Portal:Algarve

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Brazão do Algarve

Portal do Algarve

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 Kingdom of the Algarve CoA.svg  O Portal do Algarve
Localização do Algarve
Ovelhas a pastar no Algarve

A Região do Algarve ou simplesmente Algarve, é uma das sete regiões NUTS II de Portugal, sendo a mais meridional entre todas as regiões do país. É também uma das regiões da Europa, tal como a União Europeia tem para fins estatísticos, demográficos e geográficos. O Algarve constitui a região turística mais importante de Portugal e uma das mais importantes da Europa. A sua área totaliza quilómetros quadrados, sendo assim a segunda menor região de Portugal Continental em termos de área. Segundo os Censos de 2021, a sua população totaliza habitantes,[1] com uma densidade populacional de 94,3 habitantes por quilómetro quadrado. A região é limitada a norte pela Região do Alentejo, a leste pela Espanha, a sul e oeste pelo Oceano Atlântico. O cabo de São Vicente, localizado na vila de Sagres, é o ponto mais a sudoeste da Europa continental.

Em 2020, o Algarve era a segunda região de Portugal com maior poder de compra, atrás apenas da Área Metropolitana de Lisboa, com um PIB per capita de 83% da média da União Europeia. Por conta dos fatores supramencionados, o Algarve transformou-se numa das regiões portuguesas com maior número de residentes estrangeiros, oriundos principalmente de outros países europeus. Em 2018, 69 mil dos habitantes não eram portugueses, tendo sido os cidadãos oriundos de França, Itália e Suécia os que mais cresceram naquele ano. Os cidadãos de nacionalidade britânica continuam a ser os mais representativos entre a população estrangeira residente no Algarve.

A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve (CCDR-ALG) é a agência que coordena as políticas ambientais, o ordenamento do território, as cidades e o desenvolvimento global desta região, apoiando os governos e associações locais.

Sumários temáticos

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 Kingdom of the Algarve CoA.svg  Artigos destacados

O prato amêijoas na cataplana é típico da culinária de Portugal, de origem da região do Algarve.

O seu nome deriva do recipiente em que é preparado, a cataplana, uma panela metálica formada por duas partes côncavas que se encaixam com auxílio de uma dobradiça. Os alimentos são ali cozinhados com o recipiente fechado e em lume brando.

No caso das amêijoas, como na maior parte dos mariscos, a cozedura é rápida, evitando que eles percam o seu sabor. Os ingredientes ou temperos usados têm muitas variantes, mas geralmente incluem batatas e cebolas às rodelas, chouriço ou outro tipo de carne de porco, pimentão ou tomate (ou os dois condimentos) e ervas de cheiro, como o coentro e a salsa.


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 Messagebox info.png  História do Algarve
Menir de Padrão, na Raposeira. Datado do Quarto , é o mais bem preservado monumento megalítico no Barlavento algarvio.

Na época pré-romana era habitado pelos cónios, cúneos ou cinetes, um povo (formado por várias tribos) de filiação linguística e étnica possivelmente celta ou ibera, cujo território incluía toda a atual região e ainda o sul do atual distrito de Beja. Esse antigo território dos cónios ia da foz do rio Mira à foz do Guadiana, pelo litoral, e da foz do rio Mira passando pela área das nascentes do rio Sado e pelas ribeiras de Terges e de Cobres até à confluência desta última com o Guadiana e descendo pela margem direita ou oeste desse rio novamente até à sua foz, pelo interior, abrangendo assim toda a área da Serra do Caldeirão (também denominada Serra de Mu) e seu planalto.

Povos ibéricos pré-romanos - línguas indo-europeias
Segundo José Hermano Saraiva, os conii ou cynetes (cónios, em latim, ou cinetes, em grego), conforme atestam os topónimos Conímbriga e Coina, haviam-se deslocado para o sul por conta da pressão exercida por outros povos e, como os lusitanos, eram celtas. O território deste povo situava-se muito próximo de uma antiga civilização nativa da Península Ibérica, a de Tartessos (que se desenvolveu no oeste da atual Andaluzia), na bacia do rio Guadalquivir (antigo Betis). Devido a isso, os cónios foram muito influenciados por esta antiga cultura ou fizeram mesmo parte dessa civilização. Além disso, é possível que fossem relacionados com os tartessos, embora alguns autores da Antiguidade clássica, tal como Estrabão e Plínio, o Velho, neguem isso. Também foram influenciados pelas civilizações mediterrânicas (grega, romana, cartaginesa) ainda antes da época romana e eram um dos povos culturalmente mais avançados do atual território de Portugal e mesmo da Península Ibérica de então, pois já tinham conhecimento da linguagem escrita, tendo mesmo criado e desenvolvido uma escrita própria, a escrita do sudoeste, que também pode ser designada escrita cónia.

Fauna e Flora

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 Messagebox info.png  Fauna e Flora
Titanobochica magna.jpg

Titanobochica magna (Pseudoescorpião gigante das grutas do Algarve) é uma espécie de pseudoescorpião cavernícola gigante da família Bochicidae que habita as grutas do Algarve. Foi descoberto pela bióloga portuguesa Ana Sofia Reboleira, durante o seu doutoramento e descrito em 2010 por Juan A. Zaragoza e Ana Sofia Reboleira.

O material típico desta espécie encontra-se na colecção de Ana Sofia Reboleira, Juan A. Zaragoza (Universidad de Alicante), na colecção da Universidad de La Laguna, do Museu de Ciências Naturais de Barcelona, Museu de História Natural de Genéve, de Paris e de Madrid.

Este espectacular pseudoescorpião cavernícola foi nomeado descoberta do mês pela revista inglesa BBC Wildlife, em Novembro de 2011 e em 2013 foi eleito como uma das novas espécies mais incríveis do planeta Terra, pelo International Institute for Species Exploration da Universidade do Arizona, USA.

Geografia

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 Messagebox info.png  Geografia do Algarve
Geografia
Algarve (NUTS II)
Mapa divisão, por concelhos, do Barlavento e do Sotavento.

O Algarve confina a norte com a região do Alentejo (sub-regiões do Alentejo Litoral e Baixo Alentejo), a sul e oeste com o oceano Atlântico, e a leste o Rio Guadiana marca a fronteira com Espanha. O ponto mais alto situa-se na serra de Monchique, com uma altitude máxima de 902 m (Pico da Foia).

Além de Faro, têm também categoria de cidade os aglomerados populacionais de Albufeira, Lagoa, Lagos, Loulé, Olhão, Portimão, Quarteira, Silves, Tavira e Vila Real de Santo António. Destas, todas são sede de concelho à excepção de Quarteira.

A zona ocidental do Algarve é designada por Barlavento e a oriental por Sotavento. A designação deve-se com certeza ao vento predominante na costa sul do Algarve, sendo a origem histórica desta divisão incerta e bastante remota. Na Antiguidade, os Romanos consideravam no sudoeste da Península Ibérica a região do cabo Cúneo — que ia desde Mértola por Vila Real de Santo António até à enseada de Armação de Pêra — e a região do Promontório Sacro — que abrangia o restante do Algarve.

Internamente, a região é subdividida em duas zonas, uma a Ocidente (o Barlavento) e outra a Leste (o Sotavento). Com esta divisão podemos registar um claro efeito de espelho entre as duas zonas. Cada uma destas zonas tem 8 municípios e uma cidade dita principal: Faro está para o Sotavento como Portimão está para o Barlavento. De igual modo possui cada uma delas uma serra importante (a Foia, no Barlavento, e o Caldeirão, no Sotavento). Rios com semelhante importância (o Arade no Barlavento e o Guadiana no Sotavento).

Um hospital principal em cada uma das zonas garante os cuidados de saúde em todo o Algarve. Em termos de infraestruturas, o Aeroporto Internacional está numa zona e o Autódromo Internacional noutra. Finalmente, a nível desportivo, os históricos do futebol algarvio Sporting Clube Olhanense (representante do Sotavento) e o Portimonense Sporting Clube (representante do Barlavento) encontram-se regularmente na Primeira Liga do futebol português. A equipa do Olhanense ascendeu à 1.ª Liga em 2009, enquanto que por sua vez a equipa de Portimão ascendeu um ano depois, em 2010.


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 Messagebox info.png  Clima do Algarve
Mapa climático de Portugal Continental segundo a classificação climática de Köppen-Geiger.
Sobreiro num campo de trigo, uma imagem típica da região do Alentejo.
Estância de esqui na Serra da Estrela, o ponto mais alto de Portugal continental.

O clima em Portugal é mediterrânico, Csa no sul e Csb no norte, de acordo com a classificação climática de Köppen-Geiger. Portugal é um dos países europeus mais amenos: a temperatura média anual em Portugal continental varia dos 4 °C no interior norte montanhoso até 18 °C no sul, na bacia do Guadiana. Os verões são amenos nas terras altas do norte do país e na região litoral do norte e do centro. O outono e o inverno são tipicamente ventosos, chuvosos e frescos, sendo mais frios nos distritos do norte e central do país, nos quais ocorrem temperaturas negativas durante os meses mais frios. No entanto, nas cidades mais ao sul de Portugal, as temperaturas só muito ocasionalmente descem abaixo do 0 °C, ficando-se pelos 5 °C na maioria dos casos.

Normalmente, os meses de Primavera e Verão são ensolarados e as temperaturas são altas durante os meses secos de Julho e Agosto, podendo ocasionalmente passar dos 40 °C em boa parte do país, em dias extremos, e com maior frequência no interior do Alentejo. Em algumas regiões, como nas bacias do Tejo e do Douro, as temperaturas médias anuais podem chegar a atingir os 20 °C.

A precipitação total anual média varia de pouco mais de 3000 mm nas montanhas do norte a menos de 600 mm em zonas do sul do Alentejo. O país tem à volta de 2500–3200 horas de sol por ano, e uma média de 4–6 horas no Inverno e 10–12 horas no Verão, com valores superiores no sudeste e inferiores no noroeste.

A neve ocorre regularmente em quatro distritos no norte do país (Guarda, Bragança, Vila Real e Viseu) e diminui a sua ocorrência em direcção ao sul, até se tornar inexistente na maior parte do Algarve. No Inverno, temperaturas inferiores a -10 °C e nevões ocorrem com alguma frequência em pontos restritos, tais como a Serra da Estrela, a Serra do Gerês e a Serra de Montesinho, podendo nevar de Outubro a Maio nestes locais.

Os arquipélagos da Madeira e Açores têm uma faixa mais estreita de temperatura, com temperaturas médias anuais que excedem os 20 °C, de acordo com o Instituto de Meteorologia, na costa sul da ilha da Madeira. A precipitação total anual média no território continental varia de pouco mais do que 3000 mm nas montanhas do norte, até menos de 300 mm na região do vale do Massueime, próxima de Vila Nova de Foz Côa na bacia hidrográfica do Douro. Na Montanha do Pico, nos Açores, fica o local mais chuvoso de Portugal, atingindo os 6250 mm num ano, de acordo com o IM (Instituto de Meteorologia).

As ilhas dos Açores situam-se na dorsal meso-atlântica ao passo que as ilhas da Região Autónoma da Madeira foram formadas pela actividade de um ponto quente, de forma semelhante às ilhas do Havai. Algumas ilhas tiveram recentemente actividade vulcânica, a mais conhecida, ocorreu em 1957. Tanto as ilhas dos Açores como a da Madeira têm um clima temperado, mas existem diferenças entre as ilhas, principalmente devido a diferenças na temperatura e precipitação.

As ilhas dos Açores não têm meses secos no Verão, logicamente um clima temperado marítimo em que segundo Köppen-Geiger (Cfb) há uma ausência de meses secos no Verão. Na vertente norte da ilha da Madeira apresenta-se um clima oceânico, enquanto que a vertente sul tem um clima mediterrânico, com maior humidade do que num clima mediterrânico típico, mas com menos humidade do que na vertente norte da ilha. As Ilhas Selvagens, que se incluem no arquipélago da Madeira, têm um clima desértico (BWh) com uma precipitação total anual média de cerca de apenas 150 mm (5,9 pol.). As temperaturas médias à superfície do mar nestes arquipélagos variam dos 16 °C—18 °C, no Inverno, aos 23 °C—24 °C, no Verão, atingindo ocasionalmente os 26 °C.

Cultura

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 Kingdom of the Algarve CoA.svg  Biografia selecionada
Martim Afonso de Melo, 2.º Conde de São Lourenço (1595?-1671), 1673-1675 - Feliciano de Almeida (Galleria degli Uffizi, Florence).png

Martim Afonso de Melo (c. 1600 - 31 de Julho de 1671), 2.º Conde de São Lourenço, foi um nobre português do século XVII e dos 40 Conjurados que executaram o golpe palaciano do 1º de Dezembro de 1640, dando início à Restauração da Independência do Reino de Portugal.

Foi senhor de Vila do Bispo, dos Reguengos de Sagres e de Elvas e Alcaide-mor desta última cidade, comendador de Madalena de Elvas, Santiago de Lobão, Santiago de Petalvos, Rio Tinto usufruiu também da herança de sua mulher D. Madalena da Silva, herdeira do 1.º Conde de São Lourenço.

Foi Fidalgo do Conselho, com assento nos Conselhos de Estado e da Guerra.

Participou na Guerra da Restauração, tendo sido Governador das Armas do Alentejo. Nomeado ainda vedor da Fazenda e gentil-homem da câmara do Infante D. Pedro (futuro rei D. Pedro II).

D. Martim foi sucedido na sua Casa pelo seu filho e herdeiro Luís de Melo da Silva, 3.º Conde de São Lourenço (c.1620-?).

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 Kingdom of the Algarve CoA.svg  Pesca no Algarve
Fortaleza de Sagres

Quando o Infante D. Henrique, filho de D. João I e duque de Viseu, iniciou as suas explorações, deu começo às Era dos Descobrimentos na sua Vila do Infante, já que a península de Sagres não tinha os requisitos para tal empreitada. Havia pouca água potável, a agricultura era residual, havia falta de madeira para a construção naval, não havia porto de águas profundas, e a população era muitíssimo reduzida. O Infante repovoou uma aldeia chamada Terçanabal, que ficaria deserta devido a ataques de pirataria contínuos a partir do mar. A aldeia situava-se num local estratégico para as suas empreitadas marítimas e mais tarde chamar-se-ia Vila do Infante.

O Príncipe Henrique empregou cartógrafos, como Jehuda Cresques, para o ajudarem a mapear as costas da Antiga Mauritânia e promoveu viagens de reconhecimento para tal. Contratou um especialista em instrumentação e cartografia, Jaime de Maiorca, de modo que os seus capitães puderam ter a melhor informação e equipamento náuticos da época. Tal conduziu à lenda da Escola Naval de Sagres (embora uma "escola" signifique aqui um grupo de estudo, e não um edifício). Nunca existiu um centro de ciências da navegação ou um observatório. O centro das expedições era Lagos, mais a leste. Só mais tarde as rotas de navegação partiriam de Belém, a oeste de Lisboa.

Placa em homenagem ao Infante D. Henrique, oferecida pela Marinha dos EUA e colocada na Fortaleza de Sagres

Foi uma época de importantes descobertas: a cartografia era tornada mais precisa graças a novos instrumentos de medida, com versões melhoradas do astrolábio e do relógio de sol, os mapas eram atualizados e melhorados, e foi concebido um tipo revolucionário de embarcação, a caravela.

O Infante D. Henrique construiu uma capela junto da sua casa em 1459, à medida que ia passando mais tempo em Sagres ou nas proximidades nos anos seguintes. Veio a falecer em Sagres em 13 de Novembro de 1460.

A localização precisa da escola de navegação do Príncipe Henrique (em Lagos?) é desconhecida (é uma crença popular que foi destruída no Terramoto de 1755).


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 Kingdom of the Algarve CoA.svg  Educação em Algarve
A Universidade do Algarve (UAlg) é a instituição de Ensino Superior de referência do Sul de Portugal, reconhecida pela excelência da investigação, pela qualidade do ensino e pelas relações estreitas que estabelece com a sociedade. Criada em 1979, a UAlg tem consolidado a sua oferta formativa, a sua capacidade de investigação e o seu potencial de transferência de conhecimento. Composta por três campi: Gambelas e Penha, em Faro, e um em Portimão, a Universidade do Algarve oferece mais de 150 cursos de formação inicial e pós-graduada. Conta atualmente com espaços amplos, infraestruturas e equipamentos que proporcionam excelentes condições de estudo, trabalho, investigação e socialização a uma população de cerca de 700 docentes e investigadores e 9 mil estudantes nas suas diversas áreas de formação: Artes, Comunicação e Património; Ciências Sociais e da Educação; Ciências e Tecnologias da Saúde; Ciências Exatas e Naturais; Economia, Gestão e Turismo; Engenharias e Tecnologias.


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 Kingdom of the Algarve CoA.svg  Transportes e comunicações
N125 - Estradas Nacionais de Portugal
N125
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Cruza com:
EN268, EN120, EN124, EN124-1, IC1, EN395, EN270, EN2, EN2-6, EN398, EN122

A EN 125 é uma estrada nacional que integra a rede nacional de estradas de Portugal.

Atravessa longitudinalmente o litoral sul do Algarve, ligando Vila do Bispo a Vila Real de Santo António. Trata-se de uma via com uma elevada taxa de sinistralidade rodoviária, agravada pela existência de diversos pontos negros.

O seu trajecto inicial, delineado ainda no século XIX, quando se chamava Estrada Real 78 e foi concluído em 1874 incluía o atravessamento das quatro principais cidades costeiras do Sul do Algarve (Tavira, Faro, Portimão e Lagos), assim como muitas outras localidades de menor população (exemplo, Olhão, Luz de Tavira, Lagoa, Vila Nova de Cacela).

Com o plano rodoviário de 1945, a sua identificação mudou para a actual (EN125).

Com o passar do tempo, com a generalização do uso do automóvel, os conflitos de trânsito regional com o trânsito local, por um lado, e o transporte ferroviário, por outro, obrigou à construção de variantes e viadutos, os primeiras para evitar penetrar o perímetro urbano dessas cidades, noutro caso para eliminar passagens de nível.

O seu troço actual ainda atravessa o perímetro urbano das cidades actuais de Olhão, Lagoa, e Lagos, sendo que foram construídas variantes em Tavira, Faro e Portimão que evitam atravessar o interior dessas cidades.

A construção e abertura ao público da Via do Infante, uma via rápida com 2 faixas de rodagem, veio permitir o desafogo de muito do trânsito da N125.

A Via do Infante foi concessionada em 2000 à empresa privada Euroscut, no contexto de uma concessão com portagens virtuais. Mais tarde nessa década, a Via do Infante foi reclassificada como autoestrada e recebeu a numeração A22. Com a introdução de portagens reais na A22 em 2011, a EN 125 tornou-se, na medida do possível, uma alternativa gratuita a essa estrada, tendo o tráfego aumentado consideravelmente na EN 125. Estes fatores conjugados levaram a um aumento de 30% na sinistralidade na estrada até ao início de 2012.
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 Kingdom of the Algarve CoA.svg  Turismo do Algarve

O Algarve, é um dos destinos turísticos preferidos dos europeus. O clima e a temperatura da água são os principais factores que contribuem para o grande crescimento do turismo nesta região. A maior densidade populacional e de turismo da região concentra-se na costa, mas os antepassados que preenchem uma rica história, assim como belas paisagens no seu interior, também atrai bastante turismo, em locais como na cidade de Lagos, Silves, Lagoa, Alcoutim, Monchique, entre outros.

Fátima é um destino de turismo religioso conhecido em todo o mundo porque no lugar da Cova da Iria e nos Valinhos terá a aparecido Virgem Maria a três pastorinhos e, hoje em dia, o Santuário de Nossa Senhora de Fátima é motivo de visitas papais e possui ao seu redor muitos museus, grutas e outros pontos de interesse turístico.

Por seu lado, Lisboa, atrai turistas quer pela sua História, quer pela sua contemporaneidade, quer pelos seus monumentos (Aqueduto das Águas Livres, a Sé Catedral, a Baixa Pombalina, a Torre de Belém, o Mosteiro dos Jerónimos, Castelo de São Jorge, o Oceanário de Lisboa). Capital Europeia da Cultura em 1994, acolheu a Exposição Mundial de 1998, e vários jogos do Euro 2004. Cidade rica em museus, Museu de Arte Antiga, Museu dos Coches, Museu do Azulejo, entre outros.

O Porto é uma cidade com um lugar de relevo no panorama cultural do País e da Europa,[carece de fontes?] principalmente devido ao surgimento de cruzeiros no Rio Douro, e à popularização das visitas às caves do Vinho do Porto. Foi Capital Europeia da Cultura em 2001. A Fundação de Serralves e a Casa da Música são dois pontos de visita obrigatória, assim como a Torre dos Clérigos (tornada ex-libris da cidade) e a . De destacar ainda o Teatro Nacional São João, os Jardins do Palácio de Cristal, a Ponte D. Luís e toda a zona do centro histórico.

A ilha da Madeira, com a sua floresta laurissilva, classificada de Património da Humanidade pela UNESCO, é um pólo de interesse turístico pelo seu clima ameno, pelas paisagens exuberantes e pela sua gastronomia. Na passagem de ano ocorre o mais belo fogo de artifício da Europa, sendo que nessa data diversos Cruzeiros atracam, ou fazem escala, na baía do Funchal para que os turistas possam contemplar tal beleza.

A Península de Setúbal, na Margem Sul do Tejo, tem das mais variadas características naturais e culturais destacando-se a Serra da Arrábida,[carece de fontes?] a praia de Sesimbra, a Baía Natural do Seixal, as salinas de Alcochete, os Moinhos de Maré, as embarcações típicas do Rio Tejo e Rio Sado, as antigas vilas piscatórias e toda a fauna e flora ribeirinha, o Estuário do Sado e os seus Golfinhos.

Na lista do Património Mundial encontram-se os centros históricos do Porto, Angra do Heroísmo, Guimarães, Elvas, Coimbra, Évora e Sintra, bem como monumentos em Lisboa, Alcobaça, Batalha, Coimbra e Tomar, as gravuras paleolíticas ao longo do Rio Côa, a floresta laurissilva da Ilha da Madeira, e as paisagens vitivinícolas da Ilha do Pico e do Rio Douro.

Portugal é também um país onde se pratica, além de muitos outros desportos, o surf. Entre as melhores praias para o desenvolvimento dessa prática desportiva estão Peniche, Ericeira, Cabedelo (Viana do Castelo), Aguçadoura (Póvoa de Varzim) e Canal das Barcas/ Malhão (Vila Nova de Milfontes). A ilha da Madeira e o Algarve também são locais de eleição por turistas estrangeiros e nacionais para a prática de golfe.

Em termos de turismo religioso, os pontos turísticos mais atractivos são o Santuário de Nossa Senhora de Fátima, o Santuário da Beata Alexandrina de Balazar, o Santuário do Sagrado Coração de Jesus (ou Bom Pastor), o Santuário de Nossa Senhora do Sameiro, Santuário de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, Mosteiro dos Jerónimos e Santuário Nacional de Cristo Rei.

Outras importantes atracções turísticas portuguesas são as cidades de Braga (Sé de Braga, Santuário do Sameiro, Santuário do Bom Jesus do Monte e Falperra), Bragança (Centro Histórico, Castelo e Teatro Municipal), Chaves (Centro Histórico e Termas), Aveiro (Arte Nova, Centro histórico com os seus canais fazendo lembrar Veneza, a Ria de Aveiro e a Reserva Natural das Dunas de São Jacinto), Coimbra (Universidade, Judiaria, Portugal dos Pequenitos, Alta, Baixa, Sé Nova e Velha, Mosteiro de Santa Cruz) e Vila Real (Palácio de Mateus e Teatro Municipal), Santarém (a Capital do Gótico), Elvas (Castelo de Elvas, Aqueduto da Amoreira, Forte de Santa Luzia, Centro Histórico de Elvas, Santuário do Senhor Jesus da Piedade e Sé de Elvas), Évora (Centro Histórico e Templo de Diana), Vila Viçosa (Paço Ducal de Vila Viçosa, Castelo de Vila Viçosa, Santuário de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa e Centro Histórico), Viana do Castelo (Palácio da Brejoeira, Igreja de Santa Luzia, Centro Histórico e romaria), Lamego (Centro Histórico, Santuário de Nossa Senhora dos Remédios, Sé Catedral de Lamego e Castelo de Lamego). A serra da Serra da Estrela, a serra do Gerês, Caramulo e Lousã, são também pontos muito procurados por quem se interessa por turismo rural, longe dos grandes centros.[carece de fontes?]
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 Kingdom of the Algarve CoA.svg  Desportos no Algarve
Praia de Marinha.jpg

A Volta ao Algarve (oficialmente: Volta ao Algarve em Bicicleta) é uma carreira ciclista por etapas que se disputa na zona do Algarve, em Portugal, em meados do mês de fevereiro (até 2000 em meados do mês de março).

Celebra-se desde 1960 com um parêntese desde 1962 até 1976, quando a prova se recuperou e começou a se disputar anualmente. Desde a criação dos Circuitos Continentais da UCI em 2005 faz parte do UCI Europe Tour, dentro da categoria 2.1 (anteriormente foi subindo progressivamente da 2.5 à 2.3).

Desde 1998 consta de cinco etapas, menos a edição do 2013 que contou com quatro devido a problemas económicos.

A prova não tinha especial interesse no mundo ciclista, mas nos últimos anos tem tomado uma relativa importância, já que muitos ciclistas correm para preparar as clássicas de Primavera, mostra disso são alguns dos seus ganhadores: célebres ciclistas como Alberto Contador, Alex Zülle, Floyd Landis, Melchor Mauri, Stijn Devolder ou Alessandro Petacchi. Inclusive tem conseguido ter melhor participação que a Volta a Portugal e que muitas das carreiras de igual categoria da Espanha.

O corredor que mais vezes se impôs é o português Belmiro Silva, com três.

O primeiro vencedor foi José Manuel Marques das Águias de Alpiarça na edição de 1060, com a mesma equipa que viria a ganhar no ano seguinte, desta vez através de António Pisco. Foi preciso esperar até 1977 para a 3ª edição da prova, mas daí em diante, a prova decorreu todos os anos. (Porém em "Cycling Archives" consta que em 1963 venceu Azevedo Maia do FC Porto, ou seja, segundo está naqueles arquivos internacionais, subentende-se que também em 1963 houve edição da Volta ao Algarve)

A prova teve um vencedor português pelo menos 24 vezes, entre eles Joaquim Gomes, Vítor Gamito, Cândido Barbosa e Hugo Sabido. Nas restantes em vezes que a prova foi ganha por estrangeiros, destacam-se os nomes de Tony Martin, Michal Kwiatkowski, Alberto Contador e Geraint Thomas. Os pontos altos da prova aconteceram em 2004, quando Lance Armstrong, na preparação para a sua 6ª vitória no Tour de France, disputou a corrida, terminando no 5º lugar, e em 2009 e 2010 com as vitórias de Alberto Contador.

A prova ficou marcada em 1984, desta vez pela negativa, com a queda de Joaquim Agostinho na 5.ª etapa, que dias depois após ser operado e permanecer em coma morreria.


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Lagos visto do alto.jpg
Lagos e a sua praia
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 Kingdom of the Algarve CoA.svg  Categorias
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Menires de Vila do Bispo algumas decorações

O município de Vila do Bispo possui a mais importante concentração de menires de todo o Algarve. Com um número conhecido a rondar os cerca de 300 exemplares. São constituídos na sua maioria por calcário branco, cuja alvura faz deles um elemento que se destaca na paisagem, sendo também conhecidos, no município, três exemplares em arenito. Com formas sub-cilíndricas, sub-cónicas, estelares ou simples pedras eretas, a grande maioria dos menires apresentam decoração.

As decorações mais usuais nos menires do município de Vila do Bispo são:

  • (i) conjuntos de 3 ou 4 linhas onduladas paralelas;
  • (ii) conjuntos de elipses segmentadas;
  • (iii) conjuntos de elipses não segmentadas que se estendem desde o topo do menir até à base;
  • (iv) conjuntos de semi-elipses que se organizam à volta de um cordão no topo do menir (ver foto). Desconhece-se o seu significado.

As principais áreas de distribuição de menires no município de Vila do Bispo são.

Lugares Freguesia direção menires
Vila do Bispo Vila do Bispo N/ NE 32 menires
Altos das Raposeira Raposeira NE 16 menires
Altos das Barradas - Serra da Borges Vila do Bispo SE 29 menires
Monte dos Amantes Vila do Bispo SW 33 menires
Lagoa do Garcia - Ponte da Granja Vila do Bispo W / SW 17 menires
Milrei Raposeira S 33 menires
Padrão Raposeira S / SW 30 menires
Aspradantas Raposeira SE 24 menires
Figueira,Budens,B.S.Miguel Budens SW / E 39 menires
Menires recolhidos em Museus + destruídos/desaparecidos - - 5 menires
- - total = 258 menires
Apesar da proteção formalmente garantida pelas entidades oficiais para alguns menires, na prática os menires de Vila do Bispo continuam expostos, no dia a dia, a todo um vandalismo que se traduz, principalmente, na sua utilização para a construção civil.
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Portais de Países e Regiões de Língua Oficial Portuguesa

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