciso registrar que no Brasil somos bons contadores de histórias e que nem sempre precisamos lembrar-nos de favela, traficante e polícia para escrever um filme competente. Polaróides Urbanas não nasceu para ser um filme perfeito, até porque trata das imperfeições de pessoas como eu ou você, caro leitor. Porém, marca uma experiência mais que deliciosa em ver um elenco único vivendo tragédias tão próximas de nós".[8]

Raphaella Spencer, para a revista OGrito!, pontuou que o filme "cultiva exageros estéticos da TV e do Teatro". Spencer escreveu ainda: "Uma das referências de Miguel Falabella foi o diretor espanhol Pedro Almodóvar, mas além de algumas semelhanças estéticas, o estreante não atinge aspectos reconhecidos do diretor espanhol como a composição de inusitados personagens que apesar de impensados convencem por suas interpretações. No caso de Polaróides Urbanas, fica exatamente a sensação oposta. Apesar de simples, as atuações são “over” demais para convencer como retratos do cotidiano.[14]

Marcelo Müller, escrevendo para o site Papo de Cinema, fez uma crítica negativa ao filme: "Dá para imaginar Falabella se divertindo muito ao fazer Polaróides Urbanas, e esse sentimento, possivelmente ocasionado pela companhia de amigos e fieis colaboradores no set, é a única nota dissonante (portanto positiva e transparente) numa obra errática, anódina e completamente esquecível. Nem mesmo as presenças de Marília Pêra, Arlete Salles, Natália do Vale, Berta Loran, Lúcio Mauro, Marcos Caruso ou Otávio Augusto, apenas para citar alguns, salvam a estreia de Miguel Falabella como cineasta. Há certos filmes que crescem após a sessão, motivo pelo qual é recomendado não nos atirarmos às primeiras impressões, mas Polaróides Urbanas precisa melhorar um bocado para ser taxado de ruim".[13]

Prêmios e indicações

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Associações Ano Categoria Recipiente(s) Resultado Ref.
Miami Brazilian Film Festival 2007 Melhor Filme de Longa-metragem (voto popular) Polaroides Urbanas Venceu [6]
Melhor Atriz Marília Pêra Venceu
Melhor Roteiro Miguel Falabella Venceu
Prêmio Contigo! de Cinema Nacional 2008 Melhor Atriz Marília Pêra Indicada [22]
Melhor Atriz Coadjuvante Arlete Salles Indicada
Prêmio Qualidade Brasil 2008 Melhor Filme Polaroides Urbanas Indicado [23]
Melhor Diretor de Cinema Miguel Falabella Indicado
Melhor Atriz de Cinema Marília Pêra Indicada
Melhor Ator Coadjuvante de Cinema Marcos Caruso Venceu
Melhor Atriz Coadjuvante de Cinema Neusa Borges Indicada
Melhor Ator Revelação de Cinema Alexandre Slaviero Indicado
Melhor Atriz Revelação de Cinema Roberta Gualda Indicada
Prêmio Guarani de Cinema Brasileiro 2009 Melhor Atriz Marília Pêra Indicada [12]
Melhor Efeitos Visuais Gustavo Hadba Indicado

Referências

  1. «Falabella se inspira em Almodóvar, mas é na chanchada que encontra seu estilo». Folha de S.Paulo. 29 de fevereiro de 2008. Consultado em 8 de outubro de 2022. Cópia arquivada em 8 de março de 2025
  2. AdoroCinema, Polaróides Urbanas, consultado em 14 de abril de 2026
  3. 1 2 3 4 «Marília Pêra vive gêmeas em 'Polaróides urbanas', o primeiro filme dirigido por Miguel Falabella». O Globo. 21 de fevereiro de 2008. Consultado em 14 de abril de 2026
  4. «Urban Snap-Shots». Box Office Mojo. Consultado em 14 de abril de 2026
  5. «Polaróides Urbanas». gshow. 29 de fevereiro de 2008. Consultado em 14 de abril de 2026
  6. 1 2 3 Redação (10 de junho de 2007). «Miguel Falabella leva Lentes...». CARAS Brasil. Consultado em 14 de abril de 2026
  7. 1 2 «'Proibido proibir' e 'Polaróides urbanas' vencem o 11º Festival do Cinema Brasileiro de Miami». O Globo. 10 de junho de 2007. Consultado em 14 de abril de 2026
  8. 1 2 3 «Polaróides Urbanas». Cinema com Rapadura. 18 de abril de 2008. Cópia arquivada em 6 de junho de 2015
  9. 1 2 3 4 5 6 7 Barroso, Cecilia (3 de fevereiro de 2009). «Polaróides Urbanas». Cenas de Cinema. Consultado em 14 de abril de 2026
  10. 1 2 «Folha de S.Paulo - Crítica/cinema/"Polaróides Urbanas": Falabella se inspira em Almodóvar, mas é na chanchada que encontra seu estilo - 29/02/2008». www1.folha.uol.com.br. Consultado em 14 de abril de 2026. Cópia arquivada em 8 de março de 2025
  11. 1 2 Ancine. «Listagem de filmes brasileiros lançados de 1995 a 2020» (PDF). Consultado em 6 de janeiro de 2026
  12. 1 2 «14º Prêmio Guarani :: Premiados de 2008 - Papo de Cinema». Consultado em 14 de abril de 2026. Cópia arquivada em 4 de dezembro de 2025
  13. 1 2 3 4 «Polaróides Urbanas - Papo de Cinema». Consultado em 14 de abril de 2026. Cópia arquivada em 25 de janeiro de 2026
  14. 1 2 «Polaróides Urbanas - Revista O Grito! — Jornalismo cultural que fala de tudo». revistaogrito.com. 28 de março de 2008. Consultado em 14 de abril de 2026. Cópia arquivada em 30 de setembro de 2023
  15. «Folha de S.Paulo - "Sou popular por opção" - 22/07/2007». www1.folha.uol.com.br. Consultado em 14 de abril de 2026
  16. Redação (20 de fevereiro de 2008). «Juliana Baroni: "Não quero ser a Scarlet Johansson brasileira"». Vírgula. Consultado em 14 de abril de 2026
  17. Redação (12 de fevereiro de 2006). «Neuza Borges protagoniza longa-metragem de Miguel Falabella». OFuxico. Consultado em 14 de abril de 2026
  18. Redação (23 de março de 2008). «Alessandra Maestrini solta a voz...». CARAS Brasil. Consultado em 14 de abril de 2026
  19. Redação (15 de fevereiro de 2006). «Filme de Miguel Falabella começa a ser rodado». OFuxico. Consultado em 14 de abril de 2026
  20. Redação (15 de março de 2006). «Juliana Baroni filma como garota de programa». OFuxico. Consultado em 14 de abril de 2026
  21. AdoroCinema, Les secrets de tournage du film Polaróides Urbanas, consultado em 14 de abril de 2026
  22. «Premiação de cinema consagra "Tropa de elite"». www.gazetadopovo.com.br. 19 de agosto de 2008. Consultado em 25 de novembro de 2025
  23. «Categoria Cinema - 2008 - Prêmio Arte Qualidade Brasil». premioartequalidade.org.br. Consultado em 14 de abril de 2026. Cópia arquivada em 29 de dezembro de 2018

Ligações externas

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