Porsche na Fórmula 1

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O Porsche 804, que obteve a única vitória da equipe Porsche na Fórmula 1, no Grande Prêmio da França de 1962.

A Porsche ingressou na Fórmula 1 com uma equipe própria na temporada de 1961, mas a equipe não alcançou o sucesso desejado, conseguindo apenas uma vitória. Ela saiu da categoria máxima do automobilismo mundial em 1962.

História[editar | editar código-fonte]

Começo[editar | editar código-fonte]

Apesar de Ferdinand Porsche ter desenhado carros para disputar as competições de Grandes Prêmios nas décadas de 1920 e 1930 para Mercedes e Auto Union, a Porsche AG nunca se sentiu a vontade em categorias de monoposto.

No final da década de 1950, o Porsche 718 RSK, um carro esportivo de dois lugares, foi inserido nas corridas de Fórmula 2, já que as regras permitiam isso, e os tempos de volta foram promissores. O 718 foi modificado pela primeira vez, movendo o assento para o centro do carro e, posteriormente, foram construídos as rodas abertas adequadas. Esses carros de 1500 cc tiveram algum sucesso. Os antigos carros de Fórmula 2 foram transferidos para a Fórmula 1 em 1961, onde o projeto ultrapassado da Porsche não foi competitivo. Para a temporada de 1962, um Porsche 804, de primeira geração e elegante, desenvolvido recentemente, alcançou a única vitória da Porsche como construtor em uma corrida do Campeonato Mundial de Fórmula 1, conquistada por Dan Gurney no Grande Prêmio da França de 1962.[1] Uma semana depois, ele repetiu o sucesso na frente da multidão doméstica da Porsche em Stuttgart em uma corrida não válida para o Campeonato. No final da temporada, a Porsche retirou-se da categoria devido aos altos custos, apenas tendo adquirido a fábrica de Reutter. A Volkswagen e as filiais alemãs de fornecedores não tiveram interesse em um compromisso Fórmula 1, pois esta categoria estava muito longe dos carros de rua. Os competidores privados continuaram a usar o Porsche 718 desatualizado na Fórmula 1 até a temporada de 1964.

Fornecedora de motores[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Motores Porsche na Fórmula 1
O McLaren MP4/2 utilizava o motor TAG-Porsche.

Tendo sido muito bem-sucedido com os carros com turbo na década de 1970, a Porsche retornou à Fórmula 1 em 1983, depois de quase duas décadas de ausência, mas desta vez como fabricante de motor, fazendo o motor a pedido da TAG. Os motores TAG-Porsche eram utilizados pela equipe McLaren, e obtiveram um certo sucesso, levando a equipe McLaren a dois títulos de construtores (1984 e 1985) e três títulos de pilotos (1984, 1985 e 1986). Em 1987 abandona mais uma vez a categoria.

Em 1991 volta a fornecer motores, desta vez para a equipe Footwork, porém não se mostra um motor competitivo pois o orçamento permitido pela equipa não permitia grande desenvolvimento, conseguindo apenas um ponto na temporada e decretando assim a saída definitiva da Porsche na Fórmula 1.

Resultados[editar | editar código-fonte]

Ano Chassis Motor Pneus Pilotos 1 2 3 4 5 6 7 8 9 Pontos Posição final
1961 718
787
547/6 1.5 F4 D MON PBS BEL FRA GBR ALE ITA EUA 22 (23)
Suécia Jo Bonnier 12 11 7 7 5 NC Ret 6
Estados Unidos Dan Gurney 5 10 6 2 7 7 2 2
Alemanha Ocidental Hans Herrmann 9 13
Alemanha Ocidental Edgar Barth WD
1962 718
804
753 1.5 F8
547/6 1.5 F4
D PBS MON BEL FRA GBR ALE ITA EUA RSA 18 (19)
Suécia Jo Bonnier 7 5 WD 10 Ret 7 6 13
Estados Unidos Dan Gurney Ret Ret 1 9 3 13 5
Estados Unidos Phil Hill DNS

Referências

  1. «Curiosidades da F-1». Super Speedway. Consultado em 22 de setembro de 2017 
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