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Portimão

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Portimão
Brasão de Portimão Bandeira de Portimão
Localização de Portimão
Mapa
Mapa de Portimão
Gentílico portimonense
Área 182,06 km²
População 60 278 hab. (2021)
Densidade populacional 331,1  hab./km²
N.º de freguesias 3
Presidente da
câmara municipal
Álvaro Bila[1] (PS, 2021-2025)
Fundação do município
(ou foral)
1453
Região (NUTS II) Algarve
Sub-região (NUTS III) Algarve
Distrito Faro
Província Algarve
Orago Nossa Senhora da Conceição
Feriado municipal 11 de dezembro (Elevação a Cidade)
Código postal 8500 Portimão
Sítio oficial www.cm-portimao.pt

Portimão é uma cidade portuguesa no distrito de Faro, região e sub-região do Algarve, com 44.426 habitantes (2021).[2] O centro da cidade está situado a cerca de 2 km do mar e é um centro importante de pesca e turismo.

É sede do município homónimo com 182,06 km² de área[3] e 60 278 habitantes (censo de 2021)[4][5], subdividido em 3 freguesias;[6] a freguesia que inclui a cidade tem cerca de 50 000 habitantes, sendo, por conseguinte, a cidade mais populosa do Algarve.[7] O município está limitado a norte pelo de Monchique, a leste pelos de Silves e Lagoa, e a oeste pelo de Lagos; a sul, tem um sector litoral ao longo do oceano Atlântico.

História

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Pré-história e antiguidade

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O território do concelho de Portimão foi habitado desde a pré-história, como pode ser constatado pela presença dos Monumentos Megalíticos de Alcalar e pela descoberta de uma caverna na área da Companheira, onde foram encontrados indícios do Homem de Neandertal.[8] Valdemar Coutinho apresenta a comunidade pré-histórica de Alcalar como um exemplo da fixação dos povos na região do Algarve, devido à proximidade do oceano, que fornecia recursos alimentares, nomeadamente através da recolha de moluscos, e às condições climatéricas favoráveis.[9] Luís de Mascarenhas refere, num artigo publicado no jornal O Algarve em 1916, que em vários locais a Norte da cidade de Portimão foram encontradas várias peças conhecidas popularmente como pedras de raio, que interpretou como sendo fragmentos de machados utilizados durante a pré-história como ferramentas e armas.[10]

Posteriormente, iniciou-se uma nova fase no desenvolvimento da região, devido à chegada dos mercadores vindo do Mar Mediterrâneo, tendo os primeiros sido provavelmente os fenícios, seguidos pelos gregos, que procuravam os abundantes recursos minerais, agrícolas e piscatórios.[10] Segundo Luís de Mascarenhas, os autores da antiguidade referiram-se a esta região como a Turdetânia, e aos habitantes nativos como os cónios.[10] A foz do Rio Arade teria sido muito procurada pelos mareantes devido às suas boas condições como porto de abrigo,[10] como se pode constatar pela grande quantidade de vestígios arqueológicos encontrados naquela área.[8] Desta forma, a área de Portimão esteve integrada nas redes comerciais e culturais ao longo do Oceano Atlântico, o Norte de África e o Mar Mediterrâneo.[8] Luís de Mascarenhas especulou que as ligações comerciais com o Mediterrâneo terão provocado grandes alterações a nível da ocupação do território, com a transferência dos povoados para as margens dos rios e a faixa marítima.[10]

Segundo Eduardo Monteverde, os escritores romanos mencionam que o comandante militar cartaginês Amílcar Barca teria fundado uma povoação nesta área por volta de 551 a.C., com o nome de Barcinia, embora outros autores afirmem que teria sido apenas responsável pela sua reedificação e ampliação, e que teria mudado o nome para Portus Annibalis,[11] igualmente conhecido como Portus Hannibalis.[12] Esta teoria foi suportada por Luís de Mascarenhas, referindo que vários autores latinos mencionam o nome da povoação portuária como sendo Portus Annibalis.[10] Mascarenhas ofereceu a explicação que este teria sido o local onde o comandante cartaginês Aníbal desembarcou as suas forças, para iniciar uma campanha militar contra os romanos.[10] Porém, num artigo publicado na revista Alma Nova em 1918, o padre José Joaquim Nunes afirmou que era reduzida a probabilidade que o topónimo de Portus Hannibalis tenha evoluído para Portimão: «Apesar de possuirem as mesmas silabas iniciais, é duvidoso que os actuais nomes Lagos e Portimão sejam os modernos representantes dos antigos Laccobriga e Portus Hannibalis, que provavelmente morreram sem descendência».[13] Outros autores apresentaram hipóteses diferentes para a localização de Portus Annibalis, afirmando que poderia ter sido em Estômbar ou em Alvor.[11] Com efeito, Alvor também foi um centro urbano de certa importância durante este período, tendo sido um castro, e por volta do século VII a.C. ter-se-á afirmado como um centro de comércio, igualmente com ligações aos portos do Mediterrâneo oriental.[14] Uma outra teoria apontava uma localização completamente diferente para Portus Annibalis, não no Algarve mas já na costa alentejana, em Vila Nova de Milfontes.[11]

O território de Portimão continuou a ser habitado durante o domínio romano, que terão continuado a usar o nome de Portus Annibalis.[11] Foram encontrados vários núcleos de vestígios deste período, sendo um dos principais a villa da Abicada,[8] embora Valdemar Coutinho tenha avançado a hipótese que esta última estaria mais intimamente ligada à comunidade romana de Lagos, devido à sua posição na Ria de Alvor, junto à baía.[15] A área junto à foz do Rio Arade também foi ocupada pelos romanos, tendo sido encontrados vários tanques de salga na área ribeirinha da cidade, e o arqueólogo Estácio da Veiga descobriu fragmentos de mosaicos na Ponta do Rochedo, junto ao convento franciscano, que provavelmente pertenceriam a uma residência abastada.[10]

Ruínas do Castelo de Alvor.
Igreja Matriz de Portimão

Idade Média

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O território foi conquistado pelos muçulmanos em 716.[14] A sua presença foi menos significativa do que a dos romanos, embora ainda tenham sido encontrados dois importantes núcleos de vestígios, um na Alcaria de Arge e outro em Castelo Belinho.[8] Outro possível monumento desta época é o Morábito de São Pedro, que terá resultado da conversão de um edifício de culto islâmico.[16] Ainda assim, Alvor continuou a ser um importante centro do ponto de vista económico e político.[14] O Castelo de Alvor foi tomado pelas forças cristãs em 1189, mas voltou a ser controlado pelos mouros apenas dois anos depois, tendo sido definitivamente reconquistado em 1240, durante o reinado de D. Afonso III (1238–1253).[17] Segundo o escritor Ataíde Oliveira, um dos castelos tomados pelos cristãos em 1189 foi o de Porcimunt, que alguns autores identificaram como sendo Portimão, embora Ataíde Oliveira tenha em vez disso avançado a hipótese que teria sido Porches, uma vez que «naqueles tempos não havia em Portimão castelo algum, nem o terreno sobre que assentou esta vila tinha condições de combatividade, pois é sabido que as lutas belicosas daqueles tempos [...] se decidiam pela força do braço, e e por isso escolhiam-se os pontos elevados e íngremes, de dificil acesso, para o levantamento dos castelos, afim de auxiliar a defeza e prevenir surprezas. Naquele tempo sómente se falava nos castelos de Alvôr, de Estombar e no de Porches. Eram estes os tres castelos mais proximos e dependentes do de Silves».[18]

O povoado de Portimão conheceu um forte crescimento durante a segunda metade do século XV,[8] o que se deveu principalmente às suas condições geográficas favoráveis, por se situar junto ao oceano e ao Rio Arade, que era um importante eixo de transporte fluvial.[19] Por este motivo, foram construídas as muralhas e a Igreja Matriz.[8] A instalação das muralhas foi ordenada pelo rei D. Afonso V numa carta de 26 de Outubro de 1478, no sentido de defender «o luguar de Villa Noua de Portimão», que então era frequentemente atacado pelos inimigos do reino. Na mesma comunicação, concedeu à povoação o estatuto de couto de homiziados, com privilégios semelhantes aos de Marvão.[20] Desde 1476 que o senhor da vila era Gonçalo Vaz de Castelo Branco, que conseguiu confirmar os privilégios de Portimão junto de D. João II em 1481, apesar das queixas apresentadas por Silves no ano anterior.[20]

Igreja matriz de Alvor

Idade Moderna

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Recebeu o foral foral em 1504, pelo rei D. Manuel, num gesto simbólico que reconheceu a importância de Portimão no território nacional.[8] Em 1508, Portimão foi uma das localidades algarvias que enviaram forças em auxílio da colónia portuguesa de Arzila, que estava a ser cercada pelo rei de Fez.[21] A expansão da cidade continuou com o processo dos descobrimentos, durante os quais se afirmou como um dos principais centros nas novas rotas comerciais.[8] Segundo o manuscrito italiano Ritrato et Riverso del Regno di Portogallo, que descreveu o reino de Portugal durante o período de D. Henrique I, entre 1578 e 1580, Vila Nova de Portimão foi considerada como um dos principais portos do Algarve, em conjunto com Lagos e Tavira.[22]

Graças a este impulso, a área urbana ultrapassou o limite das muralhas,[8] tendo-se assistido à construção de grandes equipamentos militares e religiosos, como a Forte de Santa Catarina,[23] o Colégio dos Jesuítas em 1707,[8] o Convento de São Francisco no século XVI, e a Capela de São José no século XVII.[16] Foi provavelmente também no século XVI que foi construída a Quinta do Morais, que mais tarde se afirmou como um importante exemplo do estilo manuelino em Portimão.[24]

Fora da capital do concelho, destaca-se a edificação das igrejas paroquiais de Alvor e da Mexilhoeira Grande, ambas no século XVI, da Igreja da Misericórdia de Mexilhoeira Grande, no século XVII,[16] da Igreja de Montes de Alvor, no século XVII,[25] e do Eremitério dos Pegos Verdes, provavelmente construído no século XVIII.[26]

Porém, esta fase de crescimento foi abruptamente interrompida devido ao Sismo de 1755, que devastou a cidade.[8] Na obra Relaçam do terramoto do primeiro de Novembro do anno de 1755 com os effeitos, que particularmente cauzou neste reino do Algarve, transcrita por Alberto Iria para o Jornal de Lagos em 1940, foi feita uma descrição de como os vários centros urbanos da região foram atingidos, incluindo Portimão: «Meia legoa ao Poente de Estombar na banda d'alem do sobredito rio tem o seo assento Villa Nova de Portimam; que se compunha de Sete centas, quarenta, Seis moradas de cazas, das quais ficaram com total ruina cento secenta, e oito; e quazi todas as mais raxadas, e fendidas. Fez-se mais, que tudo, sensivel a perda da sua magnifica Matriz, em cuja reedificaçam, se trabalhava com grande zelo; a ruina da Igreja do Collegio da Comp.ª que he o mais formozo edificio deste Reino; e o estrago do Convento dos Capuchos, quasi inteiramente se havia renovado. Tragou o mar a Hermida de Nossa Senhora dos Remedios, sem lhe deixar mais, que o Altar; e todas as outras ficaram com alguma ruina. Morreram seis pessoas na Igreja do Collegio, e levou o mar quarenta e seis. Descobriram as suas ondas na praia, o que chamam a Ponta da area, vestigios de huma Povoaçam, que os moradores se persuadem ser a primeira morada dos Portimões, fundadores da Villa; porêm segundo o que se refere Laymundo, e o Mestre Floriam do Campo, ha mais aparencias de Ser o Porto de Anibal, que fez alli assento, para continuaçam do descobrimento das nossas costas, que depois contiaram Seos Primos os famosos Cartaginezes Hanon, e Hamylcon».[27]

Ainda assim, nos finais do século foram edificados dois grandes imóveis civis, o Palácio Bívar, onde posteriormente foram colocados os Paços do Concelho, e o Palacete Sárrea Prado, depois reconvertido num teatro.[28]

Placa evocativa da visita de Nossa Senhora de Fátima do Santuário da Cova da Iria à cidade de Portimão.

Séculos XIX e XX

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A situação só voltou a melhorar na segunda metade do século XIX, com a introdução das indústrias em larga escala, baseadas nos frutos secos e nas conservas de peixe.[8] Este novo paradigma atingiu não só a cidade mas também as áreas interiores do concelho, assistindo-se a um êxodo rural que levou à expansão das áreas urbanas, com a construção de fábricas ao longo da faixa ribeirinha e de bairros sociais.[8] Um dos principais complexos industriais da cidade foi a Fábrica Feu, situado junto ao Convento de São Francisco, junto ao rio, e que começou a funcionar em 1902.[28]

Entre as novas infraestruturas contaram-se a ponte rodoviária sobre o Rio Arade, que entrou ao serviço em 1876,[29] e um novo cais comercial, que melhorou as condições de escoamento da produção industrial.[8]

Entretanto, em 1903 chegou o caminho de ferro a Portimão, inicialmente com uma gare provisória em Ferragudo, no outro lado do rio,[30] tendo a estação definitiva sido inaugurada apenas em 1922[31] Outro marco importante foi a construção da primeira central eléctrica na vila, em 1916.[32]

Décadas de 1920 a 1940

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Como resultado deste crescimento, Portimão ganhou o estatuto de cidade em 1924, sendo então a presidência da república ocupada por Manuel Teixeira Gomes, natural do concelho.[8] A produção industrial em Portimão atingiu o seu auge durante a Segunda Guerra Mundial, sendo então as suas mercadorias exportadas para vários pontos do globo.[8] Também na década de 1940, assistiu-se à urbanização da área da Praia da Rocha, com a construção de várias casas de férias por parte das elites burguesas, que tinham enriquecido com a expansão da pesca e da indústria.[33]

Nos finais da década de 1920 iniciaram-se as obras do porto, com a realização de dragagens e outras intervenções, que permitiram um grande acréscimo no movimento de barcos de pesca e de pequena cabotagem.[28] Em 3 de Maio de 1940 foi inaugurado o novo edifício da Capitania, no âmbito das obras do porto,[34]

Em 1948 foram instaladas duas gruas de grandes dimensões no cais, que foram de grande utilidade na movimentação de mercadorias, tendo um destes engenhos sido preservado.[28] Em 1956 concluiu-se outra importante obra, com a instalação de dois molhes à entrada da barra, que fizeram com que passasse a ser considerada como uma das seguras em território nacional.[28]

Foi igualmente durante a primeira metade do século XX que foram instalados dois edifícios de grande importância em Alvor: a Lota[35] e a Estação de Socorros a Náufragos, esta última em 1933.[36]

Pós-guerra

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No entanto, após o final da Segunda Guerra Mundial assistiu-se a uma forte regressão no tecido industrial da cidade, devido à deslocalização das fábricas para outros países, principalmente para Marrocos, à concorrência das empresas estrangeiras, à queda na produção piscatória, e à avançada idade da maquinaria.[8] Outro símbolo da renovação urbana de Portimão foi o Cine-Teatro, inaugurado em 1938.[37]

Surgiu então uma nova função económica, o turismo, que se começou a desenvolver na década de 1960, com a instalação de vários hotéis e restaurantes, tendo um dos principais estabelecimentos no concelho sido o complexo da Penina.[8]

O primeiro presidente da Câmara Municipal de Portimão após a Revolução de 25 de Abril de 1974 foi Martim Afonso Pacheco Gracias, que ocupou aquele posto até 1993.[38] Durante o seu mandato, o concelho conheceu um considerável desenvolvimento em termos de saneamento básico, serviços escolares, transportes, e outras infraestruturas básicas, tendo por exemplo sido instalados dois corredores rodoviários de grande importância, as avenidas V3 e V6, e os edifícios da piscina e do novo mercado municipal.[39]

Década de 1990

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Em 1991 foi inaugurada a Ponte Nova de Portimão,[40] de forma a reduzir os problemas de tráfego na ponte antiga, situação que estava a causar grandes entraves ao desenvolvumento de Portimão, que era então a segunda principal cidade no Algarve.[41]

Em 1999 deu-se um importante marco a nível da prestação dos serviços de saúde na região, com a inauguração do Hospital de Portimão.[42]

Século XXI

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Em 2 de Novembro de 2008 foi inaugurado o Autódromo Internacional do Algarve, que é considerado como um dos melhores no espaço europeu.[43]

Freguesias

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Freguesias do município de Portimão

O município de Portimão está dividido em 3 freguesias:

Freguesias do município de Portimão
Freguesia Residentes (2011) Residentes (2021)[4]
Alvor61546314
Mexilhoeira Grande40294313
Portimão4543149218
Total5561459845

Demografia

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De acordo com os dados do INE o distrito de Faro registou em 2021 um acréscimo populacional na ordem dos 3.7% relativamente aos resultados do censo de 2011. No concelho de Portimão esse acréscimo rondou os 7.6%.

Portimão
AnoPop.±%
1864 9 383    
1878 10 567+12.6%
1890 11 826+11.9%
1900 13 700+15.8%
1911 15 697+14.6%
1920 14 983−4.5%
1930 21 131+41.0%
1940 21 419+1.4%
1950 23 697+10.6%
1960 24 142+1.9%
1970 25 195+4.4%
1981 34 464+36.8%
1991 38 833+12.7%
2001 44 818+15.4%
2011 55 614+24.1%
2021 59 845+7.6%

★ Número de habitantes "residentes", ou seja, que tinham a residência oficial neste município à data em que os censos se realizaram

Número de habitantes por Grupo Etário ★★[44]
1900 1911 1920 1930 1940 1950 1960 1970 1981 1991 2001 2011 2021
0-14 Anos 4 862 5 538 4 970 6 594 6 098 5 876 5 519 5 690 7 557 7 124 6 666 8 715 8 567
15-24 Anos 2 406 3 025 3 033 4 251 4 001 4 224 3 811 4 030 4 736 5 663 5 944 5 687 6 038
25-64 Anos 5 808 6 486 6 228 9 149 9 845 11 694 12 547 13 100 17 701 20 213 24 456 31 008 31 809
= ou > 65 Anos 676 846 641 1 076 1 347 1 690 2 265 2 765 4 470 5 833 7 752 10 204 13 431

★★ De 1900 a 1950 os dados referem-se à população "de facto", ou seja, que estava presente no município à data em que os censos se realizaram. Daí que se registem algumas diferenças relativamente à designada população residente

Equipamentos

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Marina de Portimão

Hoje[quando?] é possível aceder a Portimão a partir de qualquer ponto do país.

Património

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Vista aérea de Portimão, em 2023.

Ver também: Lista de património edificado em Portimão

O Convento de São Francisco (ou Convento de Nossa Senhora da Esperança).
Ponte ferroviária sobre o Rio Arade, ao PK 18 da Linha do Algarve, entre Ferragudo e Portimão.
Villa Romana da Abicada

Património arqueológico

Património não religioso

Património religioso

Património de origem natural

Portimão também é uma cidade muito marcada pelo desporto. É aqui que se realizam, no Verão, o Mundialito de Futebol de Praia e a Etapa Portuguesa da Liga Europeia de Futebol de Praia. Por vezes, a Volta a Portugal em Bicicleta e foi palco do Rali Lisboa-Dakar, onde também se costumam praticar desportos náuticos, como o surfe e o Kitesurf e outros desportos de ação como o BMX e o skate. Portimão também tem vários clubes desportivos como por exemplo o Portimonense, Portinado ou o Clube Bicross de Portimão.

A 2 de novembro de 2008 foi inaugurado, oficialmente, o Autódromo Internacional do Algarve.

Política

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Eleições autárquicas [58]

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Odivelas, desde 1976, foi sempre uma autarquia do Partido Socialista.

Data % V % V % V % V % V % V % V % V % V % V % V % V % V % V % V % V % V Participação
PS FEPU/APU/ CDU PPD/ PSD CDS-PP GDUP PCTP/ MRPP AD UDP/ BE PPM PRD PSD-CDS IND MPT NC CH PAN A
1976 39,31 4 22,50 2 18,20 1 7,10 - 5,53 - 3,14 -
67,61 / 100,00
1979 52,91 4 15,25 1 AD AD 0,43 - 25,92 2 2,85 - AD
74,98 / 100,00
1982 55,28 4 17,31 1 22,66 2 0,95 -
72,00 / 100,00
1985 51,96 4 11,14 1 23,45 2 0,79 - 9,56 -
64,07 / 100,00
1989 39,12 3 11,04 1 38,87 3 5,31 - 1,42 -
56,48 / 100,00
1993 43,88 3 11,76 1 34,59 3 4,71 - 1,72 -
60,68 / 100,00
1997 47,08 4 10,80 - 33,06 3 3,15 - 1,41 -
58,65 / 100,00
2001 50,82 4 7,47 - 23,37 2 12,60 1 1,43 - CDS-PP
52,14 / 100,00
2005 42,54 4 10,67 1 CDS-PP PPD/PSD 7,47 - PSD-CDS 28,72 2 5,12 - PSD-CDS
51,06 / 100,00
2009 55,49 5 5,93 - 25,13 2 4,31 - 6,31 -
54,16 / 100,00
2013 30,05 3 12,11 1 16,67 1 18,96 1 12,28 1 CDS-PP CDS-PP
42,39 / 100,00
2017 44,56 4 7,78 - CDS-PP PPD/PSD 11,66 1 PSD-CDS 24,36 2 PSD-CDS 5,89 -
41,16 / 100,00
2021 39,88 5 5,11 - 17,54 2 13,03 1 6,82 - PPD/

PSD

PPD/

PSD

CDS-PP 10,16 1 3,07 - CDS-PP
42,97 / 100,00

Eleições legislativas

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Data %
PS PCP PSD CDS UDP AD APU/

CDU

FRS PRD PSN BE PAN PSD
CDS
L CH IL
1976 47,09 17,62 15,12 7,73 2,64
1979 33,62 APU AD AD 3,79 32,71 23,25
1980 FRS 2,08 33,43 16,27 40,31
1983 46,46 17,96 8,58 1,35 19,61
1985 18,42 26,42 5,37 1,71 15,53 27,37
1987 24,22 CDU 46,19 3,29 1,16 10,07 8,57
1991 30,66 50,69 3,02 7,33 1,06 2,50
1995 50,78 26,63 10,05 0,80 7,76 0,33
1999 49,03 27,03 8,51 8,38 2,82
2002 42,02 34,54 9,62 5,62 3,59
2005 48,95 23,33 6,50 6,49 9,42
2009 31,86 24,50 11,65 6,72 17,45
2011 23,00 35,21 14,29 7,80 9,63 1,68
2015 32,10 CDS PSD 8,09 16,21 1,97 30,03 0,76
2019 34,62 21,22 4,21 6,42 14,67 5,41 1,18 2,29 0,92
2022[59] 37,27 23,80 1,37 4,23 6,62 2,34 1,07 14,20 5,31
2024[60] 23,04 AD AD 21,49 2,52 6,10 2,70 2,92 30,53 5,05


Lista dos Presidentes da Câmara Municipal de Portimão


Pré-25 de Abril de 1974

  • Dr. José António dos Santos
  • Francisco da Graça Mira
  • Jaime da Glória Dias Cordeiro
  • Francisco Marques da Luz
  • Guilherme Francisco Dias
  • José dos Santos Ribeiro
  • Manuel Francisco Borralho
  • Francisco José Duarte
  • Dr. António Pacheco Teixeira Gomes
  • Álvaro Joaquim Calhau
  • Dr. Frederico Ramos Mendes
  • Joaquim Valadares Pacheco
  • Salvador Gomes Vilarinho
  • Dr. Rogério Reis Alvo
  • José dos Reis Baptista
  • Eng. João Deodato Neto
  • Reinaldo Pereira Assunção

Pós-25 de Abril de 1974 * Rogério Jorge Castelo

Personalidades destacadas

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Geminações

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A cidade de Portimão é geminada com as seguintes cidades[61]:

Vista panorâmica de Portimão

Ver também

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Referências

  1. 1 2 «Álvaro Bila é o presidente da Câmara de Portimão, Eduardo Catarino é o novo vereador». Sul Informação. 2 de julho de 2024. Consultado em 17 de julho de 2024
  2. Usando os limites da cidade dos Censos de 2011 e os dados sobre os lugares estatísticos dos Censos 2021, tem-se que a cidade de Portimão inclui os lugares de Portimão, Praia da Rocha, Três Castelos, Alto Pacheco, Três Bicos, São Sebastião, Pedra Lourinha/Vale Lagar, Sesmarias, Chão das Donas, Aldeia do Carrasco, Cabeço do Mocho, Vale da Arrancada, Aldeia Nova da Boavista, Boavista, Coca Maravilhas, Cardosas, Poço Seco, Bom Retiro e Caldeira do Moínho.
  3. Instituto Geográfico Português (2013). «Áreas das freguesias, municípios e distritos/ilhas da CAOP 2013». Carta Administrativa Oficial de Portugal (CAOP), versão 2013. Direção-Geral do Território. Consultado em 28 de novembro de 2013. Arquivado do original (XLS-ZIP) em 9 de dezembro de 2013
  4. 1 2 INE. «Censos 2021 - resultados preliminares». Consultado em 29 de julho de 2021
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  6. Lei n.º 11-A/2013, de 28 de janeiro: Reorganização administrativa do território das freguesias. Anexo I. Diário da República, 1.ª Série, n.º 19, Suplemento, de 28/01/2013.
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Bibliografia

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Ligações externas

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