Porta de Aviz

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Porta de Aviz
Porta d'Aviz, gravura séc. XIX
Construção séc. XIV, XV, XVI e XVII
1381 - primeiras referências.
1525 - reconstrução parcial.
Aberto ao público Sim
Estilos arquitetónicos maneirista
Património Nacional
Classificação Logotipo Anta Vilarinho PT.png Monumento Nacional
(Decreto n.º 8 218, DG n.º 130)
Data 29-06-1922
DGPC 69778
SIPA 2730
Estado de conservação Bom
Geografia
País Portugal Portugal

A Porta de Aviz, também referida como Porta de Avis, localiza-se na freguesia de São Mamede, na cidade e distrito de Évora, em Portugal.

História[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Castelo de Évora

A referência mais antiga que se conhece a esta porta nas muralhas da povoação é de 1381.[1]

Posteriormente, em 1525 foi parcialmente reconstruída por motivo da entrada triunfal em Évora de D. Catarina de Áustria, quando dos seus esponsais com João III de Portugal.[2]

Em 1804 foi restaurada, conforme testemunha a inscrição comemorativa:[3]

NOVA PORTA DE AVIZ
ABERTA NO ANNO DA ESTERILIDADE DE 1804
SENDO REGENTE DO REINO O PRÍNCIPE D. JOÃO
PAI DESTES SEVS VASSALLOS PIEDOSO FILHO DE D. MARIA I
OS CIDADAOS PVZERAO AQVI
AOS VINDOVROS ESTA MEMORIA

Encontra-se classificada como Monumento Nacional desde 1922,[4] e acessível ao público.

Descrição[editar | editar código-fonte]

Arquitectura de tipologia militar e religiosa, de estilo predominantemente maneirista, construída segundos os cânones arquitectónicos de Vauban, à semelhança das fortificações de Estremoz e Elvas. No interior, tem-se acesso à ermida de Nossa Senhora do Ó. Também se pode apreciar a porta primitiva, embebida na muralha, com restos do fresco original.[2][3]

Referências

  1. ESPANCA, Túlio (1966). Inventário Artístico de Portugal-Distrito de Évora. vol. I. Lisboa: [s.n.] 
  2. a b IGESPAR, Ministério da Cultura de Portugal. «Ficha detalhada da Porta de Aviz». Consultado em 16 de março de 2011 
  3. a b Sistema de Informação para o Património Arquitectónico (DGPC). «Porta de Aviz». Consultado em 16 de Março de 2011 
  4. Decreto n.º 8 218, DG n.º 130, de 29 de Jun de 1922

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • LIMA, Miguel dos Reis Pedroso de (1995). O recinto muralhado de Évora: subsídios para o estudo do seu traçado. texto policopiado - Tese Mestrado em Recuperação do Património Arquitectonico e Paisagístico. Évora: Universidade de Évora. Consultado em 16 de Março de 2011 
  • PEREIRA, Gabriel (1893). Os Assédios de Évora. Estudos Eborenses. [S.l.: s.n.] 
  • ESPANCA, Túlio (1945). Fortificações e Alcaidarias de Évora. Cadernos de História da Arte Eborense. Évora: [s.n.] 

Ver também[editar | editar código-fonte]