Polichinelo

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Ilustração de Polichinelo por volta do ano 1650

Polichinelo é uma antiga personagem-tipo e burlesca da commedia dell'arte, cujas raízes remontam ao teatro da Roma Antiga. Se caracteriza pelo nariz longo, cifose, grande barriga, barrete, roupa multicolorida e fala tremida e esganiçada.[1]

Polichinelo resume em si mesmo a unidade dos contrários, com algumas versões de sua estória colocando-o até mesmo como hermafrodita ou filho de plebeu e nobre.[2]

Segredo de Polichinelo é uma informação que devia ser secreta, mas que é do conhecimento geral.[3][4]

Teatro de marionetas[editar | editar código-fonte]

Os personagens da Commedia dell'Arte foram ainda transportados para o teatro de marionetas, como foi o caso de Polichinelo, que, em Portugal, também teve o nome de D. Roberto:

Podemos, sem grande margem de erro, afirmar que na Europa, o século XVII vê o teatro de marionetas expandir-se, tornando-se um espectáculo de grande aceitação popular. Tornadas marionetas, as personagens da Commedia dell'Arte obtém enorme aprovação popular e, ainda que concebidos em locais e momentos diferentes, mantiveram, até aos nossos dias, a sua existência e identidade de base. É a história do Pulcinella italiano que se tornou Polichinelo e Guignol (França), Punch e Judy (Inglaterra), Polichinelo, Kasperl (Alemanha e Áustria) que substitui o Tradicional Hanswurst "João Salsicha", Petrouchka (Rússia), Kasparek (Praga), Don Cristobal (Espanha) e D. Roberto (Portugal)... Estas representações de marionetas de luva, essencialmente dedicadas a um público popular, conseguiam, com frequência, escapar à dura censura a que eram sujeitos, ao recorrerem a diálogos improvisados, dificilmente submetidos a controle prévio.[5]

Ainda hoje se usa a expressão "um Roberto" para designar "um boneco". A personagem feminina da Commedia dell'Arte era a Colombina, que associada a Don Cristobal, o Polichinelo espanhol, oferecia uma ligação direta a Don Cristobal Colon.

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Referências

  1. FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 1 354.
  2. Maffesoli, Michel (2010). O Tempo das Tribos. O declínio do individualismo nas sociedades de massa. Ensaio & Teoria 4 ed. (Rio de Janeiro: Forense Universitária). p. 97. ISBN 978-85-218-0375-1. 
  3. «Polichinelo». 
  4. «Segredo de Polichinelo». 
  5. Museu da Marioneta (Marionetas/Europa). Acesso em 6 de setembro de 2015.

Ver também[editar | editar código-fonte]

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