Pompeo Batoni

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Apolo e duas musas (1741). Pintura de Pompeo Batoni (Palácio Wilanów, Varsóvia).

Pompeo Girolamo Batoni (Lucca, Grão-Ducado da Toscana, 25 de janeiro de 1708 - Roma, 4 de fevereiro de 1787) foi um pintor italiano do período Rococó.

Battoni nasceu em Lucca, filho do ourives Paolino Batoni. Mudou-se para Roma em 1727 ou 1728, tornando-se aprendiz de Sebastiano Conca e Francesco Imperiale.

Não obstante, já no início da década de 1740, Batoni recebe suas primeiras encomendas independentes. Em 1741, associa-se à Accademia di San Luca. Sua célebre pintura Êxtase de Santa Catarina de Siena (1743), atualmente no Museo di Villa Guinigi, em Lucca, ilustra com perfeição o refinamento do estilo Barroco tardio. Outra obra-prima do período, A Queda de Simão Mago (Cleveland Museum of Art), foi inicialmente pintada para a Basílica de São Pedro.

Batoni atingiu um inconteste prestígio em Roma, especialmente após a partida de seu maior rival, o pintor alemão Anton Raphael Mengs (precursor do Neoclassicismo) para a Espanha, em 1761. Foi protetor de Winckelmann e, assim como este, buscou externar em sua arte o Classicismo contido enunciado em artistas anteriores, como Rafael e Poussin, em detrimento dos pintores venezianos então em voga.

Sagrada Família, Museus Capitolinos, Roma

A retratística de Batoni era altamente valorizada, principalmente por aristocratas britânicos de passagem por Roma, que frequentemente encomendavam retratos pomposos, dispostos em cenários repletos de antiguidades, ruínas e obras de arte (há registros de mais de 200 retratos de patronos britânicos pintados por Batoni). Suas obras se proliferaram nas coleções particulares inglesas, assegurando a popularidade do gênero no Reino Unido, onde Sir Joshua Reynolds seria seu principal expoente.

Em Lisboa podem admirar-se várias das suas pinturas na Basílica da Estrela

Em 1769, executou o duplo retrato de Francisco I da Áustria e José II da Germânia, que lhe rendeu ampla notoriedade na Áustria. Por volta desta época, também retratou o Papa Pio VI.

Casou-se duas vezes, com Caterina Setti, em 1729, e com Lucia Fattori, em 1747, e teve doze filhos - três dos quais tornaram-se assistentes do seu estúdio. De 1759 em diante, Batoni viveu em uma ampla residência na Via Bocca di Leone, em Roma, onde se localizava seu ateliê, além de galerias para expor suas obras e uma academia de desenho. Faleceu em Roma, em 1787.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]

CLARCK, M. Pompeo Batoni. Oxford: Oxford Univerity Press, 1985.