Porcelana Schmidt

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Porcelana Schmidt
Fundação 1943 (74 anos)
Sede Mauá, Brasil Brasil
Empregados 1200 (2010)
Produtos Porcelanas, Louças de Mesa
Divisões Pomerode, Campo Largo, Mauá
Website oficial www.Porcelanaschmidt.com.br

Porcelana Schmidt é uma empresa brasileira de produtos de porcelana.

Seus produtos são para uso domiciliar e empreendimentos empresariais; a empresa é reconhecida como uma das principais marcas do setor de utilidades domésticas do Brasil e do mundo.

História[editar | editar código-fonte]

O pioneiro[editar | editar código-fonte]

A família Schmidt chegou em Mauá através de Fritz Erwin Schmidt, que havia sido enviado por um tio à Alemanha em 1929, com apenas 16 anos. No exterior, começou a estudar sobre as técnicas de fabricação de artigos de barro tipo “Bunzlau”, uma espécie de grês fino. Mas Fritz foi mais longe e em 1933 retornou ao Brasil com diploma de ceramista. Em 1937 fundou junto com empresários locais a Porcelana Mauá. Como Fritz não tinha recursos para contratar mão de obra mais especializada, treinou seus familiares, transformando-os em técnicos capacitados.

Em 1942, após desentendimentos com os sócios, Fritz pediu demissão e junto com ele todos os membros da famila se retiraram da fábrica, que chegou a parar a produção naquele ano, por algum tempo, voltando a operar depois, com novos técnicos. Após quase um ano trabalhando em outras fábricas (Céramus e Cerâmica Matarazzo), em 1943 Fritz Erwin Schmidt funda a Porcelana Real em Mauá.

A Schmidt[editar | editar código-fonte]

Estimulados por Erwin Schmidt, em 1945 a família Schmidt funda uma nova fábrica de porcelana, instalada em um galpão de madeira, na cidade de Pomerode. Essa contou com a base técnica de Erwin Schmidt, além do trabalho de toda a família. Nascia a futura Porcelana Schmidt S/A.

Em poucos anos de atividade, a empresa teve acentuado crescimento, motivado pela moderna tecnologia e aumento de sua capacidade produtiva e vendas, mo período do pós-guerra.

Desta forma, em 1948, a família Schmidt admitiu novos acionistas para compor o seu quadro societário e, com esse ingresso de recursos, adquiriu a totalidade do controle acionário da Empresa Porcelana Real Ltda. de São Paulo, que se tornou uma S/A.

Mais tarde, no ano de 1956, com os negócios mantendo-se em ascendência, o Grupo Schmidt adquiriu o controle acionário da Cerâmica Brasileira, em Campo Largo PR, transformando-a também em fábrica de porcelana, denominando-a Porcelana Steatita. Em 1972, as empresas se fundiram, surgindo o Grupo Schmidt, contando com três plantas industriais: Pomerode/SC, Campo Largo/PR e Mauá/SP.

Em 1991 as três fabricas passaram por uma reestruturação e aposentaram as marcas Steatita e Real, trabalhando todas então sobre o nome Porcelana Schmidt e sobre o símbolo da Coroa.

A empresa é reconhecida como a maior marca do setor de porcelana fina de mesa da América Latina, tendo obtido cerca de 80% do mercado brasileiro durante a década de 1990.

Crise[editar | editar código-fonte]

Uma crise de sucessão, a concorrência dos produtos da China e a mudança no padrão de consumo de porcelana fina no país são as razões principais da crise da tradicional fabricante que começou nos anos 90. A produção exportada caiu de 20% para 5% em 2010 e a produção total de 2,4 milhões de peças por mês, há três anos, para 1,9 milhão. Na unidade de Campo Largo mais de 2.500 pessoas perderam o emprego. Desde o início do ano de 2010 houve atrasos de salários e a empresa entrou em recuperação judicial para evitar a falência.[1]

A partir de Setembro de 2010, a empresa conta com uma nova gestão, cujo presidente hoje é Sr. Nelson Luiz Vieira de Morais Lara, que foi diretor comercial da empresa entre 1978 e 2001 e um dos grandes responsáveis pela ascensão da marca e da presença de mercado da Porcelana Schmidt. O Sr. Nelson Lara, sócio - proprietário da Lara & Associados Consultoria Estratégica, foi consultor de grandes empresas do setor de utilidades, como Panex, Oxford e Nadir Fiqueiredo, além de serviços prestados em outros setores, como varejo, construção civil e financeiro.

Desde então, a empresa normalizou a sua produção e o pagamento a funcionários e fornecedores, além de retomar a confiança do seu mercado e dos seus credores.

Referências

  1. «Às vésperas dos 65 anos, a Porcelana Schmidt interrompe produção». clicrbs.com.br (Diário Catarinense). Consultado em 27 de dezembro de 2010 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]