Porto de Eleutério

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Porto de Eleutério
Eleutherion, Portus Eleutherius,
Portus Theodosiacus, Porto de Teodósio
Peças arqueológicas encontradas no Porto de Eleutério
Localização atual
Porto de Eleutério está localizado em: Istambul
Porto de Eleutério
Localização do Porto de Eleutério em Istambul
Coordenadas 41° 0' 17" N 28° 57' 8" E
País  Turquia
Cidade Istambul
Dados históricos
Fundação 6 500 a.C.
Notas
Escavações 2004
Peso de balança esculpido descoberto durante as escavações do Porto de Eleutério

O Porto de Eleutério (em grego: λιμήν Ἐλευθερίου; em latim: Portus Eleutherius), também conhecido pelo seu nome posterior de Porto de Teodósio (em grego: λιμήν Θεοδοσίου; em latim: Portus Theodosiacus), foi um dos portos da antiga Constantinopla, a capital do Império Bizantino. Situava-se na margem do Mar de Mármara, no sul da península da parte muralhada de Cosntantinopla, no que é hoje o bairro de Yenikapı do distrito de Fatih de Istambul, Turquia.[nt 1]

Os outros portos antigos da cidade eram os de Juliano, o pequeno porto do Palácio de Bucoleão, ambos na margem sul da península, no Mar de Mármara, e os portos de Neório e Prosfório, no lado norte, na embocadura do Corno de Ouro, na extremidade do Bósforo.[nt 1]

Descrição[editar | editar código-fonte]

Em novembro de 2004, os trabalhadores do Marmaray, um túnel ferroviário em construção ligando as duas margens do Bósforo, descobriram os restos assoreados do porto no local previsto para a nova estação de Yenikapı. As escavações provaram que os vestígios são do Porto de Eleutério.[1] [nt 1] As escavações no local converteram-se numa das maiores investigações na Europa, pela dimensão e pelo número de naufrágios encontrados desde a descoberta inicial.[1] O porto comercial, em uso entre os séculos V e X era uma alternativa às instalações portuárias principais, situadas ao largo da entrada do Corno de Ouro.[2] Está prevista a construção de um museu perto da nova estação para acolher as obras descobertas.[1] [nt 2]

As escavações estão a contribuir muito para o alargamento do conhecimento da história de Istambul, que afinal é mais antiga do que se pensava, remontando a 6 500 a.C. Foram descobertos esqueletos com 8 000 anos em quatro sepulturas pré-históricas. À medida que os trabalhos de escavação avançam, têm sido desenterrados mais túmulos, os quais revelam que Istambul é o local de assentamentos muito antigos da Idade da Pedra.[3] [nt 2]

Além de esqueletos, durante as escavações foram descobertos restos de 36 navios de guerra dos séculos VI a X, incluindo quatro galés ligeiras do tipo galea.[4] Os barcos foram conservados na Universidade de Istambul e no Instituto de Investigação Submarina de Bodrum.[nt 2]

Foram também encontrados restos daquilo que são consideradas as muralhas mais antigas de Istambul. Cerca de 500 peças[3] descobertas durante as escavações foram exibidas no Museu Arqueológico de Istambul.[nt 2]

Notas

  1. a b c Artigo «Harbour of Eleutherios» na Wikipédia em inglês (acessado nesta versão).
  2. a b c d Artigo «Estación y sitio arqueológico de Yenikapı» na Wikipédia em espanhol (acessado nesta versão).

Referências

  1. a b c Covington, Richard (2009). «Uncovering Yenikapi». www.saudiaramcoworld.com (em inglês). Saudi Aramco World. Consultado em 27 de julho de 2010. Cópia arquivada em 27 de julho de 2010 
  2. Hammond, Norman (31 de dezembro de 2007). «Nautical archaeology takes a leap forward». www.timesonline.co.uk (em inglês). The Sunday Times. Consultado em 27 de julho de 2010. Cópia arquivada em 27 de julho de 2010 
  3. a b Anatolia News Agency (10 de fevereiro de 2009). «A never-ending story of Istanbul's 8,500-year history» (em inglês). Hürriyet Daily News. arama.hurriyet.com.tr. Consultado em 27 de julho de 2010. Cópia arquivada em 27 de julho de 2010 
  4. Delgado 2011, p. 188–191.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Delgado, James P (2011), «Ships on Land», in: Catsambis, Alexis; Ford, Ben; Hamilton, Donny L., The Oxford Handbook of Maritime Archaeology, Oxford University Press, pp. 182–191, ISBN 978-0-19-537517-6 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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