Poloprobio

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O Polo de Proteção da Biodiversidade e Uso Sustentável dos Recursos Naturais - Poloprobio, atualmente sediado em Castanhal, Estado do Pará, foi fundado em 1998, como uma Organização Não Governamental, transformando-se em uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) em 2002. Constituído inicialmente com o intuito de prestar assistência técnica em projetos de assentamento da Reforma Agrária (Incra), foi constituído por um grupo multidisciplinar de associados, das mais diversas áreas de conhecimento, como técnicos em agropecuária, engenheiros agrônomos, médicos veterinários, pedagogos, professores, tecnológos em heveicultura, entre outros técnicos do extinto projeto Lumiar do Incra.

Com o final do Projeto Lumiar os técnicos se dispersaram e se desligaram da entidade, os remanescentes decidiram se readequar quanto instituição e transformaram a ONG em uma OSCIP. O Poloprobio recebeu como reforço os trabalhos e pesquisas da Coopereco. Com esta incorporação, o Poloprobio passou a se dedicar mais à questão socioambiental, notadamente no que dizia respeito à busca por soluções práticas que permitissem às comunidades tradicionais reduzirem o imenso fosso social a que estavam submetidas desde o início do primeiro ciclo de extração da borracha.

Ressalte-se que o extrativismo da borracha, no sistema convencional, uma das principais atividades na região, entrou em colapso. Por não ter como competir em igualdade de condições com a borracha oriunda dos seringais de cultivo, com maior produtividade e cujas plantações estão localizadas mais próximas dos centros consumidores, o sistema entrou em falência generalizada. De todo este processo as maiores vítimas foram às populações tradicionais, sejam elas indígenas, seringueiros ou ribeirinhos, abandonados em seus locais de origem, sem qualquer solução para seu sustento.

Assim, visando reduzir esta dívida social, desde a sua fundação o Poloprobio vem buscando reduzir este déficit aprimorando as técnicas de processamento do látex nativo, onde surge a pesquisa com os encauchados. Esta foi desenvolvida junto com as populações indígenas e comunidades extrativistas da Amazônia. A pesquisa consolidou-se numa tecnologia social, denominada de Encauchados de Vegetais da Amazônia, a qual se resume em técnicas que combinam conhecimentos tradicionais, com processos industriais, aprimorados e adaptados para serem utilizados, de forma artesanal, na própria floresta, gerando oportunidades de trabalho e renda para as populações indígenas e tradicionais, sem interferir no seus estilos de vida e sem agredir o meio ambiente. Os encauchados permitem ao seringueiro, pela primeira vez na história, agregar valor ao seu produto, a borracha, ampliando a possibilidade de renda por parte do produtor.

Dessa forma, o Poloprobio vem atuando em projetos de pesquisa, desenvolvimento, repasse de tecnologia, inovação e extensão, contribuindo para o desenvolvimento local, através de práticas sustentáveis.

Atualmente possui parceria com a Universidade Federal do Acre - UFAC/CFCH, com a Universidade Federal do Pará – UFPA/NAEA, com a Fundação Nacional do Índio –FUNAI, com a [Fundação Banco do Brasil] e com o Instituto Chico Mendes para a Conservação da Biodiversidade –ICMBio, entre outros.

Tem como apoiadores-financiadores, o Programa Desenvolvimento & Cidadania Petrobras, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico –CNPq, o Banco da Amazônia, o SEBRAE, o Programa Biodiversidade Brasil – Itália, a Financiadora de Estudos e Projetos – FINEP.

Prêmios:

Paiva (2015) revela serem estes os prêmios recebidos pela instituição: Fórum de Desenvolvimento Sustentável para a Amazônia do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior - MDIC, Prêmio Prof. Samuel Benchimol 2006, como 3º colocado na categoria Econômica/Tecnológica. Prêmio FINEP 2007 de Inovação Tecnológica em 02 (duas) categorias na região Norte: 3º. Colocado na categoria processo e 1º. Colocado na categoria Inovação Social e Menção Honrosa em âmbito nacional. Prêmio FINEP de Inovação na Região Norte, categoria Tecnologia Social, cujo projeto possibilitou viabilizar um projeto de pesquisa executado em parceria com a UFPA-NAEA. Prêmio Equatorial do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento – PNUD foi conquistado em 2008, cuja entrega foi em Barcelona, na Espanha, durante a Conferência Mundial para o Meio Ambiente. Selecionado pelo Instituto Ethos, 2008, para participar da Mostra de Tecnologias Sustentáveis, em SP, na Conferência Internacional Ethos. Participou da Mostra de Tecnologias Sociais, durante o 2º. Fórum Nacional de Tecnologias Sociais, também em 2008, em Brasília-DF. Prêmio Objetivos de Desenvolvimento do Milênio–ODM - Brasil. Escolhido pelo Ministério de Desenvolvimento Agrário, como uma Boa Prática para os Territórios Rurais, participando do II Salão dos Territórios, em Brasília-DF, em 2010.

Projetos executados: Paiva (2015) revela serem estes os projetos executados ou em execução pelo Poloprobio: a) Edital MCT / MMA / SEAP / SEPPIR / CNPq n.º 26/2005 - Seleção Pública de Propostas para Apoio a Projetos de Tecnologias Sociais para Comunidades Tradicionais e Povos Indígenas. Projeto intitulado: Ciência e Saber Tradicional na Amazônia: Os novos encauchados produzidos na Terra Indígena Kaxinawa de Nova Olinda. b) Edital MCT/CNPq/MDA/SAF/MDS/SESAN- Nº 36/2007: Repasse da tecnologia dos encauchados de vegetais para a promoção do desenvolvimento local integrado e sustentável com inclusão social e equilíbrio ambiental em comunidades indígenas e de seringueiros. c) Programa Petrobras Desenvolvimento & Cidadania. Chamada Pública 2007. Título: Encauchados de Vegetais da Amazônia gerando trabalho e renda para índios e seringueiros. d) Programa Petrobras Desenvolvimento & Cidadania. Chamada Pública 2007. Renovação em 2011. Título: Encauchados de Vegetais da Amazônia gerando trabalho e renda para índios e seringueiros. FASE II: Fortalecimento e ampliação. e) Chamada de projetos Sebrae 02/2008 - seleção de propostas para apoio a projetos de difusão de tecnologias sociais. Título: Encauchados de Vegetais da Amazônia promovendo inclusão social para seringueiros no Estado do Pará. f) Chamada de projetos Sebrae 02/2008 - seleção de propostas para apoio a projetos de difusão de tecnologias sociais. Título: Encauchados de Vegetais da Amazônia promovendo inclusão social para seringueiros no Estado do Acre. g) Edital MCT/CNPq Nº 029/2009 Seleção Pública de Propostas de Pesquisa, Desenvolvimento - Científico e Extensão - Tecnológica para Inclusão Social. Título: Unidade sustentável dos Encauchados de Vegetais da Amazônia da Ilha do Combu. h) Edital MCT/CNPq Nº 029/2009 Seleção Pública de Propostas de Pesquisa, Desenvolvimento - Científico e Extensão - Tecnológica para Inclusão Social. Título: Uso da cinza para a obtenção de um conservante natural para a estabilização do látex natural. i) Edital MCT/CNPq Nº 65/2009 - Entidades Setoriais de Apoio a PD&I nas Empresas. Título: Nanocompósitos poliméricos de látex nativo e fibras vegetais amazônicas e sua aplicação na construção civil e na produção de artesanatos. j) Financiadora de Estudos e Projetos – FINEP. Título: Encauchados de Vegetais da Amazônia: Tecnologia Social e Extensão Social Participativa. k) BNDES/Fundação Banco do Brasil. Edital Seleção Pública 2014/005 – Redes ECOFORTE. Título: Rede Criativa e Solidária dos Encauchados no Estado do Pará. l) Programa Petrobras Desenvolvimento & Cidadania. Chamada Pública 2007. Renovação em 2014. Título: Encauchados de Vegetais da Amazônia gerando trabalho e renda para índios e seringueiros. FASE III: Estrutura mercadológica e sustentabilidade. m) Planos de Gestão Territorial e Ambiental em Terras Indígenas/ BNDES/Fundo Amazônia. 2015 – em contratação: Fortalecimento da identidade Kaxinawá dos rios Envira e Tarauacá com a produção de encauchados de vegetais da Amazônia.