Portal:Ucrânia

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Portal da Ucrânia
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   O Portal da Ucrânia
Flag of Ukraine
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The small coat of arms of Ukraine, the Tryzub.
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Localização da Ucrânia.

A Ucrânia é um país da Europa Oriental. Faz fronteira a norte com a Bielorrússia, a norte e a leste com a Rússia, a sul com o Mar de Azov e o Mar Negro, e a oeste com a Roménia, a Moldova, a Hungria, a Eslováquia e a Polónia. Sua capital é Quieve, maior cidade do país em população.

O atual território da Ucrânia foi, pelo menos desde o século IX, o centro da civilização eslava oriental que veio a formar a Rússia de Quieve, antecessor da Ucrânia, da Bielorrússia e da Rússia. A longo dos séculos seguintes, a região foi partilhada entre as potências regionais. Após um período de independência (1917-1921) em seguida à Revolução Russa, a Ucrânia tornou-se em 1922 uma das Repúblicas Soviéticas fundadoras da URSS. O território da República Socialista Soviética da Ucrânia foi ampliado na direção oeste após a Segunda Guerra Mundial e, novamente, em 1954, com a transferência da Crimeia.

A Ucrânia ganhou sua independência após o colapso da União Soviética em 1991, tornando-se um Estado soberano.


Sumários temáticos

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   Artigos destacados

O desastre de Chernobil (em ucraniano: Чорнобильська катастрофа, Tchornobylska katastrofaCatástrofe de Chernobil; também conhecido como acidente de Chernobil) foi um acidente nuclear catastrófico ocorrido entre 25 e 26 de abril de 1986 no reator nuclear nº 4 da Usina Nuclear de Chernobil, perto da cidade de Pripiat, no norte da Ucrânia Soviética, próximo da fronteira com a Bielorrússia Soviética. O acidente ocorreu durante um teste de segurança ao início da madrugada que simulava uma falta de energia da estação, durante a qual os sistemas de segurança de emergência e de regulagem de energia foram intencionalmente desligados. Uma combinação de falhas inerentes no projeto do reator, bem como dos operadores dos reatores que organizaram o núcleo de uma maneira contrária à lista de verificação para o teste, resultou em condições de reação descontroladas. A água superaquecida foi instantaneamente transformada em vapor, causando uma explosão de vapor destrutiva e um subsequente incêndio que jogou grafite ao ar livre e produziu correntes ascendentes consideráveis por cerca de nove dias. O fogo foi finalmente contido em 4 de maio de 1986. As plumas de produtos de fissão lançadas na atmosfera pelo incêndio precipitaram-se sobre partes da União Soviética e da Europa Ocidental. O inventário radioativo estimado que foi liberado durante a fase mais quente do incêndio foi aproximadamente igual em magnitude aos produtos de fissão aerotransportados liberados na explosão inicial.

O número total de vítimas, incluindo os mortos devido ao desastre, continua a ser uma questão controversa e disputada. Durante o acidente, os efeitos da explosão de vapor causaram duas mortes dentro da instalação: uma imediatamente após a explosão e uma por uma dose letal de radiação. Nos próximos dias e semanas, 134 militares foram hospitalizados com síndrome aguda da radiação (SAR), dos quais 28 bombeiros e funcionários morreram em meses. Além disso, cerca de quatorze mortes por câncer induzido por radiação entre esse grupo de 134 sobreviventes ocorreram nos dez anos seguintes. Entre a população em geral, um excedente de 15 mortes infantis por câncer de tireoide foi documentado em 2011. Levará mais tempo e pesquisa para determinar definitivamente o risco relativo elevado de câncer entre os funcionários sobreviventes, aqueles que foram hospitalizados inicialmente com SAR e a população em geral.

A catástrofe de Chernobil é considerada o acidente nuclear mais desastroso da história, tanto em termos de custo quanto de baixas. É um dos dois únicos acidentes de energia nuclear classificados como um evento de nível 7 (a classificação máxima) na Escala Internacional de Acidentes Nucleares, sendo o outro o acidente nuclear de Fukushima I, no Japão, em 2011. A luta para salvaguardar cenários com potencial para uma catástrofe maior, juntamente com os esforços posteriores de descontaminação do entorno da usina, envolveu mais de 500 mil trabalhadores (denominados liquidadores) e custou cerca de 18 bilhões de rublos soviéticos.

Os restos do prédio do reator número 4 foram colocados em uma grande cobertura chamada "Estrutura de Abrigo", mas conhecida como "sarcófago". O objetivo da estrutura era reduzir a dispersão dos restos de poeira e detritos radioativos dos destroços, limitando assim a contaminação radioativa e a proteção do local contra intempéries. O sarcófago foi concluído em dezembro de 1986, numa época em que o que restava do reator estava entrando na fase de desligamento a frio. O invólucro não foi planejado para ser usado como um escudo de radiação, mas foi construído rapidamente como segurança ocupacional para os funcionários dos outros reatores não danificados na usina, como o número 3, que continuou a produzir eletricidade até o ano de 2000. Uma equipe internacional incluiu o prédio número 4 do reator e o sarcófago original em um novo e maior revestimento de última geração em 2017. O acidente motivou a melhoria da segurança em todos os reatores RBMK projetados pela União Soviética, o mesmo tipo de Chernobil, dos quais dez continuavam a alimentar redes elétricas em 2019.


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   História de Ucrânia

A Guerra na Donbass (ou Donbas), também referida como Guerra no leste da Ucrânia ou Rebelião pró-russa na Ucrânia, e oficialmente pelo governo ucraniano como a Operação Anti-Terrorista (ATO) foi um conflito armado na região da Bacia do Donets (abreviadamente, Donbas ou Donbass), na Ucrânia. Desde o início de março de 2014 até fevereiro de 2022, manifestações de grupos pró-russos e antigoverno ocorreram nos oblasts de Donetsk e Luhansk, que integram a região da Bacia do Rio Donets, na sequência da Revolução Ucraniana de 2014 e do movimento Euromaidan. Esse conflito armado ocorreu em parte do território ucraniano que foi objeto de diversos protestos pró-russos em todo sul e leste da Ucrânia. Trata-se de um conflito armado opondo as forças separatistas das autodeclaradas Repúblicas Populares de Donetsk e Lugansk contra o governo ucraniano. Os separatistas são amplamente liderados por cidadãos russos. Os paramilitares voluntários russos são relatados por compor entre 10% e mais de 50% dos combatentes.

Após o colapso da União Soviética em 1991, a Ucrânia se firmou como uma nação independente. Contudo, no leste, especialmente nos oblasts de Donetsk e Luhansk (na região de Donbas), as minorias russas começaram a reivindicar mais autonomia política, algo que o governo central em Kiev resistia. No final da década de 2000, o governo ucraniano passou a buscar uma maior aproximação com a Europa Ocidental, algo que a Rússia via com maus olhos. Em 2013, em meio a uma crise econômica, o presidente Víktor Yanukóvytch rejeitou um acordo com a União Europeia e iniciou uma reaproximação com o governo russo. A população ucraniana, principalmente aquelas concentradas nas grandes cidades do oeste, iniciaram enormes protestos (conhecidos como Euromaidan) e forçaram o presidente Yanukóvytch a renunciar em fevereiro de 2014. Aproveitando-se do caos político que se seguiu na Ucrânia, a Rússia anexou, em março, a região da Crimeia. No mês seguinte, protestos pró-Rússia se intensificaram na região de Donbass, no leste, exigindo autonomia política. O governo ucraniano afirmou que essas manifestações eram orquestradas por Moscou para desestabilizar o país. Em abril de 2014, a revolução no leste da Ucrânia virou uma revolta armada, com militantes pró-Rússia pleiteando ser uma nação independente, fundando as repúblicas autônomas de Donetsk e de Luhansk, que receberam apoio militar e econômico da Rússia.

Como resposta a insurreição no leste, o governo ucraniano iniciou a chamada "Operação Anti-terrorista", lançando uma série de ofensivas e reavendo várias cidades e regiões ocupadas pelos separatistas. Em agosto de 2014, as forças rebeldes já haviam sido empurradas para o território próximo a fronteira. Frente a esses reveses, a Rússia optou por modificar sua estratégia de guerra híbrida e apostou em táticas mais convencionias, com reforços cruzando a fronteira com suprimentos e armas, sendo que em alguns casos, o exército russo chegou a combater os ucranianos diretamente. Em 22 de agosto, o governo ucraniano definiu a situação naquele momento como "uma invasão russa", gerando protestos do Ocidente. A Rússia assumiu uma posição ambígua, negando a presença de seus militares em solo ucraniano, mas reconhecendo a presença de "especialistas" e utilizando outros eufemismos, ao mesmo tempo que confirmava que protegeria a população de origem russa no leste da Ucrânia. Em fevereiro de 2015, seguindo protocolos de paz e outras negociações, ambos os lados firmaram um acordo chamado de Minsk II. Após uma grande batalha em Debaltseve, a guerra diminuiu de intensidade, os dois lados começaram a construir extensas redes de trincheiras, casamatas e túneis na linha de frente, se transformando em uma guerra de trincheiras, com poucos ataques direitos mas esporádicos tiroteios e bombardeios. A guerra passou a ser caracterizada como um "conflito congelado", embora combates continuassem, de forma esporádica, matando soldados e civis. Entre 2015 e 2020, houve mais de vinte e nove acordos de cessar-fogo, com a maioria sendo violados por ambos os lados.

Em outubro de 2019, a OSCE, a liderança separatistas e o governo ucraniano concordaram em um "mapa para paz", porém ao final de 2020 a situação voltou a um impasse, com ambos os lados acusando um ao outro de violar acordos de cessar-fogo. Ao final de 2021, o governo russo começou a mover uma enorme quantidade de tropas e equipamentos para a fronteira Rússia-Ucrânia. O presidente russo Vladimir Putin afirmou que via com maus olhos a reaproximação da Ucrânia com o Ocidente e rechaçava a ideia do país vizinho de ingressar na OTAN. Putin via o território ucraniano, assim como outros países da Europa oriental, como parte central da zona de influência russa, afirmando que a presença militar da OTAN no leste da Europa colocava a Rússia em perigo. Em fevereiro de 2022, o governo russo reconheceu formalmente a independência das zonas separatistas das auto-proclamadas repúblicas populares de Lugansk e Donetsk. Tropas russas então cruzaram a fronteira, levando a uma enorme crise diplomática internacional e reatiçando os combates no leste.


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   Política de Ucrânia
Prédio do Governo em Kyiv

A Ucrânia é uma república com um sistema de governo semipresidencial e poderes legislativo, executivo e judiciário separados. O presidente da república é eleito pelo voto direto e detém as funções de chefe de Estado. O primeiro-ministro é designado e demitido pelo parlamento, chamado Verkhovna Rada, com 450 assentos. O parlamento também designa o gabinete. O presidente indica os chefes dos governos regionais e distritais, com a anuência do primeiro-ministro.

As leis, decisões do parlamento e do gabinete, decretos presidenciais e decisões do parlamento da República Autônoma da Crimeia podem ser anuladas pelo Tribunal Constitucional da Ucrânia em caso de violação da constituição do país. Outros atos normativos estão sujeitos a apreciação judicial. O Supremo Tribunal da Ucrânia é o principal órgão judicial da Justiça comum.

O auto-governo local é oficialmente garantido; as câmaras de vereadores e os prefeitos municipais são eleitos pelo voto direto e controlam o orçamento local. Há um grande número de partidos políticos organizados na Ucrânia, muitos dos quais possuem pequeno número de membros e são desconhecidos do público. As agremiações pequenas usualmente se unem em coalizões para participar das eleições parlamentares.


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   Geografia de Ucrânia

Com uma área de 603 700 km², a Ucrânia é o 44.° país do mundo em território, um pouco maior que o estado brasileiro de Minas Gerais ou que a soma das áreas da Espanha e de Portugal. É o segundo maior país da Europa, atrás da Rússia Europeia e à frente da França metropolitana. A paisagem da Ucrânia consiste principalmente de planícies férteis (ou estepes) e planaltos, atravessados por rios como o Dniepre (Dnipro), Donets, Dniestre e o Bug Meridional, à medida que fluem para o sul no Mar Negro e no Mar de Azov. A sudoeste, o delta do Danúbio forma a fronteira com a Romênia. As várias regiões da Ucrânia têm diversas características geográficas que vão desde as terras altas até as terras baixas. As únicas montanhas do país são as montanhas dos Cárpatos no oeste, das quais a mais alta é a Hora Hoverla com 2.061 metros, e os Montes da Crimeia na Crimeia, no extremo sul ao longo da costa.

Recursos naturais significativos na Ucrânia incluem minério de ferro, carvão, manganês, gás natural, petróleo, sal, enxofre, grafite, titânio, magnésio, caulim, níquel, mercúrio, madeira e uma grande abundância de terras aráveis. Apesar disso, o país enfrenta uma série de importantes questões ambientais, tais como suprimentos inadequados de água potável, poluição do ar e da água e desmatamento, bem como a contaminação por radiação no nordeste do país, por conta do acidente nuclear de Chernobil, em 1986. A reciclagem de lixo doméstico tóxico ainda está em processos iniciais na Ucrânia.

A Ucrânia tem um clima predominantemente continental, com exceção da costa sul da Crimeia, que tem um clima subtropical. O clima é influenciado pelo ar moderadamente quente e úmido proveniente do Oceano Atlântico As temperaturas médias anuais variam de 5,5–7 °C no norte, a 11–13 °C no sul. A precipitação é desproporcionalmente distribuída, sendo mais alta no oeste e norte e mais baixa no leste e sudeste A Ucrânia Ocidental, particularmente nas montanhas dos Cárpatos, recebe cerca de 1 200 milímetros de precipitação anualmente, enquanto a Crimeia e as áreas costeiras do Mar Negro recebem cerca de 400 milímetros.


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   Clima de Ucrânia
Seção 'Clima' não encontrada


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   Biografia selecionada
Selo ucraniano de 2010 em homenagem aos "irmãos Klitschko", no caso Wladimir e Vitali Klitschko

Wladimir Vladimirovich Klitschko (Semipalatinsk, 25 de março de 1976) é um ex-pugilista ucraniano, ex-campeão mundial dos pesos-pesados pela Federação Internacional de Boxe (FIB), Organização Mundial de Boxe (OMB), Organização Internacional de Boxe (OIB) e Associação Mundial de Boxe (AMB).


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   Educação na Ucrânia

De acordo com a Constituição ucraniana, o acesso à educação gratuita é concedido a todos os cidadãos ucranianos. O ensino secundário geral completo é obrigatório nas escolas públicas, que constituem a esmagadora maioria. O ensino superior também é gratuito, nos estabelecimentos de ensino mantidos pelo governo. Há um pequeno número de escolas privadas e instituições de ensino superior de caráter privado.

Universidade de Kyiv

Por causa da ênfase na educação, oriunda da União Soviética e que continua compartilhada até hoje, a taxa de alfabetização é de aproximadamente 99,7% entre a população com idade acima dos quinze anos. Desde 2005, o programa de onze anos escolares foi substituído por um de doze anos de ensino. O ensino primário dura quatro anos (a partir de seis anos de idade), o ensino de base fundamental é composto por cinco anos, e o ensino médio possui três anos de duração. Após a conclusão do ensino médio, os estudantes passam por testes educacionais. Estes testes são depois utilizados para admissão nas universidades. Em 2010 o Ministério da Educação aboliu a transição espontânea para o sistema de ensino secundário de 12 anos, o que, de acordo com profissionais e jovens, inibe indiretamente o progresso do estado.

O sistema de ensino superior ucraniano mantém inúmeras universidades. A organização do ensino superior é construída sobre a estrutura global de países desenvolvidos, conforme definido pela UNESCO e pela ONU. As primeiras instituições de ensino superior (IES) surgiram na Ucrânia durante os séculos XVI e início do XVII. A primeira instituição de ensino superior da Ucrânia foi a Escola Ostrozka, ou Ostrozkiy greco-eslavo-Latin Collegium, similar às instituições de ensino superior da Europa Ocidental da época. Fundada em 1576 na cidade de Ostrog, o Collegium foi a primeira instituição de ensino superior nos territórios eslavos orientais. A universidade mais antiga foi a Universidade Nacional Academia Mohyla de Kyiv, estabelecida pela primeira vez em 1632 e, em 1694, reconhecida oficialmente pelo governo da Rússia Imperial como uma instituição de ensino superior.

Dentre outras mais antigas, está também a Universidade Lviv, fundada em 1661. As instituições de ensino mais prestigiadas foram criadas a partir do século XIX, sendo estas as universidades de Carcóvia (1805), Kyiv (1834), Nacional de Odessa (1865) e Chernivtsi (1875), além de um notável número de instituições profissionais de ensino superior, como a Universidade Estadual Nizhyn Gogol (originalmente estabelecida como Ginásio de Ciências Superiores, em 1805), o Instituto de Veterinária (1873), o Instituto Politécnico (1885), em Carcóvia, e outro Politécnico em Kyiv (1898) e uma Escola Superior de Mineração (1899) em Katerynoslav. Em 1946, em Kyiv foi fundada Universidade Nacional de Kyiv do Comércio e Economia. Em 1988, uma série de instituições de ensino superior foi criada, elevando o número de instituições desse nível educacional para 146, com mais de 850 mil alunos matriculados.


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   Economia
Economia da Ucrânia
Ucrânia
Edifício do Banco Nacional da Ucrânia
Moeda Grívnia
Ano fiscal Ano calendário
Blocos comerciais OMC, CEI, GUAM
Estatísticas
PIB 124,60 bilhões (nominal), 390,34 bilhões (PPA) (2018)
Variação do PIB +2,4% (2018)
PIB per capita 2960 (nominal), 9280 (PPA) (2018)
PIB por setor agricultura 9,8%, indústria 32,3%, comércio e serviços 57,9% (2010)
Inflação (IPC) 9,8% (2010)
População
abaixo da linha de pobreza
35% (2009)
Coeficiente de Gini 31 (2006)
Força de trabalho total 22,06 milhões (2010)
Força de trabalho
por ocupação
agricultura 9,9%, indústria 29,6%, comércio e serviços 60,5% (2008)
Desemprego 1,2% (2018)
Principais indústrias carvão mineral, energia elétrica, metais ferrosos e non ferrosos, máquinas e equipamentos de transporte, produtos químicos, processamento de alimentos
Exterior
Exportações 44,9 bilhões (2010)
Produtos exportados metais ferrosos e não-ferrosos, petróleo e derivados, produtos químicos, máquinas e equipamentos de transporte, alimentos
Principais parceiros de exportação Rússia 9,1%, Polônia 6,3%, Turquia 5,8%, Itália 5,7% (2018)
Importações 44,5 bilhões (2018)
Produtos importados Energia elétrica, máquinas e equipamentos, produtos químicos
Principais parceiros de importação Rússia 15%, República Popular da China 12%, Alemanha 11%, Polônia 6,9% (2018)
Dívida externa bruta 116,3 bilhões (2018)
Finanças públicas
Receitas 39 bilhões (2017)
Despesas 41 bilhões (2017)
Ajuda económica 2,2 bilhões, do FMI (2002)
Fonte principal: The World Factbook
Salvo indicação contrária, os valores estão em US$

A economia da Ucrânia é uma economia mista emergente, de rendimento médio-baixo, localizada na Europa Oriental. Cresceu rapidamente de 2000 até 2008, quando a Grande recessão começou em todo o mundo e atingiu a Ucrânia. A economia recuperou em 2010 e continuou a melhorar até 2013. De 2014 a 2015, a economia ucraniana sofreu uma grave desaceleração, Com o PIB em 2015 ligeiramente acima da metade do seu valor em 2013. Em 2016, a economia voltou a crescer. Em 2018, a economia ucraniana estava a crescer rapidamente e atingiu quase 80% da sua dimensão em 2008.

A depressão durante a década de 1990 incluiu hiperinflação e uma queda na produção económica para menos de metade do PIB da anterior RSS da Ucrânia. O crescimento do PIB foi registado pela primeira vez em 2000 e continuou durante oito anos. Este crescimento foi travado pela crise financeira mundial de 2008. A economia ucraniana recuperou e alcançou um crescimento positivo do PIB no primeiro trimestre de 2010. No início de 2010, observou-se que a Ucrânia possuía muitos dos componentes de uma 'grande economia europeia': terras agrícolas ricas, uma base industrial bem desenvolvida, mão-de-obra altamente treinada e um bom sistema educativo.

Em outubro de 2013, a economia ucraniana entrou em recessão. no verão anterior, as exportações ucranianas para a Rússia diminuíram substancialmente devido a um controlo fronteiriço e Aduaneiro mais rigoroso por parte da Rússia. A anexação da Crimeia pela Rússia no início de 2014 e a guerra no Donbas, iniciada na primavera de 2014, prejudicaram gravemente a economia da Ucrânia e danificaram gravemente duas das regiões mais industriais da Ucrânia. Em 2013, a Ucrânia registou um crescimento do PIB nulo. A economia da Ucrânia encolheu 6,8% em 2014, e continuou com uma diminuição de 12% do PIB em 2015. Em abril de 2017, o Banco Mundial afirmou que a taxa de crescimento económico da Ucrânia foi de 2,3% em 2016, pondo fim à recessão. Apesar destas melhorias, a Ucrânia continua a ser o país mais pobre da Europa, O que alguns jornalistas atribuíram à elevada corrupção.

Em abril de 2020, O Banco Mundial informou que o crescimento econômico era sólido em 3,2% em 2019, liderado por uma boa colheita agrícola e setores dependentes do consumo interno. O consumo das famílias cresceu 11,9% em 2019, apoiado por fluxos de remessas consideráveis e pela retomada dos empréstimos ao consumidor, enquanto o comércio interno e a agricultura cresceram 3,4% e 1,3%, respectivamente. Em 2020, o PIB caiu 4,4% devido à pandemia de COVID-19. Devido à invasão russa da Ucrânia em 2022, a economia do país poderá encolher até 35%, segundo o Fundo Monetário Internacional.


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   Mapa


Evolução territorial ucraniana entre 1918 e 1991.


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   Transportes e comunicações
Seção 'Transportes' não encontrada


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   Demografia de Ucrânia

Em janeiro de 2022, a Ucrânia tem uma população estimada de 41,2 milhões e é o oitavo país mais populoso da Europa. É um país fortemente urbanizado e suas regiões industriais no leste e sudeste são as mais densamente povoadas — cerca de 67% de sua população total vive em áreas urbanas. Em 2021 a Ucrânia tinha uma densidade populacional de 68,9 habitantes por quilômetro quadrado[1] e a expectativa de vida geral no país ao nascer é de 73 anos (68 anos para homens e 77,8 anos para mulheres).

Após a dissolução da União Soviética, a população da Ucrânia atingiu um pico de aproximadamente 52 milhões em 1993. No entanto, devido à sua taxa de mortalidade ser superior à sua taxa de natalidade, emigração em massa, más condições de vida e cuidados de saúde de baixa qualidade, a população total diminuiu 6,6 milhões, ou 12,8% desde o mesmo ano até 2014.

De acordo com o censo de 2001, os ucranianos étnicos representam cerca de 78% da população, enquanto os russos são a maior minoria, com cerca de 17,3% da população. Pequenas populações minoritárias incluem: bielorrussos (0,6%), moldavos (0,5%), tártaros da Crimeia (0,5%), búlgaros (0,4%), húngaros (0,3%), romenos (0,3%), poloneses (0,3%), judeus (0,3%), armênios (0,2%), gregos (0,2%) e tártaros (0,2%). Estima-se também que existam cerca de 10 a 40 mil coreanos na Ucrânia, que vivem principalmente no sul do país, pertencentes ao grupo histórico Koryo-saram.


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   Desportos em Ucrânia
A Ucrânia beneficiou-se de muitas das políticas soviéticas adotadas para o desporto, o que lhe deu um legado de centenas de estádios, piscinas, ginásios e muitas outras instalações esportivas. O esporte mais popular do país é o futebol. A liga profissional é a Vyscha Liha, também conhecida como Campeonato Ucraniano de Futebol. As duas equipes mais bem-sucedidas da Vyscha Liha são o Futbolniy Klub Dynamo Kyiv e o Futbolniy Klub Shakhtar. O Dynamo Kyiv tem sido muito mais bem sucedido historicamente, ganhando duas Taça dos Clubes Vencedores de Taças, uma Supercopa da UEFA, um recorde de treze campeonatos do Campeonato Soviético de Futebol e um recorde de doze campeonatos da Primeira Liga ucraniana, enquanto o Shakhtar ganhou apenas quatro campeonatos ucranianos.
Seleção Ucraniana de Futebol

Muitos ucranianos também estiveram na seleção de futebol nacional da União Soviética, em particular Igor Belánov e Oleg Blojín, vencedores da prestigiada Bola de Ouro de melhor jogador de futebol do ano. Este prêmio só foi dado a um ucraniano após o colapso da União Soviética, Andriy Shevchenko, ex-capitão da seleção ucraniana de futebol nacional. A seleção nacional de futebol da Ucrânia estreou na Copa do Mundo de Futebol de 2006 e chegou às quartas de final no evento. O boxe também é um esporte muito popular no país, onde os irmãos Vitali Klitschkó e Wladímir Klitschkó ganharam o Campeonato Mundial de pesos pesados.

O país fez sua estreia olímpica nos Jogos Olímpicos de Inverno de 1994. Até agora, a Ucrânia teve mais sucesso nas Olimpíadas de Verão (96 medalhas em quatro aparições) do que nas Olimpíadas de Inverno (cinco medalhas em quatro aparições). Ao todo, ocupa o 25º lugar na tabela de medalhas dos Jogos Olímpicos, embora cada país acima, exceto a Rússia, tenha tido mais aparições nos jogos.

Juntamente com a Polônia, a Ucrânia foi anfitriã da fase final da Eurocopa em 2012, a máxima competição de futebol entre seleções da Europa. Foi o primeiro grande evento esportivo disputado na Ucrânia depois da sua independência. Quando fazia parte da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), Kyiv foi uma das subsedes do torneio de futebol nos Jogos Olímpicos de Verão de 1980, realizados em Moscou.


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   Imagens destacadas


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   Sabia que...
Mykola Leontovych

... que compositor ucraniano Mykola Leontovych (foto), conhecido por o "Carol of the Bells", foi apelidado de "Bach ucraniano" na França?

... que os clérigos casados ​​ucranianos ocidentais tornaram-se uma casta hereditária que dominou a sociedade ucraniana ocidental?

... que a relações entre a Polônia e a Ucrânia têm vindo a melhorar desde a queda do comunismo, e ambos os países agora têm uma relação estratégica forte?

... que a arquitetura barroca ucraniana é diferente da arquitetura barroca da Europa Ocidental que em seus desenhos eram mais construtivistas, possuindo ornamentação mais moderada, e foram mais simples em formato?

... que em 1956, o Castelo Pidhirtsi no Oblast de Lviv, Ucrânia, queimado por três semanas custou US$12 milhões em danos?

... que a Igreja da Santíssima Trindade foi a igreja mais antiga de Kamianets-Podilskyi, Ucrânia, até que foi destruída pelos soviéticos em 1935?


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   Categorias


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   Feriados
1 de janeiro Ano-Novo
7 de janeiro Natal
8 de março Dia Internacional das Mulheres
1 e 2 de maio Dia Internacional do Trabalho
8 de maio Dia da memória e da reconciliação em honra às vítimas da Segunda Guerra
9 de maio Dia da Vitória
28 de junho Dia da Constituição
24 de agosto Independência da Ucrânia
Festa Móvel Páscoa
Festa Móvel Trindade


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   Tópicos


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   Predefinições


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   Portais relacionados


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   Wikimedia


  1. Erro de citação: Etiqueta <ref> inválida; não foi fornecido texto para as refs de nome Ucrânia p2020

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