Ponte térmica

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Ponte térmica por diferença de materiais

Um fator importante, que deve ser pensando no desenvolvimento de qualquer construção, é o isolamento térmico, ele evita grandes trocas de calor entre o ambiente interno e o externo. Um bloqueio térmico eficiente reduz o gasto energético dos edifícios, além de fornecer maior conforto aos usuários. Para tanto, além da análise dos matérias a serem usados, é primordial observar a possibilidade da formação de pontes térmicas, que podem comprometer bastante o isolamento térmico.

As pontes térmicas ocorrem em zonas do entorno do edifício onde há alterações no material utilizado, como a geometria dos elementos construtivos e suas propriedades (condutibilidade térmica, por exemplo) ou quando há troca de material: presença de janelas, portas e vigas, por exemplo. O calor tende a ter um fluxo unidimensional, retilíneo, mas nas pontes térmicas ele segue a trajetória em que há um menor gasto de energia, ou seja, o caminho com menor resistência térmica, diante disso, são formados fluxos bidimensionais ou tridimensionais.[1]

Classificação[editar | editar código-fonte]

Ponte térmica pontual (A)

As pontes térmicas podem ser classificadas em três tipos:[2]

  • Bidimensionais: São constituídas pela ligação de dois ou mais elementos construtivos.
  • Tridimensionais: Resultam da ligação entre duas ou mais pontes bidimensionais. Ocorre nas intersecções de dois elementos planos, horizontal e vertical, por exemplo.
  • Pontuais: São aquelas na ligação entre três dimensões da mesma ordem de grandes, duas paredes e um pavimento, por exemplo.

Consequências[editar | editar código-fonte]

As pontes térmicas permitem o acréscimo das trocas de calor, comprometendo o isolamento térmico, e levam a uma distribuição heterogênea de temperatura dentro da construção. Diante disso, a temperatura das superfícies interiores sofre uma grande diminuição, o que causa condensações superficiais. Estas condensações propiciam o ambiente perfeito para a proliferação de fungos filamentosos e bolores, que resulta num efeito prejudicial para o edifício e para os seus ocupantes, visto que contribui para a degradação dos materiais de construção utilizados e para danos na saúde dos usuários.

Outra consequência é o aumento do gasto de energia relativo à climatização, pois com a maior facilidade de troca de calor entre o meio externo e interno o aparelho utilizado é exigido por mais tempo.[3]

Possíveis correções[editar | editar código-fonte]

A melhor maneira de solucionar os problemas associados às pontes térmicas é a análise do motivo de seu aparecimento, só então é possível encontrar a melhor forma para minimizar seu efeito. Uma solução possível é a colocação de um isolamento na parede exterior ou interior da construção. Neste caso, a situação que melhor previne o aparecimento das pontes é o bloqueio térmico pelo exterior das paredes, visto que as partes heterogêneas serão encobertas, garantindo a continuidade do isolamento. Já nas zonas de portas e janelas é mais difícil a colocação do bloqueio térmico, diante disso a eliminação das pontes térmicas dificilmente ocorrerá.[4]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. GUSTAVO VENTURA OLIVEIRA (2012). «ANÁLISE COMPARATIVA ENTRE O SISTEMA CONSTRUTIVO EM LIGHT STEEL FRAMING E O SISTEMA CONSTRUTIVO TRADICIONALMENTE EMPREGADO NO NORDESTE DO BRASIL APLICADOS NA CONSTRUÇÃO DE CASAS POPULARES» (PDF). Consultado em Outubro, 2015  Verifique data em: |access-date= (ajuda)
  2. Júlio Henrique Marques Pessoa (Setembro, 2011). «Análise da influência das pontes térmicas nos edifícios residenciais» (PDF). Consultado em Outubro, 2015  Verifique data em: |access-date= (ajuda)
  3. GIOIELLI, Beatriz Echenique , ALMEIDA, André Basso de , CUNHA, Eduardo Graia da e FERRUGEM, Anderson Priebe. (2014). «ESTUDO DO EFEITO DE PONTES TÉRMICAS EM ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO NO DESEMPENHO ENERGÉTICO DE EDIFÍCIO HOTELEIRO PARA 4 ZONAS BIOCLIMÁTICAS BRASILEIRAS» (PDF). Consultado em Outubro, 2015  Verifique data em: |access-date= (ajuda)
  4. Jorge Gustavo Marques Alface Pereira Valério (Setembro, 2007). «Avaliação do Impacte das Pontes Térmicas no Desempenho Térmico e Energético de Edifícios Residenciais Correntes» (PDF). Consultado em Outubro, 2015  Verifique data em: |access-date= (ajuda)

Ver também[editar | editar código-fonte]

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