Ponte Jornalista Phelippe Daou

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Ponte Rio Negro
Ponte Rio Negro, Brasil
Nome oficial Ponte Jornalista Phellipe Daou
Arquitetura e construção
Design Ponte Estaiada
Mantida por SEINF-AM / Governo do Estado do Amazonas
Início da construção novembro de 2007
Data de abertura 24 de outubro de 2011 (7 anos)
Dimensões
Comprimento total 3 595 metros[1]
Largura Seção estaiada: 22,60 metros Trecho corrente: 20,70 metros
Altura 185 metros[2]
Pedágio Não
Geografia
Via 4 vias, parte da AM-070
Cruza Rio Negro
Localização  Amazonas
Coordenadas 3° 07' 9.39" S 60° 04' 43.66" O

Ponte Jornalista Phelippe Daou, popularmente conhecida como Ponte Rio Negro, é uma ponte estaiada que atravessa o Rio Negro, no estado do Amazonas, no Brasil.[3] Ela conecta os municípios de Manaus e Iranduba, fazendo parte da Rodovia Manoel Urbano (AM-070), que por sua vez dá acesso também aos municípios de Manacapuru e Novo Airão (esse último através da rodovia AM-352), ambos na Região Metropolitana de Manaus.

Inaugurada em 24 de outubro de 2011, é a única ponte que atravessa o trecho brasileiro do Rio Negro. Com 11 km de extensão total, sendo 3,6 km sobre o Rio Negro, 2 km na margem esquerda e 5,5 km na margem direita.[4] É a maior ponte estaiada em águas fluviais do Brasil por conta dos seus 400 metros de seção suspensa por cabos.[5] Seu custo total foi de R$ 1,099 bilhão (R$ 586 milhões do BNDES e R$ 513 milhões do Governo do Estado do Amazonas).[6]

História[editar | editar código-fonte]

Parte estaiada da Ponte Jornalista Phelippe Daou.

A ponte começou a ser construída em 2008.[3] Foram usados aço e cimento em quantidade suficiente para erguer três estádios do Maracanã. Devido ao grau de acidez das águas do Rio Negro, adicionou-se pozolana (material silicioso anticorrosivo) ao concreto empregado nas estacas e no tabuleiro.

Em 24 de outubro de 2011, aniversário de 342 anos da capital do Amazonas, a mesma foi inaugurada pela ex-presidente da república, Dilma Roussef, que fez uma promessa: a extensão da Zona Franca de Manaus por mais 50 anos e a extensão dos benefícios para toda a região metropolitana, possibilitando um maior desenvolvimento e o início de uma conurbação urbana entre quatro municípios vizinhos.[7]

Em 21 de fevereiro de 2017, o Governo do Estado do Amazonas anunciou que a Ponte Rio Negro passaria a se chamar Ponte Jornalista Phelippe Daou, mediante o decreto estadual nº 37.646, de 21 de fevereiro de 2017, assinado pelo ex-governador do amazonas José Melo; a justificativa para a renomeação, segundo o decreto, é que "o Estado tem o dever de homenagear os cidadãos que atuaram na contribuição para o Desenvolvimento do Amazonas".[8]

Estrutura[editar | editar código-fonte]

A Ponte Jornalista Phelippe Daou, uma das maiores pontes desta espécie, com 400 metros (seção suspensa por cabos) de Manaus para o rio, é uma das maiores pontes no mundo devido a sua extensão. Sua largura total é de 20,70 metros no trecho convencional e 22,70 metros na parte estaiada. Sua via contém quatro faixas de tráfego, duas em cada sentido, além da faixa de passeio para pedestres nos dois lados. O mastro central apoia dois vãos de 200 metros para cada lado. A estrutura, em forma de losango, é dividida em três partes: um cone de ponta-cabeça abaixo do tabuleiro, um cone acima do tabuleiro e o topo do mastro. O formato aerodinâmico foi adotado para diminuir o atrito com o vento de forma a evitar ressonância ondulatória tal como o caso da ponte de Tacoma.[9][10]

Ao lado do Teatro Amazonas, a ponte vem sendo considerada um dos maiores e mais importantes monumentos da arquitetura da Amazônia, o que representa um marco na integração da Região Metropolitana de Manaus (RMM), fundada em 2007, com treze municípios e cerca de 2,6 milhões de habitantes.[9]

Vista panorâmica da Ponte Phelippe Daou

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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