Ponte Rio Negro

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Emblem-scales.svg
A neutralidade deste(a) artigo ou se(c)ção foi questionada, conforme razões apontadas na página de discussão.
Justifique o uso dessa marca na página de discussão e tente torná-lo mais imparcial.
Ponte Rio Negro
Ponte Rio Negro, Brasil
Nome oficial Ponte Rio Negro
Arquitetura e construção
Design Ponte Estaiada
Mantida por SEINF-AM / Governo do Estado do Amazonas
Início da construção 2007[1]
Data de abertura 24 de outubro de 2011 (5 anos)
Dimensões
Comprimento total 3 595 metros[1]
Largura Seção estaiada: 22,60 metros Trecho corrente: 20,70 metros
Altura 185 metros[2]
Pedágio Não
Geografia
Via 4 vias, parte da AM-070
Cruza Rio Negro
Localização  Amazonas
Coordenadas 3° 07' 9.39" S 60° 04' 43.66" O

A Ponte Rio Negro é uma ponte estaiada que atravessa o Rio Negro, no estado do Amazonas. Ela conecta os municípios de Manaus e Iranduba, fazendo parte da rodovia Manoel Urbano (AM-070). Inaugurada em 24 de outubro de 2011, é a única ponte que atravessa o trecho brasileiro do Rio Negro, sendo considerada a maior ponte fluvial e estaiada do Brasil, com 3,6 quilômetros de extensão (3.595 metros). Seu custo total foi de R$ 1,099 bilhão (R$ 586 milhões do BNDES e R$ 513 milhões do Governo do Amazonas).[3]

História[editar | editar código-fonte]

Parte estaiada da Ponte Rio Negro.

Construção[editar | editar código-fonte]

A Ponte Rio Negro começou a ser construída em 2007. Foram usados aço e cimento em quantidade suficiente para erguer três estádios do Maracanã. Devido a acidez das águas do Rio Negro, adicionou-se pozolana (material silicioso anticorrosivo) ao concreto empregado nas estacas e no tabuleiro.

Inauguração[editar | editar código-fonte]

Em 24 de outubro de 2011, aniversário de 342 anos da capital do Amazonas, a mesma foi inaugurada, com 3.595 metros a um custo de R$ 1,099 bilhões, pela ex-presidente do país, Dilma Roussef, que garantiu uma promessa feita antes à cidade: a extensão da Zona Franca de Manaus por mais 50 anos e a extensão dos benefícios para toda a região metropolitana, garantindo a extensão de incentivos além do Polo Industrial de Manaus, possibilitando um maior desenvolvimento e o início de uma conurbação entre quatro municípios vizinhos, com a criação de empregos e a preservação do meio ambiente.[4]

Estrutura[editar | editar código-fonte]

A Ponte Rio Negro, a maior ponte estaiada de 400 metros (seção suspensa por cabos) do Brasil para o rio, é a segunda maior ponte fluvial no mundo, superada apenas pela ponte sobre o Rio Orinoco, na Venezuela. Sua largura total é de 20,70 metros no trecho convencional e 22,70 metros na parte estaiada. A via tem quatro faixas de tráfego, duas em cada sentido, além da faixa de passeio para pedestres nos dois lados. O mastro central apoia dois vãos de 200 metros para cada lado. A estrutura, em forma de diamante, é dividida em três partes: um cone de ponta-cabeça abaixo do tabuleiro, um cone acima do tabuleiro e o topo do mastro. O formato aerodinâmico foi adotado para diminuir o atrito com o vento.[5]

Para o governo do Amazonas a ponte vai além da arquitetura monumental, levando o desenvolvimento para as regiões do rio Purus e Solimões, além dos municípios adjacentes. Um exemplo é a produção oleira em Iranduba e o incremento do turismo em Novo Airão e outros municípios da RMM. Pretende-se duplicar a estrada Iranduba-Manacapuru (AM-070), permitindo aos produtores rurais que se liguem via malha viária à capital sem a necessidade de "atravessadores" comerciais.[6]

Ao lado do Teatro Amazonas, a ponte vem sendo considerada um dos maiores e mais importantes monumentos da arquitetura da Amazônia, o que representa um marco na integração da Região Metropolitana de Manaus (RMM), fundada em 2007, com treze municípios e cerca de 2,6 milhões de habitantes.[5]

Vista panorâmica da Ponte Rio Negro, Brasil.

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ícone de esboço Este artigo sobre uma ponte é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.