Porto Maravilha

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O Porto Maravilha é um programa de revitalização da Prefeitura do Rio de Janeiro com o intuito de requalificar a "Região Portuária" da cidade (parte do Caju, Gamboa, Saúde, Santo Cristo e parte do Centro), que sofreu grande degradação a partir dos anos 1960 por falta de incentivo às indústrias e residências na região.[1] [2] [3] O projeto prevê o desenvolvimento da região baseado em princípios de sustentabilidade, com a reestruturação de ruas, praças e avenidas, trazendo melhoria na qualidade de vida dos atuais e futuros moradores. Além das obras, o projeto é responsável pelos serviços (coleta de lixo, calçamento, iluminação) na região até 2026. O custo total da operação é de 8 bilhões de reais. A operação urbana abrange uma área de 5 milhões de metros quadrados, tendo, como limites, as avenidas Presidente Vargas, Rodrigues Alves, Rio Branco e Francisco Bicalho. A previsão é que toda a região seja transformada até 2016.

Descrição[editar | editar código-fonte]

As principais intervenções serão:

  1. Demolição do Elevado da Perimetral;
  2. Substituição da Avenida Rodrigues Alves por via expressa;
  3. Construção da via Binário do Porto, que corta a região entre a Praça Mauá e a Rodoviária Novo Rio.

Serão reurbanizadas mais 5 milhões de metros quadrados, 70 quilômetros de vias, reconstruídas 700 quilômetros de redes de infraestrutura urbana (água, esgoto, iluminação, drenagem e telecomunicações), implementadas 17 quilômetros de ciclovias e 15 000 árvores plantadas. O ícone da requalificação da área é a construção do Museu do Amanhã, com inauguração prevista para 2015. Também na Praça Mauá, foi inaugurado, em 2013, o Museu de Arte do Rio (MAR), que, junto da Escola do Olhar (em anexo), se tornou referência para a arte e o conhecimento na cidade.

Em conjunto com a transformação da área de 5 milhões de metros quadrados, vem a tarefa de preservar a identidade e as características dessa região. O Porto Maravilha quer garantir que a população se beneficie da requalificação para melhorar sua qualidade de vida sem sair da área. Juntos, os programas Porto Maravilha Cidadão e Porto Maravilha Cultural complementam a operação urbana, mostrando que é viável recuperar os espaços urbanos degradados para construir uma cidade que respeite cultura, história e meio ambiente e que seja cada vez mais justa para todos os seus cidadãos.

Cabe, à Companhia de Desenvolvimento do Porto (CDURP), a articulação entre os demais órgãos públicos e privados e a Concessionária Porto Novo - que executa obras e serviços nos 5 milhões de metros quadrados da Área de Especial Interesse Urbanístico (AEIU) da Região do Porto do Rio. Enquanto gestora da operação, a CDURP presta contas à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e participa da aprovação de empreendimentos imobiliários em grupo técnico da Secretaria Municipal de Urbanismo (SMU). Também é o órgão que tem a responsabilidade de disponibilizar parte dos terrenos em sua área para o mercado.

Como as obras e serviços são pagos?[editar | editar código-fonte]

A prefeitura aumentou o potencial de construção de imóveis da Região Portuária, área que atrai a atenção de investidores do setor imobiliário para projetos comerciais e residenciais. Interessados em explorar esse potencial devem comprar Certificados de Potencial Adi­cional Construtivo (Cepacs), títulos usados para custear ope­rações urbanas que recuperam áreas degradadas nas cidades.

Todo o valor arrecadado com a venda dos Cepacs é obrigatoria­mente investido na requalificação da região, inclusive áreas de preservação em que os imóveis não podem ter aumento de potencial. O dinheiro paga todas as obras e serviços do Porto Maravilha nos 5 milhões de metros quadrados. O resultado é que o município não usa recursos do tesouro nas obras e ainda economiza nos serviços públicos. Além disso, pelo menos 3% da venda dos Cepacs são obriga­toriamente investidos na valorização do patrimônio material e imaterial da área.

Principais obras[editar | editar código-fonte]

Principais serviços[editar | editar código-fonte]

Dentre os serviços administrados pelo consórcio Porto Novo após a conclusão das obras, está a conservação e manutenção do sistema viário, das praças, áreas verdes, iluminação pública, calçadas e sinalização do transito. Será implantada a coleta seletiva de lixo. Serão instalados bicicletários que irão incentivar, junto com a ciclovia, o transporte por bicicletas. A manutenção e conservação de pontos e monumentos turísticos, históricos e geográficos também será realizada pelo consórcio, que vai manter um serviço de atendimento ao cidadão.

Projetos que se encontram em fase de estudos[editar | editar código-fonte]

  • Trump Tower Rio;
  • Torre Guanabara;
  • Torre Carioca;
  • Torre Comercial da WTORRE - localização: ao lado da Rodoviária Novo Rio;
  • Ampliação e restauração da Estação Central do Brasil, com a construção de shopping e edifício comercial;
  • Centro de convenções de grande porte;
  • Centro de Inovação da Cisco;
  • Centro Nacional de Resseguros, que reunirá, a princípio, 17 empresas do setor;
  • Construção de estacionamento subterrâneo na Praça Mauá com capacidade para até mil veículos;
  • Construção de memorial nas ruínas do Cais do Valongo;[6]
  • Construção de museu para abrigar os achados arqueológicos da Zona Portuária,[6] ainda sem local definido;
  • Condomínio do Samba;
  • Demolição do Terminal Rodoviário Padre Henrique Otte, localizado ao lado da rodoviária Novo Rio;
  • Empreendimento da MDL Realty - localização: esquinas da Avenida Cidade de Lima com Rua Cordeiro da Graça;
  • Escola de Arte Culinária e Agricultura Sustentável (ARCA);
  • Escola de Turismo do Rio;
  • Estúdio de tevê para o canal de venda Shoptime;
  • Hotel da rede Hyatt;
  • Memorial à Diáspora Africana;[6]
  • Museu da Gastronomia Brasileira;
  • Museu da Ditadura Militar;
  • Museu Olímpico;
  • Centro Cultural Encontro da Cidade;
  • Centro de convenções de médio porte;
  • Centro de Distribuição de Uniformes;
  • Centro de Mídia não Credenciada;
  • Centro Operacional de Tecnologia;
  • Centro Principal de Credenciamento de Staff e Voluntários;
  • Centro Principal de Distribuição;
  • Centro Principal de Operações;
  • Hotel Posseidon de 45 andares;
  • Plano Inclinado do Morro da Providência, ligando a Ladeira do Barroso à Praça da Igreja do Cruzeiro;
  • Polo Audiovisual ligado à Rio Film Commission;
  • Prédio anexo do BNDES;
  • Prédio Corporativo Barão de Tefé - 25 andares;
  • Nova reforma dos armazéns 1 a 5, que serão transformados no novo terminal aquaviário de passageiros do Píer Mauá
  • Nova sede da Guarda Portuária;
  • Prédio da Michelin - após a saída da Escola de Magistratura (Emerj), a Prefeitura do Rio de Janeiro, dona do imóvel, pretende vendê-lo à iniciativa privada ou desenvolver um novo projeto para o local;
  • Prédio da Petrobras - localização: próximo da Rodoviária e do Canal do Mangue;
  • Prédio do INEA;
  • Reconstrução do Terminal Rodoviário Américo Fontenele, localizado nos fundos da Estação Central do Brasil;
  • Prédio Corporativo Construtora CHL - 25 andares;
  • Prédio Corporativo MDL Realty - localização: Rua Santo Cristo;
  • Prédio Corporativo Sandria Projetos e Construções Ltda;
  • Prédio Corporativo Venezuela - 22 andares;
  • Recuperação de 499 imóveis antigos para uso residencial (Programa "Novas Alternativas");
  • Sede carioca do Studio X, centro de estudos de arquitetura e design em convênio com a Universidade Columbia, de Nova York;
  • Sede da Lojas Americanas;
  • Sede da Microsoft;
  • Sede da Odebrecht - localização: Avenida Venezuela: 20 andares em 30 000 m²;
  • Sede do Comitê Olímpico Brasileiro (COB);
  • Sede do Tribunal Regional Federal da 2ª Região;
  • Tefe 27 - localização: Avenida Barão de Tefé;
  • Terminal aquaviário público de passageiros.
O Museu de Arte do Rio, inaugurado em 2013, foi um dos primeiros projetos do Porto Maravilha a ser concluído

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências