Pompeo Batoni

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Pompeo Batoni
Pompeo Girolamo Batoni. autoretrat, 1773-1774. Galleria degli Uffizi, Florència
Nascimento 25 de janeiro de 1708
Luca
Morte 4 de fevereiro de 1787 (79 anos)
Roma
Cidadania Itália
Ocupação pintor
Obras destacadas Truth and Mercy, Peace and Justice, Charles Joseph Crowle
Movimento estético classicismo

Pompeo Girolamo Batoni (Lucca, Grão-Ducado da Toscana, 25 de janeiro de 1708 - Roma, 4 de fevereiro de 1787) foi um pintor italiano do período Rococó.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Battoni nasceu em Lucca, filho do ourives Paolino Batoni. Mudou-se para Roma em 1727 ou 1728, tornando-se aprendiz de Sebastiano Conca e Francesco Imperiale.

Não obstante, já no início da década de 1740, Batoni recebe suas primeiras encomendas independentes. Em 1741, associa-se à Accademia di San Luca. Sua célebre pintura Êxtase de Santa Catarina de Siena (1743), atualmente no Museo di Villa Guinigi, em Lucca, ilustra com perfeição o refinamento do estilo Barroco tardio. Outra obra-prima do período, A Queda de Simão Mago (Cleveland Museum of Art), foi inicialmente pintada para a Basílica de São Pedro.

Batoni atingiu um inconteste prestígio em Roma, especialmente após a partida de seu maior rival, o pintor alemão Anton Raphael Mengs (precursor do Neoclassicismo) para a Espanha, em 1761. Foi protetor de Winckelmann e, assim como este, buscou externar em sua arte o Classicismo contido enunciado em artistas anteriores, como Rafael e Poussin, em detrimento dos pintores venezianos então em voga.

A retratística de Batoni era altamente valorizada, principalmente por aristocratas britânicos de passagem por Roma, que frequentemente encomendavam retratos pomposos, dispostos em cenários repletos de antiguidades, ruínas e obras de arte (há registros de mais de 200 retratos de patronos britânicos pintados por Batoni). Suas obras se proliferaram nas coleções particulares inglesas, assegurando a popularidade do gênero no Reino Unido, onde Sir Joshua Reynolds seria seu principal expoente.

Em Lisboa podem admirar-se várias das suas pinturas na Basílica da Estrela

Em 1769, executou o duplo retrato de Francisco I da Áustria e José II da Germânia, que lhe rendeu ampla notoriedade na Áustria. Por volta desta época, também retratou o Papa Pio VI.

Casou-se duas vezes, com Caterina Setti, em 1729, e com Lucia Fattori, em 1747, e teve doze filhos - três dos quais tornaram-se assistentes do seu estúdio. De 1759 em diante, Batoni viveu em uma ampla residência na Via Bocca di Leone, em Roma, onde se localizava seu ateliê, além de galerias para expor suas obras e uma academia de desenho. Faleceu em Roma, em 1787.

Lista de trabalhos[editar | editar código-fonte]

Alegoria e História[editar | editar código-fonte]

(Em ordem cronológica)

  • A Virgem Maria entronizada com santos do Gabrielli di Gubbio família - (1732-1733), San Gregorio al Celio, Roma; e (1736), Gallerie dell'Accademia, Veneza
  • As cinco alegorias das artes - (1740) Stadelsches Kunstinstitut, Frankfurt am Main
  • Apollo and Two Muses - (1741) Museu do Palácio do Rei João III em Wilanów, Varsóvia
  • Catarina de Siena em Ecstasy - (1743) Museo di villa Guinigi, Lucca
  • Aquiles e Lycomedes - (1745) Uffizi, Florença
  • O tempo ordena que a velhice destrua a beleza - (1746) National Gallery, Londres
  • Queda de Simão Mago - (1746–1755) Basílica de São Pedro, Roma
  • Enéias fugindo de Tróia - (1750) Galeria Sabauda, Torino
  • Vulcan - (1750) Galeria Nacional do Canadá, Ottawa
  • Cleópatra mostra a Otaviano o busto de César - (1755) Musée des Beaux-Arts de Dijon
  • Martírio de Santa Lúcia - (1759) Real Academia de Belas Artes de San Fernando, Madrid
  • A Sagrada Família - (1760) Museu Capitolino, Roma
  • Diana e Cupido - (1761) Metropolitan Museum of Art, Nova York
  • Madonna - Igreja de Santa Maria em Monterone, Roma

Retratos[editar | editar código-fonte]

  • Retrato de um homem em um terno azul - (1760) Museu de Arte de Dallas
  • Retrato de Richard Milles - (1760-1770) National Gallery, Londres
  • Retrato de Humphry Morice - (1761) National Gallery, Londres
  • Retrato de Charles Crowle - (1761-1762) Louvre, Paris
  • Retrato de Lord Dundas - (1764) Aske Hall, Yorkshire, Inglaterra
  • Retrato de Manuel de Rodas - (1765) Real Academia de Belas Artes de San Fernando, Madrid
  • Retrato de Abbondio Rezzonico - (1766) Galleria Nazionale d'Arte Antica, Roma
  • Retrato de Sir Gregory Page Turner - (1768) coleção particular
  • Retrato de Leopold, Grão-duque da Toscana - (1768) coleção particular
  • Retrato de Thomas Estcourt, Esquire - (1772) Biblioteca John Hay, Brown University
  • Auto - retrato - (1773-1774) Uffizi, Florença
  • Retrato de Thomas William Coke - (1774) Holkham Hall, Norfolk, Inglaterra
  • Retrato de um homem (John Scott?) - (1770) National Gallery, Londres
  • Retrato de Pio VI - (1775-1776) Galeria Sabauda, ​​Torino
  • Retrato de Douglas, 8º Duque de Hamilton - (1775–1776) Castelo Inveraray
  • Retrato de Francis Basset - (1778) Real Academia de Belas Artes de San Fernando, Madrid
  • Retrato de Francis Basset 1º Barão de Dunstanville - (1778) Museu do Prado, Madrid
  • Retrato de George Legge Visconde Lewisham - (1778) Museu do Prado, Madrid
  • Retrato do Papa Pio VI - (ca.1780) Castelo Real, Varsóvia
  • Retrato de Pierre André de Suffren - (c.1785)
  • Retrato da Condessa Maria Benedetta di San Martino - (1785) Museu Thyssen-Bornemisza, Madrid

Galleria[editar | editar código-fonte]

Retratos[editar | editar código-fonte]

Outros assuntos[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]

CLARCK, M. Pompeo Batoni. Oxford: Oxford University Press, 1985.